quinta-feira, 9 de maio de 2013

Adeptos levam tarja de avioneta ao Seixal



Esta mensagem passará por cima do Seixal hoje à hora do treino do Benfica

-Imagem retirada do Blog Apanhados Quânticos

Bernardo Ribeiro: "Clássico no Dragão pode marcar uma era"



Por muito importante e interessante que seja – e é mesmo! – a final da Liga Europa na próxima quarta-feira, é no Dragão, no sábado, que se realiza o jogo do ano no futebol português. É que para além de existir um título nacional em disputa, há muito mais. Uma rivalidade de anos, cimentada por dirigentes que hoje não se podem ver, por muito amigos que tenham sido.

Essa mesma rivalidade, que já existia mas foi exacerbada a expoentes nunca antes vistos com Pinto da Costa e Vieira, alastrou aos relvados, às bancadas e até aos pavilhões e hoje um clássico, seja em que modalidade for, tem infelizmente tudo para acabar mal. Quem não se lembra das bolas de golfe, das luzes apagadas e regadores ligados ou mesmo da violência no basquetebol, brindada com figuras tristes inesperadas?

São cenas destas que desejamos afastadas do jogo da decisão. E que sejam protagonistas homens como Jorge Jesus e Vítor Pereira, que aconteça o que acontecer mereciam ver reconhecidos méritos no trabalho desenvolvido. Isto para não falar de craques como Moutinho, Lucho ou Jackson, de um lado, Matic, Salvio ou Lima, do outro, que semana após semana nos vão deliciando com o talento que espalham pelos estádios. E seja quem for o árbitro escolhido, que trabalhe sem medo das consequências de apitar o que vir. E que seja feliz. Se não errar sempre para o mesmo lado, acreditaremos que assim foi.

O discurso de ontem de Jesus foi afirmativo e confiante. Bem diferente do que ouvimos no final do jogo com o Estoril. Confesso que fiquei impressionado. Nunca tinha visto o técnico do Benfica tão diminuído numa aparição pública. O regresso aos treinos e à realidade – a águia lidera e pode mesmo sair empatada do Dragão – terá aplacado as dúvidas entretanto surgidas. O clássico tem tudo para ser memorável. Jesus quer fazer história e festejar o título no Dragão, algo nunca visto. Aliás, mesmo nas Antas não há memória. Vítor Pereira preferirá repetir a festa e manter as tradições. O resultado do clássico pode marcar uma era.


-Bernardo Ribeiro, jornal Record

Bruno Carvalho: Melhor forma de ganhar o campeonato é renovar já com Jorge Jesus



O QUE EU FARIA SE FOSSE PRESIDENTE DO SLB

Advertência prévia: este texto é só para Benfiquistas e com ele pretendo que haja uma saudável troca de ideias.

Para que se possa delinear a estratégia de actuação mais correcta para o Sport Lisboa e Benfica, parece-me essencial responder a duas questões:

1. Deverá Jorge Jesus continuar no Benfica caso o Benfica perca o campeonato e a Liga Europa?

2. Qual a melhor forma de garantir a vitória neste campeonato?

Vamos, então, procurar responder a essas questões essenciais:

Pergunta 1:

Parece-me que, ganhe ou não ganhe, Jorge Jesus deve seguir no Benfica. O Benfica tem praticado um bom futebol, os jogadores têm sido valorizados e a estabilidade que se conferir a Jorge Jesus irá, mais tarde ou mais cedo, dar os seus frutos. Eu estou muito à vontade para dizer isto porque Jesus nunca foi a minha escolha, mas reconheço que ele deve ficar mais anos no Benfica.

Imaginemos o cenário pior: Benfica perde campeonato e Liga Europa. Jorge Jesus por pressão dos resultados sai do Benfica e vai para o Porto. Esse canário seria catastrófico para o Benfica.

Por isso, parece-me inequívoco que, ganhe ou perca, Jorge Jesus deve seguir no Benfica.

Pergunta 2:

A melhor forma de ganhar este campeonato é retirar pressão e ansiedade para o jogo das Antas. Isso parece-me inequívoco. Quanto menos pressão, mais possibilidade temos de ser campeões.

SOLUÇÃO:
Se eu fosse Presidente do Benfica (e o actual Presidente do Benfica pode aproveitar a minha sugestão que terá o meu pleno apoio), renovava JÁ o contrato com Jorge Jesus, e por 3 anos!

Convocaria uma conferência de imprensa para amanhã e diria: ganhemos ou percamos este campeonato, Jorge Jesus é o treinador do Benfica até ao final do mandato!

Com isto reforçava, e muito, os índices de confiança da equipa, e retirava toda a pressão que o jogo das Antas tem para o Benfica.

Renovar se formos campeões é fácil.

Difícil é renovar agora.

Renovar agora é de Homem. E é nos momentos difíceis que se vêm os Homens.

Discordo profundamente quando Rui Rangel (que mantém um silêncio incompreensível) dizia que renovaria com o treinador consoante os resultados. Isso qualquer um faz.

A renovação com Jesus, agora, já, apanharia o nosso adversário de surpresa e seria o golpe de asa que nos poderá dar o título, até porque eles não farão o mesmo com o treinador deles pois sabem que ele é muito fraco!

Espero que Luís Filipe Vieira faça o que sugiro!

Viva o Benfica!!!

PS: este texto tem um intuito totalmente construtivo e visa a defesa dos superiores interesses do Benfica. Admito que muitos discordem, mas aqui estamos para conversar todos.


-Bruno Carvalho, Facebook

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Marinho Neves sobre o clássico: "Ganha quem se mexer melhor nos bastidores"



Mas afinal quem vai ganhar o campeonato????? 


Sem dúvida a equipa que se apresentar com maior atitude e encontrar os ingredientes certos para acrescentar à motivação. 

O Benfica está em desvantagem e vai ter de fazer o melhor jogo do campeonato, porque no Dragão há motivação extra. 

Vai ganhar quem tiver menos escrúpulos e quem melhor se mexer nos bastidores. Mas..... já vi no dragão o Martins dos Santos marcar 2 penalties contra o Porto em jogo com o Sporting.

-Marinho Neves, Facebook

Bagão Félix: "Benfica aumentou o risco de morrer na (Estoril) praia..."


O Benfica complicou as contas de campeão. Ultrapassado o obstáculo do Sporting e a barreira dos Barreiros, a euforia instalou-se em demasia e o jogo com o Estoril seriam favas contadas. No futebol nem tudo o que parece difícil o é, e às vezes o que se afigura fácil complicado se torna. 

O treinador do Estoril referiu e bem que se menorizou a sua equipa que, aliás, foi até a melhor equipa que jogou na Luz nesta Liga.

Diga-se que a euforia não resultou de declarações do presidente ou do treinador do Benfica que foram suficientemente cautelosos. Mas a convicção estava enraizada sobretudo depois da passagem à final da Liga Europa. 

Em favor da concentração única e exclusiva nos jogos por disputar, ter-se-iam dispensado algumas atitudes como, por exemplo, uma conferência de Imprensa do responsável pela comunicação social.

O jogo poderia ter sido resolvido nos primeiros 15 minutos. Lima foi estranhamente perdulário. E o emocionalmente instável Carlos Martins nunca deveria ter entrado, havendo Aimar ou Ola John no banco...

Neste momento lembro-me do disparate da saída de Bruno César ficando-se com um meio-campo que não tem substituições à altura para cansaços, lesões e castigos.

É certo que o Benfica continua a depender de si próprio... mas agora o adversário também. Duas equipas diferentemente fortes vão decidir no sábado o campeonato. 

Espero que o árbitro não seja figura determinante. O Benfica tem a vantagem de ter mais dois pontos e o Porto a de jogar em casa, mais fresco e subitamente reanimado. 

O Benfica pode vencer, mas também aumentou o risco de morrer na (Estoril) praia...» 

- Bagão Félix, jornal A Bola, 8 de Maio de 2013

José António Saraiva: "Daqui para a frente vai ser tudo arrancado a ferros"



Há pequenos factos que decidem tudo. Uma época inteira de êxitos pode ser comprometida por um simples pormenor. No jogo com o Estoril, que relançou todas as dúvidas sobre o título, houve dois momentos decisivos:

1. A cabeçada de Lima aos 10 segundos, que milagrosamente (para o Estoril) saiu na direção do guarda-redes;

2. A lesão de Enzo Pérez aos 19m, substituído por Carlos Martins.

O facto de o Benfica não conseguir marcar cedo começou a enervar os jogadores, que falharam depois vários golos fáceis (com destaque para Lima).

E à fadiga nervosa associou-se a partir da meia hora cansaço muscular, potenciado pela lesão de Enzo, um carregador de pianos que muitas vezes levou a equipa às costas. Até porque o seu substituto, além de não estar ao mesmo nível, despediu-se do campo aos 78m, deixando um enorme buraco.

Aqui, veio ao de cima outra realidade: o Benfica não tem plantel para uma carga de jogos e de responsabilidade tão grande. No meio-campo só tem Matic e Enzo. As alternativas são Aimar (que acabou), André Gomes (muito verde) e Carlos Martins (inconstante).

A carreira da equipa esta época foi tremenda, e todos os adeptos devem estar orgulhosos do trabalho feito. Mas deverão ter consciência de que, daqui para a frente, vai ser dificílimo. O plantel está espremido ao máximo. Jesus fez invenções atrás de invenções. Agora já não dá para inventar mais – e há jogadores que estoiraram.

Portanto, benfiquistas: se nada está perdido, tudo daqui para a frente vai ter de ser arrancado a ferros. Até porque o FC Porto normalmente não falha nestas alturas. E o Chelsea é uma constelação europeia de estrelas.


-José António Saraiva, 8 de Maio 2013, jornal Record

Humor: Pinto da Costa com medo do Benfica

Nuno Farinha diz que se Jesus perder o campeonato vai ficar como um dos treinadores com piores resultados no Benfica



Jorge Jesus vai na quarta época ao serviço do Benfica. Vítor Pereira está há duas no FC Porto. Jesus era visto até há poucos dias, com largo consenso, como um dos melhores treinadores da história do Benfica. Mais pela capacidade de despertar o gigante adormecido do que propriamente pelos resultados.

Vítor Pereira tem sido visto, desde a primeira hora, como um dos treinadores mais fracos da história do FC Porto – embora os seus críticos tenham dificuldade em identificar-lhe as fraquezas. Não tem carisma, dizem. E por aí ficam. Ora, um campeonato que estava fechado e foi reaberto contra a maioria das expectativas pode, afinal, influenciar de forma decisiva os balanços que estão por fazer às respetivas gestões de Jorge Jesus e Vítor Pereira.

Se Jesus confirmar o título e conseguir a segunda Liga em quatro temporadas, então sim, estaremos mesmo perante um dos mais bem-sucedidos treinadores na história das águias – com crédito para continuar mais uns anos. Mas se sair derrotado do Dragão e vier a perder o campeonato que festejou antecipadamente no Funchal, então o cenário é outro: uma única Liga desde 2009/10 (com plantéis de altíssima qualidade e beneficiando de avultados orçamentos) é muito curto e colocará JJ, por certo, como um dos treinadores com... piores resultados no Benfica. A um pequeno passo da glória, a um pequeno passo do desastre.

A situação de Vítor Pereira é absolutamente diferente. Nunca foi glorificado, negaram-lhe apoio nas horas mais difíceis, pareceu sempre uma solução a prazo no pós-AVB. No entanto, se vencer o Benfica e for capaz de levar o FC Porto ao bicampeonato, como poderá alguém negar o mérito do tal “treinador sem carisma”? Falhando o título, será muito fácil demitir Vítor Pereira. Ganhando, será quase impossível.

O clássico mais escaldante das últimas décadas (!) será o momento certo para se perceber o que valem, afinal de contas, Vítor Pereira e Jorge Jesus. É nestas horas que os melhores se impõem. E é deles (ou dele) que rezará a história.


-Nuno Farinha, jornal Record, 8 de Maio 2013

FC Porto - SL Benfica: História dá favoritismo ao Benfica

A análise aos 78 anos de campeonato nacional mostra essencialmente dois factos: o F.C. Porto-Benfica do próximo sábado é um jogo muito raro e os números dizem que seria surpreendente se o título acabasse no Dragão. Os dados vistos pelo Maisfutebol são aliás favoráveis ao Benfica.

Antes de mais, convém dizer que um clássico que jogue as contas do título entre os dois rivais em campo, quando os rivais são Porto e Benfica, apenas aconteceu duas vezes: em 38/39 e em 68/69. Acabaram ambos com um empate e a equipa que partiu para o jogo na liderança acabou campeã.

Por aqui já se vê como a tradição favorece os encarnados. Mas há mais: há por exemplo a certeza que haver uma troca na frente do campeonato nas duas jornadas finais é uma raridade. Em 78 anos de história da liga portuguesa, apenas por sete vezes houve troca na liderança nesta fase da época.

Nos últimos trinta anos, de resto, só aconteceu por duas vezes. A última é bem recente: em 2004/05, o Sporting entrou na penúltima jornada na liderança, embora com os mesmos pontos do Benfica, perdeu na Luz (0-1) e acabou por ser ultrapassado pelo rival, que foi campeão uma semana depois.

Vinte anos antes, em 85/86, o Benfica entrou na penúltima jornada com dois pontos de avanço sobre o F.C. Porto, perdeu em casa com o Sporting (Morato e Manuel Fernandes marcaram para os leões, Manniche reduziu) e permitiu que o F.C. Porto, vencendo em Setúbal, o igualasse na liderança.

Numa ponta final da época desastrosa, o Benfica voltou a perder na última jornada, somando duas derrotas seguidas: no Bessa, um golo Walker aos 53 minutos valeu o triunfo do Boavista. O F.C. Porto venceu em casa o Sp. Covilhã por 4-2 (a meia hora do fim perdia 1-2) e foi campeão.

Outras reviravoltas nas duas últimas jornadas do campeonato:

1942-43: Benfica ultrapassa o Sporting
O Sporting entra na penúltima jornada com um ponto de vantagem, mas perde no derby da Luz por 2-1 (golos de Júlio e Manuel da Costa para os encarnados, e Mourão para os leões) e é ultrapassado pelo Benfica. As duas equipas vencem na última jornada e o Benfica é campeão.

1954-55: Benfica ultrapassa o Belenenses
O Belenenses entra na última jornada com um ponto de avanço, mas a ter de receber o Sporting: no Campo das Salésias permite o empate (2-2) do então tetracampeão, enquanto o Benfica vence em casa o Atlético. Acabam com os mesmos pontos mas com vantagem para o Benfica, que é campeão.

1958-59: F.C. Porto ultrapassa Benfica
Um campeonato louco! À entrada da penúltima jornada, o Benfica liderava com vantagem de dois pontos, mas perde em Alvalade (2-1) e o Porto vence o Braga, ficando igualados. Na última jornada o Benfica dá 7-1 à CUF, mas o Porto vence o Torrense por 1-0 e é campeão por um golo apenas.

1978-79: F.C. Porto ultrapassa Benfica
Vinte anos depois, Benfica e F.C. Porto entram na última jornada igualados, mas o Benfica parte na liderança por ter melhor goal-average. Os encarnados não saem do nulo em Aveiro, enquanto o F.C. Porto goleia em Viseu. Na última jornada ambos vencem e o F.C. Porto é campeão por um ponto.

1979-80: Sporting ultrapassa F.C. Porto
O F.C. Porto tentava chegar ao tricampeonato e entra na penúltima jornada em igualdade com o Sporting, mas com vantagem no goal-average: ambos vencem e adiam a decisão para a última jornada. Nessa ronda, o F.C. Porto perde em Espinho (0-2), o Sporting vence o Leiria e é campeão.


-Noticia retirada do site do Mais Futebol

terça-feira, 7 de maio de 2013

28 de Abril de 1991: O dia em que o Porto tentou de "tudo" para ganhar ao Benfica e perdeu

Banif: O anúncio bancário da semana!

Video 1991: Vitória épica nas Antas por 0-2 com bis de César Brito

Video 2011: Benfica vence no Dragão para a Taça de Portugal por 0-2

Vítor Serpa diz que o empate frente ao Estoril foi desastroso e que FC Porto é favorito ao título



Pode ser desastroso para o Benfica, o empate de ontem, na Luz. Pelo momento em que aconteceu, pela carga psicológica que traz à águia, pela força anímica que leva ao dragão e, ainda, pelo desgaste emocional que pode provocar na recta final de uma época em que os jogadores carregaram toneladas de ansiedade e de suor.


E, no entanto, em relação ao jogo de ontem, nada mais justo e de mais natural. Fantástico Estoril a libertar-se de um quarto de hora de dificuldade para um futebol de qualidade e de superioridade. Esteve, aliás, é bom que se diga, bem mais perto da vitória do que o seu afamado adversário. Esteve mais fresco, mais inteligente, mais forte e mais lúcido.

O que falhou no Benfica? Um golo no primeiro quarto de hora que lhe desse a força que logo depois lhe faltou; jogadores nucleares em condição normal; um meio-campo que não fosse apenas patrulhado por Matic; um Enzo sem lesões que teria, ao menos, evitado a entrada de um desatinado Carlos Martins, que acabaria por ser expulso matando qualquer hipótese de recuperação da sua equipa e até um Jesus menos bloqueado pelo desenrolar dos acontecimentos.

A duas jornadas do fim do campeonato, este empate do Benfica dá ao FC Porto o direito de acreditar mais no título porque, finalmente, também só depende dele e, muito especialmente, do jogo do próximo sábado. 

Teremos assim, no Dragão, o jogo do título e, até por jogar em casa, o FC Porto é, agora, favorito. 

Impressionante ponta final, plena de entusiasmo e emoção. 

O título jogar-se-á, muito provavelmente até à última gota.» 

- Vítor Serpa, jornal A Bola, 7 de Maio de 2013

Fernando Guerra: "Jesus moralizou os jogadores portistas e desmoralizou os seus"


Filme parecido a este vimos no ano passado, em que o Benfica dava a ideia de ter a situação controlada e num ápice transformou cinco pontos de avanço em seis de atraso. Mera semelhança apenas, sem correspondência com a realidade atual, na medida em que, como refere a sabedoria popular, se à primeira todos podem cair, à segunda só cai quem quer: como não está em causa nem a competência, nem a sabedoria de Jorge Jesus e como ele já se distraiu há um ano, a ninguém passa pela cabeça que se atreva a repetir a experiência e a transferir outra vez para o rival FC Porto os méritos que a sua generosidade, apesar de imensa, não há de consentir. 

De certeza, o campeonato ficou muito mais animado e o clássico de sábado readquiriu importância decisiva na definição da classificação, fazendo depender quase só dele a escolha do campeão 2012/2013.

É inequívoco que Jesus é bom treinador, mas é natural que haja outros tão bons ou melhores, como ontem Marco Silva suscitou, ao contrariar a lógica e intrigar as estatísticas que deram mais posse de bola ao Estoril num Estádio da Luz a transbordar entusiasmo. 

Este empate estava completamente excluído do programa de festas, mas mantém firme a ambição do treinador benfiquista, o qual revela total disponibilidade para confirmar o título na próxima jornada.

Como? Vencer e... assunto esclarecido, faz a festa na casa do Dragão. 

O Benfica continua líder do campeonato e o FC Porto segundo: o único problema é que, ao ceder dois pontos nesta fase decisiva da corrida, Jorge Jesus moralizou os jogadores portistas e talvez tenha desmotivado os seus...

-Fernando Guerra, jornal A Bola, 7 de Maio de 2013

Gaspar Ramos categórico: "Benfica não perde no Dragão"



O antigo diretor do Benfica, Gaspar Ramos, acredita que as águias vão conquistar o título nacional, apesar do empate de ontem ante o Estoril (1-1). 

«O Benfica sabe jogar em pressão alta, apesar de ter mais dificuldades quando fica à espera do adversário. 

Tem de faze-lo com a determinação com que normalmente o faz. Estou perfeitamente convencido que o Benfica vai no mínimo empatar, não vai perder o jogo no Dragão. 
É evidente que estes resultados não são bons no plano anímico mas o Benfica, como dizia Jorge Jesus, continua em primeiro lugar. Quem tem de ganhar o jogo é o FC Porto. 
Estou convencido que a nossa equipa tem qualidade para fazer um jogo normal e ainda tem tempo para recuperar fisicamente até sábado. 
Não me passa pela cabeça perder o campeonato. Uma coisa é começar a perder gás a dez jornadas do fim, outra é começar a três jornadas do fim, já com a praia à vista», observou Gaspar Ramos, em entrevista à Antena 1.

-Noticia retirada do site do jornal A Bola

João Alves critica festejos do título na Madeira


O antigo jogador dos encarnados considera que a equipa orientada por Jorge Jesus festejou, na Madeira, depois do jogo com o Marítimo, um título que, afinal, ainda não estava garantido.

João Alves, o conhecido "luvas pretas", diz que os festejos do Benfica na Madeira "foram fora do contexto", deixando-o "algo surpreendido".

O antigo jogador do Benfica sublinha que é uma regra elementar da atitude de uma equipa altamente profissional, como a do Benfica, ter sempre em conta que os "campeonatos só estão conquistados quando matematicamente for certo".

Sobre a falada renovação de contrato de Jorge Jesus, considera essa "uma questão de somenos importância", mostrando-se mais preocupado com a situação desportiva de uma equipa que "já dava sinais de fraqueza há cerca de um mês e meio", como mostra a "menor posse de bola" nos últimos jogos.

Em declarações a Bola Branca, o agora treinador João Alves, já no lançamento do clássico de sábado, no Dragão, admite que "o FC Porto ganhou ar no peito", enquanto "o Benfica perdeu".

Alves lamenta a ausência de Enzo Perez, que se lesionou no jogo com o Estoril, considerando que esta é mais uma situação a juntar à imagem que a equipa deu ontem, que "deixa os benfiquistas pouco optimistas".


-Noticia retirada do site da Rádio Renascença

Octávio Ribeiro: "FC Porto acaba de passar à condição de favorito"



Como dizem milhões de filósofos: o futebol é isto mesmo. Um estádio a rebentar de euforia. A confiança numa vitória fácil escorre da bancada para a relva entre cânticos aos deuses.

Mas na relva estão jogadores cansados. Com muitas centenas de quilómetros nas pernas e largos milhares, entre estradas e aviões. Este final de época é infernal para o Benfica. Há exatamente uma semana uma pergunta surgia neste espaço a linhas tantas: que pernas vai haver para o Estoril? Agora já todos sabemos a resposta: não houve.

Não houve pernas nem grande clarividência no banco. Também a sorte abandona quem mal decide. Jesus não ensaiou sequer uma terceira substituição. Carlos Martins deixa o relvado após mais um vermelho infantil depois de Jesus o ter elegido para substituir o lesionado Enzo Pérez. Carlos Martins não durou muito em campo, a equipa do Benfica não durou nada. Entre a exaustão e a consequente tremedeira, os jogadores do Benfica estiveram dormentes, embalados por um Estoril que dá gosto ver jogar.

Agora o campeonato está à mercê do FC Porto. Os comandados de Vítor Pereira precisam apenas de vencer em casa este Benfica, que tem só quatro dias para recuperar o corpo e o ânimo. Sábado há um grande jogo no Dragão.

Ao Benfica basta o empate para manter a vantagem de dois pontos. Mas quantos acreditam neste cenário? Em pouco mais de uma semana Jorge Jesus está entre o sonho e o pesadelo: ainda pode ganhar campeonato e Liga Europa, mas o corpo dos principais jogadores diz cada vez mais que não à conquista de ressaltos, à vitória em cada sprint, ao instinto matador.

Os próximos dias são decisivos para definir todo o trabalho de uma época no FC Porto e Benfica. No que toca apenas ao campeonato, o FC Porto acaba de passar à condição de favorito.


-Octávio Ribeiro, 7 de Maio 2013, jornal Record

Voleibol: Final com o Espinho deve ser repetida



Jogo da Luz só não foi retomado sábado, com o resultado da negra em 14-14, porque o Benfica alegou não existirem condições.

Espera-se para hoje uma decisão com caráter de urgência do Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Voleibol sobre o protesto do Sporting de Espinho no terceiro jogo da final, que disputou na Luz, e tudo indica, face aos elementos que O JOGO apurou, ser a repetição da partida o desfecho mais provável.

O erro de rotação na equipa do Benfica - Vinhedo serviu duas vezes seguidas -, no ponto que valeu o 15-13 na negra e a vitória por 3-2 em sets aos encarnados, foi detetado na hora e reconhecido pela equipa de arbitragem, que tomou a medida prevista pelo regulamento: atribuiu o ponto ao Sporting de Espinho, empatando o jogo a 14-14, e deu instruções para se recomeçar o jogo.

O problema foi que, naquele momento, já o Benfica festejava o título com os seus adeptos e os encarnados alegaram não existirem condições para retomar a partida, atitude que no limite lhes poderia valer uma derrota na secretaria, pois o regulamento prevê imponderáveis e dá um prazo de 4 horas para se retomar a partida. Como os árbitros concordaram com o argumento apresentado e deram a partida como terminada, a sua repetição afigura-se como inevitável.


-Noticia retirada do site do jornal O Jogo