quarta-feira, 27 de março de 2013

Indíce estatístico Inglês dá título ao Benfica



Statto Index Ratings prevêem manutenção da diferença de quatro pontos entre Benfica e FC Porto no final da temporada...


O índice estatístico Statto - uma das ferramentas mais utilizadas pelos apostadores no Reino Unido - atribui pela primeira vez o favoritismo ao Benfica na liga nacional.

De acordo com as previsões dos especialistas da Statto, revistas durante o fim de semana, o Benfica deverá terminar a época com 77 pontos, à frente de FC Porto (73 pontos), Braga (55), Paços de Ferreira (53) e Vitória Guimarães (41). As previsões da Statto apontam igualmente para a despromoção de Olhanense (25) e Beira-Mar (24). O Sporting, atual 10º classificado do campeonato, deverá terminar a época na nona posição, com 37 pontos.

A base de dados da Statto inclui todos os jogos de campeonato e taça disputados na Inglaterra e Escócia desde 1871, além de jogos e dados exaustivos de outras 18 ligas europeias. Ao todo, os arquivos informáticos da Statto englobam mais de 380 mil jogos de futebol.

A Statto desenvolveu um complexo sistema de análise estatística que digere a informação dos últimos 25 anos e fornece previsões - atualizadas diariamente - que são utilizadas posteriormente pelos principais "bookmakers" internacionais. As atuais previsões da Statto apontam para vitórias de Manchester United, Barcelona, Juventus, Bayern, PSG e Ajax nas restantes ligas principais da Europa.

-Noticia retirada do site do jornal O Jogo

Futuro da Benfica TV alvo de destaque em Espanha


Explotar y gestionar los derechos televisivos a través de tu propio canal de televisión. Eso es lo que ha concebido el Benfica con el objetivo de sacar más beneficio económico a una de las principales y más cuantiosas vías de ingresos de todos los clubes del mundo.

El conjunto portugués, en una iniciativa pionera que puede servir como modelo para futuras operaciones de este tipo en otros equipos europeos, elimina la traba de las negociaciones con los operadores externos de televisión para que sea Benfica TV quien gestione sus derechos televisivos a partir de la próxima temporada. La entidad lusa ha rechazado una oferta de la televisión portuguesa para vender sus derechos por 20 millones de euros, ya que entienden que la autogestión de los mismos podría generar aún más recursos.

El Benfica ha rechazado una oferta de 20 millones de la televisión portuguesa

Benfica TV pasará a ser un canal de pago, a través del cual los clientes deberán pagar por ver los partidos del equipo, ya sea mediante micropagos o suscripciones, por lo que el beneficio económico irá destinado únicamente al club. Asimismo, la entidad ha llegado a acuerdos con plataformas digitales para ampliar su difusión especialmente entre los países lusófonos.

La Premier como complemento

La televisión del Benfica ha apostado en serio por este precursor sistema, y como complemento para atraer a posibles suscriptores, ha decidido adquirir los derechos de retransmisión de la Premier League, la liga más vista del mundo y que en Portugal se sigue con especial atención. El campeonato inglés podrá verse únicamente a través de Benfica TV durante las tres próximas temporadas.

Benfica TV retransmitirá los partidos de la Premier League

Con la compra de los derechos de la Premier y la autogestión y explotación de los suyos propios, en el club luso auguran unos mayores ingresos de los que habrían percibido si éstos hubiesen sido vendidos a un tercero. Con esta medida, puede que muchos clubes europeos estén atentos a los resultados de esta operación, que en caso de ser positivos, podría llegar a ser una nueva alternativa para futuros acuerdos en cuanto a los derechos de televisión, sobre todo en países como España, donde la polémica suscitada con respecto al reparto de las cantidades que recibe cada equipo podría hacer plantearse a algunos clubes esta inédita vía de explotación.

-Noticia retirada do site Vavel

terça-feira, 26 de março de 2013

Site norte-americano coloca Benfica como a 18ª melhor equipa da Europa



O site norte-americano Bleacher Report elaborou o ranking das 20 melhores equipas europeias da atualidade. O destaque vai para o facto de FC Porto e Benfica integraram o restrito lote. As duas formações portuguesas aparecem em duas posições consecutivas.

O ranking é subjetivo, como todas as listas que nascem da opinião de quem as faz. Para o elaborar, o site levou em conta os resultados nos campeonatos nacionais e as participações nas provas europeias.

1º lugar - Bayern Munique
2º lugar - Barcelona
3º lugar - Real Madrid
4º lugar - Manchester United
5º lugar - Juventus
6º lugar - Borussia Dortmund
7º lugar - AC Milan
8º lugar - Atlético Madrid
9º lugar - Paris Saint-Germain
10º lugar - Shakhtar Donestsk
11º lugar - Chelsea
12º lugar - Málaga
13º lugar - Manchester City
14º lugar - Arsenal
15º lugar - Galatassary
16º lugar - Nápoles
17º lugar - FC Porto
18º lugar - SL Benfica
19º lugar - Tottenham
20º lugar - Inter

segunda-feira, 25 de março de 2013

Jorge Jesus: A evolução da gadelha


Video: Artur em entrevista exclusiva à Benfica TV

Video 1999: Benfica vence Rio Ave por 3-1 com Pepa a marcar o seu 1º golo de sénior

Bruno Carvalho critica perguntas de Rui Santos no Tempo Extra


Eu respeito muito Rui Santos, que semanalmente na SIC Notícias tem a coragem de dizer o que pensa, coisa que cada vez mais escasseia em Portugal.

O que ele faz não está ao alcance de muitos e acontece porque Rui Santos tem a necessária independência financeira para o poder fazer, mas também porque tem coragem física, sim coragem física pois esta malta do futebol não é para brincadeiras, e depois porque é bem formado, senão não teria a verticalidade de fazer o que faz.

Dito isto, devo confessar que são muitas as vezes em que eu estou em desacordo com Rui Santos, mas respeito-o, porque o espaço é dele, a opinião é a dele e ele tem todo o direito de dizer o que quiser até porque o faz com toda a independência.

Onde Rui Santos falha em toda a linha é nas perguntas que faz.

Até há pouco as respostas múltiplas propostas não eram mutuamente exclusivas, problema esse que foi quase corrigido.

Mas a pergunta desta semana do “Tempo Extra” causa-me tanta estranheza que tenho de falar dela:

“Em que clube gostaria de ver Jorge Jesus na próxima época?

- Benfica
- FC Porto
- Sporting
- Outro”

Quão o motivo desta pergunta?

Fazer o jogo de Pinto da Costa e desestabilizar o Benfica?

Porque não pergunta:

“Em que clube gostaria de ver Vítor Pereira na próxima época?

- FC Porto
- Passarinhos da Ribeira
- Pedrouços
- Outro”

É que depois desta época só mesmo clubes dos distritais é quererão o Vítor Pereira...

Eu sei que é apetecível, mas deixem o Benfica em paz e deixem-nos ir atrás da dobradinha, senão mesmo do "triplete"!

-Bruno Carvalho, Facebook

domingo, 24 de março de 2013

Dirigentes do FC Porto estão convictos da continuidade de Jesus no Benfica


O treinador do Benfica oferece garantias e desviá-lo para o FC Porto permitiria aos dragões dar mais uma bicada no orgulho das águias. Contudo, segundo as fontes contactadas, entre os dirigentes dos dragões existe a convicção de que no momento oportuno Luís Filipe Vieira e Jesus vão anunciar a renovação do acordo.


Neste momento, o ambiente está longe de ser o melhor nos corredores do Dragão e a questão do treinador assume particular importância.

-Noticia retirada do site do Correio da Manhã

Vítor Serpa: As razões porque gosta de Jorge Jesus


Há quem tenha a opinião de que, nos tempos modernos, um bom treinador de futebol tem de ser conhecedor do jogo e dos jogadores, culto, preocupado com a imagem, capaz de comunicar em várias línguas, capaz de lidar com facilidade com as novas tecnologias às quais deverá chamar ferramentas e ainda saber escolher as equipas multidisciplinares necessárias à preparação da equipa. 

Não contrario a ideia de que o treinador de futebol tenha de ter cada vez mais conhecimento e, por isso, tenha óbvias vantagens em ter uma base de sustentação escolar que melhor o capacite de lidar com as mais diversas e complexas competências necessárias ao entendimento do jogo e ao relacionamento com os jogadores. 

Mas, como em tudo na vida, há exceções à regra. Uma delas, talvez, mesmo, uma das mais exuberantes, é Jorge Jesus. 

Eu, confesso, sou fã do treinador e do homem. Não consigo deixar de gostar de um ser humano que despreza a moda e se está nas tintas para os padrões sociais em voga. 

Percebe-se que não o faz de uma forma estudada e hipócrita, mas por modo de ser, por personalidade, por privilegiar uma forma genuina de viver, como se nada verdadeiramente o tivesse mudado, lá por se tornar rico e famoso. 

Ouve-se Jorge Jesus numa conferência de imprensa e pode-se assinalar as frases de muito duvidosa pureza sintática, mas o que não se pode é deixar de reconhecer uma vivacidade e uma naturalidade no discurso, que não resiste a esquemas de comunicação traçados a régua e esquadro por uns quantos comissionários de serviço. 

Claro que há sempre quem aproveite o impacto da clareza nua e crua para atingir, numa única canelada, o homem e o treinador. 

Ainda assim, não o vejo espumar de raiva. Às vezes inquieta-se e irrita-se, mas passa-lhe, como se a vida fosse também como um jogo de futebol, onde as coisas que acontecem lá dentro, não devem passar cá para fora. E, lá fora, é o mundo, onde Jorge Jesus se sente, visivelmente, menos confortável. 

Não deixo de pensar muitas vezes no caso de Jorge Jesus para tentar entender o sucesso da exceção que ele representa. Pergunto-me se será, apenas e só, uma imensa intuição. Uma capacidade quase sobrenatural para entender, no jogo, o que quase ninguém entende ou vê. Um dom inimitável pata formar jogadores, fazê-los crescer, criá-los e moldá-los no que têm de melhor. É dificil dizer, aliás, que Jorge Jesus seja o protótipo do autodidata. 

Claro que é atento em quem confia, como tem vindo a ser o caso curioso e especialmente interessante do professor Manuel Sérgio, um dos raríssimos filósofos mundiais do futebol e da vida. Mas isso não faz de Jorge Jesus um autodidata, a não ser no sentido em que ouve para aprender e para melhor conhecer. 

Mas não há, em Jesus, uma prática de autoformação, de estudo bibliotecário, de procura própria da investigação do novo. Há, isso sim, uma paixão vivida, sem intervalos, pelo futebol. 

Ver jogos, ver jogadores, ver lances, estudar as pedras no tabuleiro da relva real dos estádios de todo o mundo, o que a televisão lhe proporciona a cada momento, é o ponto essencial de estudo e de evolução do treinador. 

E isso basta? - perguntará, legitimamente, o académico de pestanas queimadas por anos e anos de leituras de compêndios. 

Que outras provas teremos para dar que não sejam as dos resultados desportivos? 

E por essas, basta. Pode ser estranho, pode ser quase inexplicável, mas tem bastado. 

Pode não bastar para o Manchester United, para o Real Madrid, para o Bayern de Munique, agora, do cultíssimo e antimourinhista Guardiola, não se sabe se sim ou se não, mas o que se sabe é que tem bastado para a realidade concreta do futebol português. E não é uma realidade menor, por muito que alguns dela mal digam. É uma realidade impar e, reconheça-se, emergente no contexto internacional, sobretudo ao nível dos grandes clubes, como é obviamente o caso do Benfica. 

«Last but not least» como diriam os britânicos, a verdade é que não consigo deixar de celebrar um homem que ganha 2,4 milhões de euros por ano e continua a gostar de comer uma boa cabeça de garoupa...» 

- Vítor Serpa, jornal A Bola, 23 de Março de 2013

sábado, 23 de março de 2013

Grandeza impressionante: Benfica tem nome de rua na Cidade do México



Se está na rua do Club Benfica, não faltam soluções. Pode seguir para a rua Santos ou em sentido contrário, em direção à San Lorenzo. Tem ainda a pequena rua UDA Dukla, algo como um beco, se quiser atalhar para a Ajax.

Na colónia Arboledas del Sur, na Cidade do México (capital do país), é assim. Os clubes de futebol estão por todo o lado.

Ninguém sabe ao certo de onde veio a ideia. Naquelas artérias, encontram-se o Real Madrid, o At. Bilbao ou o Partizan de Belgrado, para além de vários emblemas do continente americano. E o Benfica, representado como Club Benfica.

O bairro está localizado a escassos metros do mítico Estádio Azteca, inaugurado em 1966. Os nomes das ruas remontarão a essa época, percebendo-se melhor algumas escolhas.

Os maiores nomes dos anos sessenta

A diminuta calle UDA Dukla é o melhor exemplo. Um clube famoso da antiga Checoslováquia, apoiado pelo registo comunista, que viveu o seu período áureo entre os anos 40 e 80.

Venceu por quatro vezes consecutivas (entre 1961 e 1964) a Internacional Soccer League, realizada anualmente nos Estados Unidos da América. Daí a popularidade no México. Entretanto, perdeu fulgor.

Quem vive agora em Arboledas del Sur não recorda a história. «Já há muitos anos que é assim, desde que me lembro. Não conseguimos saber de onde veio a ideia, mas terá sido já nos anos sessenta», dizem-nos da escola do Cruz Azul, localizada no bairro.

Curiosamente, ali estão representados vários emblemas mexicanos mas não o próprio Cruz Azul. «É verdade, é estranho. Há a rua do Atlas, do América, do Atlante, do Necaxa, mas não do Cruz Azul. Ou por rivalidades, ou porque o Cruz Azul só ganhou títulos na primeira já perto dos anos 70», explica ao Maisfutebol Edgar Boico, da Escuela de Fútbol Cruz Azul Acoxpa, localizada na rua Vasco da Gama.

«Talvez tenha, sido os próprios habitantes

A Secretaría de Desarrollo Urbano y Vivienda de México (Seduvi) também não tem respostas para o enigma. «Não temos um registo histórico sobre o aparecimento desses nomes nas ruas. Talvez tenha sido uma decisão dos próprios habitantes das ruas, em acordo com os construtores da altura. Já se chamam assim há muitos anos», explica Katia Méndez.

Sobram escassas dúvidas, ainda assim. De qualquer forma, aquele bairro residencial, com algumas casas degradadas e pouco comércio, foi ganhando notoriedade por força dessa inusitada escolha.

Uma curiosidade mais: não há clubes ingleses, italianos, alemães ou franceses na lista.

Na colónia Arboledas der Sur, encontram-se as ruas de emblemas europeus como Real Madrid, Bétis de Sevilha e At. Bilbao (Espanha), Benfica (Portugal), Ajax (Holanda), Partizan de Belgrado (Sérvia) e o UDA Dukla (Rep. Checa), atualmente conhecido como FK Pribram.

Depois surgem os clubes brasileiros (Flamengo, Botafogo, Vasco da Gama e Santos) e os argentinos (Boca Juniors, River Plate, Racing Club, San Lorenzo), para além dos mexicanos. Mais dois chilenos, dois peruanos, um de Paraguai, Costa Rica e Uruguai.

O monstro Azecta e a rua do Club Benfica

Respira-se futebol por todo o lado. Não se estranha. As ruas terão nascido a par do imponente Estádio Azteca, o palco das finais dos Mundiais de 1970 e 1986. Tinha capacidade para 130 mil espectadores, entretando reduzida para pouco mais de 100 mil. Ainda assim, um monstro.

A umas centenas de metros, a rua Club Benfica. Umas poucas dezenas de metros, várias casas e uma oficina de automóveis. Quem lá mora preocupa-se com outras coisas, por estes dias, desde o saneamento básico à violência regular na capital mexicana. Fica a curiosidade.


-Noticia retirada do site do Mais Futebol

Xistra prejudicou tanto o Benfica como Jackson o FC Porto



A vitória em Guimarães foi importante para quem aspira a ser campeão nacional no fim da época. 


Mas a euforia mediática gerada por uns míseros quatro pontos de vantagem é deslocada da realidade. Bem o treinador e presidente que de forma sensata colocaram água na fervura. 

Festejos panfletários levarão a que não se ganhe nada no fim da época, uma atitude competitiva e profissional poderá fazer desta uma época impar. 

A fronteira entre o êxito e o fracasso é muito ténue e a visão mediática é sempre feita apenas em função dos resultados. O Benfica está a fazer uma época óptima, mas o FC Porto também tem feito um dos melhores campeonatos dos últimos anos. 

Só a incapacidade de reconhecer os méritos do Benfica faz com que se menorize a prova dos portistas. 

Em Guimarães vimos um Benfica menos exuberante e mais seguro e controlador dos destinos do jogo. Foi um Benfica com menor nota artística mas com menor exposição ao erro. 

Para chegar ao êxito também é importante saber fazer esta parte do percurso.

21 pontos dos quais teremos que conquistar 18. De nada interessa o campeonato dos ses... Nesse campeonato o Benfica poderá dizer que sem os erros de Xistra em Coimbra e em Braga e já era campeão ou que sem a asneira de Artur na Luz contra o FC Porto e já estava resolvido. 

Mas do lado portista não haverá adepto que não clame por um avançado que não falhe penaltis decisivos. Jackson já deve quatro pontos aos azuis e brancos, e quatro pontos já é um lanho grande a precisar de curativo. 

No fundo Xistra prejudicou tanto o Benfica como Jackson o FC Porto. 

Este FC Porto lutará com o Benfica até ao fim, e qualquer clube poderá vencer. 

Pela tradição recente o FC Porto era favorito, pelo futebol jogado o Benfica leva vantagem. Desejo sorte ao Sporting com as eleições de amanhã mas, pelo andar da carruagem, não antevejo nada de muito bom.»

- Sílvio Cervan, jornal A Bola, 22 de Março de 2013

sexta-feira, 22 de março de 2013

João Malheiro deixa criticas aos comentadores televisivos de Porto e Sporting



Foi esta semana. Na placidez doméstica, desfruindo emocionalmente o bom momento do nosso Benfica, um zapping televisivo fez-me esbarrar os olhos e magoar os ouvidos nos vários programas sobre futebol, de registos semelhantes, com protagonistas também semelhantes, com ressabiamentos ainda semelhantes. 


O FC Porto viveu a sua semana horribilis, meteu a bola da sobranceria ao saco, a equipa até foi recebida, no regresso do Funchal, com impropérios e petardos por adeptos furiosos. 

Os comentadores azuis, em desespero, viram penáltis ou não viram penáltis, em tudo o que foi sítio, de acordo com as conveniências. Até se esqueceram que, frente ao Málaga, no Dragão, a considerada exibição transcendente apenas rendeu um golo, por sinal obtido em fora-de-jogo. 

Como deu jeito ignorar que a turma espanhola apontou um tento limpo, não validado pelo juiz da contenda. 

O Sporting conseguiu ganhar, de forma tangencial, ainda que continue posicionado na segunda metade da tabela. 

O complexo antibenfiquista faz dos seus comentadores autênticos sequazes do FCP, cujo eventual triunfo na liga nacional serviria de refrigério àqueles traços doentios de pequenez relativamente ao nosso Clube. 

De um lado, os roques; do outro lado, os aliados. 

Por essas e por outras é que, a páginas tantas, optei pela Benfica TV; ouvindo o meu amigo Fernando Chalana. 

E o que concluí? Aquilo que, há uns tempos, deixei em letra de forma numa das minhas publicações. 

No Futebol, a bola são os jogadores e os treinadores, o resto são, um ror de vezes, bolas fora.» 

- João Malheiro, jornal O Benfica, 22 de Março de 2013

Portistas criticam Porto Canal e elogiam Benfica TV



Percebi há muito, logo no princípio, e deixei-o claro com todas as letras, que o Torto Canal, como o apelidei e mantenho apesar das críticas resmungos recebidos, ia defraudar os portistas, porque partia de pressuposto errado, afastava-se do core business do clube e, pior, adensaria a irritação de não agradar nem sequer a quem era suposto destinar-se, os adeptos do FC Porto.

Não vejo a coisa a não ser nalgum zapping ocasional, nem diário sequer, mas o suficiente, numa visão diagonal, mas atenta, e abrangente por saber alguma coisa da poda, pressentindo a aragem de quem vai na carruagem, para saber que a actual gestão não melhorou por aí além o que já era a marca regional do canal, em planos sociológico, cultural, de divulgação do património arquitectónico e paisagístico, até gastronómico do Norte de Portugal (há até mais inúmeras reportagens de vilas do Sul, em particular do Alentejo!!!), sendo que, na esteira de uma Comunicação institucional do clube invisível para não dizer risível, e um site mudado mas sem evolução na continuidade, antes estática como era, até a roçar a idioticie de não dar informações aos sócios (quem mais se queixa, não sou eu que apenas registo os seus lamentos), algo que cedo também percebi não merecer sequer consulta (que me falha há meses!), iria ser um fracasso. 

E o fracasso é evidente: não vi ainda alguém falar do canal por factos exteriores ao portismo, o que aponta para a inevitabilidade de o canal só poder ser concebido como exclusivamente do clube e do Desporto, futebol e modalidades. 

A programação geral actual pouco diverge da anterior à "clubitização" e onde havia rubricas de bom valor regional que agregariam as vontades e interesses das pessoas, dos destinatários. Mas desses programas ninguém fala nem falou. Logo, o foco do canal perdeu-se e falhou o público-alvo.

Por contraposição, a iniciativa do Benfica foi focar os seus adeptos, bem ou mal não interessa, e agora, por motivos irrelevantes, promete não só o essencial (jogos do futebol) como dilatar a oferta com a Liga inglesa. 

No aspecto de exploração e foco do negócio e do objectivo da iniciativa, é coerente e consequente, goste-se ou não.

-Texto retirado do blog "Portistas de Bancada"

Benfica de Jesus à procura do 4º centenário


O Benfica tem surpreendido por uma inesperada capacidade de manter a sua baliza a zeros, mas uma coisa já é comum desde que a equipa é liderada por Jesus: está à beira de atingir os cem golos em jogos oficiais.

Nos primeiros 42 desafios da época, as águias já marcaram por 96 vezes, pelo que o "centenário" pode ser atingido na próxima partida com o Rio Ave. Se mantiver a média dos últimos três encontros (12 golos contra Gil Vicente, Bordéus e V. Guimarães), a equipa encarnada repetirá o adversário "escolhido" para o 100.º golo da época passada e atingirá pela segunda vez o "centenário" em março - na última vez que o fez, em 2009/10, foi campeã.

O ano de estreia de Jesus na Luz foi o primeiro em que a equipa chegou aos cem golos desde 1992/93: nessa época, dirigida primeiro por Ivic e depois por Toni acabou mesmo com cem. Na estreia de Jesus, o 100.º golo chegou a 18 de março - Kardec, na vitória (2-1) em Marselha, o 41.º desafio da época. Nas outras duas épocas de Jesus, o golo cem demorou mais. Em 2010/11, apareceu a 14 de abril, por Cardozo no empate (2-2) em Eindhoven (48.º jogo da época), e na época passada a 29 de abril, por Nolito em novo empate (2-2) no terreno do Rio Ave (50.º desafio da temporada).

96 golos marcados pelos encarnados em 42 jogos


-António Tadeia, Diário de Noticias

Eusébio: "Gostava que Jesus fosse o Alex Ferguson do Benfica"


A antiga glória do Benfica gostaria que a equipa da Luz tivesse Jorge Jesus como treinador por muitos mais anos e deu exemplos de Inglaterra para justificar o seu desejo.

Em declarações à Diário de Notícias, Eusébio juntou-se às vozes do Benfica que defendem a continuidade de Jorge Jesus no clube da Luz.

«Dizem que o Jorge Jesus já está há muito tempo no Benfica, mas o Ferguson está no Manchester United há 20 e tal anos e o Arsène Wenger também está no Arsenal há muito tempo. Gostava que o Jorge Jesus fosse o Alex Ferguson do Benfica...», afirmou Jorge Jesus.

A poucos meses do final da época, a renovação de contrato do treinador do Benfica tem sido um assunto muito debatido na estrutura do emblema encarnado.

-Noticia retirada do site Sapo Desporto

Bagão Félix e a importância capital dos penalties


Um Campeonato decide-se nos detalhes, diria Mr. de la Palice se, no séc. XVI, houvesse futebol. 

Na época passada, os detalhes foram para o SLB uma mistura cumulativa: o cansaço em Guimarães, a inutilização de Rodrigo por Bruno Alves em S. Petersburgo, os indisfarçáveis e fatais erros de arbitragem no jogo em Coimbra e no decisivo jogo na Luz contra o Porto. 

Este ano, ainda estamos longe de saber quem vai ser campeão. Mas os pormenores podem decidir. 

lronicamente, o magnífico Jackson Martínez fracassou nos piores momentos. Não desfez dois empates (Olhanense e Marítimo) ao ter desperdiçado 2 dos últimos 3 penalties que falhou em 4 hipóteses. 

No Benfica, Lima garantiu mais 2 pontos no último minuto contra a Académica convertendo uma grande penalidade e o mal-amado Cardozo apontou o castigo máximo na vitória por 1-0 em Aveiro. 

Se Jackson Martínez os tivesse marcado e Lima e Cardozo tivessem falhado os seus, o Benfica passaria de 4 pontos de avanço para 4 pontos atrás do Porto.

Tudo isto faz parte da imprevisibilidade apaixonante do futebol. Os golos não valem todos o mesmo. 

Houve golos espectaculares do ponta-de-lança portista, que ele bem trocaria por penalties convertidos. E talvez agora se perceba melhor quão é errada essa ideia de desvalorizar um atacante que, no seu pecúlio, tem muitos penalties marcados. 

Cardozo - que este ano em 8 ocasiões ainda não falhou nenhuma – continua a ser criticado no Paraguai porque falhou um penalty decisivo no Mundial contra a Espanha, que provavelmente não viria a ser campeã se não fosse aquela falha do jogador do Benfica. 

É o futebol em toda a sua magia e crueza.» 

- Bagão Félix, jornal A Bola, 21 de Março de 2013

Leonor Pinhão e as famigeradas 72 horas


Nas vésperas de ir a Alvalade jogar para o campeonato o treinador do FC Porto desvalorizou o grau de dificuldade da vitória somada pelo Benfica no mesmo recinto perante o mesmo adversário recordando que o Sporting que defrontou e perdeu com o Benfica não tinha descansado as obrigatórias 72 horas entre a recepção ao rival e o seu último jogo europeu. 

Se foi por isso ou por outra razão qualquer que o Sporting perdeu 1-3 em casa com o Benfica para, meia dúzia de jornadas depois, mais descansado, forçar o FC Porto a um empate nunca se saberá. 

Futebol é futebol e, por vezes, acontecem coisas estranhíssimas e inexplicáveis que contribuem para a glória e popularidade do jogo. 

O bom senso face ao recente episódio da desqualificação-requalificação do FC Porto das meias-finais da Taça da Liga, por causa das espinhosas 72 horas regulamentares, recomendaria a Vítor Pereira que não utilizasse semelhante argumento. Mas utilizou, paciência. 

Foi também por uns minutinhos que o Benfica não cumpriu as 72 horas de descanso entre o jogo de Bordéus na noite de quinta-feira para a Liga Europa e o jogo de Guimarães para o campeonato nacional. 

O Benfica não só não se queixou como ganhou os dois jogos com grande naturalidade e por números convincentes, o que também me agradou. 

Agora faltam sete jogos para o fim do campeonato e se o Benfica quiser ir o mais longe possível na Liga Europa faltam-lhe cinco jogos, incluindo o da final. 

Quem corre por gosto não cansa, diz a sabedoria popular. E que se mantenha bem acesa lá no alto a estrelinha que nos tem guiado e tão maravilhosamente expressa naquele momento do jogo na cidade-berço em que Artur Moraes, confortavelmente sentado à porta da sua baliza, viu ir parar-lhe às mãos uma bola que só podia ser golo.

-Leonor Pinhão, jornal A Bola, 21 de Março de 2013

quinta-feira, 21 de março de 2013

Bagão Félix brinca com o novo acordo ortográfico: "Ninguém para o Benfica de fato"



Há mais de um ano, aqui escrevi sobre os insondáveis mistérios do tão depressa oficializado Acordo Ortográfico (AO). Volto a ele, porque umas poucas semanas atrás, o título de A BOLA sobre um jogo que o Benfica ganhou para a Liga rezava assim: «Ninguém para o Benfica...». 


Confesso que fiquei assustado num primeiro instante. Ninguém para o Benfica? Deixou o meu clube de ser atractivo? 
Já não consegue seduzir nenhum bom jogador? 
Está o clube falido? 
Será que em vez de Benfica a referência era para um outro qualquer clube?

Nos momentos seguintes, lembrei-me do acordês e acordei do pesadelo.

Afinal o que o título queria dizer era «Ninguém pára o Benfica». Como um singelo acento agudo tudo modifica! 

O que pôde um dito (des)acordo ortográfico suscitar no meu espírito! Pensei até na eventualidade de ser um problema meu de natureza ótica, como se escreve no dito AO a palavra óptica. 

Acontece que, assim sendo, ótica (dos olhos) se escreve do mesmo modo que ótico (dos ouvidos), pelo que estava lançada a confusão entre ser míope e bronco dos ouvidos. 

Há quem nos media seja ainda mais acordista do que o próprio acordo. Isto é, não se limitam a segui-lo no que se pretende uniformizar na grafia, mas ultrapassam-no com excesso de zelo. 

Não raro, deparo agora com fato em vez de facto, como se em linguagem oral tivéssemos engolido o c entre fa e to. 

Assim, fato passa a representar o facto em Portugal substituído pelo terno no Brasil. 

Ninguém para o Benfica de fato. 

Traduzindo: Ninguém pára o Benfica, de facto. 

Uma tristeza este acordês que, aliás, a presidente brasileira suspendeu e Angola não assinou...» 

- Bagão Félix, jornal A Bola, 20 de Março de 2013

quarta-feira, 20 de março de 2013

Jorge Jesus a as toupeiras



Os adversários do Benfica rezam, neste momento, para que Jesus deixe a Luz no fim da época. Independentemente de ser ou não ser campeão, já se percebeu que Jesus é o treinador que interessa ao Benfica e que pode levar o Benfica, de novo, à hegemonia no futebol português. 


Ganhar ou perder um título depende, às vezes, de muito pouco. 

O Manchester United perdeu há um ano a Liga para o Manchester City mercê de dois golos marcados nos descontos! Ora, Ferguson não passou, por isso, a ser pior treinador. 

Neste momento, Jesus já deu todas as provas na Luz: conseguiu 70% de vitórias, levou sempre o Benfica aos quartos-de-final em competições europeias, ganhou quatro títulos (um campeonato e três Taças da Liga), construiu um ataque demolidor, pratica um futebol espetacular, valorizou jogadores, fez adaptações impensáveis. O que é preciso mais? 

O Benfica até pode ainda vir a perder as provas onde está mas uma coisa é clara: o clube está no bom caminho. E não deve voltar para trás. 

Num momento em que Pinto da Costa parece dar sinais de quebra, o Benfica não pode conceder trunfos ao rival. Isto é evidente para todos os que estão fora do clube, como eu. Só não o é para certos benfiquistas - que, fora e dentro da estrutura, continuam a torcer o nariz ao treinador. 

Os piores inimigos dos clubes são os insatisfeitos, os que querem sempre mais, os que não sabem valorizar o que têm. 

Esses acabam por, involuntariamente, entregar o jogo aos adversários. Funcionam como toupeiras, que minam o próprio terreno onde se movem. 

Luís Filipe Vieira, que se tem mostrado um homem sensato, saberá com certeza tomar a decisão certa.» 

- José António Saraiva, jornal Record, 20 de Março de 2013