Noticias, Fotos, Videos, Resumos de Jogos e Artigos de Opinião acerca do Benfica e de tudo aquilo que o rodeia
quinta-feira, 20 de dezembro de 2012
terça-feira, 18 de dezembro de 2012
Rui Tovar categórico relativamente à força actual do Benfica
Uma mão cheia de oportunidades enjeitadas pelos encarnados, na 1ª parte, fizeram deste duelo um jogo equilibrado, mas só no marcador, que no resto foi o Benfica, sem contemplações, rei e senhor. Um domínio, de resto, tão intenso que, mesmo levando em conta os rotundos 4-1 finais, se poderá acrescentar que o desfecho peca por exíguo.
A formação da Luz é hoje uma equipa de forte pendor ofensivo, adaptado que está, finalmente, ao seu flanco esquerdo, o holandês Ola John, que, com Salvio no corredor contrário, faz uma dupla de se lhe tirar o chapéu. Faltava esta afirmação plena do reforço que veio do Twente para tirar todas as dúvidas a Jesus quanto aos detentores daquelas posições e remeter para o banco Gaitán e Nolito.
Actuando frente ao Marítimo no habitual sistema do 4.1.3.2, o Benfica apresentou, para além daqueles, Cardozo e Lima na frente, enquanto no meio o mais defensivo Matic e o criativo André Gomes, no apoio aos atacantes, completaram o sexteto. Um grupo de respeito que, desde cedo, tomou conta das operações, através de um futebol de alta voltagem, a que a defesa funchalense, com realce para o guardião Ricardo, se ia opondo com mérito e não menor dificuldade.
Foi, pois, com enorme surpresa e contra a chamada corrente do jogo que o "placard" conheceu a primeira alteração. Na sequência de um livre (só podia ser de bola parada), o Marítimo aproveitou uma aberta no muro contrário e chegou ao golo (Rodrigo António, 25'), mas nem isso fez abalar o ânimo e a convicção encarnada num bom resultado, tal a disponibilidade atacante até aí demonstrada, em contraste com a falta de argumentos dos visitantes, sem espaços concedidos para fazer melhor.
Um golo de Cardozo, a concluir solicitação de Sálvio, e mais algumas ocasiões desperdiçadas confirmariam essa ideia, mas o 1-1 ao intervalo continuava a não transmitir a diferença real entre as duas partes em confronto. Jesus trocou A.Gomes por Enzo, ao intervalo, numa tentativa de dotar a equipa de outra dinâmica, mas o Marítimo, com alguma sorte à mistura, soube fechar-se, através de duas linhas recuadas em bloco, apenas com Fidélis, muito isolado lá na frente, quase a fazer figura de corpo presente.
Claro que o golo do Benfica podia acontecer a todo o momento, que a equipa fez muito por isso, mas quis o destino que ele surgisse apenas de grande penalidade, após falta de Roberge, que acabaria também por ser expulso. Cardozo transformou o castigo máximo (65') e foi o fim do jogo, uma vez que, com 10 unidades - e logo sem um dos seus mais influentes jogadores -, o Marítimo "saiu" de cena. Cardozo faria ainda o seu "hat-trick" e Rodrigo, entrado para os minutos finais, fixou o resultado de uma partida que o Benfica ganhou sem discussão.
-Rio Tovar, sapo.pt
segunda-feira, 17 de dezembro de 2012
João Querido Manha radical acerca dos penaltys
Uma ironia inabitual do presidente do Benfica reabriu a discussão sobre a muito cruel diferença de avaliação ao uso das mãos por jogadores que não os guarda-redes.
O até agora muito discreto Alex Sandro saltou para a ribalta pelo inegável mérito em saber usar as mãos de acordo com o critério bom dos árbitros e até podia ser utilizado em workshop da Federação como modelo a seguir.
O treinador Vítor Pereira, por exemplo, até meteu os pés pelas mãos ao incluir no célebre hat-trick de Duarte Gomes do Benfica-Guimarães da época passada o penálti de N'Diaye sobre Saviola, que nada teve a ver com jogadas de segundo guarda-redes.
Apenas um exemplo da enorme confusão que se instalou a respeito de uma falta clássica do futebol que, outrora, no tempo dos ingénuos, era tão fácil de destrinçar entre voluntários e involuntários.
Por exemplo, o francês Roberge precisa urgentemente de uma reciclagem e deve ter saído ontem do Estádio da Luz apreensivo pela diferença que o separa daquele colega de profissão.
Ao contrário do que o lateral do Porto habitualmente faz, com toda a impunidade, o central madeirense procurou esquivar-se ao contacto da mão com a bola, e se mostrou alguma voluntariedade, foi em evitar a falta e não em cometê-la.
Esta época, foram assinalados 13 penáltis por mão na bola, apenas um terço de todos os lances de contacto de mãos e braços com a bola dentro da área.
São praticamente quatro lances controversos por jornada, o que justifica uma clarificação urgente, de uma das áreas mais cinzentas do subjetivismo dos árbitros.
E a solução só podia ser esta: falta em todos os contactos com a mão na bola, independentemente da vontade do jogador ou da subjetividade do árbitro.
O que veríamos então seriam mais gestos como o de Roberge, a tentar tirar a mão do caminho da bola, e menos como os de Alex Sandro, a procurar aumentar a barriga.
E a controvérsia simplesmente acabava. Bola na mão tem de ser falta, seja qual for a vontade do jogador.»
- João Querido Manha, jornal Record, 16 de Dezembro de 2012
domingo, 16 de dezembro de 2012
Mário Fernando rendido ao "centenário" Óscar Cardozo
Quanto à partida da Luz, aí sim, foi possível constatar, entre outras coisas, que não é "centenário" quem quer, mas quem pode. Falo de Cardozo, obviamente.
De facto, o paraguaio continua a ser um caso desconcertante para muita gente. Por vezes falha aquilo que parece impossível, noutras concretiza o que não parece possível. Frente ao Marítimo a história repetiu-se, porque, depois de dois desperdícios incompreensíveis, Cardozo respondeu com um hat-trick e entrou no clube restrito dos que atingiram a barreira dos cem golos no campeonato. A verdade é que arranjou um lugar na história dos goleadores em Portugal.
Depois, há o jogo. Arranque pressionante do Benfica, uma vez mais com o corredor esquerdo (Ola John) a dar cartas, oportunidades criadas e falhadas (além de Cardozo, podem juntar Salvio e Lima) e o Marítimo a responder com um golo, num lance de bola parada (e Rodrigo António ligeiramente adiantado no momento em que o livre é marcado). A exceção numa partida em que, do ponto de vista ofensivo, os madeirenses pouco mostraram, até porque o meio-campo encarnado, com Matic à cabeça, não lhes deixou grande manobra.
A reação do Benfica à desvantagem era inevitável (ainda deu para o empate antes do intervalo), embora no início da segunda parte as dificuldades tenham sido maiores, não apenas pela disciplina dos madeirenses, mas também por alguma falta de sentido prático dos homens da Luz. Até que veio o penálti e a expulsão de Roberge (mais um contributo para eternizar a discussão sobre o mão-na-bola e o bola-na-mão, que uns assinalam e outros não), abrindo-se o caminho para uma meia-hora final demolidora da equipa encarnada, com os valores individuais a ditarem leis e a acentuarem o desnível qualitativo entre as duas formações.
Este Benfica, que vai tentar gerir os três pontos de vantagem sobre o FC Porto até ao clássico da Luz, pode não ser o melhor de sempre de Jorge Jesus (o que foi campeão tinha Di Maria, David Luiz e Ramires), mas é seguramente o mais forte desde essa altura. Falta saber do que será capaz até final da temporada.
-Mario Fernando, blog Jogo Jogado
sábado, 15 de dezembro de 2012
O Rui Viegas é que tem razão...
Acabam de abrir um precedente perigoso no Bonfim. Assim, muitos jogos serão adiados. A culpa? Do V.Setúbal, também. Depois não se queixem! E fica este alerta e este post... para memória futura.
-Rui Viegas, jornalista da Radio Renascença, Facebook
sexta-feira, 14 de dezembro de 2012
João Malheiro diz que caminhada do Benfica tem sido brilhante
Ainda há quem se lembre daquele spot publicitário de apelo a uma marca de café, a tal "do gostinho especial"?
Pois tem sempre um gostinho especial vencer o Sporting, mais ainda em Alvalade, mais ainda consumada uma excitante pirueta no marcador. E se fosse ao contrário? Na casa dos leões, este ano de rugido coitado, o triunfo sobre o Benfica valeria o maior tragor, assim ao jeito de quem mitiga as agruras de uma meia temporada à custa do histórico e maldito arquirrival, a presa sempre mais ambicionada no território verde.
O conjunto de Jorge Jesus venceu. Venceu bem, venceu sem mácula, venceu categoricamente. Foi melhor, incomensuravelmente melhor, sobretudo no desenho competitivo da metade complementar.
Como dizia o meu amigo, António Simões, nossa grande glória, minutos depois do embate: "reparaste que o nosso miúdo do meio-campo foi melhor que os três jogadores do Sporting que atuaram naquela posição?". Pois foi.
Ele e outros. Quase todos os outros. Subjugaram o antagonista com inusitada, ainda que previsível facilidade.
O Benfica deu mais um passo importante numa caminhada que se deseja, que se acredita balizada pelo sucesso.
A Liga está quase no termo da sua primeira volta. A receção, em Janeiro, ao FC Porto, poderá ditar muita da trajetória subsequente.
Até agora, o comportamento do coletivo "encarnado" tem sido brilhante.
Até as duas únicas igualdades consentidas corresponderam (ante o Sporting Clube de Braga e a Académica) a outros tantos disparates das equipas de arbitragem.
Tem havido Benfica, esse Benfica da nossa consolação. Tem que continuar a haver Benfica, esse Benfica da nossa consagração.»
- João Malheiro, jornal O Benfica, 14 de Dezembro de 2012
Cardozo marcou apenas 1 golo ao Sporting: Record explica porquê...
A atribuição dos golos no campeonato português transformou-se em terra de ninguém.
Há quem faça a opção pelo que diz a FIFA e há quem resista ao bom senso e prefira escolher o que lhe dá mais jeito, ou seja, chutar para onde está virado.
A recomendação internacional, marcada pela lógica, manda atribuir o golo a quem envia a bola na direção da baliza e concretiza, considerando autogolo sempre que o remate vá para fora - antes de ser intercetado - e resultando em golo apenas porque um dos jogadores que defende lhe mudou a trajetória para dentro das redes.
O primeiro golo do Benfica, no último dérbi, resultou da ação de Cardozo, é certo, que cabeceou a bola contra o solo e não na direção da baliza, mas o golo só ocorreu porque Rojo, envolvido no lance, lhe deu o toque fatal.
O lance do 1-3, curiosamente aquele que, dos dois, menos dúvidas nos suscitou e que um maior número de "decisores" não hesitou em atribuir ao paraguaio, é também de uma limpidez absoluta: Cardozo volta a cabecear, a bola vai claramente para fora, mas eis que Insúa a desvia de forma a permitir um golo que, sem a sua intervenção, não aconteceria. Como as imagens provam.
É verdade que a popularidade do futebol assenta em grande parte nos protagonistas e Cardozo é um jogador que "vende" tanto melhor quantos mais forem os golos que marque.
Mas Record - atribuam os árbitros, a Liga, todos os jornais do Planeta e milhões de adeptos os golos a quem quiserem, na base de critérios próprios ou de critérios nenhuns - continuará a reger-se pela lógica imbatível da FIFA: bola não rematada na direção da baliza e desviada por outro jogador fará com que se atribua o golo a quem fez o desvio e não a quem rematou.
Ninguém nos afastará deste caminho. Porque nós somos aqueles em que o leitor confia.»
- Jornal Record, 13 de Dezembro de 2012
quinta-feira, 13 de dezembro de 2012
Leonor Pinhão esclarece Rodolfo Reis...
Mas isto agora é futsal? Assim não vale. Mais um ano, mais um campeonato e mais uma vez as regras não são iguais para todos.
Então o FC Porto pode jogar com um guarda-redes-avançado? Refiro-me ao Alex Sandro, o guarda-redes-avançado evidentemente. E ao Vasco Santos, evidentemente, essa promessa da arbitragem nacional que vai a internacional não tarda nada, o último a permitir que o Alex Sandro, na sua área, possa meter a mão à bola.
E está feito, segue o baile e apita o comboio e todos para os Aliados a apitar como o costume.
No fim do derby, o presidente do Benfica mencionou o assunto sem referir nomes. Foi para isso que foi eleito, para defender o Benfica.
No dia seguinte, oficial ou oficiosamente, chegou um protesto vindo do Dragão. «O Benfica está a preparar os árbitros», disse Rodolfo Reis.
O que é isso de «preparar os árbitros», Rodolfo Reis? Será que está a insinuar que o presidente do Benfica recebe os árbitros em casa e lhes dá chá e bolinhos e conselhos matrimoniais?
E estando perto o Natal, que mal teria esse género de convívio?
Jogando o que joga com os jogadores que tem, a questão é que o FC Porto de Vítor Pereira, esse grande treinador, vem de três jogos consecutivos a beneficiar de erros de avaliação na sua área de rigor. E segue para bingo.
Todos sabemos que os árbitros erram, tal como os jogadores e têm direito a errar porque não são máquinas (por enquanto). Mas quando são sempre os mesmos os beneficiados e de rajada é normal que os rivais protestem.
Até o Sir Alex Ferguson, que é cavaleiro da Rainha de Inglaterra, protestou um bocadinho e em inglês (o que faz logo toda a diferença) por causa dos penalties por conta do rival City e não pode o presidente do Benfica protestar, em português, com os penalties por marcar em Portugal à conta de Xistra, Benquerença & Companhia?
Quanto a «preparar os árbitros», cada um fala do que sabe. E se felizes são os emblemas que ganham títulos como quem vai às compras à loja de conveniência - Sir Alex Ferguson dixit - cabe, por lei, aos infelizes que não têm a mesma sorte lutar contra esse abuso de facilidades.
E que viva a liberdade de expressão. E que viva também o cinema português. - Vamos embora que isto foi tudo uma grande aldrabice! - já dizia o António Silva no Pátio das Cantigas. Referia-se a Calabote, claro está. (…)
- Leonor Pinhão, jornal A Bola, 13 de Dezembro de 2012
José António Saraiva diz que Jesus foi corajoso em Alvalade
Ao contrário da maioria dos comentários, o dérbi de Alvalade não teve duas partes distintas. Houve, isso sim, dois jogos diferentes, separados pelo golo do Sporting.
Até ao golo, o Sporting manietou o Benfica, bloqueou-o e foi uma equipa mandona. Depois do golo, o Sporting amedrontou-se e o Benfica cresceu, cresceu, até dominar o jogo por completo.
Quando Wolfswinkel bateu Artur num remate estranho, os jogadores do Sporting devem ter pensado: já fizemos o mais difícil, que foi marcar um golo ao Benfica, agora vamos defendê-lo. Foi esse o erro fatal.
O Sporting recuou, encolheu-se, e o Benfica partiu para uma cavalgada que só podia dar no que deu.
Até ao intervalo teve três remates que falharam por pouco - e depois do intervalo foi o que se viu.
Importantíssimo, neste jogo, foi o trabalho do árbitro. Com um critério "largo", deixou jogar, ignorou algumas faltas que existiram mesmo, mas é preferível assim: o jogo tem maior intensidade, flui mais, ganha outro ritmo e proporciona um melhor espetáculo.
Se o árbitro tivesse apitado a tudo, o dérbi não teria sido o mesmo. Todos os árbitros deviam ver o vídeo deste jogo, cuja arbitragem se aproximou do que vemos em Inglaterra, com os resultados conhecidos.
Palavras finais para os treinadores. Vercauteren parece-me um treinador claramente insatisfeito com a sua equipa, pelo que talvez não seja o homem adequado para este Sporting.
Jesus foi um treinador corajoso, não tirando Maxi, mesmo tendo um amarelo e estando a jogar muito mal. Acreditou sempre nele - e ele retribuiu com uma ótima segunda parte. Assim é que se ganham jogadores.»
- José António Saraiva, jornal Record, 12 de Dezembro de 2012
quarta-feira, 12 de dezembro de 2012
Bagão Félix apresenta 10 notas sobre o derby
Dez notas, sobre o (eterno) derby:
1. Até aos 31 minutos, Sporting A 1; Benfica B (sonolento) 0; dos 31 aos 90 minutos, Sporting (A+B) 0; Benfica A (acordado) 3.
2. Uma partida sem casos, sem violência gratuita, com um juiz exemplar que nos dispensou do apito atrabiliário de Proença, Benquerença e Xistra.
3. Treinadores e jogadores deram uma lição a quem deveria dar o exemplo de contenção e elegância (dirigentes e seus assalariados).
4. Vercauteren até pode ser um medíocre treinador, mas não tem o discurso estereotipado da profissão e não se desculpou (antes ou depois) com o curto tempo de repouso.
5. Não percebo essa questão do adiamento de um jogo com profissionais que não fazem outra coisa. Deve ser culpa minha, de tanto ver na Inglaterra, Espanha e outros países jogar-se quase dia sim dia não.
6. Curiosamente até acho que o SLB teve menos descanso: jogaram 10 (faltou Luisão) dos que estiveram em Camp Nou enquanto no SCP apenas Rinaudo, Insúa, Capel e Boulahrouz (este para treinar) jogaram 2 jogos seguidos. Curiosamente, com os mesmos 3 dias de intervalo que o SCP teve quando jogou com o Genk numa 5.ª feira e 72h depois defrontou (e venceu!) o Braga...
7. Rui Patrício, Rinaudo (e talvez Van Wolfswinkel) merecem um Sporting forte e vencedor. E Capel... quando levanta a cabeça. Felizmente Rojo não veio para o Benfica.
8. André Gomes vai ser craque, Cardozo é indispensável (sobretudo contra o Sporting), Gaitán é genial... quando quer, Lima o melhor em Alvalade.
9. Artur vale golos: a defesa diante de Elias vale 3 pontos.
10. Apenas 35.000 espectadores: a crise (a do país e a do SCP) no seu esplendor.»
- Bagão Félix, jornal A Bola, 12 de Dezembro de 2012
Luís Avelãs diz que Vieira "acabou" com Godinho
Se Godinho ainda tinha alguma margem de apoio entre os sócios e adeptos leoninos, duvido que a maioria não tenha ficado decepcionada depois de observar este lamentável comportamento. Um líder forte e frontal, teria aproveitado o espaço que toda a imprensa lhe concedeu para dizer quantas vezes tentara ligar a Vieira, a que horas, de que número, para que número, quantos sms’s tinha escrito, etc, etc. Godinho não fez nada disto. Como diz o povo... "comeu e calou". E da fama de aldrabão não se livrou.
Perante o caos desportivo e financeiro - e estando cada vez mais desacreditado -, Godinho considera sem sentido falar-se em demissão. E ainda tem o desplante de dizer que estaria preocupado se “não estivessem por disputar 57 pontos”. Se Godinho Lopes fosse treinador, diretor desportivo ou chefe de departamento, tenho a certeza que o presidente Godinho Lopes já o tinha despedido. Assim, perante a surpresa geral e a crescente indignação da família leonina, vai agarrando-se com unhas e dentes ao lugar. Com que propósito? Com que objectivo? Convencido de que está no bom caminho? Não faço ideia. Ninguém parece saber a razão.
PS – Sobre o dérbi jogado pouco há a dizer. Ganhou a melhor equipa. Apesar do Sporting ter tido bons 20-25 minutos na primeira parte e de, com sorte, poder ter feito dois golos nas duas únicas chances que criou na etapa complementar... o Benfica mostrou pertencer a outro patamar. Os leões possuem jogadores de qualidade e lutaram imenso, mas decididamente não se pode dizer que tenham uma equipa. E pela enésima vez ficou claro que os futebolistas, logo à primeira contrariedade, ficam irreconhecíveis. Onde é que isto irá parar? Não faço ideia, mas parafraseando Godinho, não é caso para alarme. Parece que ainda há 57 pontos por disputar. Resta dizer que nos 33 que já se jogaram, o Sporting amealhou 11...
-Luís Avelãs, jornal Record, 11 de Dezembro de 2012
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