quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Bagão Félix responde à letra a Rui Moreira


Saúdo a decisão da CMVM de pedir esclarecimentos sobre as transferências de Hulk e Witsel. 

Escreveu Rui Moreira que eu me dedicava à «técnica da equação» para questionar os valores de Hulk, e referiu que «aquilo que o FCP anunciou é que recebeu: 40M líquidos». 

Pois bem, prefiro a técnica da equação à técnica da (não) leitura. 

É que o comunicado portista fala de 40 M, sem mais. 

Ao invés, é o comunicado do SLB que refere os mesmos 40M como valor líquido.» 

- Bagão Félix, jornal A Bola, 19 de Setembro de 2012

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Cruz dos Santos diz que o castigo de Luisão tem a medida certa


O facto dominante, no entanto, claro que vem sendo a suspensão de Luisão, os tais dois meses que no momento em que escrevo ainda não se sabe se a FIFA reconhece como justos ou se os estende ou não às competições internacionais. 

Pessoalmente, penso que o castigo já tem a medida certa (minima pela regulamentação interna) e não posso concordar com quem diz que não houve agressão, pois as imagens não deixam dúvidas de que Luisão correu directamente para o árbitro, não correu (como devia) para os colegas de equipa que tentavam impedir segunda advertência (expulsão) a Javi García. 

E o facto de o árbitro ter ou não teatralizado o sucedido não deve ser considerado, porque uma coisa é a agressão (grave e indiscutível) e outra coisa são as suas consequências (sem gravidade, felizmente). 

Sobre o assunto, houve risota e afirmações deploráveis. Mas, ao invés, muito bem esteve Luís Filipe Vieira, ao condenar empolamento do incidente, mas lamentando-o e manifestando desejo de que ele não tivesse ocorrido. 

Assim deviam pensar e falar sempre os responsáveis, houve bonito exemplo no presidente do Benfica.» 

- Cruz dos Santos, jornal A Bola, 18 de Setembro de 2012

Bruno Carvalho arrasa Luisão


Num clube a sério e de gente competente, o Luisão já tinha um processo disciplinar há muito!

Custou-nos 200 mil euros que tivemos que devolver ao Fortuna de Dusseldorf.

Custou-nos a maior vergonha pública que alguma vez me lembro. As imagens que correram o mundo ferem e prejudicam o maior activo do Benfica: o seu prestígio!


E agora não pode jogar 11 jogos, mas vai continuar a receber o seu salário milionário.

Exige-se muito mais de um capitão do Benfica!

Exige-se, também, muito mais do Presidente do Benfica que tem que impor a ordem e o respeito no clube.

Por fim, quando cometerem novo erro, porque de seres humanos se trata, não se riam tanto e peçam desculpa pelos erros em vez de tentarem chamar de parvas ás pessoas todas.

-Bruno Carvalho, Facebook

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

José Manuel Delgado diz que arbitragem aproxima-se de uma sociedade secreta


Finalmente, muitos meses depois do tempo certo, o árbitro assistente Ricardo Santos, um dos melhores do Mundo, falou (porque deve ter sido autorizado...) sobre o lance do terceiro golo do FCPorto na Luz, que valeu a vitória aos dragões por 3-2. 

Disse, simplesmente, Ricardo Santos que, naquele instante fatídico, se desconcentrou, falhando a avaliação de um lance sem grande dificuldade. Disse, está dito, desconcentrou-se, acontece. 

Porém, perante a lei da rolha a que os árbitros estão sujeitos, só agora foi possível ter uma explicação do assistente de Pedro Proença no Euro 2012; mas não se soube - e este é um pecado capital - que sanções sofreu Ricardo Santos por uma desconcentração que teve influência direta no desfecho do jogo do título de 2012/13. 

Para a opinião pública o que passa é um sentimento de impunidade (que, amiúde, não corresponde à realidade) dos árbitros, que só concorre para o descrédito destes. 

Enquanto esta situação não for alterada, a ideia de estarmos perante vacas sagradas, que vivem para lá da crítica e da autocrítica, só potencia a contestação aos árbitros. 

É uma falta de transparência que acaba por prejudicar a imagem dos juízes de campo e aumenta exponencialmente a suspeição no futebol. 

Herculano Lima, juiz conselheiro jubilado e presidente do Conselho de Disciplina da FPF, no recente voto de vencido a propósito de um castigo a Jorge Jesus, na sequência do Benfica- FC Porto onde Ricardo Santos cometeu um erro importante, perguntou porque é que os juizes de toga são criticados a torto e a direito e os do futebol devem estar imunes a críticas. 

A questão é pertinente e seria bem resolvida se os árbitros não vivessem protegidos por uma redoma demagógica, que imputa ao erro humano tudo o que de mal acontece, sem mais explicações. 

Por um lado, os árbitros são humanos e os seus erros devem ser perdoados; por outro, a UEFA não quer nem ouvir falar em meios auxiliares para um melhor julgamento das partidas. 

Um contrassenso. «Todos erram, os jogadores também», diz muitas vezes Pierluigi Collina, secundado pelos presidentes das arbitragens locais, Vítor Pereira incluído. 

É verdade, mas enquanto que os erros dos jogadores não prejudicam os árbitros, os erros dos árbitros prejudicam os jogadores. 

E se todos temos direito a, de boa fé, errar, há consequências a extrair dos erros. 

Dentro desse direito tanto cabe a empregada que errou e partiu um prato como o controlador aéreo que errou e morreram 500 pessoas. 

É por isso que a graduação dos erros tem de ser diferenciada. 

Mas os árbitros também são punidos, podem dizer os responsáveis do setor. 

Só que esse castigo não é tornado público, o que aproxima a arbitragem de uma sociedade secreta. Secreta porquê? O que têm a esconder? Não acordem, não...» 

- José Manuel Delgado, jornal A Bola, 17 de Setembro de 2012

João Querido Manha demolidor: "Benfica é trucidado sistematicamente nos meandros decisórios"


A ideia de começar a utilizar o vídeo como meio de prova para castigar ações dissimuladas de jogadores em Portugal só caçou um prevaricador. 

Chamava-se Rui Águas e jogava no Benfica, no começo dos anos 90. 

Algum tempo depois, a regra passou do papel para uma pedra de gelo porque era escandalosa a desproporcional idade, em termos de cobertura mediática, entre os seus jogos e os dos adversários. 

Mais de vinte anos depois, a desproporção mantém-se sem que o Benfica, por culpa de uma visão diletante das estratégias de comunicação, consiga prevenir ou reagir aos ataques que, ciclicamente, lhe bloqueiam as figuras. 

Só nos últimos seis meses, ficou privado de Aimar, Jorge Jesus e Luisão em processos sem paralelo e à revelia da jurisprudência. 

Primeiro, porque os profissionais se puseram a jeito e, depois, porque o clube não dispunha de qualquer plano de contingência, ficando à mercê da criatividade de órgãos disciplinares que ajudou a eleger. 

Deslumbrado com a sua grandiosidade, o Benfica é trucidado sistematicamente nos meandros decisórios e, como no célebre caso Calabote, ainda permite fazerem-no passar por beneficiado. 

O Benfica desprevenido pela perda de três jogadores basilares como Javi García, Witsel e Luisão é o mesmo que aceita passivamente estas aplicações seletivas do regulamento disciplinar. 

O mesmo que quis boicotar os outros estádios da Liga e a seguir elegeu um pajem de Pinto da Costa para a Federação. 

O mesmo que criou um canal de televisão, mas, praticamente, deixou de se fazer ouvir. 

O mesmo que foi à Alemanha de baraço ao pescoço, assumindo culpas, numa estratégia do aliado manhoso, e que agora se diz surpreendido pelo castigo tacitamente aceite. 

É um Benfica ingénuo, errático e em perigo de perder a identidade.» 

- João Querido Manha, jornal Record, 16 de Setembro de 2012

domingo, 16 de setembro de 2012

Video: Nélson Oliveira marca no empate do Corunha (1-1) com o Granada

Luís Sobral critica auxiliar de Pedro Proença por reconhecer o erro no golo de Maicon



Há coisas no futebol português que não são fáceis de compreender.

Já escrevi sobre o castigo a Jorge Jesus por causa de uma frase após do Benfica-F.C. Porto. Um castigo conhecido tarde e a péssimas horas. A justiça desportiva, ainda mais do que a outra, precisa de ser rápida para ser eficaz. Como o exemplo anexo prova.


Castigar o treinador do Benfica seis meses depois é prolongar o jogo, trazer de volta essa história. Quando deveria existir uma regra básica que obrigasse a resolver os casos de uma época antes do início da seguinte. Como mínimo.

Para piorar, este sábado o auxiliar e o árbitro desse Benfica-F.C. Porto também não resistiram a falar sobre a lance do golo de Maicon, em fora-de-jogo.

Acho que não deveriam tê-lo feito.

Estas coisas, por mais informais que possam ser, precisam de um mínimo de rigor.

Primeiro, é importante perceber se os árbitos podem falar sobre casos concretos. Estava convencido de que não podiam. Se podem, quantas semanas depois dos factos? Uma, dez, trinta?

Se por acaso podem/decidem falar sobre lances importantes, devem escolher a forma e o momento corretos. Diria que uma homenagem da Associação de Futebol do Porto (acontecem coisas tão estranhas) é o último local onde isso deveria suceder.

Aprecio o trabalho de Pedro Proença e Ricardo Santos e acho que Vítor Pereira tem sido corajoso e equilibrado à frente dos árbitros. Até por isso é difícil entender estes momentos de «desconcentração» que sucedem longe dos relvados. Até porque era tão fácil fazer melhor.


-Luís Sobral, Mais Futebol

sábado, 15 de setembro de 2012

Video: Javi Garcia marca na estreia pelo Manchester City

Rui Rangel não entende como Luisão foi castigado por agressão


Foi conhecida ontem à tarde a decisão do Conselho de Disciplina da FPF que aplicou ao jogador a pena de suspensão por dois meses e a sanção pecuniária de 2.5500. 

Este órgão de disciplina julgou procedente a acusação deduzida contra Luisão pela prática da infração prevista e punida pelo artigo 145.º, n.º 1, alínea b) do respectivo Regulamento. 

Os factos imputados dizem respeito ao jogo particular realizado entre o Benfica e o Dusseldorf, no qual o jogador chocou com o árbitro Christian Fischer. 

Este choque ou contacto fisico existente foi juridicamente qualificado, pelo dito Conselho, como agressão do jogador ao mencionado árbitro. 

A previsão da pena, neste caso, tem como limite mínimo a suspensão de dois meses, podendo chegar aos dois anos de suspensão e, acessoriamente, a sanção de multa que pode ser fixada entre o mínimo de 25 UC e o máximo de 125 UC. 

É verdade que houve contacto fisico e que Luisão se excedeu nos protestos não tendo travado a tempo a sua corrida nem consciencializado as consequências de tal comportamento. 

Mas também é verdade que o Conselho, qualificando o ato como agressão simples não podia aplicar outra pena. 

Foi para o mínimo da pena de suspensão porque estava balizado numa moldura disciplinar que não podia fugir dela. 

Mas para a qualificação como agressão deveriam entrar outros factores, tais como a intenção, a vontade, o dolo directo, de agredir. 

A intenção e a vontade de agredir, não existiram, seguramente, da parte de Luisão. Ponho as mãos no fogo e não me queimo. 

Luisão sabe que esteve mal e o Benfica também. Mas Luisão é um capitão que honra a camisola do Benfica, é, por regra, um jogador exemplar em todos os jogos que dá tudo o que tem e não tem em campo. 

Joga duro mas não é maldoso nem, muito menos, indisciplinado. Tem um passado e uma história que falam por si. Nem como homem, nem pela religião que confessa era capaz de ser de outra maneira. 

Nada disto foi tido em conta pelo Conselho de Disciplina da Federação. As leis são para serem "interpretadas” e manda a boa hermenêutica que se tome em consideração todos os factores atenuativos na aplicação da pena. 

O aplicador da lei tem de tomar em consideração todos esses elementos que são essenciais para a fixação de uma pena. Sob pena de cometer muitas injustiças. 

O mal foi a qualificação como agressão. Repito a qualificação como agressão pressupõe intencionalidade directa em agredir. E esta todo o mundo viu que não existiu. 

Os Regulamentos de Disciplina da Federação são labirintos, teias complexas para não serem entendidos por ninguém. Tecnicamente são mal feitos, cheios de lacunas a alçapões. Para se aplicar a lei ao sabor do freguês de momento.

O principio de igualdade de tratamento e de transparência não abunda nestas decisões. Os benfiquistas, onde, obviamente, me incluo, estão tristes e preocupados com Luisão, Javi e Witsel (que infelizmente já partiram), o Benfica fica mais fraco e torna-se mais vulnerável. 

O seu futebol perde consistência, força, ligação e forma inteligente de ocupação dos espaços em campo. 

Uma dor de cabeça para Jesus. Os jogos “ganham-se no meio” campo. 

O Benfica tem de ponderar o que fazer com as consequências futuras da perda do eventual recurso que venha a interpor. 

Com esta penalização, Luisão, vai falhar onze jogos do Benfica, incluíndo, fatalmente, os da Liga dos Campeões. Luisão, o Benfica e os seus socios não mereciam isto!» 

- Rui Rangel, jornal Record, 15 de Setembro de 2012

Joaquim Evangelista defende Luisão e classifica de hilariante atitude do árbitro Alemão


O presidente do Sindicato de Jogadores Profissionais de Futebol (SJPF) apresenta toda a "solidariedade" para com Luisão. 

O central do Benfica foi castigado com dois meses de suspensão e uma multa, na sequência do incidente com um árbitro alemão, durante o particular com o Fortuna de Dusseldorf, em Agosto passado.

"É um profissional exemplar e merece toda a nossa solidariedade. Acho que as instâncias desportivas tiveram isso em causa. Implicações no plano europeu? Não estou atento a isso, o Luisão está a ser acompanhado pelo clube e pelos seus advogados, mas sempre que o Sindicato seja chamado a intervir num caso em que um jogador esteja envolvido não deixará de defender os seus direitos", afirma Joaquim Evangelista, em declarações aBola Branca.

De resto, o líder do Sindicato da classe "lamentou" ainda o que classificou de atitude "hilariante" do juiz da partida em causa.

-Noticia retirada do site da Radio Renascença

Luisão reage ao castigo da FPF


Luisão mostrou-se agradado com o apoio recebido ao longo das últimas horas. Recorde-se que, nesta sexta-feira, o defesa do Benfica foi suspenso por dois meses pelo Conselho de Disciplina, na sequência de um incidente durante um jogo particular frente ao Fortuna Dusseldorf, na pré-época.

«Gostaria de dar o meu muito obrigado por todas as mensagens que tenho recebido. Fico muito feliz pelo apoio de vocês. Ótima noite para todos», escreveu Luisão no seu Twitter.

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Maxi Pereira diz qual foi o melhor golo da sua carreira

João Malheiro faz revelação surpreendente sobre Eusébio


De férias no Norte, a escassos quilómetros da cidade do Porto, recordei um episódio que poderia ter alterado a expressão emocional que a vasta legião de adeptos do Benfica dispensam, com absoluta justeza, a Eusébio. 

No final dos anos 70, quando se encontrava numa situação de desemprego, após várias experiências no continente americano, José Maria Pedroto convidou Eusébio para integrar a estrutura técnica do FC Porto a troco dos maiores elogios e de um contrato quase irrecusável. 

O objectivo era claro. Pretendia-se amarrotar emocionalmente o Benfica, subtraindo-lhe a sua (ainda hoje e, se calhar sempre) referência mais carismática. 

O que fez Eusébio? Recusou a proposta. 

Poderia valer tudo, jamais trair o seu Benfica. Para que conste.»

- João Malheiro, jornal O Benfica, 14 de Setembro de 2012

Eugénio Queirós diz que Benfica só tem que ficar satisfeito com o castigo a Luisão


Tal como em cima da hora BnA prognosticou, Luisão foi castigado com dois meses de suspensão. Escapou, por isso, entre os pingos da chuva a um castigo que podia ser mais pesado. Não é todos os dias que se manda um árbitro para o hospital...

O jogador e o Benfica só podem estar satisfeitos e se recorrerem para o Conselho de Justiça apenas vão perder tempo. Vale pelo show-off.

Tendo em conta o que aconteceu, esta é uma pena sensacional.

O capitão pode regressar a tempo dos jogos com FC Porto e Sporting. Mais nada!

-Eugénio Queiróz, no seu blog Bola na Área

Bruno Carvalho elogia a democracia do FC Porto


Eu sei que nós, Benfiquistas, não gostamos de comparações com o FC Porto, mas acho que não custa nada ver como é que as coisas se passam lá, para aferirmos como está a nossa democracia comparada com um clube que tanto criticamos.

No FC Porto, alguém para ser candidato à Presidência do clube tem que ter 1 ano de sócio.

No Benfica, alguém para ser candidato à Presidência do clube tem que ter 25 anos de sócio.

No FC Porto, para se propor uma lista candidata aos órgãos sociais são precisas 50 assinaturas.

No Benfica, para se propor uma lista candidata aos órgão sociais são precisas assinaturas que correspondam a 10.000 votos.

No FC Porto, prevalece o princípio de 1 sócio, 1 voto.

No Benfica, há sócios com 1 voto, outros com 5 votos, outros com 20 votos e outros com 50 votos.

No Benfica uma sala com 200 pessoas com 50 votos vale tanto como um pavilhão Atlântico completamente esgotado com 10.000 pessoas que tenham 1 voto cada.

No Benfica votam, ainda, todas as Casas do Benfica e cada uma tem 50 votos. São ao todo 243 Casas que correspondem 12.150 votos! Escusado será dizer que as Casas do Benfica estão, por regra, com o poder.

No Benfica, votam, ainda, todas as Filiais e Delegações que têm direito a 20 votos.

E só mais um pormenor: no Benfica o voto é electrónico, sem qualquer voto em papel, o que significa que não há qualquer possibilidade de recontagem de votos nem de aferir se a votação é justa ou não.

Não bastasse isso, o voto electrónico no Benfica é feito à vista de todos não sendo assegurada qualquer privacidade.

Não é em vão que eu venho a dizer que o Benfica está cada vez mais parecido com a Coreia do Norte.

Se se somar a tudo isto um órgão de propaganda oficial e que ainda por cima insulta os sócios que se opõem ao actual estado de coisas, como é o caso da Benfica TV, então o paralelismo fica, ainda, mais evidente.

Tudo isto se passa no Benfica, uma instituição que já foi a mais democrática de Portugal!

Finalmente, gostaria de fazer uma pergunta: se os actuais dirigentes do Benfica estão tão preocupados com o Benfiquismo de quem possa dirigir o Benfica no futuro, como é que é possível que todas as áreas sensíveis do Benfica estejam entregues a não Benfiquistas?

É que, neste momento, o Futebol está entregue a um sportinguista, a Área Financeira está entregue a um sportinguista e a Área Jurídica está entregue a um portista.

Como é fácil desmascarar o falso pretexto do Benfiquismo.

Simplesmente lamentável o que se passa no meu Clube!

-Bruno Carvalho, Facebook

CMVM pediu informações adicionais aos contratos de Hulk e Witsel


O contrato de transferência de Hulk do Futebol Clube do Porto para o Zenit não levantou dúvidas apenas ao Benfica. O contrato de transferência de Witsel do Sport Lisboa e Benfica para o Zenit não levantou dúvidas apenas ao Porto. A CMVM teve dúvidas em relação aos dois contratos. 

A Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) não quis comentar ou confirmar a informação mas o Negócios sabe que o regulador pediu informações adicionais aos contratos que ditaram a saída de ambos os jogadores do campeonato nacional de futebol. 

Do lado do Benfica, o director de comunicação, João Gabriel, não quis comentar a relação que o clube mantém com o regulador mas defendeu que a comunicação da transferência de Witsel, emitida através do site da CMVM, inclui a menção ao pagamento de um “montante líquido de 40 milhões de euros”. O Negócios não conseguiu falar com o director de comunicação do Porto. 

Não foi possível apurar se os clubes já prestaram as informações pedidas ou se as eventuais informações prestadas respeitam as exigências da entidade presidida por Carlos Tavares. 

Os contratos em causa

A 3 de Setembro, a SAD liderada por Luís Filipe Vieira anunciou a alienação, a título definitivo, da totalidade dos direitos desportivos e económicos do belga Axel Witsel em direcção ao Zenit. A transferência foi concretizada por 40 milhões de euros, o valor da cláusula de rescisão do contrato que vigorava entre o jogador e as águias. 

Concretizada no mesmo dia e com poucos minutos de diferença, a comunicação da transferência de Hulk do FCP para o colectivo russo apontava para a cedência, igualmente a título definitivo, dos direitos de inscrição desportiva e de “85% dos direito económicos que detinha” por 40 milhões de euros. O “Zenit assumiu, ainda, a responsabilidade dos encargos relativos ao mecanismo de solidariedade da FIFA”, apontava o mesmo documento da SAD azul e branca.

As dúvidas no “Dia Seguinte” 

Os contratos levantaram dúvidas e acusações por parte dos clubes, nomeadamente no programa “Dia Seguinte”, da SIC Notícias. Rui Gomes da Silva, vice-presidente da SAD benfiquista mas que está como adepto do clube naquele programa, questionou o comunicado portista. Gomes da Silva pediu, no programa, que a CMVM obrigasse o FCP a mostrar o contrato de venda de Hulk, dizendo ter informações de que o pagamento de 40 milhões de euros seria feito em várias tranches. 

"Por uma questão de reciprocidade, fica o repto ao Benfica para tornar público o contrato de transferência de Witsel, para se saber se foi paga comissão de intermediação, quem paga o mecanismo de solidariedade e quanto pertencia a uma terceira parte, a título de mais-valias", reagiu o FCP em comunicado. 

Guilherme Aguiar, advogado que defende a posição do FCP naquele programa, questionou Gomes da Silva sobre quanto recebeu efectivamente o Benfica pela transferência. Segundo afirmou, 20% do passe de Witsel não pertenceria ao clube encarnado pelo que não poderia ser por ele vendido. Depois, acrescentou ainda que ainda haveria uma comissão para o empresário, que cifrou em 4 milhões de euros.


-Noticia retirada do site do Jornal de Negócios

Dirigente do Sporting obcecado em comentar venda de Witsel


Rui Paulo Figueiredo, vogal do Conselho Diretivo do Sporting, considera que a recente venda do passe de um futebolista foi uma decisão do clube e não uma obrigação decorrente da cláusula de rescisão, numa alusão à saída de Witsel do Benfica.

"Vi referido que a cláusula de rescisão de um certo jogador tinha sido acionada, quando a mesma já não existia, pelo facto de se ter esgotado temporalmente. Ou seja, tratou-se de uma decisão!", disse Rui Paulo Figueiredo, numa alusão à transferência de Witsel do Benfica para o Zenit de São Petersburgo, considerando que "o que importa é saber se todas as vendas entram ou não nos cofres dos clubes".

No entanto, o dirigente leonino, que referiu não lhe "competir comentar a estratégia de outros clubes", lembrou que os relatórios dos clubes rivais "serão publicados em devido tempo" e que será possível então "descortinar as respetivas contas", tal como o Sporting se sujeita "ao escrutínio da imprensa e dos sócios quando apresenta publicamente o seu relatório e contas".

Rui Paulo Figueiredo argumentou que "não está em causa um campeonato de vendas" e considera normal que cada clube tenha a sua estratégia.

"Assim como nós decidimos não vender é perfeitamente legítimo que Benfica e FC Porto tenham decidido fazê-lo", disse o dirigente leonino, manifestando a ideia de que "o que conta é dentro do campo" e que é sua convicção que o Sporting possui "um bom plantel, competitivo e que vai prová-lo ao longo da época".

-Noticia retirada do site do jornal o Jogo

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Leonor Pinhão teme castigo pesado para Luisão


Uma lástima a demora de meio ano para aplicar a Jorge Jesus uma suspensão de 15 dias num espaço sem competições. 

É tudo tão excessivamente ridículo que só pode ter um propósito. Depois disto e para compensar, temo que o Luisão se arrisque a um degredo disciplinar de dez anos na Sibéria. 

É uma situação que, por absurdo, faz lembrar uma outra que ocorreu precisamente há um ano. 

Ou seja, por esta altura do campeonato o Benfica ganhou na Luz ao Vitória de Guimarães com três grandes penalidades assinaladas pelo árbitro Duarte Gomes. 

Ainda a procissão não tinha saído do adro e os adversários do Benfica relamavam contra a superior influência dos da Luz no sector da arbitragem. 

E depois foi o que se viu quando a procissão chegou ao adro. 

Neste momento o Benfica não se livra da fama de mandar na Justiça da Federação Portuguesa de Futebol. Temo o pior para o Luisão.

- Leonor Pinhão, jornal A Bola, 13 de Setembro de 2012