Noticias, Fotos, Videos, Resumos de Jogos e Artigos de Opinião acerca do Benfica e de tudo aquilo que o rodeia
terça-feira, 24 de setembro de 2013
Júlio Magalhães acusa Jesus de lançar a lama sobre o futebol português
Estava o campeonato a correr de forma tranquila quando o treinador do Benfica, que vive atormentado com o caso Cardozo e a desconfiança dos adeptos tratou de falar dos árbitros sem que nada o justificasse para lançar a lama sobre o futebol português. Percebe-se o desespero de Jorge Jesus, pois tem um plantel de luxo, dispendioso, não perdeu ninguém e deram-lhe mais uma banda de jogadores para ver se é desta que ganha o campeonato. Apesar disso estava a cinco pontos e como no jogo jogado - como ainda se viu em Guimarães - as coisas não correm bem, lançou suspeitas sobre os árbitros bem ao estilo tuga do nosso futebol. E acabou por ter a compensação.
Em Guimarães ganhou com uma fraca exibição e com um golo que todos querem atribuir a Cardozo mas que na verdade, foi na própria baliza. Para além disso, fez o número lamentável no final com a polícia e os adeptos para ver se volta a cair nas boas graças do Estádio da Luz e, como se não bastasse, ainda puseram um árbitro no Estoril que levava a lição bem estudada. Um penálti inventado e um golo em fora-de-jogo. Os jogadores do Estoril sabiam que se caíssem o árbitro marcava falta e o mais evidente foi mesmo quando Fernando voou de cabeça para um grande intervenção do guarda-redes. Mas ainda este não tinha chegado à bola e já a falta estava assinalada. E assim o FC Porto empatou e o Benfica respira de alívio com o seu treinador mais relaxado, pois as coisas melhoraram para o seu lado.
Entretanto, um dirigente da AF Lisboa, que tem declarações no seu passado lamentáveis, tratou de se portar como um "índio" no camarote presidencial e, no final, também arranjou forma de fazer um caso nacional de um comportamento que até foi criticado pelo presidente do Estoril. Com este incidente desviaram-se as atenções das cenas lamentáveis no final do jogo em Guimarães e de uma escandalosa arbitragem no Coimbra da Mota, digna da lama que foi lançada durante a semana. Tudo isto não invalida igualmente dizer que o FC Porto que esteve no Estoril devia ter sido bem diferente. O jogo na Áustria já deixara sinais da evidente má forma de alguns jogadores. A arbitragem não foi boa, mas é justo dizer que o Estoril tudo fez para justificar o empate perante uma equipa que tem de ser muito melhor. Paulo Fonseca sabe disso.
- Júlio Magalhães, jornal Record, 24 de Setembro de 2013
João Querido Manha: A guerra do Facebook
Poucos dias depois de o Benfica denunciar um árbitro de andebol que se manifestava inflamadamente portista e antibenfiquista na página pessoal no Facebook, é o FC Porto a recorrer à rede social para descobrir matéria de arremesso contra Nuno Lobo, o inflamado benfiquista e antiportista que preside à Assoçiação de Futebol de Lisboa. É o Facebook a tomar o lugar do YouTube como rede social de referência para as guerrinhas da bola, com menos obscenidade, mas com idêntica sem-vergonha.
Na sociedade contemporânea, a internet é o meio de comunicação por excelência e estas plataformas de relacionamento facilitam um melhor conhecimento das figuras públicas, do seu modus operandi e da sua proximidade às massas populares. Deixam de tal forma expostos os protagonistas que exigem, a montante, extremas cautelas, de preferência apoio profissional, sob pena de uma má utilização se virar contra os próprios a qualquer altura das suas vidas, para o bem e para o mal.
O que o FC Porto deu a conhecer ontem sobre o mau uso que o presidente da AFL faz (ou fez) da sua página na rede social diz muito sobre a falta de preparação de que inúmeros agentes desportivos enfermam, nomeadamente quanto à responsabilidade pública, ao equilíbrio e isenção a que a função os devia obrigar. Neste caso, suscita mesmo o seu afastamento imediato, se não apresentar a demissão, além de um pedido de desculpas formal a Hulk, consequências que não estão no horizonte, a julgar pelas declarações emitidas ontem. Pelo contrário, é mais um franco-atirador que entra em liça, disposto a atos de heroísmo bacoco contra os malfeitores adversários, sobre um campo de minas que farão explodir mais um bocado das escassas reservas de credibilidade que restam à grande família do futebol nacional.
Mas também revelou a funcionalidade da chamada máquina portista e uma pequena ideia do que serão os ficheiros secretos da Torre do Dragão, onde os relatórios dos olheiros de futuros jogadores estarão arquivados lado a lado com os dossiês sobre pessoas suspeitas de serem opositores aos nobres desígnios do clube e, em particular, de alguns dos seus dirigentes.
O futebol e as suas instituições não têm forma de se defender desta gente nem dos seus processos e estão pagando, há demasiado tempo, com a descredibilização da atividade e o consequente afastamento dos adeptos. O ar está pesado e as pessoas de bem não vão querer respirá-lo.
- João Querido Manha, jornal Record, 24 de Setembro de 2013
Jornal de Noticias emite comunicado deplorável e ataca fortemente o Benfica
1. O Sport Lisboa e Benfica emitiu um comunicado em que refere o Jornal de Notícias como um dos órgãos de Comunicação Social que, citamos, "continuam a dar apoio ao sistema".
Os factos provam que o magno problema do SLB - pouquíssimos títulos conquistados nos últimos anos para tamanha legião de adeptos - resultam do sistema sim, mas do seu próprio: de gestão desportiva. Quanto ao JN, limita-se a relatar factos e a dar-lhes o relevo e enquadramento que a sua Direção editorial decide.
2. Não foi o JN quem patrocinou a cena em que o treinador do SLB se envolveu à pancada com a Polícia no final do jogo de domingo último. Nem esta, nem anteriores como, por exemplo, a que protagonizou com o seu próprio atleta Cardozo, também em pleno relvado, após a final da Taça de Portugal da época passada.
3. Não foi o JN quem patrocinou a cena em que o capitão da equipa insultou os adeptos do seu clube no final do jogo da Luz com o Gil Vicente.
4. Não foi o JN quem patrocinou as cenas pós-jogo, como, por exemplo, a rega e o apagão com que o Benfica brindou, na Luz, uma das festas de um dos campeonatos ganhos pelo F. C. Porto.
5. Não foi o JN quem patrocinou as cenas de falta de "fair play" dos jogadores do Benfica no final da Taça de Portugal, ganha pelo Vitória de Guimarães.
P. S.: "Dragão travado com penálti fora da área e golo fora de jogo. Nervoso, Jorge Jesus envolve-se em rixa com a Polícia no final do jogo". Para quem não se recorda - e para memória futura - aqui ficam os títulos do JN de segunda-feira que mexeram com os nervos da estrutura pensante do Benfica, que debalde tentou atirar argumentos contra factos.
Os factos provam que o magno problema do SLB - pouquíssimos títulos conquistados nos últimos anos para tamanha legião de adeptos - resultam do sistema sim, mas do seu próprio: de gestão desportiva. Quanto ao JN, limita-se a relatar factos e a dar-lhes o relevo e enquadramento que a sua Direção editorial decide.
2. Não foi o JN quem patrocinou a cena em que o treinador do SLB se envolveu à pancada com a Polícia no final do jogo de domingo último. Nem esta, nem anteriores como, por exemplo, a que protagonizou com o seu próprio atleta Cardozo, também em pleno relvado, após a final da Taça de Portugal da época passada.
3. Não foi o JN quem patrocinou a cena em que o capitão da equipa insultou os adeptos do seu clube no final do jogo da Luz com o Gil Vicente.
4. Não foi o JN quem patrocinou as cenas pós-jogo, como, por exemplo, a rega e o apagão com que o Benfica brindou, na Luz, uma das festas de um dos campeonatos ganhos pelo F. C. Porto.
5. Não foi o JN quem patrocinou as cenas de falta de "fair play" dos jogadores do Benfica no final da Taça de Portugal, ganha pelo Vitória de Guimarães.
P. S.: "Dragão travado com penálti fora da área e golo fora de jogo. Nervoso, Jorge Jesus envolve-se em rixa com a Polícia no final do jogo". Para quem não se recorda - e para memória futura - aqui ficam os títulos do JN de segunda-feira que mexeram com os nervos da estrutura pensante do Benfica, que debalde tentou atirar argumentos contra factos.
-Comunicado da direcção do Jornal de Noticias:
segunda-feira, 23 de setembro de 2013
Portistas descontentes com exibições do FC Porto suspiram por Vítor Pereira
Honestamente, algum portista que tenha visto os últimos jogos do FC Porto ficou surpreendido com a perda destes dois pontos na Amoreira?
Penso que não.
Hoje, frente a um Estoril que tinha jogado a meio da semana (nem sequer houve 72 horas de intervalo entre o final do Estoril x Sevilha e o início deste jogo), viu-se, novamente, a face B deste FC Porto. Foi mais uma exibição fraca, sem a chama do Dragão, com os jogadores da equipa canarinha a ganharem a maior parte das bolas divididas e a acelerarem em direcção à baliza do FC Porto como se o meio-campo portista fosse uma autoestrada.
Hoje, houve tanta coisa má na exibição portista e havia tanto a dizer deste jogo, que é melhor esperar algum tempo para fazer uma análise mais fria, mas há um aspecto que tenho de referir já: o que se passa com a defesa do FC Porto e, particularmente, com o Otamendi? O que se passa com este defesa-central argentino que, tal como já tinha acontecido em Viena, voltou a ter intervenções de principiante e que só não enterraram mais a equipa porque não calhou.
Mas, evidentemente, o problema não se cinge ao Otamendi. A defesa do FC Porto está um autêntico passador. Ou melhor, a equipa do FC Porto, a defender ou, como se diz agora, na transição defensiva, está um autêntico passador.
É inacreditável a quantidade de ataques, cantos, livres, remates e oportunidades de golo que a equipa do FC Porto está a permitir a equipas como o Austria Viena ou este Estoril.
Se contra adversários deste nível sofremos a bom sofrer, eu quero ver quando jogarmos em São Petersburgo ou Madrid. Se continuarmos a jogar desta maneira contra adversários melhores, ninguém duvide, o FC Porto será cilindrado.
Uma das críticas que uma parte dos adeptos portistas fazia na época passada era o facto de, na opinião desses adeptos, a equipa ter muita posse de bola mas essa posse de bola ser inconsequente.
Que saudades que eu tive hoje dessa "posse de bola inconsequente", em que os jogadores das equipas adversárias andavam a "cheirar a bola" e em que o FC Porto, após estar em vantagem no marcador, raramente se deixava surpreender.
Hoje, o FC Porto esteve duas vezes em vantagem no marcador (1-0 e 2-1), mas eu nunca senti que o jogo estava ganho, bem pelo contrário.
Paulo Fonseca tem muito para reflectir porque, se continuar por este caminho, não vai lá.
-Texto retirado do Blog Reflexão Portista
José Manuel Delgado sem medo critica Paulo Fonseca e Adelino Caldeira
Ontem, o camarote presidencial do Estoril-Praia foi palco de mais um episódio lamentável, protagonizado por Adelino Caldeira, administrador da SAD do FC Porto.
Nuno Lobo, presidente da AF Lisboa, vai apresentar queixa junto das autoridades competentes por agressão física e verbal, remetendo o incidente para aquilo que realmente é, um caso de polícia. Segundo A BOLA apurou junto de várias testemunhas presenciais o pecado do presidente da AF Lisboa consistiu em manifestar satisfação pelo golo do primeiro empate do Estoril.
Numa altura em que ainda está fresca na memória de todos a cena, no Algarve, que levou ao corte de relações entre o Sporting e o FC Porto - depois de Bruno de Carvalho ter sido injuriado por Adelino Caldeira - a ver vamos se os dragões vão estar institucionalmente solidários com este administrador...
Fala-se muito da necessidade de encontrar plataformas civilizacionais que permitam o avanço da indústria do futebol em Portugal. Fala-se de ser imperiosa a urbanidade entre clubes e demais agentes desportivos como forma de progresso. Mas, afinal de contas, é de tristes episódios como estes que tiveram Adelino Caldeira no papel principal, que vai sendo feito o nosso quotidiano. Até quando? Provavelmente até que, mais do que uma mudança geracional, se verifique uma mudança de mentalidades. O que é improvável.
Mantendo o foco sobre o que aconteceu na Amoreira, que grande lição deu Marco Silva a Paulo Fonseca! E não foi de tática, foi de saber estar. Quem viu Paulo Fonseca nos anteriores passos da sua carreira e o ouviu ontem no António Coimbra da Mota não o reconheceu.
Atirou-se à equipa de arbitragem, esquecendo os momentos (especialmente um, num lance de Otamendi) em que foi beneficiado. E, acima de tudo, abandonou o registo sensato de não comentar arbitragens, o mesmo registo que na temporada passada levou a que, ao sofrer um golo de penalty por falta cometida fora da área (na derradeira jornada, frente a FC Porto) não se lhe ouvisse um protesto.
Tenho enorme admiração pelo percurso de Paulo Fonseca e pela forma como subiu, por mérito, na carreira. Por isso quero acreditar que ontem aconteceu uma de duas coisas, que podem suceder a qualquer um: ou teve, no calor das emoções, uma abordagem mediática menos feliz; ou deu ouvidos a algum mau conselho...
Verdade, verdade é que a I Liga teve uma jornada que contribuiu para o equilíbrio pontual, aguardando-se pelas próximas rondas para se perceber da estabilidade do FC Porto, da estabilização do SC Braga, da evolução do Benfica ou das ambições do Sporting.
Ah, uma coisa é já certa. Mudaram muitos jogadores mas no Estoril continua a trabalhar-se de forma excelente. Parabéns ao Marco Silva.
-José Manuel Delgado, jornal A Bola
Santos Neves envia recado a Paulo Fonseca: Reveja o jogo e o insuficiente FC Porto
Renhidos confrontos entre europeus corresponderam à expectativa de haver equilíbrio, pondo em apuros os dois gigantes. Alívio benfiquista, pois o V. Guimarães, embalado pelo espetacular 4-0 a croatas, confirmou estar mesmo forte. Mantendo excelente batuta de Rui Vitória, muito melhorou o plantel, já não é o V. Guimarães quase, quase B que, ainda assim, se aguentou muitíssimo bem na Liga e conquistou a Taça de Portugal provocando enorme bronca... no Benfica. Ontem, o triunfo benfiquista foi árduo, merecido e... precioso, porque relança a equipa de Jorge Jesus e porque... atenção ao crescimento deste novo V. Guimarães.
E a qualidade do Estoril? Ainda maior elogio: 4 titulares mudarem-se para o Dragão (2), Luz e Alvalade, mas o tão jovem técnico Marco Silva consegue prosseguir numa linha de jogo que, de peito aberto, discute seja contra quem for.
Este empate soube-lhe a vitória perante o outro treinador sensação da época passada. E fez estalar o verniz de Paulo Fonseca.
Caro Paulo, tão cedo para se perturbar, decalcando velhos discursos! Reveja o jogo, os erros de arbitragem e... o insuficiente FC Porto. E pense na 1.ª parte em Viena...
- Santos Neves, jornal A Bola, 23 de Setembro de 2013
João Querido Manha: Paulo Fonseca revela imaturidade
A temperatura anormal que se viveu em Portugal no primeiro fim de semana de outono fez sobreaquecer algumas turbinas do futebol nacional. Uma declaração de Jorge Jesus sobre factos de jornadas anteriores irritou sobremaneira os adversários e coincidiu com os empates cedidos inesperadamente por Porto e Sporting, com o Benfica a ganhar, realmente, em três campos.
Este sobreaquecimento foi sentido particularmente entre os dragões, com reações violentas a nível dos seus dirigentes e declarações extemporâneas do treinador Paulo Fonseca, a revelar alguma imaturidade quando comparado a antecessores que sabiam avaliar melhor um mero acidente de percurso como o empate na Amoreira.
Estamos apenas na 5.ª jornada da Liga e este desequilíbrio emocional transmite às turbas um nervosismo que só pode desencadear maus resultados, em jogos futuros. Já havia uma picardia infantil entre os presidentes do Porto e do Sporting, mas imaginar um peso-pesado como o “vice” da SAD portista a transformar a tribuna VIP em ringue de boxe só perde, por falta de imagens, para as placagens de Jesus, rebolando entre stewards e spotters da polícia, no final do jogo de Guimarães, segundo ele, por ser o primeiro a defender os adeptos do Benfica – em particular os que invadem relvados.
A descrição destes episódios remete para um mundo surreal, abrutalhado, vergonhoso, em que homens têm atitudes sem bom senso nem nobreza, portando-se como rufias, em palavras e gestos. Com uma agravante: as consequências são muito piores para as instituições que representam e dizem amar e, em geral, para a credibilidade do futebol profissional, do que para os próprios protagonistas.
Deste fim de semana de brasa emerge, em contraciclo, a serenidade e equilíbrio de Leonardo Jardim, ao denunciar a hipocrisia das queixas dos erros de arbitragem. Muitos de nós, seguramente não a maioria, reveem-se na chamada de atenção do treinador leonino, mas também sabemos que não tardará até que, pela pressão dos resultados, a verticalidade do treinador seja posta em causa no seu próprio clube. Ser diferente com os resultados em perda é uma dura provação para os adeptos do Sporting, martirizados pela diferença acumulada para os outros grandes: estar ao lado da superioridade moral de Leonardo Jardim sem que isso tenha uma tradução positiva na classificação da Liga é uma semente de discórdia que também não tardará a fazer subir a temperatura dentro do próprio Sporting.
-João Querido Manha, jornal Record
Ribeiro Cristóvão não perde tempo e faz a condenação de Jesus: Foi deplorável o espectáculo de Guimarães
Confirmaram-se as previsões que aqui deixámos na passada sexta-feira, alertando para os perigos que corriam os três grandes numa jornada que se adivinhava eivada de dificuldades para todos, e da qual só o Benfica veio a colher os resultados desejados.
Ganharam os encarnados em Guimarães, empataram Sporting e Porto, em Alvalade e na Amoreira, respectivamente mas, em todos os estádios, as exibições a que pudemos assistir deixaram, sem excepção, muito a desejar.
Mesmo vencendo, o Benfica voltou a revelar as carências que a equipa mantém desde que deixou de poder contar com os preciosos contributos de Salvio e Gaitán.
Jorge Jesus bem tem tentado encontrar no pelotão sérvio soluções ajustadas às necessidades do onze ideal, mas tarda a acertar no modelo que dê garantias de um rendimento satisfatório e constante. Os calendários que tem pela frente exigem muito mais.
O Futebol Clube do Porto voltou a não convencer, agora frente ao Estoril, que esteve sempre melhor organizado e acabou justificando plenamente o empate alcançado.
A equipa portista foi uma verdadeira confusão em todos os sectores, com alguns jogadores em claro sub-rendimento, a causar apreensão para o futuro imediato.
No Sporting, apenas merecem nota positiva os primeiros vinte minutos do desafio com o Rio Ave. O resto foi a demonstração de que há muito trabalho pela frente até que a equipa possa ser verdadeiramente considerada como candidata ao título nacional.
Mas, independentemente destes maus desempenhos, a jornada ficou, sobretudo, marcada pelo desastre em que se transformaram algumas arbitragens, tendo o Sporting e o Futebol Clube do Porto saído especialmente prejudicados por decisões de juízes pouco atentos, ou mesmo incompetentes.
Por coincidência ou não, tudo isto depois de alguns dias antes o treinador do Benfica, Jorge Jesus, trazer para a praça pública queixumes sobre presumíveis benefícios de que os seus mais directos adversários estariam a usufruir.
O choradinho tornou-se, pelos vistos, eficaz e as provas ficaram à vista tanto em Alvalade como no Estoril.
E Jorge Jesus estive ainda evidência por outras piores razões. O seu comportamento em Guimarães, no final do jogo com o Vitória, é simplesmente inaceitável para quem ostenta um emblema tão prestigiado como o do Benfica.
Daí que fiquemos todos a aguardar pelo que as autoridades cíveis e desportivas irão dizer sobre tão deplorável espectáculo.
-Ribeiro Cristóvão, Rádio Renascença
José Manuel Meirim: Jesus pode ser suspenso por um mínimo de 3 meses
Jorge Jesus arrisca uma suspensão depois das cenas protagonizadas neste domingo, no final do V. Guimarães-Benfica. O treinador do Benfica intrometeu-se na ação dos «spotters» e dos «stewards», quando estes intercetavam alguns adeptos encarnados que invadiram o relvado no momento em que os jogadores se aproximaram para agradecer o apoio e oferecer as camisolas. Jesus deu mesmo algumas palmadas no braço de um agente, para que este libertasse um dos adeptos.
Esta postura do técnico do Benfica pode sair-lhe cara. No entender de José Manuel Meirim, professor de direito desportivo consultado pelo Maisfutebol, o comportamento do técnico pode enquadrar-se nos artigos 131º e 132º do Regulamento Disciplinar da Liga. «Pode até ser punido pelos dois, e nesse caso seria encontrado o cúmulo jurídico», explica.
«Nas imagens televisivas registam-se dois ou três gestos relativos a um spotter. Agarrou-o e deu-lhe algumas palmadas no braço, quando este estava a tentar por cobro à invasão de recinto desportivo, que é uma infração. Perturbou a ação da polícia com algumas manifestações de violência», analisa Meirim.
O artigo 131º do Regulamento Disciplinar diz respeito a casos de «agressões», e no seu ponto 1 faz referência clara a «agentes de segurança pública». Nestes casos está prevista uma suspensão de três meses a três anos. Caso se tratasse de uma agressão a um agente de segurança privada, então a suspensão seria de dois meses a dois anos, conforme consagrado no ponto 2. «Caso seja entendido que se tratou de uma tentativa de agressão então o limite mínimo e máximo previsto é reduzido para um terço», explica José Manuel Meirim.
O artigo 132º «também deve ser considerado» para esta análise dos possíveis castigos para Jorge Jesus, entende o professor de direito desportivo. Essa alínea do Regulamento Disciplinar refere-se a casos de «incitamento à indisciplina», e prevê uma suspensão de seis a dezoito meses.
-Noticia retirada do site do Mais Futebol
José Marinho: Brilhante análise ao fim de semana desportivo
Notas do fim de semana!
- Afinal parece que ainda não há campeão antecipado.
- A estratégia de Jesus de condicionamento dos árbitros foi tão, tão perfeita que a sua equipa, mais uma vez, foi manifestamente prejudicada pelo árbitro.
- A forma ternurenta como o treinador do FC Porto demonstrou preocupação com o "penaltie" de Alvalade significa que o Sporting não conta para Paulo Fonseca.
- Paulo Fonseca tem azar com os penalties fora da área. Ontem, o treinador do FC Porto deve ter-se lembrado do penaltie fora da área que desbloqueou o jogo do título aos campeões nacionais em Paços de Ferreira, há poucos meses atrás.
- Otamendi não devia ter posto a mão na bola, pelo simples facto de que já não devia estar em campo.
- Há benfiquistas que se queixavam demasiado da nota artística e que queriam era resultados. Ontem voltaram a queixar-se, mas agora sentem saudades da nota artística.
- Ao contrário do que Paulo Fonseca disse, o grande vencedor do fim de semana não foi Jorge Jesus, mas sim Leonardo Jardim. Um dia, como disse o treinador do Porto, devia gostar de ser como ele.
-José Marinho, Facebook
Luís Sobral arrasa e humilha Jorge Jesus por defender um adepto da policia em Guimarães
No início dos anos 90 (1992, creio), estagiário em «A Bola», fui enviado a Fernão Ferro para fazer uma reportagem com o Amora. A equipa da margem sul do Tejo ia jogar na segunda divisão, justificava algumas colunas, no fundo de uma página.
Lembro-me de chegar ao hotel onde estavam a estagiar, dizer quem era e ser convidado para almoçar com a equipa. Rui Maside era a figura, Jorge Jesus o treinador. Devo ter falado com ambos, não me lembro. Só me recordo de me sentar à mesa e ouvir Jesus dizer algo do género os jornais dão pouco importância a estes clubes, deviam falar mais em nós. Para Jesus, o futebol começava ali perto, na Amora.
Jesus, de resto, parece duvidar que exista sobre a terra alguém que saiba mais de futebol do que ele. Uma recolha nem por isso exaustiva do que disse ao longo da carreira é prova do que escrevo.
No entanto, como todos já perceberam menos o presidente do Benfica, Jesus é exatamente como os outros treinadores. Tem as suas ideias, empata, ganha e perde. Às vezes até um pouco mais do que era suposto, tendo em conta o que se gasta com o plantel do Benfica.
Ver Jesus a agarrar polícias e adeptos, fora de si, pode parecer um pouco de mais. Mas no essencial é aquilo mesmo: ele é que sabe. Se for para defender os adeptos (como diz), que se afaste até a autoridade.
Por vezes, durante alguns períodos, a estrutura de comunicação do Benfica consegue fazer crer que Jesus nem é bem aquilo. Consegue, no fundo, mantê-lo controlado. O meu pai conseguia o mesmo com o nosso primeiro carro, um Fiat 127 já com alguma idade. Com dedicação, removia a ferrugem, lixava as partes expostas e voltava a pintar, na esperança de que ele não nos deixasse mal na próxima subida.
Jesus é aquilo. Por mais que o pintem, ele é o treinador que acha que o futebol começa na Amora. Se for ele a sentar-se no banco, claro.
Portanto, não serei eu a confessar-me muito surpreendido com as imagens do final de jogo em Guimarães. Até porque já vi pior, em diversos jogos de distrital. Aquilo foi um momento distrital, só que transmitido na televisão, colocado no youtube e posto a circular pelo mundo. Uma vergonha, sim.
Jesus é ainda o treinador que à quinta jornada aproveita uma conferência de imprensa para colocar pressão sobre os árbitros. Também não me surpreende, embora aqui já não encare a coisa com tanta leveza. Ver Jesus a sacudir polícias ainda compro. Ouvi-lo questionar a verdade desportiva e pressionar árbitros, a ver se consegue chamar-nos estúpidos, já não me diverte.
Devo no entanto admitir que ainda gostei menos de ver Paulo Fonseca ir no jogo. Eu sei que Paulo Fonseca é treinador do FC Porto, um clube que pratica este jogo há décadas. Mesmo assim. Mesmo assim esperava que resistisse um pouco mais e não retirasse espaço ao presidente.
No meio destas confusões, Leonardo Jardim perdeu dois pontos mas ganhou crédito. Aprecio o trabalho do madeirense e sua forma de estar e comunicar. E nunca tinha visto um treinador de um grande reconhecer o óbvio: eles são os mais beneficiados com os erros de arbitragem. Mesmo que numa jornada ou outra (como é o caso desta) pareça que não.
Por tudo isto, não posso concordar mais com Marco Silva.
PS: Apesar do que escrevi acima, é evidente que Jesus deve ser castigado. Não esperem é que seja o Benfica a criticar o seu treinador. Por alguma razão Vieira fez um museu: foi para colocar lá os valores centenários do clube. No fundo, coisas que passaram de moda.
-Luís Sobral, Mais Futebol
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