sábado, 27 de julho de 2013

Cosme Damião «não aceitaria» dar o seu nome ao museu


Neta do antigo fundador do Benfica emocionada com o tributo ao avô

Cosme Damião, um dos fundadores do Benfica, esteve representado na inauguração do novo museu do clube, que tem o seu nome, por três gerações de descendes: uma neta, uma bisneta e um trisneto. Curiosamente três descendentes do histórico dirigente que não são sócios do clube da Luz. 

«Foi um tributo muito giro. É impressionante o que ele conseguiu. Na altura os meios eram muito poucos, é incrível como hoje chegámos aqui. O museu está muito bem conseguido, fiquei muito emocionada», destacou Maria João Trindade, neta do histórico dirigente.

Cosme Damião foi jogador, treinador e até jornalista do Benfica, mas, mesmo no período em que foi a principal figura do clube, nunca quis ser presidente, tendo recusado o cargo por diversas vezes. Não gostava de protagonismo e mesmo na ata de fundação do clube, que foi escrita por ele, não incluiu o seu nome.

Talvez por isso, Maria João Trindade, que não chegou a conhecer o avô, considere que o antigo dirigente não ia gostar de ver o seu nome associado ao museu do clube. «Pelo que me passaram, não sei se ele aceitaria dar o nome ao museu. Ele nunca quis nada do Benfica, não sei se ia aceitar», referiu ainda a neta de Cosme Damião.

-Noticia retirada do site do Mais Futebol

Video: Benfica vence Levante (2-1) com bis de Lima

sexta-feira, 26 de julho de 2013

José Manuel Delgado destaca o grande crescimento do património do Benfica



É inaugurado hoje o Museu Cosme Damião, paredes-meias com o Estádio da Luz. São 109 anos de história do Benfica enquadrados na sociedade portuguesa e mundial desde 1904 a que os visitantes terão acesso, numa viagem trepidante, suscetível de não deixar ninguém indiferente.


Haverá várias formas de olhar este novo espaço de referência do universo encarnado. Poder-se-á dizer que quem não respeita o passado não terá futuro; também é possível olhar o Museu Cosme Damião como uma galinha dos ovos de ouro que gerará riqueza suplementar; pensar-se-á no fortalecimento do ego benfiquista após uma visita ao Museu do clube; e até não faltará quem questione o investimento que foi ali feito, uma obra que mistura arquitetura, história e era digital, como não há outra em Portugal, que coloca o Benfica na vanguarda mundial, sem medo de pedir meças a todo e qualquer grande clube.

Primeiro foi o estádio, depois o Caixa Campus do Seixal, a Benfica TV que caminha para os 100 mil assinantes e agora o Museu Cosme Damião. 

O património do Benfica tem crescido na era Vieira e a ideia que fica é a de um clube que se prepara para os desafios do futuro. Faltarão títulos, no futebol. É verdade, o investimento feito e a qualidade dos plantéis dos últimos anos justificavam mais. Mas o rumo global do Benfica está traçado e apenas erros de casting poderão atrasar um sucesso desportivo com outro fôlego.

PS - Por falar em erros de casting, salta à vista que, das duas uma, ou o Benfica mantém Cardozo, ou terá de encontrar outro avançado com as características do paraguaio. No atual grupo às ordens de Jesus não há quem saiba jogar com Djuricic (ou mesmo Markovic...) nas costas. 

E o tempo das teimosias já lá vai. Penso eu... 

- José Manuel Delgado, jornal A Bola, 26 de Junho de 2013

Fernando Gomes destaca cumprimento eleitoral de Luís Filipe Vieira


O Museu Benfica Cosme Damião é inaugurado institucionalmente esta sexta-feira, pelas 16 horas e um dos ilustres convidados é o presidente da Federação Portuguesa de Futebol, Fernando Gomes, que, em declarações à Benfica TV, não deixou de salientar a importância de um dia como este.

“Um Clube centenário que está comemorando os 109 anos cheios de sucesso de uma ligação com uma cidade e País. Pelo que pude ler não deixará de ser uma montra determinante e significativa de todo o historial de conquistas e a afirmação de um Clube como é o Benfica”, afirmou.

Apesar de ainda não ter visto o Museu no seu interior, o dirigente federativo não deixou de partilhar as suas expectativas. “Dentro da linha dos grandes clubes europeus, o Benfica tinha um espaço e hoje tem o seu Museu, num espaço de interactividade, de grande ligação ao sucesso desportivo que teve e, nessa perspectiva, espero um projecto na senda do que o Luís Filipe Vieira nos tem mostrado. Foi uma aposta pessoal dele nas últimas eleições em que prometeu que o Clube ia ter o seu Museu. Hoje estamos aqui num momento de afirmação e inauguração”, recordou.

Dentro da rica história e espólio “encarnado”, Fernando Gomes destacou dois momentos marcantes na vida do Clube. “Há momentos marcantes e na ligação directa com o Futebol, há as duas Taças dos Clubes Campeões Europeus nos tempos de Eusébio e Coluna. A história do Benfica é toda ela rica em conquistas”, apontou.

Recordar que o Museu abre as portas ao público na próxima segunda-feira, dia 29 de Julho.

-Noticia retirada do site oficial do Sport Lisboa e Benfica

Vieira aborrecido com Cavaco Silva e Passos Coelho


Presidente das águias defende que a inauguração do museu merecia a presença dos dois representantes do Estado.


O presidente do Benfica, Luís Filipe Vieira, inaugura esta sexta-feira o Museu Cosme Damião, que retrata mais de 100 anos de história do clube, e lamenta as ausências de Cavaco Silva e Pedro Passos Coelho. Em entrevista do jornal do Benfica, Luís Filipe Vieira diz que a inauguração do museu "merecia a presença dos dois representantes do Estado português". "Não sei se é estranho, só posso dizer que o lamento, porque acho que a inauguração deste equipamento cultural (e não desportivo) merecia a presença dos dois representantes do Estado português", refere.

Luís Filipe Vieira lastima também que nem Cavaco Silva nem Passos Coelho tenham marcado presença, a 15 de maio, na final da Liga Europa, em Amesterdão, que o Benfica perdeu para o Chelsea (2-1). "Deve ter sido a primeira vez na história em Portugal que tal sucedeu, mas não me cabe a mim fazer juízos de valor, mas é evidente que o lamento. Recebemos sempre bem quem nos visita e apenas podemos estranhar estas ausências em dois momentos tão significativos da vida do maior clube português", frisa o líder encarnado.

Inaugurado o Museu Cosme Damião, Luís Filipe Vieira pretende agora avançar para mais dois projetos: um centro de apoio às velhas glórias do clube e um espaço dedicado a Eusébio na cidade de Lisboa. "A vida prega-nos partidas inesperadas e todos aqueles que escreveram a história deste clube merecem ser apoiados quando a necessidade surgir. Quero poder implementar este equipamento no Seixal", afirmou.

Sobre o espaço a Eusébio, Luís Filipe Vieira deseja que o mesmo seja construído para depois ser inaugurado pelo "Pantera Negra" na capital. "É uma referência do Benfica, mas é uma referência de Portugal e da cidade que o adotou. Espero que ainda em vida Eusébio possa inaugurar um espaço permanente na cidade de Lisboa que evoque o seu exemplo e o seu talento", deseja Luís Filipe Vieira.


-Noticia retirada do site do jornal O Jogo

Pedro Santos Guerreiro a favor da profissionalização dos árbitros: "Sem independência financeira a corrupção é mais fácil"



Qualquer profissão que julgue culpa ou inocência, policie comportamentos ou regule interesses, deve ser bem remunerada. Sem independência financeira a corrupção é mais fácil. E isso é verdade num tribunal ou num campo de futebol. Mas a remuneração elevada cria riscos. Analisemos os salários dos árbitros.


A proposta de remuneração de árbitros, noticiada pelo Record, reforça a sua profissionalização. Excelente notícia. Mais uma na senda do mandato de Fernando Gomes na FPF. Ganhar 72 mil euros por ano não é uma fortuna galáctica, sobretudo no futebol. E um salário de secretário de Estado ou de um diretor intermédio de uma empresa. Mas ganhar um pouco mais de 3 mil euros "limpos" por mês (é mais ou menos isso que dá, dependendo da situação fiscal) é um excelente salário no país e nos tempos em que vivemos.

Mais remuneração aumenta a responsabilidade. A avaliação dos árbitros tem de ser impiedosa e o seu profissionalismo tem de ser à prova de bola. É a palavra-chave: avaliação. Porque houve sempre formas de torpedear essa blindagem. O que nos leva à questão: a definição de "elite". Quem entra e quem sai no "clube"?

A questão não é menor e justifica o atual clima de crispação da classe em relação a um dos seus (Pedro Proença, que conquistou lugar num patamar alto) e em relação a Vítor Pereira (que pode sair triturado do processo). 

Os árbitros vão-se esgatanhar por entrarem no clube da "elite", para terem acesso aos salários e aos jogos internacionais. Isso pode criar um feudo, cristalizando quem está e fechando portas a quem queira entrar. Independentemente do mérito.

A profissionalização dos árbitros é uma excelente notícia. Queremos ordenados para os árbitros, não queremos árbitros ordenados por terceiros. 

Mas quem avalia quem? 

- Pedro Guerreiro, jornal Record, 25 de Julho de 2013

Video: Primeiras imagens Museu Cosme Damião

Benfica TV: Anúncio ZON com Eusébio

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Uefa: Benfica terá que cortar estrangeiros



BENFICA: de 25 futebolistas estrangeiros (relembro: tal como no FC Porto, contando tão-só os mais candidatos ao primeiro plantel...), como tirar os 8 que não cabem na Champions?


OK, Cardozo não pode continuar (digo eu). Jorge Jesus não perdoa tremenda indisciplina; Cardozo ficaria ainda mais indisposto vendo fugir-lhe o duplicado salário que lhe oferecem lá fora; e as finanças do Benfica exigem entrada de forte receita (até agora, para a nova época, só investimento).

OK, sinais de que 2 dos 7 sérvios se destinam à equipa B, tal como Rojas e, talvez, Fariña, que acabou de chegar. Corta-se para 20 estrangeiros.

OK, porque transferência de Cardozo é insuficiente encaixe financeiro, quem mais sairá? Garay?; Gaitán?; Salvio?; Matic? Só Salvio (ai, ai!) ou Matic (ui, ui!) podem garantir a diferença entre a possível receita por Cardozo e os 40 milhões de euros ditos necessários. Adeus a um deles, e, muito provavelmente, ao também excelente Garay. Ficam 18 estrangeiros. 

Como o lote de defesas-centrais está em meia dúzia, um deles decerto acompanhará despedida de Garay; não Steven Vitória, creio, face à premência de mínimo em portugueses; portanto, despique entre Jardel e Mitrovic. 

Problema UEFA resolvido. Só que... Perda de Matic igual a tremendo bico de obra; tanta compra... e mantém-se ausência de convincente alternativa (André Almeida?; adaptação de Rúben Amorim?); pelo que tendência seria para contratar outro estrangeiro... 

E, sem Cardozo, Rodrigo, que tanto regrediu na última época!, não convence como homem de grande área opcional a Lima - nessa zona, o Benfica de pré-época, confirmou-se ontem, mostra défice de poder aéreo e de concretização...; Nélson Oliveira vai para França (noutro dia falarei de como vejo as suas consecutivas dispensas: e a de Miguel Rosa); outra tendência para entrar mais um estrangeiro... - retorno a 18 ou19? 

Lá se vai Urreta, para não variar...

E quantos portugueses no plantel de topo? Carlos Martins vetado (crónicas lesões e descontrolos emocionais); Roderick de novo rumo a outros paragens, a ver se, enfim!, consegue muito superior pedalada. 

Restam Paulo Lopes (por isso se mantinha como guarda- redes n.º 2, travando mais forte concorrência a Artur, mesmo antes o tão promissor Oblak entrar em conflito), André Almeida, Steven Vitória, Sílvio, André Gomes, Rúben Amorim (muito importante regresso) e provavelmente Pizzi. 

Pois é, num plantel de 23 ou 24, portugueses... só 7! 

Proeza: talvez mais um do que o FC Porto. 

- Santos Neves, jornal A Bola, 25 de Julho de 2013

Benfica TV: Anúncio ZON com Chalana

Nº de sócios: Bayern de Munique quer ultrapassar Benfica



É o primeiro clube alemão a ultrapassar os 200 mil sócios e já olha ao registo do Benfica, que diz ser de 224 mil.

O Bayern de Munique quer tornar-se no clube de futebol do mundo com mais sócios, depois de na época passada, na qual ganhou todas as competições, ter ganho 30.000 novos membros, anunciaram os bávaros. 

Em 30 de junho de 2013, o Bayern de Munique tinha 217.000 membros registados, mas esse número é ultrapassado pelos 224.000 que estão ligados ao Benfica, que atualmente ainda é o clube de futebol do mundo com mais adeptos, de acordo com a nota dos campeões europeus.

O clube bávaro foi o primeiro clube alemão a ultrapassar os 200.000 sócios. 

"Nós no Bayern de Munique estamos muito orgulhosos por este crescimento de adeptos, que foi só no espaço de um ano", comentou o presidente Uli Hoeness, que disse também que o crescimento do número de adeptos do clube "é um pequeno passo para o Bayern se tornar no clube de futebol com a maior massa associativa do mundo". 

Noticia no site do Bayern:

Luís Freitas Lobo: Falta projecto de carreira a Nélson Oliveira



Apareceu como grande promessa de ponta de lança mas continua a vaguear por diferentes clubes sem grande nexo ou motivação. Ainda não percebi o que o Benfica pensa verdadeiramente do valor de Nélson Oliveira. 


Olho para ele e vejo o que falta a muitos jogadores: projeto de carreira. Isto é, dar os passos certos para crescer e solidificar-se profissionalmente num enquadramento real da sua qualidade. 

Um trabalho em que muitos empresários se substituem aos clubes. Não é o caso de Nélson Oliveira. Arranjam-lhe sempre clube mas raramente as coisas fazem sentido nessa lógica de projeto. Desde o Rio Ave (a meio da última época de júnior), Paços de Ferreira (totalmente deslocado) à Corunha (um clube em crise). A época que fez mais sentido foi a que ficou no Benfica, acompanhado de perto, e foi entrando na equipa.

Agora, aos 22 anos, vai, diz-se, para o Stoke, equipa de jogo direto que adora lançamentos longos de linha lateral. Outro passo sem sentido. O meu receio é que com isto tudo, se perca um bom avançado. 

O Benfica devia sentir o mesmo. 

- Luis Freitas Lobo, jornal A Bola, 24 de Julho de 2013

Rui Tovar sobre o Benfica - Peñarol: Muita parra e pouco golo


Em mais um "particular" de rodagem com vista à nova época, cumprido em Portimão, o Benfica não foi além de uma igualdade, denunciando já a habitual propensão atacante, a que não correspondeu, contudo, a desejada eficácia. Foi, no entanto, evidente a grande disponibilidade e à vontade do conjunto, sobretudo das linhas mais adiantadas, onde - Markovic à parte - é tudo gente da pretérita temporada, que, por isso mesmo, se conhece bem.

E se o sérvio foi o único "intruso" do sexteto, a verdade é que não se deu por isso, já que surgiu em grande estilo, jogando rápido e fazendo jogar, como ficou patente no golo que, aos 17', colocou o Benfica em vantagem. Arranque, tabela com Gaitán, recepção perfeita após passe deste e, finalmente, remate a não dar hipóteses a Castillo.

Era a confirmação de um jogador de classe, que só não arrastou consigo o grupo para um triunfo concludente porque o Peñarol empatou a seguir (Rodriguez, 24'), explorando alguma hesitação de Sílvio, um lateral-direito a situar-se uns furos abaixo do seu congénere Cortez, no outro flanco, que, por várias vezes (e ao contrário daquele) apareceu no apoio ao ataque.

Até ao intervalo, o Benfica continuou a mandar no terreno, por força da lucidez de jogo dos alas Salvio e Gaitán, que, desta forma, acolitavam a preceito a tal grande esperança sérvia. Isto enquanto Lima, no eixo, se apresentava como a gazua para os casos mais bicudos. Porém, as várias tentativas, em especial protagonizadas por Gaitán, esbarraram mo muro defensivo contrário.

A 2ª parte foi outra história. E pouca teve pelas substituições (excessivas) levadas a cabo. O Peñarol mudou meia equipa, mas para pior, pelo menos no tocante à agressividade ofensiva. Os uruguaios praticamente abdicaram, neste período, de chegar à baliza de Artur, continuando, assim, o Benfica a usufruir de um maior domínio territorial, mesmo depois das também muitas alterações efectuadas.

Jorge Jesus acabou por substituir toda a gente, começando a dança ao quarto de hora, com a entrada em força da falange sérvia. Mitrovic rendeu Garay, enquanto Sulejmani e Djuricic entraram para o meio, passando este último a coordenar o jogo nas costas de Rodrigo, enquanto Mitrovic passou a actuar mais descaído na esquerda. Já a dupla titular de médios mais recuados (Matic e Enzo) deu lugar a Amorim e, depois, a André Gomes.

Como em geral acontece quando a mudança dos intérpretes atinge tais proporções, o fio de jogo baralha-se e a trama perde consistência. Foi isso que sucedeu, embora o Benfica tenha sido a equipa sempre mais virada para o ataque, merecendo destaque, nesta fase, um superior remate de Djuricic a que Castillo se opôs com uma grande defesa.

Em jeito de síntese, dir-se-á que o Benfica, com um meio-campo e um ataque que dão plenas garantias, tem apenas à retaguarda alguns aspectos que inspiram cuidados e que são, de resto, herdados da ápoca anterior. Mas no mais, tem reforços de grande qualidade, como são os casos sobretudo de Djuricic, Mitrovic e Sulejmani, a fazerem lembrar o melhor que a velha escola jugoslava lançou nos mais exigentes palcos, e, ao mesmo tempo, continua a poder contar com quase todo o plantel do ano passado. A questão é agora conjugar essas duas vertentes, uma tarefa que, apesar da dificuldade da escolha, não se afigura assim tão ingrata.

-Rui Tovar, Sapo Desporto

António Varela: Falta um Cardozo ao show


As realizações de que Jorge Jesus mais se gaba, no Benfica, já se sabe, não são os títulos, mas a construção de equipas capazes de atingir elevada “nota artística” e que sirvam de engodo a audiências sedentas de futebol-espetáculo; e ainda a fabricação de grandes craques que alimentem os cofres da Luz de mais-valias pujantes para a banca de crédito ver.

Só assim, e depois de três épocas a jejuar, o treinador do Benfica foi capaz de se manter ao leme, mesmo contra a vontade de uma administração vencida pela vontade de Luís Filipe Vieira em preservar o seu “Alex Ferguson”. Mas em 2013/14 a coisa pode fiar mais fino.

Pela primeira vez Jorge Jesus tem todos os ingredientes para fazer uma boa equipa... menos um. Melhor, menos dois. Há defesas-centrais de boa qualidade, em número mais do que razoável; chegaram laterais que não são adaptações e podem dar a consistência defensiva que faltou em muitas ocasiões. Existem, mais uma vez, extremos em doses industriais. E não faltam os “armandinhos” que animam a geral com um repertório de “números” de grande estilo, com Lazar Markovic à cabeça.

O jovem sérvio, de 19 anos, recrutado ao Partizan, pode vir a ser uma das figuras do próximo campeonato se JJ der por bem aproveitadas as duas experiências que já fez: pelo centro, com espaço, Markovic será um caso sério; a partir da esquerda terá menos para oferecer à equipa. E há também Djuricic, que afinal é mais 10 do que se supunha e muito menos 9,5 do que eventualmente desejaria o treinador do Benfica.

O que falta, então, se há tanto e tão bom? Está na cara que as águias estão em défice na relação com o golo. Para além dos habilidosos, falta um matador, um goleador, um avançado... um Cardozo. Porque sem ele até parece que Lima desaprende de jogar, fica falho de acutilância e eficácia. 

Sem um marcador, o espetáculo perde chama e qualquer Peñarol empata a equipa-maravilha. A que também falta um guarda-redes fiável.

-António Varela, Jornal Record

quarta-feira, 24 de julho de 2013

José António Saraiva: Problema do Benfica são as laterais da defesa


O dramático final da última temporada abalou até aos alicerces a confiança encarnada, levando os adeptos a encarar esta época com muito ceticismo.

Um dos problemas da equipa reside nos defesas laterais. O Benfica tem comprado “resmas” deles – Luís Filipe, Carole, Emerson, César Peixoto, agora Sílvio e Cortez – e nenhum serve. Fizeram-se sucessivas adaptações como Fábio Coentrão, Ruben Amorim, Melgarejo, André Almeida... Como explicar esta vertigem?

A questão é que Jorge Jesus exige muitíssimo dos laterais. Têm de defender como defesas de raiz e atacar como extremos puros. Muito do futebol de Jesus assenta na dinâmica das faixas, nas tabelas e trocas de posição constantes entre os laterais e os extremos. Por isso, na época passada, vimos Maxi e Melgarejo muitas vezes a atacar – e Salvio e Ola John a defender.

Mas esta dinâmica obriga os laterais a um esforço tremendo e tecnicamente muito complexo. Ainda por cima numa equipa como o Benfica, em que é proibido falhar.

Dirão os adeptos: se é assim tão difícil, então mude-se a tática! Ora, atenção: nessa dinâmica das alas assenta boa parte do futebol envolvente de Jorge Jesus. Um futebol que, além de espetacular, tem revelado uma eficácia notável: em quatro anos, o Benfica passou de 23.º no ranking europeu para 6.º. Nenhuma outra equipa subiu tanto. Não é, pois, de ânimo leve que se mudarão os princípios de jogo.

Só que é dificílimo encontrar jogadores que cumpram a preceito esta missão. Escrevi há semanas que com Danilo e Alex Sandro o Benfica teria ganho o campeonato e talvez a Liga Europa. Mas os encarnados conseguirão ter laterais a este nível?

-José António Saraiva, jornal Record

Caso de difamação a Pinto da Costa: Tribunal Europeu dos Direitos do Homem absolve jornalista Afonso de Melo


O Tribunal Europeu dos Direitos do Homem entende que a Justiça portuguesa errou ao condenar por difamação um jornalista desportivo que chamou a Pinto da Costa “campeão nacional dos arguidos do futebol”. O Estado terá agora de pagar uma indemnização ao jornalista superior a oito mil euros, a menos que recorra da decisão

O caso remonta ao Mundial de Futebol de 2006. A trabalhar como assessor de imprensa da selecção nacional liderada por Scolari,Afonso de Melo publica um relato dos acontecimentos e dos episódios de bastidores relacionados com a “equipa das quinas”, num livro intitulado A Pátria Fomos Nós. Nele, o presidente do Futebol Clube do Porto é apelidado de “inimigo figadal” da selecção e também de “campeão nacional dos arguidos do futebol”.

Pinto da Costa não gostou e recorreu aos tribunais, que lhe deram razão tanto na primeira instância como na Relação do Porto. Realçando que o jornalista ignorava sequer em quantos processos judiciais estava o dirigente desportivo envolvido na altura, os juízes desembargadores consideraram que a expressão “campeão dos arguidos” tinha sido usada fora de contexto, com o único fito de denegrir e acabrunhar o líder dos “dragões”. O acórdão incluiu uma multa de 7600 euros.

Acontece que à luz da Convenção dos Direitos do Homem as coisas não são, no entanto, assim tão simples. “A liberdade de expressão constitui um dos fundamentos essenciais de qualquer sociedade democrática e uma das condições primordiais do seu progresso e da realização pessoal dos seus membros”, observam os juízes de Estrasburgo, fazendo notar as semelhanças entre este caso e aquele em que o jornalista da SIC José Manuel Mestre foi também condenado em Portugal por difamar Pinto da Costa e posteriormente ilibado no Tribunal Europeu dos Direitos do Homem. Em causa estava uma entrevista do jornalista ao secretário-geral da UEFA, em 1996. Os magistrados do Porto consideraram que as perguntas de José Manuel Mestre insinuavam que Pinto da Costa controlava os árbitros portugueses.

Bullying judicial

Frisando que os limites à liberdade de expressão são necessariamente menores no caso das figuras públicas, por estas serem alvo de maior escrutínio por parte da sociedade, os juízes de Estrasburgo consideraram agora, uma vez mais, que “a própria existência de uma sanção penal nesta matéria é de molde a provocar um efeito dissuasor da contribuição da imprensa nas discussões de problemas de interesse geral”, não devendo ser aplicada “sem motivos particularmente graves”.

Para o advogado do jornalista, Afonso de Melo está a ser alvo de bullying judicial por parte de Pinto da Costa, que já lhe moveu outros processos em tribunal por motivos idênticos. Foi o que sucedeu quando o jornalista, um benfiquista assumido que colabora neste momento com o canal televisivo dos “encarnados”, publicou transcrições das escutas do Apito Dourado num jornal de Águeda. Já outro livro de Afonso de Melo dedicado também ao Apito Dourado, As Entranhas do Polvo, não mereceu a mesma atenção por parte de Pinto da Costa.

Satisfeito com o desfecho deste processo, o jornalista mostra-se descrente da Justiça portuguesa: “É inacreditável a protecção do sistema judicial a determinado tipo de pessoas, nomeadamente no que diz respeito aos tribunais do Porto”.

Contactado pelo PÚBLICO, o Futebol Clube do Porto escusou-se a comentar o caso, alegando que o clube não é parte interessada nele e que Pinto da Costa se encontra fora do país."

-Noticia retirada do site do jornal Público

terça-feira, 23 de julho de 2013

Octávio Ribeiro aborrecido por RTP transmitir futebol na RTP Informação


Este verão são já perto de uma dezena os jogos de futebol de manifesto interesse do público que a RTP decide transmitir no seu canal reservado aos que podem pagar TV por cabo. O Estado poder marcar presença com uma estação de televisão na competição do cabo é, já de si, muito discutível. 

Reservar aos que dispõem de meios financeiros para a oferta de cabo jogos de elevado interesse - o último caso foi um Benfica-Belenenses, no passado domingo -, é uma afronta aos que pagam, até na fatura da eletricidade, para que o serviço público de televisão possa existir.

Uma declaração de interesses: sou responsável pela CM TV e, por isso, diretamente prejudicado, na competição pelas audiências, que se deseja frutuosa para os consumidores, sempre que o canal público, no cabo, saca de armas como o futebol em direto, ou outro desporto com elevado índice de consumo. 

Mas a opinião que publico sobre este tema há quase duas décadas sempre foi no mesmo sentido. Sempre defendi que o desporto em geral e o futebol em particular são um bem que gera elevado interesse no público. 

A seu tempo, bati-me contra a canalização do futebol para ofertas de cabo. Talvez por conhecer o país real, sempre defendi que o desporto devia fazer parte integrante da oferta de um canal de acesso universal pago por verbas públicas. E sempre sublinhei a relevância do futebol português como arma diplomática, veículo de afetos entre este pequeno país europeu e as populações dos estados africanos a que deu origem. Elo entre Portugal e os que entrega à diáspora.

Mas as vistas nunca foram tão curtas. Agora já nem os mais pobres em Portugal têm direito a ver todo o futebol transmitido na televisão pública que o seu parco dinheiro ajuda a pagar.

E não venha o ministro Poiares Maduro dizer que se trata de uma mera decisão de programação. Como? Não se importa de repetir, após refletir um pouco?

- Octávio Ribeiro, jornal Record, 23 de Julho de 2013

Fernando Guerra: Adeptos do Benfica devem sentir-se conformados


Ainda a propósito da Taça de Honra, disse Hélder Cristóvão, em reacção à derrota com o Sporting, que encarou o jogo como «uma unidade de treino», que o resultado «não foi o mais importante» e que, excluindo o saldo negativo entre os golos marcados e sofridos, «foi tudo positivo». 

Respondeu Abel Ferreira que encarou o jogo a sério por «respeitar muito esta instituição [Sporting]». 

Por obediência hierárquica, o mesmo Hélder agradeceu a presença de Jesus no banco de suplentes. No seu entendimento (?), isso motivou os jogadores, por «ser o líder e o mentor do projeto» que acabou a época passada a perder e começa a nova a perder também. 

Imagina-se a motivação que deve ter provocado nos jogadores, como os resultados e as exibições demonstram. E os quatro suplentes no jogo com o Belenenses? Será que não havia espaço para Miguel Rosa, nem para Ivan Cavaleiro ou Mika?

Concluindo, em face do que se tem observado, os adeptos do FC Porto continuam a respirar otimismo. Os do Sporting devem sentir-se entusiasmados e os do Benfica... conformados. 

-Fernando Guerra, jornal A Bola, 23 de Julho de 2013

Benfica TV: Anúncio ZON