sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Bagão Félix gostou de ler a entrevista de Pedro Proença ao jornal A Bola


Li com atenção a entrevista que Pedro Proença deu na BOLA em 30 de Dezembro. 

Aqui manifestei, várias vezes, a minha crítica sobre actuações desastradas deste árbitro, em terras domésticas, e mormente em jogos decisivos, quase sempre beneficiando (ou prejudicando) os mesmos. 

Mas também já o elogiei pela sua notável carreira internacional coroada em 2012. 

Lida a entrevista, tenho de felicitar o jornal e o seu director, bem como o entrevistado. Um diálogo expressivo, fluente que se diferencia completamente das estafadas entrevistas defensivas, ocas e feitas de banalidades que, por aí, abundam. 

Pedro Proença surge-nos cristalinamente na sua tripla condição de pessoa, de árbitro e de observador. Parece ser sincero ao admitir os erros e ao falar da aprendizagem constante através dos mesmos. 

Fala desassombradamente da batota do círculo dos protegidos, das avaliações e observações, da escolha de quem escolhe quem, dos conflitos de interesses, da corrupção latente, dos lobbies que tudo moldam, das (não) consequências do apito dourado. 

Dá-nos a conhecer a solidão dos árbitros diante das suas falhas e perante o abandono dos órgãos federativos. Não se coíbe de dizer que «as linhas de orientação disciplinares e técnicas são diferentes em Portugal e lá fora»!

Denuncia a diferença entre o dia do futebol (da bola redonda) e o intragável dia seguinte ao dia do futebol (da régua e esquadro). Gostei de o ler.

Continuo a não lhe perdoar erros grosseiros que lhe vi cometer. Mas fiquei agora com uma visão mais completa do homem que também é árbitro.

PS. Se arbitrar domingo, na Luz, que ninguém dê por isso...»

- Bagão Félix, jornal A Bola, 10 de Janeiro de 2013

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Sporting sempre a fazer rir: Qual é o mês, qual é ele...


José António Saraiva diz que Benfica ganhará 3-1 ao Porto



Nos últimos anos tenho apresentado sempre o FC Porto como favorito dos clássicos com o Benfica, quer no Dragão quer na Luz. 


Este ano, pela primeira vez, tenho a opinião contrária: o Benfica é favorito. 

E é favorito por várias razões. O FC Porto apresenta um futebol muito estereotipado, com poucas soluções (o "quadrado de Aljubarrota", como já lhe chamei). Tem pouca criatividade (com a agravante de o seu jogador mais criativo, James Rodríguez, estar lesionado e não poder jogar). 

Vive de um único goleador (Jackson Martínez) e, fora isso, de uns remates de longe de Moutinho ou Lucho. E tem um plantel muito curto, que não permite grandes variações. 

A saída de Hulk começa a fazer-se sentir, faltando à equipa um grande desequilibrador. 

O Benfica não tem a solidez "histórica" do FC Porto mas apresenta hoje infinitamente mais soluções. Tem um plantel variado (sobretudo no ataque), tem uma dinâmica ofensiva muito criativa, consegue meter muitos jogadores na área, tem vários avançados que rematam bem (além de Cardozo, Lima, Rodrigo e Salvio). 

E, em relação a anos anteriores, defende muito melhor, sufocando os adversários ainda no seu meio campo. 

Tudo somado, e se a lógica prevalecer, o resultado será 3-1 a favor do Benfica. 

Claro que isto é a teoria. Um amigo meu diz que, em 85% dos casos, os favoritos ganham. 

Mas sobram os 15%. E se o Real Madrid, treinado pelo melhor treinador do Mundo, com dinheiro para contratar os melhores jogadores do Mundo, perde com o Getafe - o Benfica, por maioria de razão, pode ser derrotado na Luz pelo FC Porto.» 

- José António Saraiva, jornal Record, 9 de Janeiro de 2013

Benfica 3-2 Académica: Relato Nuno Matos Antena 1

Video: Resumo do Benfica 3-2 Académica

domingo, 6 de janeiro de 2013

Silvio Cervan destaca a artilharia afinada do Benfica



Maquiavel sempre ensinou que quem «depende exclusivamente da sorte, cai quando ela muda». 


Ora, talvez por isso, não seja a sorte aquela que mais decide os títulos.

É preciso haver qualidade individual, mas sobretudo qualidade colectiva. O Benfica cansado e sem inspiração mostrou uma grande vontade de não perder contra o Moreirense e manter intactas as aspirações na Taça da Liga. 

O Benfica mais fresco e inspirado goleou um Desp. Aves sem argumentos para tanto Benfica na busca pela Taça de Portugal. 

Mérito dos jogadores mas sobretudo de quem os treina. Gostei de ver Jesus desesperado em Moreira de Cónegos a tentar não hipotecar uma prova que ganhou repetidamente. 

Gostei de sentir vontade em vencer a Taça de Portugal. 

O Benfica que desejo luta por títulos, com um futebol bonito de preferência, e não por ganhar alguns jogos ou por ter alguma sorte. 

No campeonato segue-se o Estoril, equipa sensação que fará antever um jogo muito difícil. Por agora o Estoril é mais importante e difícil que o FC Porto. 

Quarta-feira temos que cumprir com a Académica o objectivo Taça da Liga.

Lima, Rodrigo e Cardozo são artilharia afinada para as conquistas que se esperam. Enzo é fulcral, mas Jesus parece ter ressuscitado Bruno César que apareceu contra o Aves como não nos lembramos de ver e Gaitán renasceu com a magia que nos encanta. 

Bem precisamos que as lesões não nos dizimem, com tantas provas e tantos jogos para cumprir. 

O Benfica regressou ao trabalho com o Seixal num mar de gente em treino aberto ao público, e o FC Porto cumpriu dia 1 um treino no Dragão com mais de 10 mil adeptos. 

Moreira de Cónegos estava completamente cheia num jogo da Taça da Liga.

Prova apenas uma coisa: que o amor pelos clubes e pelo futebol está lá. Os clubes têm que se adaptar às novas capacidades de uma população exaurida financeiramente.» 

- Sílvio Cervan, jornal A Bola, 4 de Janeiro de 2013

sábado, 5 de janeiro de 2013

José António Saraiva coloca Jorge Jesus como o treinador do ano 2012


A maioria dos comentadores escolheu Vítor Pereira como "treinador do ano". Compreende-se: é uma espécie de compensação pelas "humilhações" de que ele foi alvo na época passada, até por adeptos do FC Porto. 


Mas elegê-lo como treinador do ano é um exagero em sentido contrário. Vítor Pereira ganhou o campeonato, mas teve péssimas prestações nas outras provas. Além disso, entrou num comboio em andamento, isto é, limitou-se a gerir um grupo que há muito tempo tem um plano de jogo definido e uma estrutura sólida por detrás. 

No Porto, quando sai um jogador, basta pôr outro de características semelhantes no seu lugar, como aqueles jogos de peças em que se tira uma e se encaixa outra no mesmo sítio. 

No Benfica, tudo é diferente. Quando Jorge Jesus lá chegou, a equipa estava em farrapos, não tinha um padrão de jogo definido e não havia por detrás uma estrutura forte e rotinada. Assim, tudo teve de ser inventado do princípio. E tem de ser recriado todos os anos, dadas as saídas de jogadores determinantes. 

Finalmente, recorde-se que Jesus perdeu o campeonato mercê de um golo irregular, foi aos quartos-de-final da Champions (onde foi eliminado pelo Chelsea nas circunstâncias conhecidas) e ganhou a Taça da Liga. 

Julgo ser evidente que Vítor Pereira, que até tenho defendido, só podia ser campeão no FC Porto - enquanto Jesus pode treinar com sucesso qualquer equipa, em Portugal e mesmo lá fora. 

Até por isto: num tempo em que as finanças dos clubes são cada vez mais decisivas, é um treinador que valoriza enormemente os jogadores, metendo milhões nos cofres do clube que representa. E isso vale ouro!»

- José António Saraiva, jornal Record, 2 de Janeiro de 2012

Luís Freitas Lobo analisa o pé esquerdo de Ola John


Em cada jogada, metendo técnica de controlo de progressão em posse, tem dificuldade em jogar com o pé esquerdo. No fim dessa jogada, porém, revela facilidade em centrar com o... pé esquerdo. 

Ola John não joga bem com o pé esquerdo, mas centra bem com o pé esquerdo. Parece contraditório mas não é. Porque são coisas/momentos tático-técnicos diferentes: jogar e... centrar. 

Repare-se como quando conduz a bola apertado na marcação, procura sempre puxar para o pé direito e fletir em diagonal curta. Tem dificuldade em dar verticalidade ao jogo, como fazia na Holanda, na faixa direita. Mas, mesmo na esquerda, consegue muitas vezes transformar essas jogadas quase numa espécie de bolas paradas em movimento. Isto é, sabe ganhar o espaço que lhe permite o timing certo para fazer o cruzamento sem a vertigem da correria do jogo. E nesse momento, com esse espaço, centra muito bem (embora nunca muito tenso) com o pé esquerdo, para a área. 

Assim, o pé esquerdo de Ola John descobre o seu timing certo no relvado. Porque centrar é uma coisa, jogar é outra.» 


- Luis Freitas Lobo, jornal A Bola, 2 de Janeiro de 2012

Afonso de Melo apelida Pedro Proença de "azeiteiro"



Das cenas mais canalhas que o pobre Futebol português foi testemunha: a de um árbitro, que umas semanas antes tinha martelado um resultado descaradamente, oferecendo de bandeja o título ao clube do regime corrupto, beijar e ser beijado no pescoço por aqueles a quem fizera o favor de tornar campeões. 


Cada ósculo foi um asco. Vaidoso, prepotente em relação aos que prejudica e submisso perante quem realmente lhe dá ordens, o Azeiteiro-da-Cabeça-d'Unto demonstrou publicamente, em exagero, a estrutura moral que o sustenta, dobrando a espinha como vime fino em tarde de ventania. 

Não sabemos se, na véspera, terá sido convidado para um dos famosos cafés naquela casa iluminada da Madalena que serve de palácio à Rainha. 

Se foi, não é de estranhar. De cócoras, à frente do patrão, limitou-se a ser o atoleimado presunçoso que sempre foi, cantando desafinadamente o "God Save the Queen" antes de surgir na pantalha de todos nós a mendigar que o deixem aparecer mais vezes no palco daquele jogo que se tornou, para ele, uma espécie de fetiche, marcando-o com pilhagens inesquecíveis. 

Miserável arbitragem, esta das malfeitorias consecutivas! 

Um cancro que se espalha há anos em metástases pelo Futebol português, Ajoelhados, os sinistros senhores de preto, cantam os parabéns à Rainha que acaba de cumprir sete décadas e meia de esbulhos. 

Em coro: "God Save the Queen/her fascist regime/ God Save the Queen/she ain't no human being..."

P.S. – Quando um jogador se comove a lembrar uma vitória conseguida à custa da mais incrível das batotas, revela muito sobre o seu carácter. E ainda mais sobre a falta dele.

P.S. 1 – Cuidado! Muito cuidado! O Azeiteiro teima em oferecer-se para resolver o Campeonato. E ele sabe como fazê-lo. Já nem seria a primeira vez.» 


- Afonso de Melo, jornal O Benfica, 4 de Janeiro de 2103

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Bagão Félix esmiuça o atropelo aos regulamentos no caso do adiamento do Setúbal - Porto


No site da Liga pode ler-se esta notícia: 


«O V. Setúbal-Porto da 12.ª jornada, suspenso ao abrigo do artigo 22.°, n.º 1, alínea a) do Regulamento de Competições (...), vai ser realizado no dia 23/1/2013». 

Ora o citado artigo 22.° n.º 1 a) diz: 1. Quando, por causa fortuita ou de força maior, não se verifiquem as condições para que um jogo se inicie (...), este realizar-se-á (...) no mesmo estádio, dentro das 30 horas seguintes, salvo se:

a) Os delegados dos dois clubes declararem no Boletim do Encontro o seu acordo para a realização (...) do mesmo noutra data, respeitados os limites referidos nos números 2 e 3 do artigo 19. 

Quais são os tais limites? Os jogos das competições oficiais adiados no decurso da primeira volta têm de ser realizados obrigatoriamente no decurso das quatro semanas que se seguirem à data inicialmente fixada para o jogo, salvo casos de força maior devidamente comprovados e reconhecidos por deliberação da Comissão Executiva. 

Assim sendo, o jogo deveria realizar-se até 12 de Janeiro (por exemplo, 2/1, tal como o SLB para a Taça). 

Como, afinal, vai ser depois (em 23/1), seria interessante saber, em nome da transparência e rigor, o «caso de força maior devidamente comprovado e reconhecido por deliberação da Comissão Executiva da Liga». 

Até porque o Natal, o Ano Novo e o Benfica-Porto de 13/1 não serão, por certo, considerados como casos de força maior. 

De outro modo, está inventada uma inovadora e putativa falta de comparência... Ou será que os regulamentos são flexíveis em função dos clubes? 

Digam qualquer coisinha... para explicar este, até agora ilegal, Ligadiamento.»

 -Bagão Félix, jornal A Bola, 3 de Janeiro de 2013

Luís Filipe Vieira ataca juízes do processo "Apito Dourado"



- E o que sentiu quando Pedro Proença reconhece que não se fez justiça no Apito Dourado? 

- Isso é aquilo que todos os portugueses sentiram, qualquer que seja a cor do clube. A inocência de alguns, declarada em alguns tribunais deste país, é a maior fraude da justiça portuguesa, mas isso é uma história que algum dia será contada. Não sei se será daqui a 5, a 10 ou a 20 anos, mas algum dia se vai saber quem foram os juízes e as verdadeiras razões que tiveram para ignorar as provas que tinham à sua frente. Infelizmente parece que o bode expiatório de tudo isto acabou por ser o Boavista, mais fácil de condenar e que serviu para tapar muita coisa...

-Extracto da entrevista de Luís Filipe Vieira ao jornal A Bola, 2 de Janeiro de 2013