Noticias, Fotos, Videos, Resumos de Jogos e Artigos de Opinião acerca do Benfica e de tudo aquilo que o rodeia
terça-feira, 11 de dezembro de 2012
Polémica com os golos de Cardozo: Afinal quantos marcou o Tacuara em Alvalade?
Herói do derby entre Benfica e Sporting, Óscar «Tacuara» Cardozo está muito perto dos cem golos na liga portuguesa. Um dos problemas, porém, é perceber quão perto está mesmo o paraguaio de igualar um feito que, no campeonato atual, só um jogador alcançou: João Tomás.
O jogo desta segunda-feira, em Alvalade, não só colocou o paraguaio perto de ser um dos 20 melhores marcadores do derby, como o deixou muito próximo de entrar na Elite dos 100: será o 42º jogador a conseguir essa marca no campeonato português. Tem uma ocasião para o conseguir antes do final do ano, o jogo com o Marítimo, sábado.
O ponta de lança do Rio Ave leva 101 golos na liga portuguesa, em toda a carreira. O avançado do Benfica poderá atingir a centena de golos nos próximos jogos. Mas, tal como aconteceu com João Tomás, a contabilidade não vai ser fácil.
Contas no Bonfim e em Alvalade
Ora vejamos: João Tomás tinha 98 golos no campeonato quando pisou o relvado do Bonfim, para defrontar o V. Setúbal. Aos 11 minutos, fez o 1-0 para os de Vila do Conde. No entanto, aos 32, um remate de Del Valle bateu no português e entrou na baliza de Kieszek. Golo de quem?
Mais tarde, o golo seria atribuído a Del Valle e João Tomás só viria a celebrar o golo 100 sete minutos depois, de penalty. Um caso que se pode repetir com Cardozo.
Pela contabilidade do Maisfutebol, o Tacuara tem 97 golos na Liga. Isto porque o nosso jornal atribuiu dois golos ao paraguaio, no derby desta segunda-feira. Ou seja, para o Maisfutebol, o autor do 1-1 é Marcos Rojo, com um golo na própria baliza. Uma ideia seguida pelo O Jogo e pela A Bola.
Aqui é que se complica
Mas há contas diferentes. Desde logo, a Liga. A entidade que rege a competição atribuiu três golos a Cardozo, no derby com o Sporting. Já o Record atribui apenas um: o que o Tacuara apontou de penalty, dando os outros como autogolos de Rojo e Insúa.
A contabilidade tem implicações óbvias no que respeita ao centenário goleador de Cardozo no campeonato. Mas também pode influenciar o prémio de melhor marcador da Liga.
Tendo em conta o passado do camisola 7 do Benfica no campeonato, é bem possível que haja discussão até final.
Cardozo tem estado no pódio dos goleadores desde que chegou a Portugal e já se sagrou por duas vezes melhor marcador da Liga. Em 2009/10, ganhou a Radamel Falcao por um golo. Na época passada, bateu o agora companheiro Lima porque conseguiu os mesmos 20 golos, em menos tempo.
Assim, para o Maisfutebol, Óscar Cardozo tem 97 golos apontados no campeonato, que se dividem do seguinte modo:
2007/08: 13
2008/09: 17
2009/10: 26
2010/11: 12
2011/12: 20
2012/13: 9
-Noticia retirada do site do Mais Futebol
António Tadeia: Excelente visão do derby
1. Sporting muito bem na primeira parte, mas sem andamento para este futebol em 60 minutos - quanto mais 90.
2. Benfica apático de entrada, mas capaz de inverter as coisas quando o Sporting rebentou.
3. Van Wolfswinkel é bem melhor do que o pintam, a finalizar e a ligar a equipa.
4. André Gomes é craque. Mesmo.
5. Cardozo e Capel têm de jogar mais vezes. Não podem ser suplentes.
6. Vercauteren devia ter mexido muito mais cedo. Estava na cara que a equipa ia quebrar e que ele no fim teria de voltar a falar de "qualidade".
7. Jesus não acerta com os nomes (Prajenique, Reinaldo...) mas ainda acerta com a forma de pôr as equipas a jogar.
8. O árbitro foi excelente.
9. Godinho Lopes devia ter ficado calado. Se o fizesse teria sido um poeta.
10. A rábula do "aldrabão" era para Luís Filipe Vieira pedir a demissão de Godinho Lopes. Mas não sei se ainda tem as quotas em dia.
-António Tadeia, Facebook
segunda-feira, 10 de dezembro de 2012
João Querido Manha: Brilhante texto sobre os comunicados do Sporting e as mãos de Alex Sandro
Na sua profusão de comunicados, declarações "sem direito a perguntas" e recados avulsos que os responsáveis do Sporting emitiram nas últimas 72 horas acabou por ressaltar uma pequena referência, inócua, mas provocadora.
Diz o Sporting, que em tempos esteve nas mãos de um dirigente oriundo da polícia de investigação, estar a ser alvo de ataques permanentes e com "impressão digital".
A menos que sejam as das mãos de Alex Sandro que, semana a semana, vai brincando aos guarda-redes na própria grande área para gáudio dos árbitros da paróquia, tudo aponta para que o sorumbático Sporting se estivesse a referir ao Benfica.
A recuar desde o começo da época, quando tinha colocado o contador a zeros, ficou encurralado na sua labiríntica caminhada, acabando por desembocar numa vontade indómita (e desesperada) de se regenerar através do sangue do mafarrico.
Todas as horas da vida leonina nas últimas semanas e, em particular estas 72 horas da libertação, concentraram energias no "adversário" de forma obsessiva e esgotante.
Tão cansativa que, se os jogadores percebessem a estratégia, entrariam já exaustos em campo. Há quem, erradamente, argumente que, nos dérbis, a equipa que está mais fraca se agiganta e acaba por vencer. Ora, isto só aconteceu em meia dúzia de ocasiões excecionais em décadas e décadas de história e nunca deveria servir ao imaginário da esperança leonina.
Para ganhar ao Benfica, o Sporting teria de ser, apenas, muito bom, incomparavelmente melhor do que tem sido.
Depois de ter passado ao lado de uma vitória em Barcelona que poderia ser a única em dois séculos de futebol, o Benfica enfrenta agora o dérbi mais fácil de sempre e se não jogasse em ataque permanente ao Sporting e não conseguisse vencer, nem seria necessário chamar o CSI de Alvalade para apontar o culpado, Jorge Jesus e o seu dedo famoso.»
- João Querido Manha, jornal Record, 9 de Dezembro de 2012
domingo, 9 de dezembro de 2012
João Bonzinho renovaria com Jorge Jesus por mais 10 anos
Já fui tão crítico de Jesus que nem Jesus me levará a mal que o elogie, sublinhando, apenas, o que há algum tempo aqui deixei escrito sem qualquer ironia: se eu fosse o presidente do Benfica renovaria o contrato de Jesus por dez anos. E depressa, não vá o Benfica querê-lo, um dia destes, e não o querer Jesus.
Não me lembro, francamente, quem o disse mas alguém disse recentemente (e se calhar nem foi de todo original) que Jesus poderia muito bem vir a ser o Alex Ferguson do Benfica.
Arriscando ter acertado ligeiramente ao lado, porque sinceramente não sei em qual das freguesias da Amadora nasceu Jesus, também um dia lhe chamei o Mourinho da Brandoa, com respeito e sem ofensa, porque apesar dos diferentes planos, Jesus mostrou há muito coisas de Mourinho - na forma de liderar a equipa, nalguma agressividade para o exterior, no estilo a trabalhar jogadores...
A primeira comparação com Alex Ferguson veio da pastilha elástica que o treinador do Benfica, à semelhança de Ferguson, costuma mastigar em pleno jogo.
E agora, quando alguém diz que Jesus poderia vir a tornar-se o Ferguson da Luz, não estará propriamente a comparar carreiras, estará obviamente a referir-se ao que me refiro: bem vistas as coisas, talvez não fosse má ideia o Benfica renovar o contrato de Jesus por dez anos!
Jesus põe ou não põe o Benfica a jogar à bola? Põe!
Jesus melhora ou não melhora as qualidades dos jogadores? Melhora!
Jesus transforma ou não um bom médio num óptimo defesa? Transforma!
Jesus tem ou não tem aprendido a ser treinador de um grande clube como o Benfica? Tem!
Jesus é ou não um treinador ambicioso? É!
Jesus conhece ou não conhece bem o futebol português? Conhece!
Jesus está ou não está cada vez mais identificado com a cultura da Luz? Está!
Jesus revela ou não uma tremenda paixão pelo futebol? Revela!
Jesus vive ou não vive intensamente para o trabalho? Vive!
Jesus luta ou não luta pelo espetáculo? Luta!
Jesus está ou não está na galeria dos treinadores positivos? Está!
Jesus faz ou não faz bem ao futeboI? Faz!
Reafirmo: já fui tão crítico dos comportamentos de Jesus - longe de mim ser crítico das capacidades e qualidades técnico-tácticas do treinador do Benfica - que talvez surpreenda o próprio Jesus com esta opinião.
Jesus parece ter moderado (e de que maneira) uma certa arrogância; parece ter melhorado (e muito) a comunicação; parece ter ficado um pouco mais humilde; parece ter compreendido melhor a dimensão das coisas num clube tão grande como o Benfica, e sobretudo parece ter percebido como a ciência do futebol não faz do futebol uma ciência.
Jesus está mais aberto; mais tolerante; mais participativo; partilha mais e já evita muito mais aquele ar de quem tem a mania que sabe tudo.
Já sabe melhor que mesmo sabendo não precisa de dar o ar que sabe. Se é que entendem. Apesar de tudo isso, Jesus não perde a identidade. Nem deve, como é evidente. E muito menos deve alguma vez sentir-se refém dos erros que possa ter cometido nos dois anos que levou de Benfica e nos quais pouco ganhou.
Deve Jesus continuar no Benfica por não se saber se depois de Jesus será o caos? Não, claro que não!
Talvez haja quem defenda Jesus por receio da sucessão. Não é o caso.
Jesus mastiga pastilha elástica mas isso não é um problema. Gosta, à sua maneira, de cuidar da imagem e isso só lhe fica bem.
Terá uma franqueza nem sempre bem compreendida mas isso também Mourinho.
Os erros? Parece vir aprendendo pelo menos com alguns, isso é claro.
Este ano, e de repente, Jesus perdeu Javi Garcia, Witsel e, não lhe faltava mais nada, o imprudente Luisão.
O futebol já nos mostrou como em muitas situações semelhantes, treinador e equipa são incapazes de resistir.
Pois Jesus fez muito mais do que resistir. Reequilibrou a equipa e deu-lhe substância. E mesmo sem núcleo duro motivou-a, devolveu-lhe a confiança e refez-lhe a voz de comando.
Melgarejo cresce; Lima integra-se; Matic surpreende; Enzo Perez revela-se; Sálvio confirma-se; Jardel reage; André Almeida e André Gomes surgem e Ola John já brilha.
Se o mérito não é do treinador é de quem?
Nestes últimos tempos, no Benfica, é verdade que se foram perdendo alguns anéis, mas sempre foram ficando os dedos.
E os dedos, como sempre, são o mais importante!»
- João Bonzinho, jornal A Bola, 7 de Dezembro de 2012
José Carlos Soares critica Pedro Sousa (director comunicação Sporting)
Mundo: Em relação ao ponto 1 do comunicado do Sporting, "1 - Nunca qualquer responsável do Clube ou da SAD fez declarações que indiciassem que o Sporting não jogaria esta partida, fosse em que data fosse," aqui deixo o link para o áudio onde, o antigo jornalista da rádio renascença Pedro Sousa, deixa bem claro que o clube, onde agora exerce funções de director de comunicação, "não estando cumpridas as 72 horas regulamentares, o Sporting não jogará segunda-feira à hora que estava inicialmente aprazada para o início do derby". Como actual dirigente lamento a sua falta de memória, como antigo jornalista lamento a sua falta à verdade...e assim se continua a tentar fazer de todos nós palermas...
-José Carlos Soares, Facebook, 8 de Dezembro 2012
Silvio Cervan diz que 11 inicial do Barcelona foi uma falta de respeito para com o Benfica
A equipa inicial apresentada pelo Barcelona na quarta feira é uma lástima (e não está em causa o valor daqueles que jogaram).
Aquele onze, foi uma falta de respeito pelo Benfica e pela verdade da Liga dos Campeões. Uma mentira tão grande, como o penalty inventado em Celtic Park para qualificar o Celtic já perto do fim.
Bem sei que Man. United e outros grandes emblemas fazem o mesmo, mas não concordo, nunca concordei com esta gestão que influencia o resultado de terceiros.
O Benfica que também não apresentou a sua melhor equipa, jogou com miúdos como o André Almeida e André Gomes, fez um excelente jogo e só não goleou porque quem tanto desperdiça não pode aspirar a mais.
Mas o ponto conquistado em Barcelona fez do Benfica cabeça de série no sorteio da Liga Europa (quatro melhores terceiros da Liga dos Campeões).
Aimar e Carlos Martins e sobretudo Enzo Pérez precisam de recuperar.
Este ano com tantas provas e com ambição de vencer Liga, Taça e Taça da Liga são precisos os recursos todos aptos. Jorge Jesus terá que ressuscitar uma equipa para o jogo de segunda-feira, esse sim decisivo para os nossos principais objectivos.
O FC Porto foi poupar a equipa a Braga e poupou também a vitória na Taça, percebo bem a irritação dos adeptos portistas.
Com a equipa apurada na Liga dos Campeões (onde também viria a perder), aquela gestão do plantel foi patética.
Se fosse no Benfica estaria com uma revolta enorme, e por isso acompanho os muitos adeptos do FC Porto que publicamente tentaram explicar que o SC Braga não é o Sta. Eulália, e que se sentiram gozados pelo seu próprio treinador.
A Taça tem as três equipas de topo da Segunda Liga e boas equipas de primeira, mas o objectivo de recuperar a Taça de Portugal no Jamor ficou mais perto para o Benfica graças a Vítor Pereira.
O Benfica tem que fazer a sua parte, respeitar os adversários e tentar vencê-los. É este o único caminho sério para o êxito.»
- Sílvio Cervan, jornal A Bola, 7 de Dezembro de 2012
sábado, 8 de dezembro de 2012
João Coutinho irritado com exibição da equipa em Camp Nou: "Não passaram por falta de atitude"
Eu amo o Benfica, mas chega uma altura que temos que dizer BASTA!!!
Chega de esta mentalidade!
Jogar para o empate?!?! com a equipa B do barcelona?? Egoismo do rodrigo?? A faltar 15 minutos, tentar segurar um resultado PARA GARANTIR A ELIMINACAO??
artur a caminhar para o pontape de baliza, bruno cesar a nao recuperar depois de perder a bola e tar em campo ha 5 minutos, irmos a passo para os
lancamentos laterais a perder?? 2389742347 mil cantos e nem um de perigo??(isso treina se)
Jorge Jesus a dizer que ninguem jogou em camp nou assim?? Os TOSCOS do Celtic jogaram MUITO melhor e foi contra a equipa principal.
Nesta equipa do Barça só o Villa tinha lugar no nosso 11 titular.... NO!! ITS NOT OK!!! CHEGA DE SONHAR POUCO, LUTAR POUCO, QUERER POUCO... CHEGA!! TINHAMOS TUDO PARA PASSAR, TUDO!
Nao passaram por falta de atitude, e NADA MAIS! e devemos estar orgulhosos???? Foram 10 jogadores nao titulares do Barça!! e acabamos a jogar contra 10 !
Perdoem me, mas nao estou orgulhoso de nao arriscarmos, de nao lutarmos pela vitoria, de nao quererem mais, de ser sempre o quase!!
Perdoem me, mas nao estou orgulhoso de nao arriscarmos, de nao lutarmos pela vitoria, de nao quererem mais, de ser sempre o quase!!
NAO PASSARAM POR CULPA PROPRIA E NADA MAIS!
-João Coutinho, ex-vice presidente do Benfica, Facebook
Afonso de Melo fala da morte no Dragão e diz que Pinto da Costa é um velho escroque
Terá feito PUM!, suponho. Quero dizer: o tiro. Alguém deve ter ouvido. Um tiro num WC não soa no vácuo. Isto é: digo eu, porque informação não há. Diz-se que foi no WC; diz-se que foi um tiro. Os jornais não têm letras, as televisões não têm imagens, as rádios não têm voz.
Um tiro provoca perguntas: quem foi?; por que foi? Ninguém responde às perguntas. Pior ainda: ninguém faz perguntas. Fazemos nós, cada um por si.
Mas não fazem perguntas aqueles que tinham como obrigação profissional fazê-las. O silêncio é grosso: envolve um estádio, envolve uma torre de escritórios, envolve um clube.
Misterioso clube esse, que vive envolto em silêncios apenas interrompidos pelas tiradas imbecis de um velho escroque.
Consta-se que a polícia abriu inquérito, desenvolveu investigações. Mas não se sabe ao certo. O silêncio também tomou conta da polícia. Há conclusões? Há relatórios? Vá lá saber-se. O poço é fundo, muito fundo.
Certo dia, a certa hora, ouviu-se (parece...) um tiro. Houve um morto, pelo menos houve rumores de existir um morto. Quem o matou? Ele próprio ou mão alheia?
Era um morto que incomodou enquanto vivo? Era apenas um cavalheiro solitário sem razões para viver? E a arma? Não há tiro sem arma. Isto é: não costuma haver tiro sem arma, mas talvez estejamos perante um universo diferente, difuso, no qual as razões e as consequências não coabitam no mesmo espaço.
PUM!, ouviu-se no edifício, no estádio, suponho. Ninguém quis verdadeiramente saber. Ignorem, desvalorizem, não passa de um homem morto... Há lá coisa mais banal do que um homem que é morto?
A quem convém o silêncio?, já perguntei aqui. E respondo de novo: o silêncio convém aos criminosos. Já ninguém ouve um tiro no silêncio...
P.S. Depois de uma morte, outra morte. Parece que para certa gente as mortes são banais. Aconteçam num WC ou numa estrada. Não lhes pesam na consciência: é coisa que não têm.»
- Afonso de Melo, jornal O Benfica, 7 de Dezembro de 2012
sexta-feira, 7 de dezembro de 2012
Mário Fernando analisa vontade do Sporting em adiar o derby
Com o relvado de Alvalade transformado numa piscina, o Sporting - Videoton avançou um dia. Duas consequências : como o Basileia empatou em Genk, o jogo já nem ao Videoton interessa ; como os leões são obrigados a alinhar um dia mais tarde, também querem defrontar o Benfica um dia depois do previsto. Ora, o adiamento que realmente conta é este.
O Sporting vinca, uma vez mais, que o desafio frente ao rival da Segunda Circular é entendido como o jogo de uma vida. Quase o tudo ou nada do ano, como se o futuro leonino dependesse de 90 minutos de futebol. Começaram os responsáveis leoninos por dizer que os "regulamentos internacionais" obrigam a 72 horas de intervalo entre o fim de uma partida (Videoton) e o início da seguinte (Benfica). Algo que, acrescente-se, não os preocupou quando receberam o Genk numa quinta-feira e o Braga no domingo imediato.
Umas horas mais tarde, percebendo que, afinal, não há qualquer regulamento "internacional" com semelhante determinação, o Sporting veio invocar que o regulamento da Liga portuguesa é "omisso" para quem tem de jogar à sexta-feira na UEFA. Por mais voltas que dê, o clube leonino arrancou logo com uma gaffe.
Acontece que os regulamentos da Liga não dão razão aos leões, pois há uma diferença entre jogar a partida europeia em casa ou no estrangeiro. De resto, como sucede a Marítimo e Académica nesta mesma jornada. Só que, o Sporting ameaçou explicitamente não comparecer ao jogo com o Benfica se ele se realizar na segunda-feira. Significa isto que, se a Liga não der provimento à mudança, só lhe restam duas opções : ou reconhece que fez uma exigência que não foi adoptada por mais ninguém, e volta atrás, ou falta ao desafio com os encarnados. Por precipitação, ou outro motivo não entendível , o Sporting esticou a corda até ao limite. Vamos ver se não parte.
-Mário Fernando, blog Jogo Jogado
quinta-feira, 6 de dezembro de 2012
António Tadeia diz que falta exigência permanente ao Benfica
Diz Jorge Jesus que ao Benfica só faltou a vitória em Barcelona para a noite ser perfeita. É uma forma de moralizar o balneário, de chamar para os jogadores o apoio dos adeptos e preparar batalhas futuras, mas não é totalmente verdade.
O Benfica fez uma exibição interessante no Camp Nou, mesmo tendo em conta que pela frente tinha uma equipa sem nove ou dez titulares, consoante o estatuto que queiramos dar a Puyol e David Villa, mas falhou noutros aspetos.
Falhou na concretização durante a primeira parte, quando foi claramente superior ao Barça, e falhou na capacidade para estender o nível do seu jogo para o segundo tempo, quando já lhe faltou o fôlego ou mais provavelmente a concentração para manter a exigência do seu futebol durante 90 minutos.
Via-se que este Barcelona tinha a mesma ideia de jogo de sempre mas executantes menos habilitados a pô-la em prática. Lendo a folha com o onze inicial do adversário, Jesus fez uma boa escolha: equipa curta, com setores juntos, defesa alta, a fazer fora-de-jogo sempre que possível, e pressão sobre o portador da bola, seguramente não tão capacitado para a evitar como estaria qualquer membro do onze de gala blaugrana.
Isso valeu ao Benfica uma primeira parte de bom nível, com duas ou três situações de golo claríssimas, como o “três-para-zero” que Rodrigo desperdiçou chutando ao lado ou a bola que Lima enviou ao poste da baliza de Pinto.
O problema é que este futebol é demasiado exigente, mais ainda para uma equipa que não está habituada a ter de o por em prática. Seja porque no segundo tempo lhe faltou pulmão ou mais provavelmente porque a concentração competitiva dificilmente se mantém durante 90 minutos, o Benfica teve muito mais dificuldades na segunda parte.
E nem um adversário reduzido a dez por lesão de Messi, foi capaz de empurrar os encarnados para a transcendência, para fazer mais do que merecer os parabéns do seu próprio treinador.
É que a este Benfica continua a faltar uma coisa que muito dificilmente os grandes de Portugal conseguem a jogar na nossa Liga: exigência permanente.
O que vale é que na Liga Europa isso já não vai fazer-lhe tanta falta.
-António Tadeia, Facebook, 6 Dezembro 2012
Vitor Serpa diz que empate em Camp Nou foi um péssimo resultado para o Benfica
O empate do Benfica em Camp Nou foi um péssimo resultado. Bem sei que uma frase assim pode difamar para sempre um editorialista e, no entanto, nada haverá de mais verdadeiro.
A questão é que um resultado de um jogo de futebol, tal como o homem, é ele próprio e as suas circunstâncias. Este zero-a-zero em Barcelona deve, pois, ser apreciado à luz de facilidades inesperadas pela apresentação de um Barça B e sem Messi, de uma catadupa de oportunidades de golo perdidas pelos benfiquistas, pelo facto de Messi ter tido no jogo uma entrada por saída, com a agravante de deixar a sua equipa a jogar com dez, por se ter lesionado sozinho, na sequência de um lance em que Artur cometeu a proeza de lhe roubar uma bola, quando o argentino estava isolado.
O Benfica podia e devia ter ganho este jogo que empatou. Dirão, alguns que teve muito azar, com aquela bola no poste e todas as outras quase, quase a entrarem. Qual quê. Não se pode chamar azar quando se falha meia dúzia de oportunidades flagrantes, num jogo em que, em princípio, não daria para se falhar uma.
Jesus, que pode, até, ter sido muito criticado por ter escolhido quem escolheu para jogar, deixa de ser, assim, o maior culpado em face do que se viu.
Nada nem ninguém resiste a tanto falhanço num jogo decisivo como este. Nada nem ninguém se poderá queixar tanto de si próprio.
Podia, o Benfica, ter beneficiado do milagre russo em Glasgow?
Podia, mas não merecia. A verdade é que o Benfica esteve muito perto do céu, mas, querendo entrar, não precisava de ter sido tão anjinho ...»
- Vítor Serpa, jornal A Bola, 6 de Dezembro de 2012
Leonor Pinhão aborda o tema do vencimento de Jorge Jesus
Publicados no estrangeiro, numa lista qualquer, os vencimentos de Jorge Jesus foram um dos temas em destaque na última semana.
A dita lista parece ser fidedigna e da parte do Benfica e de Jorge Jesus não se ouviu um pio, o que me apraz registar porque é sinal de classe. De classe e de bem-estar que é o que mais se deseja.
A notícia não provocou qualquer espécie de comoção entre a vasta nação benfiquista. Ou porque acham bem ou porque acham mal, a verdade é que entre benfiquistas os anunciados 4 milhões/ano de JJ não suscitaram discussões nem gritos de revolta.
Já entre os nossos adversários a mesma notícia provocou precisamente o efeito contrário. Houve comoção, manifestações de protesto e outros sintomas do mesmo género, sempre em nome do bom senso financeiro e da bela conveniência de uma gestão equilibrada.
Sem querer magoar ninguém, penso que há grande hipocrisia nestes tão gritados sentimentos de repúdio nutridos pelos nossos rivais em função do valor dos vencimentos do treinador do Benfica.
Eles não estão, não podem estar minimamente preocupados com o equilíbrio financeiro do Benfica. Que sentido faria desejar a saúde do rival?
Eles estão apenas aborrecidos porque, perante a expressão dos números divulgados, concluíram que só muito dificilmente virá Jorge Jesus alguma vez a ser treinador dos seus respetivos clubes. E lá que gostavam, gostavam.»
- Leonor Pinhão, jornal A Bola, 6 de Dezembro de 2012
Carlos Manuel em grande na Sport TV
quarta-feira, 5 de dezembro de 2012
Octávio Ribeiro dá o exemplo de Hitler e Napoleão para avisar Jorge Jesus
O jogo de amanhã em Barcelona deveria recordar a Jorge Jesus algumas lições da História. Para não ir mais uns milénios atrás - e recuar, por exemplo, ao que agora se chama Afeganistão -, lembremos apenas Napoleão e Hitler nos dois séculos mais recentes.
Ambos se perderam na sua ambição extrema por não conseguirem definir prioridades. Ambos no inverno russo.
Os dois perderam-se por acharem que podiam colocar quase toda a força disponível numa frente difícil, mantendo viva a vantagem nas que já tinham aberto noutros flancos. Tal não se mostrou possível.
Aquela frente russa era forte de mais para qualquer deles. E se a História não vier a reescrever o contrário, em alemão do euro, ainda bem para todos nós.
Também a Liga dos Campeões - com a devida vénia às ressalvadíssimas distâncias e relevâncias - parece demasiado grande para o atual Benfica.
Já no ano passado Jorge Jesus padeceu da sua incapacidade de estabelecer prioridades. Enfrentou com todas as forças o inverno russo, em S. Petersburgo, e, desculpem os benfiquistas esta rememória amarga, pagou, com oito pontos perdidos de seguida na frente interna, pontos que assim deram o campeonato ao FC Porto.
Serve esta recordação traumática para os benfiquistas apenas como lembrança do que vai passar-se amanhã e do que os espera na segunda-feira em Alvalade.
Um Sporting de garras feridas aguarda o rival de sempre para um jogo que decide o futuro do atual presidente - ou alguém acredita que Godinho Lopes possa continuar após uma derrota em casa frente ao arquirrival?
Pois, dirão os sportinguistas, mas nós também temos um jogo europeu, aliás, um dia depois.
Mas alguém acredita que Vercauteren vai sacrificar o dérbi à tremedeira de um presidente febril? Sei lá, às tantas até vai...»
- Octávio Ribeiro, jornal Record, 4 de Dezembro de 2012
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