quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Bagão Félix diz que negócio Hulk foi de 47 milhões


Além da inconsistência de o mercado fechar com os campeonatos a decorrer por que razão há mais uns diazitos para a Rússia? Não pertence à UEFA? Será um prémio à plutocracia russa? 

Uma pequena diferença que faz toda a diferença: ocam sós e sem concorrência a socorrer clubes aflitos e atletas frustrados! 

Estou curioso sobre a posição que a CMVM vai tomar (?) quanto ao negócio Hulk. 

A bem da transparência dos mercados. Como, aliás, o exigiu - e bem - ao Benfica numa certa operação há tempos. 

Se o FCP comunicou que receberá 40 milhões por 85% dos direitos de Hulk, a aritmética é implacável: 100% são 47,058 milhões. 

Cadê o resto para os tão propalados 60 milhões?

- Bagão Félix, jornal A Bola, 12 de Setembro de 2012

André Almeida chamado por Jesus para jogo com o Bétis



O treinador da equipa de Futebol profissional do Sport Lisboa e Benfica, Jorge Jesus, divulgou, esta quarta-feira, a lista dos 18 convocados para o encontro particular frente ao Bétis de Sevilha.


A partida está marcada para as 19h30, no Estádio Municipal de Portimão.


Lista de convocados:

Guarda-redes: Artur, Mika;

Defesas: Luisão, Miguel Vítor, Jardel, Melgarejo e Luisinho;

Médios: Bruno César, Nicolás Gaitán, Nolito, Matic, Ola John, Salvio, Pablo Aimar e André Almeida;

Avançados: Rodrigo e Lima.

terça-feira, 11 de setembro de 2012

José Manuel Delgado diz que não vender Hulk e Witsel era gestão danosa



O título da crónica que assinei, neste mesmo espaço, há uma semana rezava «Mercado dura até ao lavar dos cestos». 


Na véspera, depois de A BOLA ter destapado a iminente investida russa (dupla, com Anzhi e Zenit envolvidos), ainda surgiram ténues tentativas de contra-informação que não resistiram à força dos factos. 

O Zenit chegou-se à frente, desembolsou 80 milhões de euros, metade para o Porto, metade para Lisboa (e lá foi preciso dar voz aos russos para desembrulhar contas esquisitas...) e levou o melhor jogador a atuar em Portugal, Hulk, e o mais promissor de todos os benfiquistas, Witsel. 

Vamos ser muito claros. Se dragões ou águias recusassem as verbas propostas deveriam ser acusados de gestão danosa. 

E, se relativamente ao Benfica, o Zenit chegou ao valor da cláusula de rescisão, já no que respeita a Hulk não deixou de pagar um preço altíssimo, que só não teve o impacto que merecia porque andaram a acenar, demagogicamente, com um valor de mercado virtual de Hulk. 

A partir do momento em que o FC Porto não conseguiu transferir João Moutinho para Inglaterra, ficou refém da necessidade de vender Hulk. 

A mais-valia realizada pelos dragões é incrível? 

Provavelmente, não, porque já tinham investido 19 milhões em Hulk... mas há outra mais-valia que foi plenamente realizada, a desportiva. 

Porque Hulk é um daqueles jogadores relativamente aos quais há um antes e um depois... Quem fica em pior situação (estão os dois mais fracos) FC Porto, ou Benfica? 

Os dragões perderam um dos poucos jogadores do mundo capazes de, sem a ajuda da equipa, ganharem um jogo. 

Por isso, é natural que de vez em quando não consigam desatar alguns nós a que Hulk chamaria um figo. 

As águias têm em Matic um bom substituto para Javi García (não têm é alternativa, até janeiro, a Matic...) mas não possuem no planteI nenhum 8 como Witsel, um jogador influente a defender e a atacar. 

Afinal, por essa valência é que custou 40 milhões... 

Logo, Jorge Jesus, para não mexer muito no sistema, deverá regressar aos tempos do 4x1x3x2, chamando Salvio e Enzo para terrenos mais interiores e entregando a batuta a Aimar (ou Martins, ou Bruno César). E quando o adversário for mais exigente, não será de estranhar que, encostando bem as linhas, os encarnados não se resguardem num 4x1x4x1.

-José Manuel Delgado, jornal A Bola, 10 Setembro 2012

António Tadeia sugere que o Benfica mude para 4x3x3



Sem Witsel, mas também sem Javi Garcia, Jesus perde dois dos quatro médios-puros que tinha para a zona central. 


Restam-lhe Matic e Carlos Martins, bem como Aimar e Bruno César, ainda que estes demasiado ofensivos para jogarem em dupla na Europa, por exemplo.

Perante este cenário, o melhor para o Benfica é mesmo mudar.

O 4x4x2, que servia às mil-maravilhas quando Aimar e Saviola se entendiam para alimentar a sede goleadora de Cardozo, faz menos sentido sem os médios perdidos no mercado, até pela dificuldade de equilibrar o meio-campo com qualquer dupla formada pelos que restam. 

Embora a tentação de juntar no onze Lima e Cardozo, os dois melhores marcadores da última Liga, seja grande, este Benfica pede um 4x3x3, com Matic atrás de dois médios de construção: um capaz de se juntar atrás (Carlos Martins, eventualmente Bruno César), outro mais próximo do ponta-de-lança (Gaitán, que estará a ser trabalhado para isso mesmo, ou Aimar). 

À frente, Lima serve de duplo para Cardozo e Rodrigo até pode jogar a partir da faixa.

-António Tadeia, Diário de Notícias, 05 Setembro 2012

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

António Magalhães diz que o Benfica tem sorte em ter Jesus


As vendas de Javi Garcia e Witsel deixaram um enorme buraco no meio-campo do Benfica.


Se do ponto de vista financeiro as transferências dos dois jogadores foram um grande negócio, desportivamente as consequenclas ainda estão por apurar.

Luís Filipe Vieira tem contornado a questão com o argumento de que não há insubstituíveis e que é preciso ter paciência para os mais jovens. É indiscutível que o Benfica tem revelado capacidade para potenciar talentos e que o investimento feito nos últimos anos na formação do emblema encarnado começa a dar os seus frutos, mas não é de esperar que de hoje para a amanhã se descubra uma solução consistente para tão intrincado problema. 

Prova de que as coisas não são assim tão espontâneas está no facto de se estar a equacionar a utilização de Miguel Vítor como lateral direito por impedimento de Maxi Pereira (castigado) para o primeiro jogo da Liga dos Campeões (com o Celtic, em Glasgow). 

João Cancelo vai ter de esperar e crescer. Vários observadores já apontaram os caminhos a Jesus. Isto é, a soluçao passa pelo regresso ao 4 em losango no meio-campo ou eventualmente manter o figurino com Carlos Martins a fazer o papel de Witsel, atuando mais próximo do 6 que é Matic. 

Venham de onde vierem os palpites, sejam com a chancela do presidente ou o certificado dos especialistas, a verdade é que quem tem a criança nos braços é Jesus e a ele compete trabalhar a melhor e única opção que tem: Matic.

Face ao quadro presente, é uma sorte o Benfica ter Jesus como treinador.

Porquê? Porque gosta deste tipo de desafios, porque é perfeccionista mas também porque é teimoso e obstinado e porque não desistirá enquanto não tirar tudo de Matic. 

A dúvida é saber quanto tem para dar Matic. O que deu até hoje não chegou para fazer sombra a Javi mas, convenhamos, o espanhol tinha raizes muito sólidas no Benfica e dificilmente abanava. 

Cabe agora ao sérvio mostrar o que vale e a Jesus confirmar os seus dons especiais.» 

- António Magalhães, jornal Record, 10 de Setembro de 2012

Video: Juniores do Benfica vencem Setúbal com golo de Derlis Gonzalez

Video: Rodrigo Mora marca golo fabuloso na Argentina

domingo, 9 de setembro de 2012

Video: Benfica B vence Aris de Salónica com golo de Miguel Rosa

Alexandre Pais defende incondicionalmente Jesus: "Castigo é ridiculo e injusto"



O meu camarada Nuno Farinha denunciou aqui, esta semana, a brincadeira constituída pelo castigo a Jorge Jesus, mais um caso revelador do estado a que chegou, a exemplo do país, o futebol português. 


Começa por ser ridícula, e injusta, a punição em si, já que o técnico do Benfica disse a verdade e nada mais que a verdade. 

O árbitro auxiliar viu claramente Maicon adiantado - nós todos vimos e vimos que ele viu - e não levantou a bandeirola porque não quis? 

Certamente, já que na clareza das imagens televisivas não se vislumbra qualquer arma apontada ao seu peito, nem existe, ao que se julga, nos dossiers do sr. Vítor Pereira, declaração médica que certifique a impossibilidade de o ajudante levantar o braço que segura a bandeirola no décimo de segundo imediato à ordem emanada da sua cabecinha. 

E sendo assim, Jorge Jesus ofendeu quem? 

Depois, claro, temos o timing escolhido, que é desde logo a passagem de um atestado de estupidez a toda a gente, pois nasce do princípio de que talvez ninguém se aperceba da habilidade. 

Não culpo as estruturas do nosso futebol por mais esta macacada. 

Afinal, elas tornaram-se num estado dentro do Estado e aproveitaram a independência que a lei lhes confere para construírem uma moral feita de cumplicidades, erros e compensações que, com as nuances decorrentes da maior ou menor qualidade dos seus intérpretes, procura ir agradando aos baluartes do poder, os grandes clubes, mas criando sempre, a ilusão de pairar sobre eles e até de os ignorar. 

É preciso ter arte para se funcionar assim. Aliás, a timidez das críticas a este comportamento diz bem do que de facto interessa: que na próxima vez, quando me tocar a mim, haja uma espécie de mão dura - para me poder armar em vítima - e logo a seguir um arremesso de punição... para não me atrapalhar a vida.

É o que temos e, para ser franco, estou mais preocupado com o novo assalto ao meu bolso, ontem anunciado pelo sr. primeiro-ministro. Que se amanhem, ora.» 

- Alexandre Pais, jornal Record, 8 de Setembro de 2012

sábado, 8 de setembro de 2012

Afonso de Melo fala da cegonha roubada no Algarve



O Olhanense tem uma cegonha como mascote. Boa escolha. 


A cegonha é um pássaro simpático, anunciador de meninas e de meninos, de voo bonito e ninho vistoso. 

Não passa pela cabeça de nenhum ser minimamente humano querer matar cegonhas. 

Houve tempos tristes em que estiveram à beira da extinção. 

Nesse tempo dir-se-ia delas o que Harper Lee dizia da cotovia: Por favor não matem a cegonha! 

E as pessoas decentes deram ao bicho pernalta uma nova vida. 

A cegonha do Olhanense ainda não é bem como a águia do Benfica, não voa de asas largas em redor do estádio para pousar depois no sítio escolhido pelo seu tratador. É uma cegonha mais abonecada, chamemos-lhe assim, com um homem dentro a dar-lhe vida e movimento, acenando aos adeptos e alegrando as crianças. 

E assim, com homem e tudo, seria ainda mais lógico que não passasse pelo bestunto de um qualquer imbecil a ideia de a matar. Mas passou. Ou quase.

Segundo rezam as crónicas, o imbecil lançou-se ao pescoço da cegonha e arrancou-lhe a cabeça, ficando muito perto de arrancar a cabeça ao pobre infeliz que nela se escondia. 

Geralmente a imbecilidade e a desonestidade andam de mãos dadas. 

Sem cabeça, indefesa, a cegonha, ou o homem no seu interior, ficou à mercê do criminoso. 

E viu desaparecerem-lhe a carteira e o telemóvel. Pois é: que porcaria de mamífero se lembraria de assaltar uma mascote?

Esse mesmo que se deu ao trabalho de viajar até ao Algarve sabe-se lá com quantas mais malfeitorias na agenda. 

Os jornais descrevem o acto vil, mas não põem o nome ao boi. 

Dizem-nos só o clube do qual animal é adepto. Mas isso já nós sabemos, não é?» 

-Afonso de Melo, jornal O Benfica, 7 de Setembro de 2012

Jorge Jesus puxa dos galões e discute com Norton de Matos


Jorge Jesus deu uma forte reprimenda a Norton de Matos, treinador do Benfica B (que está a competir na II liga), após o último jogo da equipa principal das águias, no passado domingo frente ao Nacional da Madeira, que os encarnados ganharam por 3-0.

Na origem do incidente entre os dois técnicos está o facto de Norton de Matos ter declinado sentar-se na tribuna de honra, como é hábito suceder com outros elementos do ‘staff' ligado à estrutura técnica, preferindo ver o jogo na bancada, junto dos adeptos. Segundo apurou o Correio Sport, Jorge Jesus viu nesse gesto uma tentativa do treinador da equipa B de se aproveitar do bom momento da formação que dirige para colher louros dos êxitos recentes entre a massa associativa, fomentando a criação de um clima de empatia.

O técnico principal ficou profundamente desagradado, considerou a atitude de Norton de Matos uma desconsideração pessoal e avisou-o de que não irá tolerar outros episódios desse género.

A descompostura, segundo apurou o Correio Sport, foi particularmente dura. Jesus fez questão de deixar claro, na conversa, que é ele a figura máxima da hierarquia do corpo técnico do futebol das águias. E que não admite tentativas de afirmação pessoal dentro do clube, exigindo solidariedade. Relembrou inclusivamente a Norton de Matos ter sido ele, Jorge Jesus, o responsável pelo seu ingresso na Luz, avisando que, da mesma forma que viabilizou a entrada, pode fomentar a saída se for caso disso. Norton defendeu-se, argumentando não ter tido intenção desrespeitar ou desafiar Jorge Jesus.

Nos corredores da Luz, junto de quem soube do episódio, está instalada a ideia de que Jorge Jesus terá visto na atitude de Norton de Matos uma tentativa de se afirmar internamente, através da popularidade ganha à custa de uma boa relação com os sócios e adeptos, para o caso de algo correr mal com a equipa principal - entenda-se falta de bons resultados.

-Noticia retirada do site do Correio da Manhã

Entretanto o Sport Lisboa e Benfica, no seu site, desmentiu a noticia.

Eis o comunicado:

Notícia do Correio da Manhã...

Comunicado: António no País das Maravilhas

Há histórias e autores de ficção que teriam dificuldade em competir com a imaginação de António Pereira e o enredo com que hoje nos brinda nas páginas do Correio da Manhã. Quando uma notícia se sustenta na imaginação e ignora os factos é porque algo vai mal.

O Correio da Manhã tem uma responsabilidade histórica que devia obrigar a um filtro mais exigente em relação aos artigos que publica e às histórias que alguns jornalistas contam.

A imaginação é um dom, mas não para os jornais que nasceram e mantêm até hoje uma missão clara: dar a conhecer factos.

Silvio Cervan acredita em Jesus e deixa rasgados elogios a Matic e Salvio



O FCPorto tem razões para festejar as saídas de Javi García e Witsel e o Benfica razões para celebrar a saída de Hulk e Alvaro Pereira (pena não ter saído também o Moutinho.) 


Desportivamente ninguém ganha, quando saem jogadores de valor, e os que saíram tinham inegável qualidade.

Tenho, no entanto, esperança de que Jorge Jesus remende com êxito uma situação que para o adepto comum parece difícil. 

De uma coisa não duvido, Matic é um jogador fantástico, sempre o escrevi, fará uma boa época, mas como adepto fico triste sempre que vejo sair os melhores. 

Sei que é inevitável vender, mas, ainda assim, é uma angústia ver partir os melhores jogadores em troco de saco de notas (desta vez foi um saco grande). 

Só o futuro dirá quem faz mais falta a quem, por agora resta-me a alegria de estar em primeiro, por mim o campeonato até podia acabar já. 

Aqueles que questionaram o valor da aquisição do Salvio estão todos caIados à terceira jornada. 

Caros são os maus jogadores, porque os bons são sempre baratos. 

Salvio é como o algodão, «não engana». Que jogo fantástico fez contra o Nacional. 

Com estas vendas de FCPorto e Benfica, gostava de me atrever a dizer que teremos o Sporting mais perto da luta pelo título, mas constatando que por agora está em lugar de despromoção parece-me demasiado audaz. 

Teremos que esperar para ver até onde SC Braga e Sporting conseguem ir.

Sem Lima, o Braga que estivera excepcional em Udíne, tropeçou na Mata Real.

Este campeonato, e o seu vencedor, será também jogado na gestão que for feita com as competições europeias. 

O Domingo não foi apenas pontuado pela vitória por 3-0 ao bem organizado Nacional, pois quando o jogo começou já o Benfica tinha acrescentado às suas vitrinas a Supertaça de futsal e andebol. 

Teremos que esperar por Coimbra para alimentar ainda mais ailusão de voltar a ter o Benfica campeão, passo a passo, sem euforias nem depressões.»

- Sílvio Cervan, jornal A Bola, 7 de Setembro de 2012

Aí está a razão porque Boulahrouz disse que Sá Pinto tinha semelhanças com Mourinho


sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Bruno Prata bombástico: "Castigo a Jesus é um escândalo e presidente do CD da FPF devia demitir-se"


Todo o processo que envolve o castigo (não) aplicado a Jorge Jesus é um escândalo inenarrável, algo que nos faria sorrir maliciosamente se tivesse acontecido numa autocracia remota, mas que é inadmissível e não pode passar impune num país e num desporto que deviam ser avessos a este tipo de tiranias.

Os factos são fáceis de contar. A 2 de Março de 2011, o FC Porto venceu na Luz (3-2), beneficiando do facto de o árbitro assistente, que estava mal posicionado, não ter invalidado um golo a Maicon, num livre em que o portista tirou partido de estar alguns centímetros em fora de jogo. No final, Jesus disse que o assistente de Pedro Proença “se não viu (...) foi porque não quis”. E acrescentou: “Já vi na televisão e consigo ver onde ele está. Ele viu tudo. Ele sabe que estão fora de jogo. Naquele lance só pode haver premeditação”. O castigo demorou meio ano a sair. E ficou-se por 15 dias de suspensão e uma multa de 1500 euros. A suspensão não terá qualquer eficácia: vai ocorrer num período em que não haverá jogos.

Por muitíssimo menos, a liga inglesa suspendeu de imediato e obrigou Alex Ferguson a pagar uma multa astronómica. Provavelmente, a decisão do Conselho de Disciplina seria bem mais célere e castigadora se em causa estiver um treinador fora do universo dos “grandes”. Porque situações idênticas já ocorreram com protagonistas do FC Porto e do Sporting.

E se a decisão já era suficientemente surrealista, assumiu contornos quase injuriosos após a Rádio Renascença ter divulgado o acórdão do castigo aplicado pelo Conselho de Disciplina da FPF.

Soube-se então que o castigo tinha sido aprovado com dois votos contra, um deles do próprio presidente Herculano Lima. Juiz jubilado, aquele responsável não só considerou o acórdão “ilegal”, como considerou que Jorge Jesus “se limitou a defender a sua honra e o seu clube, que tão gravemente foi lesado pela arbitragem”. Mais, acrescentou que o árbitro Ricardo Santos “tinha todas as condições para ver a falta e a obrigação funcional de o fazer”, não o tendo feito “por motivações que só ele sabe”. Depois disto, e caso Herculano Lima não se apresse a demitir-se, como poderá o presidente da Federação ter coragem de pedir que os treinadores, jogadores, dirigentes e até os árbitros respeitem os árbitros?


-Bruno Prata, jornal Público, 7 de Setembro 2012

Luís Freitas Lobo diz que a melhor dupla de avançados é Lima e Rodrigo



Outra questão: onde encaixa Lima no Benfica? Uma questão que, no fundo, pergunta qual a melhor dupla para o ataque da Luz.

Ponto prévio: não percebo a desvalorização da importância do jogo/qualidade de Saviola até ser dispensado. Pensando nos que ficam, vejo a mobilidade de Lima a combinar melhor, por estranho que pareça, com outro avançado móvel (como Rodrigo) do que com outro mais fixo (como Cardozo). 

Isto porque o posicionamento-estátua de Cardozo enquanto 9, pede mais um segundo-avançado que saiba recuar para o espaço entre-linhas, como se fosse médio-ofensivo (como Saviola, e Rodrigo, faziam/fazem muito bem) do que um segundo-avançado que goste de vir de trás e adiantar-se até aparecer também no mesmo espaço de finalização natural do 9...fixo. 

A dupla Rodrigo-Lima bem mecanizada pode ser a nova vida atacante do Benfica. É questão de compatibilidade de movimentos.

Os muitos avançados do plantel pedem o resgatar do 4x1x3x2 ofensivo/empolgante do titulo de há duas épocas. 

A falta de médios protetores disponíveis compromete essa ideia.

-Luís Freitas Lobo, 7 de Setembro de 2012, Planeta do Futebol

Leonor Pinhão compara duplas de sonho: Cardozo e Saviola com Van Hooijdonk e João Tomás



De Saviola os benfiquistas guardarão durante muitos anos o seu inestimável contributo no último título conquistado, em 2009/2010, assinando com Cardozo uma parceria poderosa que rendeu dezenas de golos. 


Seguiu-se, sem pré-aviso, um ocaso literal de duas temporadas que não entra na cabeça de ninguém. 

De um momento para o outro viu-se desfeita a dupla mais concretizadora dos últimos tempos no Benfica. Má sina, é o que parece.

Já há coisa de uma década também foi desfeita num ápice, por razões políticas, outra parceria de sucesso no ataque do Benfica, Pierre Van Hooijdonk e João Tomás, lembram-se?

Eram goleadores qualificados com reportórios diferentes dos de Cardozo e Saviola, mas ainda assim temíveis para as redes dos adversários. 

Hooijdonk e Tomás foram levados na mesma enxurrada que despejou com José Mourinho para fora da Luz por causa das tais questões políticas cujas consequências se viriam a revelar desportivamente fatais para o Benfica.

O desaparecimento de Saviola nas duas últimas temporadas é um mistério para o grande público já que nem o jogador nem o treinador alguma vez sentiram necessidade de se explicar. 

Aparentemente, o jogador esteve sempre mais do que conformado com a situação. Não protestou, não criticou e apresentava-se ao treino todos os dias. 

Era o suplente ideal que não levantava ondas, estranho estatuto para um artista do seu quilate.

Não terá, certamente, desaprendido de jogar à bola. Ainda no último jogo do último campeonato, em Setúbal frente ao Vitória, apesar de ter passado a época quase toda no banco ou em casa, teve de ser ele a entrar em campo a escassos minutos do fim para oferecer a Cardozo o golo com que o paraguaio haveria de conquistar à tangente a sua segunda Bola de Prata ao serviço do Benfica. Do mal, o menos.

Mas em 2011/2012, a parceria Saviola-Cardozo rendeu apenas um honroso troféu individual para o paraguaio? Não.

Em 2011/2012, Saviola renderia também ao Benfica o único troféu colectivo da temporada, a Taça da Liga, lembram-se? 

Com um teimoso empate a vigorar a dez minutos do fim da decisão com o Gil Vicente, foi o pequeno argentino quem saltou do banco aos 81 minutos para marcar aos 83 minutos o golo da vitória. 

E, feito isto, lá voltou para o seu silencioso ocaso.

Felicidades em Málaga, é o que todos lhe desejamos.

-Leonor Pinhão, Facebook

Luis Avelãs diz que a justiça desportiva em Portugal é uma mera brincadeira



Já não me recordo com exactidão das palavras de Jorge Jesus aquando do Benfica-FC Porto de Março passado, que terminou com o triunfo dos portistas por 3-2. Mas, tenho a certeza que o treinador encarnado não foi meigo com a equipa de arbitragem, particularmente com o auxiliar que devia ter assinalado deslocação no terceiro golo dos azuis e branco e não o fez.

Não sei se, face aos regulamentos existentes, as palavras do técnico benfiquista merecem um castigo pesado ou leve; se uma sentença justa é deixá-lo fora do banco da equipa durante muito tempo ou apenas multá-lo. O que sei é que, em Portugal, muita gente trata as questões da justiça, seja ela desportiva ou não, como se fosse uma mera brincadeira.

Todos sabemos que no nosso País as coisas avançam – quando avançam... – devagar e devagarinho mas, convenhamos, é completamente absurdo ter de esperar vários meses para decidir um castigo sobre declarações. O que Jorge Jesus disse foi registado e amplamente divulgado por várias estações de televisão, passou em tudo o que é rádio e foi estampado em todos os jornais e sites. Ainda assim, parece que foi preciso verificar letra a letra o que foi dito para se chegar a uma conclusão. Triste, mas típico.

Mas, tão ou mais absurdo, é constatar que, juntamente com uma pequena multa (vejam o que pagam jogadores e técnicos quando dizem coisas parecidas na NBA), o Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol castigou Jesus com 15 dias de suspensão. Mais uma vez, não me pronuncio sobre a extensão da pena. Quem de direito que diga se deviam ser 7 ou 70. O que me parece extraordinário é que, após tanta “averiguação”, consigam afastar o infractor precisamente num período em que a sua equipa não realiza, em Portugal, uma única partida.

Para a próxima, com Jesus ou outro qualquer treinador do clube A ou B, sugiro que aumentem a suspensão. Mostrem mão pesada, sejam severos e não pactuem com castigos inferiores a 1 mês. Pode ser durante todo o mês de Julho, por exemplo...


-Luis Avelãs, jornal Record, 6 de Setembro de 2012

Pedro Santos Guerreiro e os milhões a mais do negócio Hulk



O Porto vendeu por 40 milhões o jogador que recusara vender por 52 milhões?, pergunta o Benfica. 


Não, responde o Porto, vendeu por 60 milhões. Mas que 60 milhões, se quem pagou, o Zenit, jura que 60 milhões não pagou? 

Tem de haver melhor resposta para esta charada do que esta: então e o Witsel? 

As vendas de Witsel e Hulk foram negócios fabulosos. São dois jogadores insubstituíveis, como escreveu ontem Carlos Daniel. 

Mas têm preço, um preço incrível, que salva o Benfica e o Porto de aflições. Mas onde há tanto dinheiro parece haver dinheiro a mais. No Porto e no Benfica. 

O caso de Hulk: dos 60 milhões pelos quais o Porto diz ter vendido o jogador (valor que o Zenit nega), o Porto recebeu 40 milhões, explicando que só tem 85% do passe do jogador, tendo o investidor que detinha 15% recebido nove milhões, o mecanismo de solidariedade três milhões e a comissão de intermediação sido de seis milhões. 

Portanto, Hulk não foi vendido por 60 mas por 58 milhões, o tal investidor recebeu 15% e o Porto não recebeu 85% mas sim 69%, depreendendo-se que as comissões foram abatidas ao Porto mas não ao investidor. 

Esta matemática é mais desastrada do que desastrosa - há aqui milhões a mais. 

O caso aplica-se a Hulk, a Witsel e muitas outras transferências, em Portugal e no estrangeiro. 

Quem foram os agentes que receberam comissões de seis milhões? 

Este valor é normal? Quem é o investidor? As transações foram feitas através de sociedades portuguesas ou de paraísos fiscais? Os clubes vão pagar impostos por estes lucrativos negócios? 

Sócios e acionistas têm direito a estas respostas - e a CMVM também existe para isso. 

Os clubes gerem negócios demasiado grandes para uma alquimia disfarçada. No futebol, a matemática não pode ser diferente da outra.

- Pedro Guerreiro, jornal Record, 6 de Setembro de 2012

Ricardo Costa dá razão aos protestos do FC Porto



Ricardo Costa, ex-presidente da Comissão Disciplinar da Liga, dá razão ao FC Porto, quando os azuis e brancos criticam a altura em que o Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol decidiu castigar Jorge Jesus com 15 dias de suspensão.

«As reuniões do Conselho de Disciplina são marcadas pelo presidente do órgão e o presidente tem que perceber se o tempo das decisões lança ou não descrédito. Creio que o FC Porto tem toda a razão», afirmou Ricardo Costa, em entrevista à TSF.

Sobre o caso Luisão, Ricardo Costa volta a criticar o facto de ainda não se saber quando haverá uma decisão, afirmando que «este Conselho de Disciplina não está preocupado com a celeridade».

«O que sabemos é que o processo será mais rápido do que os outros, mas nunca será tão rápido como deveria ser», apontou.