quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Leonor Pinhão: "Coentrão está para o Real Madrid como Emerson estava para o Benfica"



Percebe-se facilmente que o Fábio Coentrão está para os adeptos do Real Madrid como, no ano passado, estava o Emerson para os adeptos do Benfica ou como, um dia destes, mais cedo ou mais tarde – e deseja-se que nunca -, pode vir a estar o Melgarejo para os adeptos do Benfica, dando-se o caso de se vir a esgotar o tempo de paciência, afecto e generosidade piedosamente concedido ao jovem e talentoso aprendiz paraguaio.


Quanto à acusação de ser Coentrão uma má influência para Ronaldo, só os espanhóis é que podem acreditar numa patetice dessas. Se o Coentrão fosse uma má influência para o Cristiano Ronaldo, a dona Dolores já tinha tratado desse assunto há muito tempo. Oh, se tinha.

-Leonor Pinhão, Facebook

Ex-Médio do Benfica marca golaço no Brasileirão

Mário Fernando critica o timing do castigo a Jorge Jesus


O castigo a Jorge Jesus. Não vou perder tempo com as considerações do CD sobre a matéria, porque - e parafraseando João Pereira, em Óbidos - às vezes é melhor ficar calado. 

Aquilo que realmente me interessa é constatar que surgiu uma decisão em Setembro sobre algo que sucedeu em Março. 

E que não é a primeira vez - nem, lamentavelmente, será a última - que um orgão da Justiça desportiva toma decisões absurdamente fora de tempo. 

Algo de que todos os clubes se podem queixar, de resto.

O grave da questão tem a ver com a existência de "escapatórias" legais (normalmente sustentadas nos "mecanismos de defesa") que permitem que assuntos de uma época possam ser empurrados para a seguinte. 

Já agora, e porque (já o referi dúzias de vezes) os nossos dirigentes gostam de citar a Premier League por tudo e por nada, convirá recordar que estes atrasos nas decisões são impensáveis em Inglaterra. 

Se querem importar ideias, importem-nas todas e não somente aquelas que, circunstancial

-Mário Fernando, 5 de Setembro de 2012, blog Jogo Jogado

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

António Varela diz que o fecho de mercado na Rússia é uma aberração patrocinada pela FIFA



A possibilidade de os clubes transferirem jogadores quando as competições oficiais já estão a decorrer conheceu este ano a oposição de vários cristãos que têm andado distraídos. 


Afinal, a abertura da janela de mercado até dia 31 de agosto não tem sido mais do que a concessão de um instrumento legal aos grandes clubes para poderem chantagear os concorrentes de campeonatos periféricos que têm jogadores de qualidade, mas aos quais não estão dispostos a pagar acima de um teto que eles próprios vão fixando. 

Sobre a hora do fecho de inscrições, o negócio acaba por ser feito na base do "pegar ou largar". 

Os mais pequenos acabam por "pegar" e a equipa que os adeptos viram jogar durante três semanas era, afinal, um simulacro da realidade. 

A aberração patrocinada pela FIFA é ainda maior porque esse período em que é possível transferir não coincide em todos os mercados de uma mesma área geográfica o que acentua o problema mais grave: o da impossibilidade de serem recompostos os plantéis, face ao tempo que entretanto se esgotou.

Que foi o que na prática se passou com FC Porto e Benfica, nos casos de Hulk e Witsel. Os dois jogadores foram transferidos para a Rússia três dias depois de o mercado ter fechado em Portugal, sem que FC Porto e Benfica tivessem qualquer possibilidade legal de os substituir, restando-lhes, portanto, a reabertura das inscrições em janeiro de 2013. 

Face a esta situação de pura desigualdade, em que concorrentes da Liga dos Campeões lutam com armas que não estão ao alcance de todos, resta à UEFA alertar a FIFA para corrigir uma imoralidade considerada legal: A janela de mercado, na Europa Ocidental, deveria fechar no dia 31 de Julho, antes da grande maioria das ligas ter início, o que implicaria maior planeamento nos clubes e poria termo ao autêntico carnaval que tem caracterizado os últimos dias e pode prolongar-se até amanhã, enquanto na Rússia e na Turquia as inscrições não cessarem. 

Uma ilusão enquanto a própria FIFA não conseguir concretizar o projeto de ter um calendário global unificado.» 

- António Varela, jornal Record, 5 de Setembro de 2012

Bagão Félix deixa um elogio a Saviola


Neste rodopio de transferências, Javier Saviola saiu do Benfica. 

Tenho pena. Percebo a perspectiva do clube, bem como a posição do jogador.

Atleta fundamental na conquista da Ligade 2010, foi sendo progressivamente relegado para um segundo plano perante outras tão discutíveis quanto legítimas opções técnicas. 

Saviola sai como entrou: discreto, sensato, sereno, correcto. 

Qualidades que aprecio em qualquer pessoa e muito mais no futebol onde impera o contrário. 

Nunca se lhe ouviu publicamente um queixume. Foi sempre um profissional sem alardes ou tiques de vedetismo disparatado. 

Leal e correcto para com colegas e adversários. Não precisa de se tatuar alarvemente ou de usar outros adereços ou penteados artísticos, nem de aparecer em tudo o que não é futebol. 

Ouvi-o numa curta declaração após ter assinado pelo seu novo clube. 

Com o sentimento de gratidão como memória de coração. 

Com o sentido de responsabilidade de quem sabe ponderar todas as circunstâncias. 

Em Fevereiro de 2011, escrevi nesta coluna que não conhecendo pessoalmente Saviola, acho que ele é nos relvados o que é na rua, em casa, na sociedade: um homem recatado responsável e simples. 

Avesso à ilusão, à quimera, ao deslumbramento efémero, ao aplauso de ocasião. 

Sem espalhafatos inconsequentes. Com 1,68 m de altura e muito mais de personalidade. Como em tudo o resto, a idade é cada vez mais uma ditadura.

No alto futebol chegar aos 30 anos é meio-caminho andado para a desqualificação. 

Saviola faz falta ao nosso futebol. Mas irá longe quando os holofotes se apagarem. Porque tem vida e carácter para além da bola redonda.»

- Bagão Félix, jornal A Bola, 5 de Setembro de 2012

Rui Santos intrigado com as contas do FC Porto


A verdade é que, não obstante essas vendas e o produto das receitas de qualificações sucessivas para a Champions, o passivo anda na ordem dos 200 milhões de euros. 

Nestas condições, podemos falar em boa gestão? 

Afinal a ‘boa gestão’, que vem sendo dada como um dado adquirido na opinião publicada, não será apenas um ‘módulo de propaganda’ e dar como certo algo que não está plasmado nas contas? 

Não teria o FC Porto a obrigação, num quadro de encaixes tão significativos, e com esta capacidade de realizar transferências de indiscutível impacto financeiro, de apresentar contas equilibradas? 

Com tantas receitas, não estará o FC Porto a gastar mais do que pode? 

Sem oposição externa e interna, este é um assunto condenado a não dar discussão.

-Rui Santos, site Relvado, 5 de Setembro de 2012

Luís Sobral diz que Witsel foi o melhor negócio de sempre do futebol português


A venda de Witsel ao Zenit é o melhor negócio de sempre do futebol português.

O belga esteve apenas um ano na Luz. Custou 6,5 milhões euros, valor pago em julho de 2011 ao Standard Liège. A valorização é extraordinária, será impossível conseguir melhor.

Compreende-se que a venda, fantástica do ponto de vista financeiro, tenha custado muito a Luís Filipe Vieira e ainda mais a Jorge Jesus. Desportivamente, o Benfica deverá ter ficado bem mais fraco e sobretudo com muito por resolver. Os próximos testes serão um teste interessante ao treinador.

Os cerca de 60 milhões encaixados por Benfica e F.C. Porto são atos de gestão necessários, prudentes e provavelmente irrepetíveis nos próximos tempos, face ao que é o mercado hoje em dia.

Os dirigentes dos dois clubes foram responsáveis. «Compraram» desafios novos para os treinadores, mas asseguraram tranquilidade financeira para o resto da temporada. E isso também «joga».

-Luís Sobral, 3 Setembro 2012, Mais Futebol

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Bruno Carvalho anuncia cancelamento de apresentação de lista às eleições do Benfica


No passado dia 22 de Agosto, anunciei, aqui, o lançamento de uma candidatura à Presidência do Sport Lisboa e Benfica para o próximo dia 5 de Setembro.

Para mim, o mais importante é que seja apresentada uma solução vencedora e que seja apresentado um projecto forte que ponha fim ao ciclo que, actualmente, se vive no Benfica.

Neste contexto, é fundamental que toda a oposição credível não se divida em mais do que uma candidatura, o que poderia prejudicar os superiores interesses do Clube.

Tendo havido novos e importantes desenvolvimentos nos últimos dias, o que se me afigura melhor para o Benfica será o cancelamento do lançamento da candidatura que eu tinha anunciado e trabalhar numa solução única que abra a janela de uma nova esperança.

Como sempre nestes coisas, uns irão compreender e outros irão aproveitar a oportunidade para lançarem todas as criticas. A todos gostaria de lembrar que poucos serão os Benfiquistas que têm feito um esforço tão grande como eu para ver o Benfica regressar ao rumo certo.

Eu acredito que é possível que o Benfica volte a ser Benfica, que regresse a mãos de Benfiquistas e que lhe seja devolvida a glória que nunca deveria ter sido perdida. Prometo que tudo farei para o conseguir! Não me pouparei a quaisquer esforços!

-Bruno Carvalho, Facebook, 4 de Setembro 2012

Miguel Sousa Tavares ataca Vitor Pereira: "É um treinador fraco"



Repito-me: fracos treinadores têm medo de grandes jogadores. 

Têm medo dos jogadores sem medo, jogadores capazes de arriscar e perder cinco vezes a bola, embora na sexta vez possam resolver um jogo. 

Preferem-lhes os jogadores «tacticamente disciplinados», aqueles que, antes de entrarem, prestam atenção às explicações dadas no quadrozinho onde os fracos treinadores imaginam que um jogo se explica. 

Preferem-lhes os jogadores que nunca perdem a bola porque não arriscam: só fazem passes curtos, para o lado ou para trás. 

Treinadores destes, como Vítor Pereira, preferem mil vezes um Defour, que não ata nem desata mas obedece às instruções, do que um James Rodriguéz, cujo génio, como todos os génios, não pode brilhar sempre, mas, quando brilha, quase ofusca a lua cheia sobre o Estádio do Algarve, no sábado passado. 

Uma vez mais, o jovem talento colombiano do FC Porto resolveu um jogo que o seu treinador tinha amarrado e armadilhado. 

Sucedeu assim inúmeras vezes na época passada, em que Vítor Pereira precisou de seis meses para perceber o desperdício que tinha sentado no banco. 

Acho mesmo que só o percebeu quando, contornando a jogada da Liga de Clubes (que marcou o Benfica-Porto, decisivo para o campeonato, para o dia seguinte a um jogo FIFA da Colômbia), o FC Porto foi buscar James a Miami, depois do jogo da sua selecção, embarcou-o num voo nocturno para Lisboa, fê-lo dormir seis horas à chegada, e depois soltou-o à noite, a meio do jogo da Luz, e a tempo de James virar o resultado de 1-2 para 3-2, resolvendo o assunto. 

Contrariado, Vítor Pereira teve de dar a mão à palmatória, mas logo, à primeira oportunidade - uma má exibição no jogo inaugural deste campeonato, em Barcelos, onde todos falharam, a começar pelo próprio Vítor Pereira - aproveitou para o tirar da equipe. 

Vítor Pereira deve ser a única pessoa que ainda não entendeu que James tanto é um 10 como um 11, e, por isso, não consegue compatibilizá-lo na mesma equipa com Atsu - nem sequer, como se viu, quando está a perder.

Aliás, também se vai já encarregando de amarrar e disciplinar o talento de Atsu, que agora foge das jogadas de um para um, que é o seu forte, em benefício dos passes laterais e para trás, obcecado em não perder a bola para não perder o lugar no onze. 

Vítor Pereira tudo tem feito para dar cabo do talento de James, está a fazer o mesmo ao de Atsu, e vai liquidar Iturbe e Kelvin. 

Os treinadores fracos são assim: têm horror ao que não conseguem prever ou esquematizar, sentem-se humilhados pelos momentos de génio que não podem ser explicados pelas suas tácticas, execram os jogadores que fogem da pauta e das instruções e rebentam com o esquema que eles tão brilhantemente prepararam. 

É um azar para James Rodriguéz que o seu jovem talento esteja confiado à guarda do único treinador do mundo incapaz de o reconhecer, quanto mais ajudá-lo a evoluir. 

Com os jogadores que tem ao seu dispor, as únicas coisas que se pediam a Vítor Pereira é que fosse rodando o plantel, de forma a não deixar de fora talento algum, e que desse à equipa aquilo que ela ainda não mostrou nesta meia-dúzia de jogos que já contam: um módico de esquema de jogo e algumas coisas já treinadas e ensaiadas, tais como livres, cantos, saídas da defesa para o ataque, construção de jogo para o ponta-de-lança e uma atitude de conquista desde o pontapé inicial. 

Mas nada disso o FC Porto mostrou até aqui, apenas rasgos dos talentos individuais que por ali abundam.(...)» 

- Miguel Sousa Tavares, jornal A Bola, 4 de Setembro de 2012

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Correspondente da SIC em Moscovo irónico com poder económico do futebol Russo


O Zenit de São Petersburgo acaba de gastar um mínimo de 100 milhões de euros na aquisição do brasileiro Hulk e do belga Witsel.

A direcção da equipa russa disse que não gastaria mais de 60 milhões de euros em transferências, mas bateu mais dois recordes na história do futebol russo. 

O português Miguel Danny foi transferido por 30 milhões de euros do Dínamo para o Zenit, recorde que caiu duas vezes hoje.

A propósito, Danny está de regresso aos relvados e disse-me, numa conversa telefónica que deverá já participar no jogo do Zenit contra o Terek de Grozni.

Quanto à participação na selecção, Danny diz estar pronto se for chamado.

O treinador italiano do Zenit, Luciano Spalleti queria Hulk e Nani, mas devido aos altos salários exigidos pelo médio português, ficou-se pelo belga do Benfica.

Não sei se deram conta que um dos patrocinadores da Liga dos Campeões é a Gazprom, gigante gasífero público russo que patrocina também o Zenit. 

A mensagem é clara: este clube russo pretende vencer essa competição.

Além disso, o Presidente Putin e o primeiro-ministro Medvedev (espero que não tenha confundido os cargos) são de São Petersburgo e adeptos do Zenit, por isso, o desporto cruza-se também por isso com a política. 

Para o Kremlin, todos os meios são bons para mostrar a sua força e aumentar o seu prestígio internacional.

Entre outros aumentos, os russos suportam e continuam a suportar aumentos de preços de produtos essenciais, incluindo o preço de gás, mas não espero que estas contratações de futebolistas por uma empresa pública provoquem manifestações de protesto ou revoluções.

E o Zenit não é o último. O Anzhi, graças aos caprichos de um magnata, promete mundos e fundos a quem quiser jogar numa equipa que não pode treinar e realizar os jogos da Liga da Europa em casa, pois o estádio fica no Daguestão, república do Cáucaso russo onde diariamente se registam confrontos entre separatistas islâmicos e tropas federais russas.

Além disso, o Daguestão é a região da Rússia mais pobre, mas isso é menos importante do que a montra de vaidades.

Só posso dizer, também no campo do desporto, a Rússia faz lembrar um país a banquetear em tempo de peste. 

Ou talvez não, afinal 100 milhões de euros não passam de um jackpot no Euromilhões.

-José Milhazes, no seu blog http://darussia.blogspot.pt/

Domingos Amaral diz que a venda de Javi Garcia foi uma boa decisão



Ontem, e pela primeira vez este ano, fui ao estádio da Luz ver o Benfica. 


A assistência não ultrapassou os 33 mil, e o jogo na primeira parte foi fraquito, com o Benfica pouco inspirado e o Nacional a dar uma excelente réplica. 

Deu para ver que Melgarejo já aprendeu a cortar bolas perigosas para fora, deu para ver que Carlos Martins se escondeu do jogo vá-se lá saber porquê, e deu para ver que tirando Sálvio não havia grandes ideias sobre como chegar à baliza e marcar golos. 

Mas, na segunda parte as coisas foram bem melhores, e desbloqueou-se o que parecia emperrado. 

Três bons golos, dois de Cardozo e um do Rodrigo, e uma excelente asa direita formada por Maxi Pereira e Sálvio deu cabo da resistência do Nacional.

Depois, mais lá para o fim, ainda entrou Aimar para termos nota artística e a vitória não deixar dúvidas a ninguém. 

O Benfica parece-me ainda um pouco perro em certos momentos, mas foi uma boa decisão a venda de Javi, e só faltou despachar Gaitan para não ficarmos com gente a mais nas alas. No resto, o plantel é bom e tem soluções, falta saber se chega para ultrapassar o FC Porto.

-Domingos Amaral, no seu blog http://domingosamaral.blogs.sapo.pt/

Adeptos do FC Porto praticam assalto em Olhão


Alguns adeptos do FCPorto aproximaram-se no fim do jogo da mascote do Olhanense, a cegonha Moss, tendo furtado a cabeça do animal, bem como a carteira e telemóveis do homem que dava corpo ao símbolo algarvio. A polícia teve de intervir, mandou parar os autocarros que transportavam os dragões à entrada para a Via do Infante e lá recuperaram a cabeça do Moss...» 


- Jornal A Bola, 2 de Setembro de 2012

domingo, 2 de setembro de 2012

Video: Golos do Benfica 3-0 Nacional com relato TSF

José Manuel Delgado diz que Lima é um dos melhores goleadores da Liga dos últimos anos


O que faz, normalmente, a diferença, quando duas boas equipas se defrontam? 

A técnica? A tática? A estratégia? 

Todas estas alíneas são importantes, mas há algo ainda mais relevante, (mais ainda do que os detalhes, que têm a ver, sobretudo, com a concentração competitiva) que separa as águas: a percentagem de concretização. 

E quando este exercício teórico sai do âmbito do equilíbrio de forças e se transfere para um jogo entre fortes e fracos, este item assume ainda maior relevância. 

Ontem, no Mónaco, (se quisermos um exemplo prático, fresquinho...), Falcao levou ao limite esta tese e inclinou o prato da balança colchonera para o lado da vitória. 

Ou seja, quem tiver quem marque golos com naturalidade estará sempre mais perto do triunfo. 

Quando o Benfica decidiu contratar Lima deu um passo importante na direção certa. 

Porque deixa de estar tão dependente de Cardozo (vénia ao paraguaio, bi-Bola de Prata!!!), espicaça-o, motiva ainda mais o ambicioso Rodrigo e coloca à disposição de Jesus um dos melhores goleadores da Liga portuguesa nos últimos anos. 

Quem jogará, que dupla será escolhida, sendo que há, agora, na Luz, três potenciais titulares? 

Problema menor. Porque problema seria não ter quem empurrasse a bola para lá do risco fatal...» 

- José Manuel Delgado, jornal A Bola, 1 de Setembro de 2012

sábado, 1 de setembro de 2012

Video: Golos da vitória do Benfica B frente ao U. Madeira por 0-2


U.Madeira 0-1 Benfica B por jimbrasalonso

Bruno Carvalho: "Benfica está totalmente à deriva!"



Sob o ponto de vista do Benfica, toda a época de transferências foi absolutamente lamentável.

Ao contrário do que nos querem fazer crer, desde o treinador do Benfica a alguns comentadores conhecidos, a venda do Javi Garcia foi um absoluto desastre.

E o valor de venda é verdadeiramente ridículo apesar do que alguns jornais desportivos, a soldo sabe-se lá de quem, nos querem fazer acreditar!

20 milhões pelo Javi??? Era esse o montante da cláusula de rescisão?

Sei que o problema deve ser meu, mas preferira que não se tivessem comprado o Ola John, o Salvio, o Luisinho e o Michel e tivessem mantido o Javi no Benfica.

Javi era o esteio da equipa e quem conferia equilíbrio defensivo a uma equipa que não sabe defender.

Em dois anos não conseguimos comprar um defesa esquerdo.

Não conseguimos ter um 3º central à altura e não temos um alternativa sólida ao Maxi Pereira.

Comprámos o Olá John para colmatar a saída de Gaitan... que não saiu!

E, cúmulo de uma politica desportiva sem qualquer planeamento estratégia, venderam provavelmente o único jogador que não podia ser vendido.

E sabem quem foi o jogador que compraram para compensar a saída de Javi Garcia? Foi o Lima! É certo que nos disseram que Lima vinha substituir Nolito, mas Nolito não saiu, mas Lima foi comprado na mesma!

Eu até acho que Lima é bom jogador apesar dos seus 29 anos.

Felizmente para o Lima, fizeram-lhe um contrato de 4 (!) anos. Temos Lima até aos 33 anos!

Espero é que Lima seja um bom trinco, pois foi aí que ficámos severamente desfalcados.

Mas como não foi Custódio que comprámos, esperamos todos que Lima saiba defender, ou será que Cardozo também vai embora para a Rússia?

Penso que esta pré-época mostrou, a níveis surpreendentes, aquilo que eu venho a dizer há muito: o Benfica está totalmente à deriva!

Comprou-se demais para depois ter-se sido forçado a vender disparatadamente.

Tenho uma enorme dificuldade em perceber como é que se compra um avançado obeso, que joga uns minutos na pré-época, e depois vai para o Braga!

Se não o queriam para que o compraram?

Luisinho e Michel custaram 2 milhões de euros!

Sei que hoje em dia, quando se fala de tantos milhões, 2 milhões parecem pouco.

Mas parem para pensar um minuto!... 2 milhões de euros é pouco??? Isto sobretudo num clube que tem mais de 500 milhões de passivo?!?

Creio que há muito o tempo deste Presidente está esgotado.

Está esgotado o tempo deste Presidente, como está esgotado o tempo das carraças e dos portistas e sportinguistas que proliferam no Benfica!

Há que dizer basta!!!

Não há alternativas credíveis?

Não brinquem comigo! Pior ninguém faria!

Que vergonha está este Benfica!


-Bruno Carvalho, Facebook

Rui Santos diz que contratação de Lima pode estar relacionada com a saída de Cardozo para a Rússia


A maior surpresa pode estar reservada até à meia-noite de 6 de Setembro, data em que fecham as inscrições na Liga russa. 

É preciso contar com o poder económico de alguns clubes russos e nesse plano pode inscrever-se a possibilidade de se concretizar um negócio a envolver o ponta-de-Iança Cardozo. 

E daí a fundamentação da aquisição do bracarense Lima, uma boa solução para qualquer plantel da Liga indígena, depois da saída de Saviola e do empréstimo de Nélson Oliveira. 

O Benfica submete-se, como todos, às "leis do mercado", mas também de uma certa passividade (Junho/Julho) da SAD encarnada, que deixou tudo para o último dia. E não resolveu o problema da alternativa a Maxi e... Melgarejo.» 

- Rui Santos, jornal Record, 1 de Setembro de 2012

Jesus: "Barcelona? Não ligo muito aos sorteios"



O Benfica vai defrontar Barcelona, Spartak Moscovo e Celtic na Liga dos Campeões. O treinador Jorge Jesus comentou neste sábado o facto de ir defrontar o emblema da Catalunha, um dos favoritos à conquista da prova.

«Dentro da filosofia que sempre tive, não ligo muito aos sorteios, temos de jogar com quem saiu», disse o técnico, em conferência de imprensa.

«Sabemos que o Barcelona é considerada a melhor equipa do mundo, mas o futebol é um jogo em que nem sempre os melhores vencem, por isso, Dentro desta ideia, temos o nosso valor e queremos conquistar o nosso espaço», resumiu Jesus.

A presença na sala era para antever o encontro com o Nacional, para a terceira jornada da liga. Mas com o mercado como pano de fundo, o treinador limitou-se a responder a uma questão sobre o jogo com os madeirenses.

Jesus afirmou que tentou passar «a mensagem habitual», que é «confiança, esperança, responsabilidade e humildade, por respeito ao adversário».

Na análise à equipa de Pedro Caixinha, o treinador dos encarnados frisou que «o Nacional é uma das boas equipas da Liga» e que «não há jogos fáceis».

-Noticia retirada do site do Mais Futebol

Jesus disse a Vieira que não queria ninguém para o lugar de Javi Garcia


«Apesa da saída do Javi, o Benfica está a trabalhar no presente e no futuro. Temos soluções na equipa B, jovens como o André Almeida e o André Gomes. Precisamos de espaço e tempo para os lançar porque são o futuro do Benfica», afirmou. 

E quanto à necessidade da contratação de mais um jogador para a posição do espanhol, Jesus diz que nunca equacionou essa solução e elogiou quem está no grupo.

«Falei com o presidente e disse que não queria outro jogador estrangeiro para aquela posição. Disse-lhe que tínhamos jogadores portugueses com qualidade que nos dão garantias. E ainda há o Matic, jogador que já demonstrou todo o potencial e valor», afirmou, garantindo que, apesar da saída de Javi, «nada vai mudar». «O que muda é o nome do jogador. Trabalhamos com uma ideia e não com nomes. Os processos estão definidos há quatro anos. Qualquer jogador que ocupe a posição do Javi sabe o que é preciso.»

-Jorge Jesus, na conferência de imprensa de antevisão do Benfica-Nacional