Noticias, Fotos, Videos, Resumos de Jogos e Artigos de Opinião acerca do Benfica e de tudo aquilo que o rodeia
terça-feira, 25 de junho de 2013
segunda-feira, 24 de junho de 2013
Bruno Carvalho critica ausência do presidente nas finais das modalidades
UMA LIDERANÇA QUE NÃO SE ENTENDE
Porque é que o Presidente do Benfica não esteve na final de futsal?
Porque é que o Presidente do Benfica não esteve na final de basquetebol?
Porque é que o Presidente do Benfica não esteve na final da Liga Europeia de hóquei em patins?
Porque é que o Presidente do Benfica não esteve na final de voleibol?
Porque é que o Presidente do Benfica não esteve, na Luz, no jogo contra o Estoril?
Porque é que o Presidente do Benfica ficou no balneário, nas Antas?
Será que o Presidente do Benfica não acha importante a sua presença, a presença do líder?
Qual será o motivo real para tanta ausência?
-Bruno Carvalho, Facebook
João Querido Manha analisa situação das pérolas da Selecção de Sub-20
Com uma alcunha fácil de pronunciar em todas as línguas, Bruma apresenta-se ao Mundo neste verão e pode sair do Mundial da Turquia como uma estrela nascente. O talento transborda, o carisma adivinha-se e só lhe falta a experiência e uma atitude trabalhada contra o deslumbramento e o individualismo. Bruma lidera uma Seleção com mais talento e mais experiência do que a de há dois anos, que ficou em 2.° lugar no Mundial, mas tarda em ver confirmar o valor dos seus melhores jogadores. Nenhum deles, nem sequer Nélson Oliveira, apesar do muito especial amparo que o levou tão cedo à Seleção principal, cresceu para o patamar acima, ao contrário do que aconteceu com alguns dos membros da seleção do Brasil, como Fernando, Oscar, Lucas ou Danilo, sem esquecer Neymar que foi dispensado de disputar o campeonato na Colômbia.
Com Bruma, mas também com Aladje, João Cancelo, André Gomes, Agostinho Cá e João Mário, jogadores acima da média para o escalão, esta equipa pode não repetir a classificação de 2011, mas fornecerá mais e mais cedo jogadores de topo aos clubes e à Seleção principal. O extremo é um talento puro, capaz de desempenhar mais funções do que Jesualdo lhe atribuiu nos primeiros meses no Sporting, o avançado guineense é um achado, o lateral-direito é de uma espécie em vias de extinção e os três médios têm o ADN clássico do meio-campo português.
Os jovens portugueses estão ameaçados por falta de apostas do Benfica e do Porto, em contraste com as facilidades oferecidas a estrangeiros da mesma idade, como o paraguaio Rojas ou o colombiano Quintero, figuras da jornada de ontem que são pretendidas pelos nossos dois principais clubes. Da mesma classe de Bruma, oferecem todavia um potencial de maior retorno financeiro e muito menos problemas de "motivação" e disciplina, sem menosprezar a complicada relação com os respetivos agentes e mandatários, para quem a gestão da carreira destes jovens passa exclusivamente pela exportação a qualquer preço.»
-João Querido Manha, jornal Record, 23 de Junho de 2013
domingo, 23 de junho de 2013
Sub-21: Rodrigo na equipa All Star do Europeu
O nome do jogador do Benfica Rodrigo consta entre os 23 melhores jogadores do último Europeu de sub-21, que terminou na última terça-feira e consagrou a Espanha como a melhor seleção da categoria.
Além de Rodrigo, que apontou um golo nesta fase final que decorreu em Israel, mais dez jogadores da rojita estão neste dream team escolhido pelo UEFA.
A Itália, finalista vencido, e Holanda, de Ola John, têm quatro elementos nesta equipa.
Equipa All Star do Europeu:
Guarda-redes - Francesco Bardi (Itália), David de Gea (Espanha) e Orjan Nyland (Noruega);
Defesas - Marc Bartra (Espanha), Luca Caldirola (Itália), Inigo Martínez (Espanha), Bruno Martins Indi (Holanda), Martín Montoya (Espanha), Alberto Moreno (Espanha) e Stefan Strandberg (Noruega);
Médios - Alan Dzagoev (Rússia), Lewis Holtby (Alemanha), Asier Illarramendi (Espanha), Isco (Espanha), Koke (Espanha), Adam Maher (Holanda), Thiago Alcântara (Espanha) e Marco Verratti (Itália);
Avançados - Fabio Borini (Itália), Luuk De Jong (Holanda), Álvaro Morata (Espanha), Rodrigo (Espanha), Georginio Wijnaldum (Holanda).
-Noticia retirada do site do jornal A Bola
sábado, 22 de junho de 2013
Ranking: Os clubes portugueses mais seguidos no Facebook
O Benfica é quem tem mais seguidores entre os clubes da 1.ª Liga com página oficial no Facebook. O emblema com menos adeptos nesta rede social até conquistou um lugar nas competições europeias, de acordo com um levantamento feito pelo Relvado.
Veja nas imagens que ilustram este artigo como está escalonado este ranking, atualizado no final da manhã de sexta-feira e que tem como base as páginas oficiais dos clubes. Uma dica: repare na diferença entre o número de seguidores do Sporting de Braga e do Vitória de Guimarães.
Eis o Ranking:
1º - Benfica..............................................1.333.138 gostos
2º - Porto.................................................1.086.850 gostos
3º - Sporting................................................589.798 gostos
4º - Académica..............................................37.427 gostos
5º - Braga.....................................................28.826 gostos
6º - Guimarães..............................................28.822 gostos
7º - Paços de Ferreira.....................................18.030 gostos
8º - Setúbal..................................................17.425 gostos
9º - Belenenses.............................................13.537 gostos
10º - Maritimo...............................................10.252 gostos
-Noticia retirada do site Relvado
Fernando Guerra: A importância de ter Vieira
Pode tratar-se de uma inevitabilidade face à decrépita situação financeira do emblema do leão, de um ponto final em gestões gastadoras ou de um basta!, dito com firmeza pelas instituições credoras, provavelmente cansadas da irresponsabilidade de dirigentes movidos pelo vaidade. Chegado a este ponto de endividamento pouco relevante será o motivo que determinou a «reestruturação operacional» de todo o grupo empresarial do Sporting, mais interessando saber que medidas foram ou vão ser tomadas no sentido de lhe devolver a credibilidade. Esta 'engenharia', apesar de complexa e misteriosa, a seu tempo será descodificada e avaliada, sendo certo que, independentemente das interpretações que vier a suscitar, ela expressa, em primeiro lugar, uma atitude de coragem e também de decência de Bruno de Carvalho: denunciou o lodaçal de intrigas e influências, como prometera em campanha eleitoral, e combateu-o com as armas que a sua limitada capacidade de manobra lhe permitiram.
O caso da transferência de Rinaudo é apenas o último trazido a público nesta edição de A BOLA, em que o pecado de operações cambiais mal feitas ou o 'milagre' de generosas comissões transformaram uma venda de pouco mais de um milhão de euros numa compra de quase dois milhões e meio. Sabe-se a data em que a transação se realizou e sabe-se, igualmente, quem eram os indivíduos que mandavam no futebol leonino...
Em janeiro de 2001 começou a construção do novo Estádio José Alvalade. Foi inaugurado em Agosto de 2003. Em Outubro de 2001 começou a construção do novo Estádio da Luz. Foi inaugurado em Outubro de 2003. Vivia-se ainda na ilusão do Euro-2004, que nada deu, além de dívidas. O Benfica teve, porém, um verdadeiro líder, Luís Filipe Vieira, e seguiu em frente. O Sporting teve várias imitações e continua à roda... Bruno de Carvalho representa, por isso, a imagem de esperança na mudança.»
- Fernando Guerra, jornal A Bola, 22 de Junho de 2013
Verão quente de 93: Raptos, esconderijos e muito suspense
À hora a que está a ler este artigo, o Verão já deve ter começado. Foi hoje às 5h04 de Portugal continental que se iniciou a estação preferida de muitos. Isto contra a "vontade" dos peritos franceses, que garantem estarmos perante o estio mais frio dos últimos 200 anos.
Como não acreditamos nessas teorias, embora ainda estejamos a tentar perceber onde se enfiou o calor de Junho, resolvemos ir buscar o Verão mais quente dos últimos 20 anos. Não em termos meteorológicos - deixamos essas competências a outros -, mas seguramente no planeta futebolístico nacional.
Em 1993 o Sporting aproveita as dificuldades financeiras do rival lisboeta e, de uma assentada, contrata Paulo Sousa e Pacheco. A notícia caía que nem uma bomba na Luz. O médio de 23 anos e o extremo de 26 rescindem com o Benfica, alegando salários em atraso, e são apresentados no outro lado da Segunda Circular.
"Os jogadores estavam disponíveis, não fiz mais que a minha obrigação. Sempre respeitei todos os clubes, incluindo o Benfica, mas estava a defender o meu. Lembro-me de quando cheguei ao Sporting, soube que o Benfica tinha contratado o Figo e tive de ir buscá-lo ao Algarve", recorda o antigo presidente do Sporting ao i.
"Os jogadores estavam disponíveis, não fiz mais que a minha obrigação. Sempre respeitei todos os clubes, incluindo o Benfica, mas estava a defender o meu. Lembro-me de quando cheguei ao Sporting, soube que o Benfica tinha contratado o Figo e tive de ir buscá-lo ao Algarve", recorda o antigo presidente do Sporting ao i.
Mas recuemos um pouco; uns meses antes o então líder leonino anuncia que Paulo Futre vai regressar ao clube que o formou. Poucos dias depois, o extremo assina pelo Benfica. Apesar da conquista da Taça de Portugal no fim da época, os encarnados entram numa situação financeira perigosa.
Sousa Cintra aproveita para se vingar e, além de Sousa e Pacheco, tenta ainda roubar, embora sem sucesso, os meninos queridos dos adeptos rivais: João Vieira Pinto e Rui Costa. "Esse Verão foi uma novela e das grandes! Os adeptos ficaram eufóricos. Depois o Benfica conseguiu resgatar o João Pinto, pagou-lhe mais. Já faz parte do passado e não quero falar muito disso", diz.
Terá sido uma vingança? Sousa Cintra mantém uma calma diplomática: "Contratei jogadores que estavam disponíveis. Eles [Sousa e Pacheco] é que quiseram sair, ninguém lhes apontou uma pistola."
NOVELA DÁ UM THRILLER
NOVELA DÁ UM THRILLER
Se de um lado o protagonista era Sousa Cintra, não podíamos contar a história sem falar com um dos actores principais da novela.
Manuel Barbosa, um dos empresários mais influentes do futebol português nas décadas de 80 e 90, na altura representava os dois jogadores.
O agente FIFA garante ter negociado a transferência de Paulo Sousa para a Juventus em Abril de 1993, no dia de um jogo contra o PSG. "Só não foi anunciada logo porque eles estavam a tentar desvincular-se do David Platt. Depois, no Verão, o Paulo mandou um advogado ligar-me a dizer que ia para o Sporting. Foi uma surpresa, porque ele não tinha razão para rescindir e a Juventus tinha-lhe oferecido quatro vezes mais que o Sporting", explica.
É aqui que a novela se transforma num thriller, com raptos, esconderijos e muito suspense. "O Paulo foi raptado, ficou escondido na casa de um sportinguista, o Reymão Nogueira, na Quinta da Marinha. Depois foi para o Algarve e esteve sempre sob controlo do actual presidente do Portimonense", conta.
O caso de Pacheco foi mais simples. Manuel Barbosa informou a direcção do Benfica que não podia reter o jogador devido aos salários em atraso. "Um homem que tem razão não precisa de fugir." Caso arrumado. Mas a narrativa continuava emocionante, pois João Vieira Pinto foge mesmo. Para Torremolinos, "pela mão de José Veiga".
MUNDO CÃO
MUNDO CÃO
Manuel Barbosa retém com facilidade os pormenores do enredo e não se furta a acusações. "Isto é um mundo cão. Ele colabora no rapto do João e mais tarde regressa ao Benfica para uma posição de destaque [director desportivo] e a receber salário do clube", afirma. Mas é então que aparece Valentim Loureiro, qual super-herói de BD a salvar o presidente do Benfica. O antigo líder do Boavista liga à avó de JVP e pede-lhe que informe o neto de que tem de voltar a casa.
Jorge de Brito vai buscá-lo e impede-o de vestir a camisola do Sporting. "O Rui Costa foi convidado para fazer o mesmo mas recusou logo. Foi um ataque cobarde à fragilidade do momento do Benfica", acusa o empresário.
Desde a fundação dos dois clubes que vários futebolistas trocaram de emblema para o lado rival. Mas não restam dúvidas de que o Verão quente de 1993 continua a marcar a história do futebol português.
Os adeptos benfiquistas nunca mais perdoaram a Paulo Sousa e Pacheco, mas a atitude de Rui Costa ficou para sempre nos seus corações. Em Alvalade, os jogadores roubados ao rival deram aos adeptos uma pequena vingança pela contratação de Futre.
Porém, Sousa Cintra bem se deve ter arrependido de ter deixado escapar JVP. É o ainda Menino de Ouro da Luz, que no dia 14 de Maio de 1994, perante uma chuvada monumental no Estádio de Alvalade, faz um jogo perfeito.
Três golos ao Sporting e vitória do Benfica por 6-3, que acabaria por conquistar o título. Mas por vezes é impossível fugir ao destino. João Pinto acaba mesmo vestido de verde e branco; dispensado por Vale e Azevedo, assina pelo rival em 2000.
Nas deslocações à Luz é assobiado pelos adeptos que sempre o idolatraram. O futebol não é nem nunca foi o mundo da razão. Aqui manda a paixão.
-Noticia retirada do site do jornal i
Fernando Eurico em entrevista: Jorge Jesus parte em vantagem para o próximo campeonato
Apesar do mercado de transferências oficial ainda nem sequer ter aberto, FC Porto e Benfica estão a mostrar uma postura muita ativa no que toca a reforços. Os dragões têm apostado mais no contexto nacional, enquanto as águias se viraram marcadamente para a nacionalidade sérvia. Uma coisa os une: o abandono progressivo das minas de ouro e do samba brasileiro.
Fernando Eurico, jornalista da Antena 1, acredita que o mercado, tal como a roupa, é de modas. Em exclusivo com o Futebol 365, o profissional da rádio pública aceitou fazer um ponto de situação do que tem sido a política de contratações de FC Porto, Benfica e Sporting. E, apesar de um final de época infernal, dá uma ligeira vantagem à armada de Jorge Jesus. Sobretudo pela continuidade.
«A tendência de contratações do Benfica pode ser encarada através de dois prismas: o facto de o clube buscar a tradição de jogadores sérvios que tiveram sucesso no passado como Filipovic e a necessidade de se encontrar atletas que se adequem ao modelo de jogo da equipa. Tem sido feito um excelente trabalho de prospeção», elogiou, compreendendo o facto de não se ter apostado em nomes como Hugo Vieira e Nélson Oliveira.
«O problema é que o futebol é tão rápido e momentâneo que, quando um jogador não pega de estaca, dificilmente consegue convencer. A aposta nestes mercados justifica-se com a expetativa de bons encaixes financeiros no futuro», sustentou.
Fernando Eurico também nota um gradual afastamento do futebol português em relação ao mercado brasileiro e explicou o motivo. «O futebol é feito de modas. Ao longo das temporadas, a prospeção vai mudando de continentes. Hoje, o Brasil é um país caro e com outro poder económico. Pela sua capacidade de crescimento, deixaram de ser tão apetecíveis para Portugal», justificou, notando igualmente mais atenção ao contexto nacional.
«Creio que o FC Porto e o Benfica estão a mostrar maior preocupação com o mercado interno, depois da criação das equipas B. Por isso, tentarão rentabilizar alguns ativos portugueses», previu, reservando algumas épocas de paciência para o Sporting.
«Acho que o Sporting ainda não conseguirá lutar pelo campeonato. Não pelo Leonardo Jardim, nem por falta de capacidade organizativa de Bruno de Carvalho. Não possui poder financeiro e terá que ancorar a sua evolução na Academia e noutros ativos. É esse o drama: quem não pode comer camarões, tem que comer sardinhas», lamentou.
Fernando Eurico coloca Jorge Jesus e o Benfica em vantagem
Apesar do mercado ainda ser uma criança, o jornalista da Antena 1 confessou ao Futebol 365 que atribui vantagem ao Benfica na luta pelo título. «Acho que Jorge Jesus parte com a vantagem da continuidade. Isso é sempre uma marca de sucesso. Jorge Jesus tem mais currículo do que Paulo Fonseca, mas o segundo tem um aspeto importante: a estrutura do FC Porto, que é cada vez mais um clube onde o treinador é que se tem que adaptar à realidade em vigor», acrescentou, finalizando a seguir.
«O Paulo Fonseca vai beneficiar de maior proteção. Jorge Jesus tem mais estatuto. Acho que a grande questão será o final dramático da última temporada. Um empate ou uma derrota inesperada do Benfica revelará de imediato os fantasmas do passado».
-Noticia retirada do site Futebol 365
sexta-feira, 21 de junho de 2013
João Bonzinho critica Benfica na gestão do "caso" Cardozo
Foi com um sentido completamente diferente que os adeptos criaram para o número 7 das últimas seis épocas do Benfica o refrão especial e forte com que brindaram os estádio jogos e jogos a fio... «Tenham cuidado, ele é perigoso, ele é o Óscar Takuara Cardoso» ... foi o que se ouviu com intensidade, sobretudo nas mais gloriosas noites da Luz, por aqueles que verdadeiramente sempre o amaram.
Acontece que Cardozo nunca foi unanimemente amado e, pior do que isso, não podia ter escolhido, na final da Taça, mais desajeitada forma de justificar o sentido literal do refrão que os adeptos tão carinhosamente lhe dedicaram.
Ao manifestar-se tão agressivamente junto de Jesus logo que a derrota no Jamor se tornou irremediável, o perigoso takuara Cardoso deu ainda mais força a todos os que sempre o odiaram para reclamarem que Jesus e Vieira o afastassem do plantel.
Mas nem era preciso.
O que hoje se sabe é que o próprio Jesus condenou Cardozo a deixar a Luz, apesar de toda a compreensão demonstrada no final daquele jogo maldito para os encarnados, quando Jesus pareceu desculpar o paraguaio e justificar com a «cabeça quente» a inesperada e inqualificável atitude do jogador.
Agora, quase um mês depois da derrota com o Vitória de Guimarães, o que continua a surpreender não é, evidentemente, que Cardozo pareça mesmo continuar com guia de marcha para deixar a Luz ao cabo de seis épocas como número 7 e grande goleador, o que verdadeiramente surpreende é que o Benfica tenha permitido que ao cabo de um mês Cardozo não tenha dito uma palavra sobre o assunto.
Correu ontem que Cardozo teria utilizado uma rede social para declarar o seu amor ao Benfica. O empresário do jogador, Pedro Aldave, apressou-se a desmentir, e sabe-se agora que Cardozo nem terá página no Facebook.
Nem aquece nem arrefece.
Ponto um: logo na semana seguinte à final da Taça, o Benfica deveria ter obrigado Cardozo a pedir publicamente desculpas, à instituição, aos adeptos, aos dirigentes, ao treinador, claro, e aos companheiros. Nessa altura, Cardozo deveria ser intimado a jurar amor à camisola encarnada e ao clube que o tirou do desconhecido e pobre futebol do Paraguai para um futebol europeu que o tornou, apesar de todas as crises, mais rico a famoso.
Com esse trabalho de casa, o Benfica teria assegurado, por exemplo, maior tranquilidade, tolerância e até aceitação da maioria no caso de se mostrar inevitável manter Cardozo.
Face à gravidade da atitude do jogador (um gesto muito difícil de perdoar num clube desta dimensão), poderia ainda o Benfica ter feito mais.
Poderia, porventura, ter dito a Cardozo qualquer coisa «ou encontras um clube que pague ao Benfica o que o Benfica deseja pelo teu passe ou passarás a próxima época a treinar, às sete da manhã, sozinho, atrás de uma das balizas».
Cruel?
Talvez.
Mas uma forte estrutura do futebol encarnado teria, certamente, feito isso.
Alguma vez Cardozo foi maltratado na Luz? Não lhe foram dadas todas as condições para desempenhar a sua atividade profissional? Não foram respeitados todos os seus mais elementares direitos?
O que Cardozo fez na final da Taça é absolutamente condenável e nem pode, como já se concluiu, ser analisado à luz de qualquer «cabeça quente», porque o jogador teve minutos mais do que suficientes no banco para arrefecer qualquer ânimo. Ao vermos tantas vezes no rosto de Cardozo aquela expressão aparentemente triste, aparentemente de birra, percebe-se que se tratará de uma personalidade com o lado emocional de um bebé grande, ora intenso, ora frágil, ora solidário, ora agressivo.
Foi o que se viu naquele jogo na Madeira, com o Nacional, quando, depois de pontapear um adversário, ainda teve a lata de puxar a camisola ao árbitro (Pedro Proença) que lhe custou, vá lá saber-se porquê, apenas um leve e surpreendente castigo e lhe terá dado, perigosamente, talvez até a noção de alguma impunidade, com o risco de repetir a graça, como aliás repetiu, sem qualquer graça, com o próprio treinador da equipa.
Que era mesma a última coisa que poderia esperar-se.
Da final da Taça para cá, nada parece ter sido feito, porém, para atenuar os estragos de um final de jogo lamentável, e desse modo será sempre demasiado amargo o fim da relação do perigoso Cardozo com o clube da Luz.
O que é pena!»
- João Bonzinho, jornal A Bola, 21 de Junho de 2013
José Manuel Delgado apelida arbitragem de "apito de lixo"
O jornal A BOLA publicou há dois dias uma investigação de Carlos Rias que pôs a nu alguns casos da arbitragem verdadeiramente preocupantes. Árbltros penalizados por dirigirem mais jogos; um assistente de primeira linha que foi relegado aos distritais; impugnação das classificações por parte de quinze árbitros; e, last but not least, um critério de atribuição de grau de dificuldade aos jogos que merece alguma atenção.
Vítor Pereira, em entrevista à SportTV, reconheceu insuficiências e prometeu retificá-las, admitindo, até, acabar com as diferenciação entre jogos, para fins de classificação, já na próxima época.
Porém, há uma situação que não pode ficar sem ser esmiuçada até às últimas consequências e não sei mesmo se não mereceria, inclusivamente, uma leitura mais atenta por parte do Ministério Público. Estou a falar da atribuição de grau de dificuldade mínimo aos jogos entre Marítimo e Benfica, na 27.ª jornada e Paços de Ferreira-FC Porto na derradeira ronda da Liga Zon-Sagres.
É imperioso que os dirigentes da Arbitragem, nomeadamente Vítor Pereira, revelem quem foi o responsável por essa qualificação. É necessário que se saiba quem entendeu que o Marítimo-Benfica (com tudo o que representava na corrida pelo título...) era um jogo fácil. É preciso que fiquemos a conhecer quem resolveu que o Paços de Ferrelra, terceiro classificado e o FC Porto, que seguia em primeiro, era um jogo de trazer por casa quando o que estava em causa era a atribuição do título nacional.
Encontro várias explicações para o facto, mas nenhuma obedece a boas razões.
Se, realmente (e eu acredito nisso!!!) Vítor Pereira quer crediblllzar a arbitragem, não pode varrer para baixo do tapete este apito de lixo.»
- José Manuel Delgado, jornal A Bola, 21 de Junho de 2013
quinta-feira, 20 de junho de 2013
Europeu sub-21: Rodrigo considerado o pior jogador de Espanha
Entre os espanhóis utilizados regularmente, ninguém ficou abaixo do avançado do Benfica.
Terminado o Europeu sub-21, conquistado pela Espanha, o portal 'whoscored.com' fez uma análise estatística a todos os jogadores que participaram no torneio em Israel.
Foram levados em conta vários fatores: o número de jogos realizados, golos, assistências, disciplina, remates por jogo, percentagem de passes completos, duelos aéreos conquistados e o número de vezes em que cada atleta foi eleito o melhor do jogo. Depois há uma média final.
Sem surpresas Thiago Alcântara foi considerado o melhor do torneio, com uma nota final de 8.36 (a avaliação é de zero a 10). Seguiram-se o também espanhol Isco e o guarda-redes russo Aleksandr Filtsov.
Rodrigo no 103.º lugar - A campeã Espanha domina entre os melhores da lista, com cinco jogadores entre o top-10. Mas há um jogador espanhol que mereceu uma avaliação pouco positiva.
Rodrigo, avançado do Benfica, ficou com a nota 6.43 e ocupou apenas o 103.º lugar. Entre os jogadores habitualmente utilizados na seleção espanhola, Rodrigo foi mesmo o que mereceu a nota mais baixa.
Atrás do avançado, na seleção espanhola, ficaram apenas Ignacio Camacho (um jogo como titular, outro como suplente utilizado) e Sergio Canales (um jogo como suplente utilizado).
Rodrigo só falhou um dos cinco encontros que a Espanha realizou e foi titular em três deles. Rematou 14 vezes e marcou um golo ao longo do torneio.
-Noticia retirada do site Relvado
Leonor Pinhão compara Steven Vitória a Fernando Aguiar
O Benfica prepara o seu futuro próximo em silêncio, o que é sempre uma boa notícia. Refiro-me ao futuro próximo do futebol, naturalmente.
Têm sido apresentados alguns reforços sem grande alarido, o que também se saúda.
Já nos chegaram uns quantos sérvios a conta-gotas e chegou também um português, Steven Vitória, vindo do Estoril. Os registos dizem que Steven Vitória teve papel predominante na excelente temporada dos canarinhos, tão excelente a temporada que até os levou à Europa.
Tal como Fernando Aguiar, trata-se de um luso-canadiano nascido e crescido em Toronto, e tal como Fernando Aguiar impressiona pelas medidas americanas.
Esta divagação luso-canadiana, no entanto, acabou por me fazer sofrer. Recordar Fernando Aguiar, o nosso 'Robocop', é, inevitavelmente, imaginar o jeito que o Fernando Aguiar dos seus bons velhos tempos nos teria dado nas últimas três semanas da última época.
Digam lá se com um Fernando Aguiar em campo alguma vez o Kelvin tinha segurado aquela bola?
Concluindo: que seja muito feliz, Steven Vitória. Até do seu nome gosto.
-Leonor Pinhão, jornal A Bola, 20 de Junho 2013
Bagão Félix: SLB , Sérvia e saídas
Garantida a continuidade de Jorge Jesus (o que, tudo ponderado, é uma decisão respeitável), conhecido o director que é da casa, tem formação e é benfiquista de verdade, o Benfica prepara a nova época.
Começou bem, ou seja cedo. A legião sérvia (mesmo com irmandades) pode ser um excelente investimento desportivo e financeiro. As saídas anunciadas são óbvias, pela idade ou pela ineficácia.
O mistério - recorrente - é a dificuldade em recrutar a tempo e horas defesas-laterais. Há jogadores com futuro, formados no clube, como João Cancelo. Mas, desde há muito, não há um defesa-esquerdo não adaptado. E na direita, Maxi Pereira precisa de alternante de raiz. Tal como Artur e Matic. Se possível, portugueses, como o polivalente e renegado Ruben Amorim.
O meu receio é - já o escrevi ontem - o 31 de Agosto. Assusta-me que Matic possa voar nesse dia, ele que foi o melhor jogador da época. Se a saída de Gáitan pode ser colmatada, se Cardozo lá terá que sair, se Garay tiver que ser substituído ainda que com elevado risco, Matic é nuclear.
Percebo a instabilidade de plantéis, hoje necessária para a saúde financeira, mas será que não é possível aguentar para além de uma temporada jogadores fundamentais para o sucesso desportivo, recomeçando sempre tudo?
Foi assim com Ramires, Coentrão, Witsel e até David Luiz e Di Maria quando emergiram. Tenho de reconhecer que o Porto, obrigado ao mesmo, sempre aguenta mais tempo os melhores (...).»
- Bagão Félix, jornal A Bola, 20 de Junho de 2013
quarta-feira, 19 de junho de 2013
Sport TV multada em 3,7 milhões de euros
Em comunicado a Sport TV contestou esta quarta-feira a decisão da Autoridade da Concorrência (AdC), que notificou o canal da aplicação de uma multa de 3,7 milhões de euros, na sequência de uma queixa apresentada pela Cabovisão, em 2009.
Em causa estava a remuneração mínima cobrada aos operadores pela Sport TV desde a sua fundação até ao ano de 2011 em função da taxa de penetração dos operadores de televisão. Uma situação que, segundo a interpretação da AdC, terá penalizado os operadores.
Comunicado
(…)
Ora, tendo dado pleno cumprimento às obrigações de monitorização de todos os contratos celebrados com os operadores de televisão por subscrição e tendo explicado todas as componentes do seu modelo de remuneração, logo em 2005, a Sport TV, como qualquer administrado, confiou, de boa fé, na diligência e zelo da AdC no exercício dos seus poderes de supervisão e fiscalização e, muito em particular, no acompanhamento dos compromissos que a AdC havia imposto em 2004.
Foi, pois, com total surpresa que a Sport TV foi, hoje, confrontada pela mesma Autoridade da Concorrência (AdC) que a acompanha desde 2004 e que conhece profundamente toda a sua atividade e modelo remuneratório associado com acusações graves de práticas restritivas da concorrência.
Concretizando, a SPORT TV PORTUGAL, S.A. foi notificada pela Autoridade da Concorrência (AdC) da decisão final de condenação numa multa, em processo de contra- ordenação no montante de € 3.730.000, instaurado pela AdC em 8 de julho de 2010, na sequência de uma denúncia apresentada pela da Cabovisão – Televisão por Cabo, S.A. quase um ano antes, em 30 de julho de 2009.
A SPORT TV lamenta e contesta a decisão da AdC, que além de tardia – a denúncia tem quase quatro anos e o primeiro contacto da Sport TV com o processo só aconteceu em fevereiro de 2011 – e desproporcionada, é manifestamente injusta e infundada.
A Sport TV deu instruções aos seus advogados para impugnar judicialmente a decisão da AdC, recurso que terá efeito suspensivo sobre a condenação e será apresentado no Tribunal da Concorrência, no prazo legal.
A condenação prende-se com o sistema remuneratório da empresa que vigorou entre 1 de janeiro de 2005 e 31 de março de 2011, nomeadamente contemplando uma remuneração mínima em função da taxa de penetração dos operadores de televisão por subscrição, o que, segundo a AdC, terá penalizado os operadores.
Ou seja, a AdC ao punir hoje a Sport TV está a sancionar uma prática comercial que validou de forma ininterrupta durante mais de 10 anos.
A Sport TV dispõe de estudos económicos elaborados por especialistas internacionais de reconhecido mérito na temática da concorrência que já refutaram estas acusações da AdC em face do circunstancialismo concreto da atividade exercida pela Sport TV, sendo certo que, ademais, as alterações de mercado já haviam ditado o abandono deste sistema remuneratório.
A Sport TV confia plenamente no sistema de Justiça próprio do Estado de Direito e irá acionar todos os meios legais disponíveis para a defesa da sua honra e dos seus direitos. A Sport TV equaciona ainda a responsabilização da AdC por uma conduta que considera desconforme com os mínimos da boa fé e diligência exigíveis a uma Autoridade Administrativa com uma intervenção tão intensa, regular e permanente na esfera da sua atividade empresarial.
-Noticia retirada do site do jornal Record
Polémica: Treinadores sem cursos completos abundam na 1ª Liga
O presidente da ANTF diz que deverão existir "oito casos" de técnicos que frequentam o nível IV sem terem feito o nível III. Marco Silva e Pedro Emanuel estão nessa lista
Fazemos nossas as palavras de Nicolau Vaqueiro: rebentou a bomba na formação dos treinadores de futebol. O i sabe que vários técnicos, entre eles Marco Silva (Estoril) e Pedro Emanuel (Arouca), estão a frequentar o curso UEFA Professional - equivalente ao IV nível - sem terem efectuado o curso de nível III. "É a primeira vez que tenho conhecimento de casos assim. Já nos chegaram algumas queixas", diz ao i José Pereira, presidente da Associação Nacional de Treinadores de Futebol (ANTF), admitindo ter-lhe sido confidenciado que existiam "oito treinadores" nessa situação dúbia.
O i pediu à Federação Portuguesa de Futebol (FPF), responsável pelos cursos, a lista dos alunos do curso de nível IV que se iniciou no dia 16 deste mês, mas não recebeu essa informação - ao contrário do que é habitual, pois a FPF costuma divulgar no seu site os alunos seleccionados para os cursos de nível III e IV. Fonte próxima do processo confidenciou ao i que persistem ainda dúvidas em relação à legalidade dos casos, motivo pelo qual a FPF não tornou pública a lista.
Nicolau Vaqueiro, treinador e candidato derrotado nas recentes eleições para a direcção da ANTF, fala de uma situação "incoerente e ilegal" com "cobertura do Estado e da FPF". Em entrevista recente à "RR", Nicolau Vaqueiro tinha avisado para irregularidades nos cursos de treinadores: "Está para rebentar uma bomba que tem a ver com a formação. Se isso acontecer, passamos a ser uma república das bananas." Era precisamente a abertura deste precedente que preocupava o técnico. "Não tem lógica, os cursos existem para ser feitos. Como é que um treinador que só tem o nível II salta directamente para o IV, sem fazer o III?". Para Nicolau, a culpa não é dos treinadores que se vêem nesta situação, até porque os cursos de nível III estão parados há três anos. Mas coloca-se ao lado de quem se queixou à ANTF: "São cursos onerosos. Seguindo um critério uniforme, terão de ser ressarcidos." O curso UEFA Advanced, equivalente ao nível III, custa 3000 euros, menos mil que o UEFA Pro.
Na temporada 2012/13, cinco treinadores da Liga não possuíam o curso de nível IV: Marco Silva (Estoril), Nuno Espírito Santo (Rio Ave), Paulo Fonseca (P. Ferreira, contratado pelo FC Porto), Pedro Emanuel (Académica, agora ao serviço do Arouca) e Sérgio Conceição (começou no Olhanense, terminou na Académica). Esta não é uma situação nova; já em 2005 Paulo Bento chegou a treinador principal do Sporting e só depois frequentou os níveis III e IV da formação. Costinha orientou no final da época o Beira-Mar numa situação semelhante. No entanto, o que suscita agora dúvidas é a possibilidade de um treinador saltar um nível.
José Pereira diz que a lei pode permitir excepções através da equivalência de habilitações com um RVCC (Reconhecimento, Validação e Certificação de Competências) - na prática um 'queimar de etapas' com equivalências, muito frequente na política. Mas nem mesmo José Manuel Meirim, o maior especialista português nesta área do Direito desportivo, consegue ter certezas. Contactado pelo i, o advogado disse que só estudando a fundo a Lei 40/2012 poderia chegar a alguma conclusão, mas salientou a confusão que se foi gerando pelo facto de os cursos (nível I ao III) terem estado parados durante tanto tempo e as bases legais terem sido alteradas.
O i pediu também à FPF a lista dos técnicos que estão a fazer o nível IV sem terem passado pelo III, mas mais uma vez não obteve qualquer resposta até ao fecho desta edição.
-Noticia retirada do site do jornal i
Gaffe monumental na capa do jornal Record
-Capa do Jornal Record de 19 de Junho de 2013
Ficamos todos a saber que Junho tem 31 dias... Record no seu melhor!!
José António Saraiva sobre trabalho de Jesus: "Sem saúde financeira, os títulos não valem nada"
Um destes dias, num restaurante, ouvi a seguinte frase: “O Jesus fica no Benfica porque enche os bolsos ao Vieira.” A frase foi dita em tom crítico. E a minha pergunta é: “Mas será isso negativo? Será mau um clube ter boas receitas e saúde financeira?”
Os sócios dos clubes só veem em geral uma coisa: os títulos. Ora, os títulos não são tudo. Nos tempos que correm, há duas coisas essenciais: estar bem financeiramente e praticar futebol de qualidade.
Sem saúde financeira, os títulos não valem nada. É sobre ela que se constrói hoje a grandeza de um clube. Sem ela pode ganhar-se um título por acaso, mas não se consolida um projeto de crescimento. Veja-se o Boavista, que pouco tempo depois de ser campeão desceu de divisão.
A qualidade de jogo também é importante, porque cada vez mais o futebol é um espetáculo televisivo. Os jogos são transmitidos para todo o Mundo e rendem milhões. Ora, um futebol eficaz, capaz de ganhar desafios por 1-0 mas incapaz de produzir espetáculo, não é hoje bem aceite. Boa parte do prestígio que o Benfica alcançou na Europa este ano foi exatamente por praticar um futebol vistoso.
Aliás, por que razão Jesus ficou e Vítor Pereira saiu? Porque o primeiro mostrou capacidade para valorizar muito os jogadores, “enchendo os cofres” ao clube, e praticar bom futebol. E o segundo, embora sendo campeão, não mostrou capacidade nos outros dois aspetos: o FC Porto não praticou futebol de qualidade nem os jogadores se valorizaram muito. Mantiveram o valor que tinham. E não apareceram novas estrelas, ao contrário do que sucedeu no Benfica com Matic ou Enzo Pérez.
-José António Saraiva, jornal Record
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