terça-feira, 12 de novembro de 2013

Rui Gomes da Silva REBENTA com Guilherme Aguiar!


"Eu ainda não fui ver o museu do FC Porto, mas no do Benfica, temos lá uma maquete da Farmácia Franco, que é, no fundo, um sítio importante para o Benfica. Eu espero, se algum algum dia for ao Porto, ver lá uma maquete do Calor da Noite!"

-Rui Gomes da Silva, dirigindo-se a Guilherme Aguiar, no programa da SIC Noticias "Dia Seguinte"

Luís Filipe Vieira admite em tribunal que era homem de confiança de Pinto da Costa


"Só por ser o homem que falou no ‘Apito Dourado', ameaçaram a minha mulher e a minha filha", disse ontem, Luís Filipe Vieira, nos Juízos Criminais do Porto, onde está a ser julgado sob a acusação de crime de difamação contra Antero Henrique, vice-presidente do FC Porto.

Vieira, que tinha faltado às três primeiras sessões (por doença), falou ainda dos dois assaltos que o fizeram mudar de casa. "O estado siciliano do futebol é eu estar em Israel e viver em direto, pelo telefone, um assalto traumatizante à minha casa, com a minha mulher e a minha filha a chorarem", continuou.

"É com muita mágoa que estou aqui sentado como réu. Nem em pensamento o acusei de ser o responsável pelos assaltos. O que disse é que Paulo Gonçalves [assessor jurídico do Benfica] foi ameaçado pelo Antero Henrique numa assembleia geral da Liga", justificou. "Sei o que falei, e não admito que alguém coloque palavras que eu não disse na minha boca", vincou, acrescentando que na altura da entrevista, Antero não tinha o atual estatuto. "Toda a gente sabe que há uns anos eu era um homem de confiança de Pinto da Costa, e nunca ouvi falar no senhor Antero", explicou, frisando que "não sentiu medo" em ir ao Porto, embora tenha levado "seguranças". À saída do tribunal, disse que "não se sente incomodado" com o processo e que sai de "cabeça erguida". As alegações estão marcadas para 15 de novembro.

Antero ouviu depoimento de Vieira

O vice-presidente do FC Porto e assistente no processo, Antero Henrique, foi o primeiro a chegar a tribunal, e assistiu a toda a sessão na sala de audiências, acompanhado pelo diretor de comunicação dos dragões, Rui Cerqueira. O dirigente já tinha negado, na primeira sessão do julgamento, qualquer ameaça a Paulo Gonçalves, que ontem também esteve no tribunal.

Futebol é "estado siciliano"

Em causa neste processo está uma entrevista de Luís Filipe Vieira emitida pela RTP 1 a 17 de julho de 2008. O líder dos encarnados disse que "o que se vive no futebol é um estado siciliano", a propósito da ameaça de Antero a Paulo Gonçalves, numa assembleia geral da Liga. E logo de seguida falou nos dois assaltos feitos à sua residência, que o levaram a mudar de casa.

-Noticia retirada do site do Correio da Manhã

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Prémio FIFA golo do ano 2013: Video com todos os nomeados; Golo de Matic frente ao FC Porto entre os 10 eleitos

João Querido Manha demolidor com frango de Rui Patrício no derby da Taça



Por muito esforço que alguns tenham feito e vão continuar a fazer no jogo das palavras, o último dérbi terá um lugar na história e não será por causa dos erros de arbitragem, por mais graves que tenham sido. Será para sempre o dérbi de Rui Patrício, por causa de um lance invulgar, altamente penalizador, a partir de uma falha de concentração, depois de quase duas horas de extrema intensidade e pressão.

Parafraseando o presidente do Sporting, é realmente uma enorme palermice tentar desfocar a ordem de importância dos fatores decisivos deste jogo inesquecível, a saber: primeiro, o erro de Patrício, depois, os três golos de Cardozo e, finalmente, o imbróglio em torno da verdade desportiva. É assim que a história reserva um espaço para este embate, digno de uma final, mas disputado numa fase tão precoce da Taça de Portugal. Nenhum penálti por assinalar tem o valor simbólico de um golo sofrido por entre as pernas de um guarda-redes e esta imagem colar-se-lhe-á à pele e ao currículo para sempre. E daí?

Quem conhece minimamente a história do futebol nacional saberá o valor e a influência que, Costa Pereira teve na grandeza do Benfica (e da Seleção Nacional) dos anos 60. Foi um grande, mas sempre num patamar abaixo dos Damas e dos Bentos, por causa de um golo sofrido assim, numa bola pífia, por baixo das pernas, na final de Milão. A história é o homem e a sua circunstância, não há escapatória.

Muitos sportinguistas insurgiram-se ontem contra o relevo dado pelo Record ao momento do jogo, uma extraordinária foto de Paulo Calado, chegando alguns a alegar a falta de patriotismo dos editores, tendo em atenção o próximo jogo da Seleção. Muitos benfiquistas, pelo contrário, consideraram muito frouxa a opção de deixar de fora do léxico garrafal o "frango" e o "peru" que estiveram nas mesas de tantas conversas de domingo.

Rui Patrício ainda vai a meio de uma carreira que teve um início fulgurante, mas tem vindo a estagnar pela dificuldade em conquistar títulos, mantendo-se no topo da confiança do selecionador, mas ultrapassado sistematicamente nas escolhas dos grandes clubes europeus.

O moral da história do dérbi, à face desta incontornável situação, é que os erros dos guarda-redes, que são muito raros e, por isso, iconográficos, têm custos pessoais incomparavelmente mais graves que os dos árbitros, que são banais. 


- João Querido Manha, jornal Record, 11 de Novembro de 2013

Nuno Assis rendido a Jesus: Está no top 3 ao lado de Mourinho e Villas-Boas


- Foi treinado por Jorge Jesus. Como classifica o trabalho dele no Benfica?

- É normal ser criticado. O Benfica esteve em duas finais, perdeu três competições em duas semanas e as pessoas esperam títulos. No entanto, as pessoas têm de pensar que também não é fácil chegar a essas decisões. Tiveram de passar muitos obstáculos. Agora, a pressão claro que se torna maior, mas ninguém se pode esquecer da maneira como o Benfica jogou nos últimos anos, em que rentabilizou muitos jogadores. Fez muito dinheiro e esse aspeto também conta.

- O Benfica está obrigado a conquistar títulos esta época para Jesus continuar?

- Está sempre obrigado a ganhar títulos todos os anos e não apenas pelo que aconteceu no ano passado. É o maior clube em Portugal. Todos no Benfica têm noção disso. É uma obrigação histórica num clube em que a pressão existe sempre.

- Foi treinado por Jesus no V. Guimarães. Que opinião tem dele?

- Para mim, é um dos três melhores treinadores portugueses. Marcou-me imenso. Tenho até uma relação pessoal com ele.

- É o mestre da tática, como lhe chamam?

- Para mim, é. As equipas dele sabem muito bem o que fazer no campo e ocupar os espaços.

- Quem está no seu top 3?

- José Mourinho, André Villas-Boas, Jorge Jesus e também não posso esquecer Fernando Santos.

- O Benfica geriu bem o incidente entre Cardozo e Jesus no final da Taça (o jogador empurrou e discutiu com o treinador)?

- Não se sabe o que aconteceu depois. Ainda bem que resolveram dessa forma, porque o Óscar é um grande jogador, tem estado muito bem. Se chegaram a esta solução final é porque foi bom para todos.

-Foi campeão no Benfica (2004/05) com Giovanni Trapattoni. Qual o segredo?

- Uma união muito forte. O plantel não era muito extenso, tivemos a felicidade de termos poucas lesões e também é verdade que os rivais não estavam tão fortes como em outros anos.

- Jorge Jesus tem semelhanças com Trapattoni?

- São diferentes, são estilos diferentes. O Trapattoni marcou-me imenso. Ajudou-me bastante. Acho que Jorge Jesus Jesus vai pelo mesmo caminho de Trapattoni e que vai conseguir muito mais na carreira.

PERFIL

Nuno Assis Lopes Almeida tem 35 anos – nasceu no dia 25 de novembro de 1977, na Lousã. Internacional luso, fez a formação no Sporting, passou por Alverca, V. Guimarães e Gil Vicente, entre outros, mas foi no Benfica que atingiu o ponto alto da carreira – foi campeão nacional (2004/05), com o técnico Giovanni Trapattoni. Está há duas épocas no Omonia de Nicósia (Chipre).

-Extracto da entrevista de Nuno Assis ao Correio da Manhã

Bruno Carvalho desvaloriza vitória sobre o Sporting: Ganhámos a uns míudos valentes


PÔR AS COISAS NO SEU DEVIDO LUGAR

Eu, como todos os Benfiquistas, fiquei contente por termos eliminado o Sporting na Taça de Portugal.

Foi bom ver o Cardozo marcar 3 golos e termos tido um derby tão emocionante.

Mas agora chegou o tempo de sermos racionais.

A verdade é que eliminámos um Sporting que nos últimos anos tem sido uma equipa fraca.

Eliminámos um Sporting que o ano passado ficou em 7º lugar e que nem sequer para as competições europeias se conseguiu apurar.

Eliminámos um Sporting que após o 7º lugar, em vez de investir, desinvestiu fortemente na equipa de futebol e joga com a prata da casa com uma equipa que custa uma pequena fracção da nossa.

Eliminámos um Sporting que mesmo estando a perder por 3-1 conseguiu chegar ao 3-3, depois da hora, fazendo-nos lembrar outras coisas.

Aquela equipa de miúdos mostrou porque é que nunca poderíamos ser campeões europeus: porque, pura e simplesmente, não sabemos defender.

É verdade que vimos um Benfica bem melhor do que tivemos nos últimos tempos.

Em Atenas iniciamos um renascimento, com mais portugueses na equipa, com mais garra, com mais solidariedade, com mais querer e com mais vontade.

Mas estamos muito longe do Benfica que queremos.

A alegria vivida é boa, mas reflecte, e muito, as baixas expectativas e a baixa exigência que perpassa pelo Benfica actual e por muitos Benfiquistas.

Mas não se iludam.

O Benfica ainda está longe daquilo que qualquer Benfiquista ambiciona.

Ao contrário de que muitos quiseram fazer crer, não ganhámos o derby dos derbies.

O Sporting, nos últimos 10 anos, ganhou zero campeonatos. E nos últimos 20 anos, o Sporting ganhou 2 campeonatos e nós 3.

Dificilmente este será o derby de Portugal, a não ser que nos contentemos com esta miséria de resultados.

A verdade é que neste momento, com a vitória sobre o Sporting, vivemos uma espécie de sonho, mas a realidade está aí, pronta para nos despertar a qualquer momento se não tivermos os pés bem assentes na terra.

Ganhámos a uns miúdos valentes. Eles estão a construir o futuro.

Vamos ver se nós temos arte e engenho para aproveitar o presente.

-Bruno Carvalho, Facebook

domingo, 10 de novembro de 2013

História dos derbies: Duarte Gomes protagoniza maior roubo da história



As melhores foto montagens do derby Benfica-Sporting





















Video: Bruno Carvalho chama palerma a Jorge Jesus

Twitter: Javi Garcia exulta com vitória do Benfica sobre o Sporting


Rui Patrício: Hipermercados querem contratar guarda-redes do Sporting



Vítor Serpa sobre o derby da Taça: Deslumbrante espectáculo de futebol


Um derby histórico! Golos, casos, emoção permanente, intensidade eletrizante, entrega total, espetáculo com direito a meia hora de continuado encantamento, paixão febril nas bancadas, lances de maravilhosa fantasia, jogadores exuberantes na arte de jogar futebol, fantásticas explosões de alegria. Este, senhores, ainda mais do que um derby histórico será, certamente, um derby que ficará para a história dos derbies e do futebol português.

São jogos destes - é importante dizê-lo - que alimentam o futebol por muitos e bons anos. São jogos destes que dão ao futebol uma expressão universal. Este Benfica-Sporting foi um espetáculo deslumbrante. Um jogo de compêndio que irá perdurar na memória daqueles que o viram e daqueles que o vão ouvir contar. É um daqueles jogos que devia começar sempre por «Era uma vez...» como nas histórias de contos de fadas ou de cavaleiros andantes, heróis de façanhas improváveis, que se tornam místicos e eternos.

É curioso que, antes do jogo, muita gente falou sobre a questão de tirar dúvidas sobre se o Benfica estaria, mesmo, a subir de qualidade e de capacidade competitiva e se o Sporting confirmava, ou não, o salto súbito e inesperado para o regresso a uma grandeza que ainda se julgava distante.

Tudo comprovadíssimo. O crescimento do Benfica (exceto nessa pequena-grande questão das bolas paradas) e o pleníssimo direito do Sporting se reclamar da mesma dimensão dos maiores do futebol português.
Foi, aliás, por essa prova comprovada que se deu o fantástico esplendor de um jogo memorável.

Venceu o Benfica, por ironia do destino, num lance que o jogo nem sequer mereceu. Mas venceu, acima de tudo, o futebol. Pena, muita pena, mesmo, que este enorme Sporting tenha ficado desde já afastado da Taça. Se há jogos que mereciam ter só vencedores, este, sem dúvida, era um deles. 

-Vítor Serpa, jornal A Bola, 10 de Novembro de 2013

Luís Pedro Sousa: Sporting está neste momento ao nível do Benfica


Mais um dérbi que ficará na história. Pela emoção que invadiu as bancadas durante 120 minutos, pelo magnífico hat trick de Cardozo obtido na primeira parte, pela excelente recuperação do Sporting, pelos erros de arbitragem, quase todos só visíveis nas repetições televisivas e claramente com maior prejuízo dos visitantes, e pela fífia monumental de Rui Patrício no lance que decidiu o jogo. Ninguém esquecerá tão cedo a partida da noite de ontem na Luz.

Noutras épocas, noutras circunstâncias, noutra conjuntura, o Sporting estaria agora a carpir mágoas e o Benfica a saborear a glória. Na temporada em curso, e face a tudo o que aconteceu num passado recente, os sentimentos não estão, por certo, tão radicalizados. Os encarnados podem orgulhar-se do mérito que tiveram pela passagem à fase seguinte da Taça de Portugal e até da resposta que a equipa, a cumprir um calendário muito mais exigente em comparação com o do eterno rival, deu em termos físicos. Mas pouco mais do que isso... Os homens de Alvalade, por seu turno, falharam já um dos objetivos unanimemente aceites por toda a estrutura do clube, confirmando, todavia, o crescimento de uma equipa sujeita a um investimento residual, devido aos graves problemas económico-financeiros vividos na temporada anterior.

O dérbi de ontem à noite permitiu tirar duas conclusões importantes, embora longe de serem definitivas. O Sporting está neste momento ao nível do Benfica e uns furos abaixo do FC Porto, o que significa, obviamente, que os encarnados se encontrem também, como aliás este início de época já demonstrara, aquém do rival com quem repartia o favoritismo na luta pelos principais títulos intramuros.

Mas de novembro a maio ainda muito pode ser alterado, até porque o FCPorto não patenteia a coesão e a dinâmica de outros tempos. O clube de Alvalade subirá, por certo, mais um importante patamar de qualidade se conseguir reforçar o onze com um n.º 10 de reconhecida craveira no mercado de transferências que abre em janeiro. O da Luz será mais forte se tiver a arte de promover a adaptação plena dos reforços sérvios e a partir do momento em que voltar a contar com Salvio, o que só poderá acontecer na fase final da temporada.

Resultado à parte, o Benfica-Sporting deve ter deixado, por outro lado, Jorge Jesus e Leonardo Jardim satisfeitos. Um pelos progressos evidenciados nas últimas semanas.O outro pela melhoria praticamente contínua que pode observar na sua jovem equipa.

-Luís Pedro Sousa, jornal Record

Tribunal O Jogo: Análise à arbitragem de Duarte Gomes no derby Benfica-Sporting




Benfica 4-3 Sporting: Relato Alexandre Afonso e Nuno Matos Antena 1

sábado, 9 de novembro de 2013

Fernando Guerra: Vitórias morais deviam estar mortas e enterradas

 

Hoje é dia de grande derby, o segundo da temporada 2013/2014, depois do empate a um golo registado no primeiro, em Alvalade, no dia 31 de agosto, para a 3.ª jornada da Liga. Neste, também haverá golos, obrigatoriamente, nem que seja no desempate através dos pontapés de grande penalidade, porque só um deles vai seguir em frente na Taça de Portugal. 

É o regulamento da competição que assim determina: tudo ou nada, sem meio termo, o que empresta ao jogo uma dimensão especial, na medida em que o vencedor tem de ser encontrado em 90 minutos, 120 no máximo. O que significa a marcação de pelo menos um golo, essa preciosidade que os clubes portugueses maltrataram nas jornadas da provas da UEFA realizadas esta semana. 

No total de cinco encontros, FC Porto e Benfica na Liga dos Campeões, e Paços de Ferreira, Vitória de Guimarães e Estoril, na Liga Europa, apenas um (!!!) conseguiram marcar: o dragão, na Rússia, com o Zenit, por Lucho González. Nos outros quatro, níveis exibicionais à parte, imenso e desolador deserto, porque, como ontem destacou José Manuel Delgado neste espaço, é notório o desconforto suscitado pelas «vitórias morais» que deviam estar «mortas e enterradas», depois da conquista irreversível do futebol português neste século, consubstanciada nos resultados da Seleção Nacional, com presenças em todas as fases finais de Europeus e Mundiais, e nas conquistas europeias do FC Porto: Taça UEFA, em 2003, Champions, em 2004, e Liga Europa, em 2011.

O futebol português não pode continuar agarrado a tristes memórias do passado, nem a boas intenções do presente. Deve perceber de uma vez por todas que o azar é a desculpa que alivia a dor dos fracos. 

Por isso, logo à noite, na Luz, o verdadeiro derby luso só pode ser de gente forte, com golos! 

- Fernando Guerra, jornal A Bola, 9 de Novembro de 2013

Afonso de Melo critica comportamento da Policia do Porto



1. No tempo do Fascismo reprimia-se (além de muitas outras coisas) o direito à reunião. Temia o velho Estado Novo que os agrupamentos fizessem nascer ideias subversivas pondo em causa o normal funcionamento do bafiento Portugal que, felizmente, já não existe. Diligente, a sinistra PIDE procurava saber com antecedência os locais e os participantes nos conclaves e estes, quando sucediam, eram clandestinos e secretos.

2. O presidente do Sporting, no intervalo de dar uns pontapés na bola com os jogadores e de tentar fazer-se ouvir, decidiu reunir-se com adeptos do seu clube num local do norte (ou seja, a Oeste de Pecos) na véspera do jogo no estádio das Antas. O direito de o fazer é uma das virtudes daquilo a que chamamos, se calhar exageradamente, de Democracia.

3. As autoritárias autoridades decidiram aconselhá-lo vivamente a não levar avante essa subversiva ideia de reunião. Garantir a sua segurança e a daqueles que com ele queriam conviver não terá passado pela cabeça dos responsáveis de tão diligentes corporações. «Proibir» pareceu-lhes, certamente, mais conveniente. A despeito de, como é óbvio, tal decisão atentar contra a ideia de um Estado de Direito no qual pensamos todos viver. Um erro, como se vê.

4. Diligentes, as autoridades, nos arredores das Antas, em vez de cumprirem os serviços básicos de segurança impedindo confrontos entre bandos de marginais disfarçados de adeptos, assistiram a tudo no conforto dos seus coletes fluorescentes e desencaram os incautos que lhes passaram ao alcance dos bastões. Dá vontade de dizer, como nos tempos do inesquecível «Pão Com Manteiga»: Ò sr. Guarda, não se prenda! 

- Afonso de Melo, jornal 'O Benfica', 8 de Novembro de 2013

Octávio Ribeiro defende continuidade na aposta em Ivan Cavaleiro


Que bom jogo se adivinha para esta noite, na Luz. O Sporting deixou no Dragão um sinal muito negativo sobre a capacidade de algumas das suas peças nos momentos mais decisivos. Adrien tem esta época de fixar a sua verdadeira dimensão. Não basta ter estilo e muitas potencialidades, é necessário ganhar bolas divididas, ser determinante no meio campo contrário, inventar espaço para bons remates. Tudo o que não conseguiu frente ao FC Porto.

A sistemática colocação de Wilson Eduardo na direita só pode significar que Leonardo Jardim privilegia os centros para Montero em detrimento dos remates da entrada da área. Compreende-se: os terrenos de crença de Wilson Eduardo são na esquerda, mas, aí, o seu lance predileto acaba com remate e não com assistência para o ponta-de-lança. 

Porém, custa ver um jogador decisivo no flanco esquerdo, arrastar-se pela mera normalidade no flanco oposto. 

No lado do Benfica o caudal de futebol envolvente retomou com o regresso de Matic e Enzo às suas posições da época passada. Jesus deixou de inventar e, desde aí, a equipa começou a carburar. 

O brilho pode acontecer quando a bola gira com facilidade entre jogadores que já se entendem de olhos fechados. Neste contexto, Ivan Cavaleiro começará a sentir alguma dificuldade para caber no onze. Mas Jesus não deveria recuar nesta aposta feita em clima de desespero. 

Ivan Cavaleiro tem um futebol radioso e envolvente, que merece oportunidades crescentes até explodir num grande jogo. O pára-arranca imposto nesta fase da carreira compromete para sempre o crescimento dos diamantes da bola. Cavaleiro tem velocidade, técnica e agressividade, merece o direito ao crescimento linear.

Um ambiente que o Benfica não criou, por exemplo, em torno de Nélson Oliveira.

- Octávio Ribeiro, jornal Record, 9 de Novembro de 2013

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Silvio Cervan: Hulk teve mais carinho pelo FC Porto do que Roberto pelo Benfica

 

Não há vitórias morais num clube como o Benfica, mas a jogar como na Grécia estamos muito mais perto de conseguir vitórias reais. Campeonato e Taça de Portugal são provas para vencer, ter uma boa participação europeia também é exigível, mas são os títulos que nos fazem falta, aquilo que mais desejamos.


Se bem conheço os adeptos do Benfica, o jogo de Atenas devolveu dez mil adeptos ao estádio, ao contrário de algumas vitórias pálidas que não deixaram ninguém eufórico.

Ganhar. Ganhar ao Sporting, porque não há alternativa a quem quer reconquistar a Taça, e depois continuar a ganhar nos jogos do campeonato. Uma boa exibição e uma vitória no sábado contra o rival e estavam afastadas quase todas as nuvens que pairaram sobre a luz.

No Campeonato estamos de novo a três pontos da liderança,o que por um lado nos aproxima do topo, por outra significa o regresso das arbitragens que nos tiraram de lá. Mesmo sem jogar bem, há que repeti-lo, sem erros de arbitragem, liderávamos o Campeonato com vantagem confortável.

Mas isso fica para as 'classificações da verdade' que vários órgãos de comunicação fazem, e nos quais todos são unânimes.

O Benfica só pode tratar da sua parte, de jogar bem, de chamar adeptos ao estádio e de vencer de forma repetida e convincente. Jogamos melhor em Atenas que em Coimbra, mas há quem só comente resultados e por isso nada se possa fazer.

Hulk mostrou mais ternura pelo FC Porto ao falhar o penalty, do que Roberto pelo Benfica com seis excelentes defesas. Razão tinham aqueles que diziam que Roberto era bom guarda-redes. Por oito milhões, hoje há quem pense que foi vendido muito barato.

De regresso às boas exibições... venham as boas vitórias. Amanhã desejo um bom jogo, uma bela vitória contra um grande rival. 

- Sílvio Cervan, jornal A Bola, 8 de Novembro de 2013