sábado, 25 de maio de 2013

Rui Rangel ataca Vieira: "Não vale a pena continuar no jogo da mentira e da falsidade"


Chegou ao fim a época desportiva. A eventual conquista da Taça de Portugal pouco significado tem para avaliar o que de bem foi feito. Este é o momento de fazer o balanço com responsabilidade e honestidade intelectual. Não vale a pena continuar no jogo da mentira e da falsidade. Nem continuar a dizer que os culpados são os árbitros. Os benfiquistas não merecem. Da minha parte só agora o faço, para não dizerem que contribuí para uma época menos boa. Em nome dos superiores interesses do Benfica, guardei um prudente silêncio de ouro, apesar de discordar de algumas coisas que foram feitas, ditas e de uma estratégia comunicacional que continua a ser um desastre.

Reparem bem. O FC Porto conquistou mais um tricampeoato de futebol, o 4.° título em 5 anos, o 7.° em 8 anos, o 8.° em 10 anos, o 10.° em 15 anos, o 14.° em 20 anos, o 17.° em 25 anos e o 20.° em 30 anos! E com um treinador, segundo dizem, de terceira categoria, pago ao preço de saldo. Que já conquistou dois campeonatos seguidos a um treinador de primeira linha, com um vencimento ao nível dos grandes clubes europeus. Palavras para quê!

Um clube com a grandeza do Benfica vive de títulos e não de vitórias morais. De títulos que lhe devolvam a alma de campeão e não da conquista de "tacinhas". Falar verdade é dizer que esta época, no seguimento das anteriores, soube a pouco, a tristeza e as lágrimas venceram mais uma vez. Os adeptos levaram para casa tristeza e lágrimas, quando deviam levar títulos.

Falar verdade é dizer que o Benfica nada ganhou porque tem uma política desportiva errada. Dispensam jogadores a meio da época, sem critério, apenas prevalece o financeiro. Lembram-se de Witsel, Javi García, e depois do Nolito e Bruno César? Falar verdade é dizer que temos uma equipa com segundas linhas de menor qualidade. Não temos um equipa forte e de qualidade para estar nas três frentes. Falar verdade é dizer que temos uma equipa com jogadores adaptados a certos lugares nucleares. Como se compreende não termos há muito tempo um lateral-esquerdo de raiz? Esta engenharia não resulta sempre. Falar verdade é afirmar que somamos derrotas, nada conquistamos de relevo, e estamos pior do ponto de vista financeiro. Vivemos de empréstimos obrigacionistas para tapar os que vão ficando para trás. Falar verdade é dizer que nem sequer sabemos controlar o tal sistema que dizem que existe. Falar verdade é dizer que não se pode festejar, por antecipação, como sucedeu no Marítimo, como se tivessem ganho o campeonato.

Falar verdade é dizer que não se pode ter uma equipa estafada e presa por pontas. Falar verdade é afirmar que não se deve ser reincidente, ou seja, perder o título de campeão duas vezes, estando à frente do nosso rival na tabela classificativa. Falar verdade é dizer que não se pode empatar na Luz com o Estoril nem ir jogar ao Dragão venerando o Porto, com o autocarro todo atrás. Falar verdade é estar com o Benfica nas alturas decisivas, seja no jogo com o Estoril, seja na final do campeonato de andebol e de hóquei, perdidos para o Porto. Pinto da Costa esteve com o Porto.

É preciso ter uma enorme paixão pelo clube e gostar de futebol para se compreender o Benfica.» 

-Rui Rangel, jornal Record, 25 de Maio de 2013

Benfica e Fly Emirates

Final Champions: Benfica a torcer pelo Bayern de Munique


Já são conhecidas 22 das 32 equipas que estarão no sorteio da fase de grupos da Champions, época 2013/14. As restantes dez sairão da quarta pré-eliminatória, em Agosto.

O F.C. Porto já está no pote 1. O Benfica ficará desde já no pote 1 se o Borussia Dortmund não vencer a final da Liga dos Campeões.

O Chelsea foi a última equipa a apurar-se, como terceiro classificado na Premier League.

A definição final do pote 1 terá de esperar pela final da Liga dos Campeões. Se o Dortmund se sagrar campeão europeu passará do pote 3 para o 1. Depois será preciso esperar pelo que o Arsenal fará na quarta pré-eliminatória antes de fechar definitivamente o ponte 1. Ou seja, só em agosto.

Apurados

Barcelona (pote 1)
B. Munique (pote 1)
Chelsea (pote 1)
M. United (pote 1)
Real Madrid (pote 1)
FC Porto (pote 1)
Benfica
At. Madrid
Shakhtar (pote 2)
Marselha (pote 2)
CSKA
PSG
Juventus
M. City
Ajax (pote 3)
Dortmund
Olympiakos (pote 3)
Galatasaray (pote 3)
Bayer Leverkusen
Copenhaga (pote 4)
Nápoles (pote 4)
Anderlecht (pote 4)

-Noticia retirada do site do Mais Futebol

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Blog Portista lança forte ataque a Pinto da Costa e teme "ultrapassagem" do Benfica


É melhor ficar por aqui para não desatar a dizer asneiras, já basta apontar os ziguezagues quando se esperava um rumo certo e um líder convicto - mas neste campo não há bicampeões e Pinto da Costa acabou de fragilizar Vítor Pereira, mesmo que fique. 

Espero, por fim e contudo, que tudo seja parte de uma dramatização forçada, encenada, para que VP saia mais reforçado para o futuro, ainda que este episódio não dignifique as partes. Continuo a achar que treinador e presidente pareceram-me cúmplices nos festejos de domingo, que VP com Antero no Open Day dos Campeões não tenha sido por acaso nem encenação e que, como desejo, VP permaneça numa fase em que já se antevê a transição de plantel que põe em risco a próxima época se o Benfica manter a sua estrutura que, sim, tem aprimorado. Acho VP a chave para se manter o sucesso em 2014, embora é evidente que o mundo não acaba se ele partir como não começou quando ele ficou como ex-adjunto numa aposta de risco altíssimo e em condições pouco invejáveis. Este, por isto tudo que se tem sucedido em três anos loucos, é precisamente o motivo para ele ficar a agregar a nova equipa que se desenha para o Tetra.

Mas a diferença para o Benfica é mínima, actualmente, com risco de ultrapassagem. O FC Porto espera pelo seu técnico, de facto há tempo e talvez se queira provar que quem vier será campeão para o mérito ser da "estrutura"... Se ainda fosse Heynckes, por exemplo, que está livre? Pode é alguém cair da cadeira... e o futebol portista é que se ressentirá. VP foi gentilmente empurrado e como não vai para um clube ganhador não irá ganhar.

VP fez melhor esta época em todas as competições. Tirando alguns pacóvios ignaros, percebe-se que saia? Sim, se fosse para um Chelsea, Bayern, M. United, algo que valesse a pena. AVB fez bem e está a retirar dividendos disso. Foi pena mas tínhamos a solução em casa, arriscadíssima mas que resultou e vamos deitá-la para janela? Não há argumentos para manter VP? É difícil convencê-lo a manter-se na sua Cadeira de Sonho?

Seguramente, depois dos encómios que cobriu AVB e a sua Cadeira de Sonho que virou arma de arremesso contra o técnico que ganhou tudo, Pinto da Costa poderia cobrir VP de encómios que não seria traído como alegadamente foi tratada a saída de AVB ao seu tempo e por bom dinheiro.

Mas é o que há, acabados os jogos, os bastidores não se recomendam. Esta parte do futebol nunca gostei. E estes protagonistas nunca apreciei. Por isso deixei de ser sócio, incapaz de aceitar os comportamentos que fui avaliando mas não avalizando.

Quem terá tomates para comentar esta indefinição da forma mais séria e descomprometida? Vão-se encher de pulgas... para fazer o prognóstico só no fim e passar por cima deste episódio pouco transparente e não propriamente bonito ou sequer digno. Não é bem gerido. Nem elogiável. Nem credível. Nem aceitável.

-Texto retirado do blog "Portistas de Bancada"

Era do Sporting mas depois abriu os olhos e virou Benfiquista


Fábio Coentrão contou, numa entrevista ao diário O Jogo, que quando era pequeno gostava do Sporting, devido a influências do pai que é sportinguista.

Mas depois de ter ido para o Benfica, tudo mudou.

«Quando nascemos temos sempre na família adeptos de vários clubes. O meu pai é sportinguista e eu gostava do Sporting, mas depois cresci, fui jogar para o Benfica e aí abri os olhos e vi a grandeza do Benfica», afirmou o lateral esquerdo do Real Madrid.

O internacional português não esquece os momentos passados na Luz, onde aprendeu a ser benfiquista.

«Não posso esquecer a forma como as pessoas do clube me trataram e como fui acarinhado pelos adeptos. Foram todos impecáveis comigo. Tive grandes alegrias e grandes momentos. Foram todos fantásticos comigo e aprendi a gostar do Benfica. Gosto de mais do Benfica», disse.

Coentrão não se sente feliz em Madrid e deverá abandonar os merengues no final da temporada. Esta sexta-feira a imprensa inglesa afirmou que o jogador pode ingressar no Chelsea que será orientado, ao que tudo indica, por José Mourinho.

-Noticia retirada do site Sapo Desporto

José Manuel Delgado rendido ao trabalho de Fernando Gomes na FPF


Quando, em muitas áreas, a expressão internacional de Portugal tem vindo a cair, a força crescente da FPF no âmbito da UEFA é um contraciclo que se regista e saúda.

Praticamente a cumprir um século de existência, a entidade que comanda o futebol português está a apostar, com sucesso, numa representatividade que se divide por vários palcos, fruto sobretudo do reconhecimento da capacidade de Fernando Gomes. 

A Europa do futebol é dirigida através de um complexo equilíbrio de forças que não deve ser prejudicado. Nesse contexto, a exposição que Fernando Gomes vai passar a ter, funcionando no centro nevrálgico da zona de decisão da UEFA, acabará por beneficiar o futebol português, abrindo portas e criando oportunidades para diversos 'players'. 

Apesar de periféricos, podemos ser influentes. O segredo está nos argumentos que possamos apresentar e a verdade é que a UEFA compreende e acolhe o discurso de Fernando Gomes.

Num passado recente foram identificáveis alguns episódios que já apontavam nesse sentido, nomeadamente a concessão da final da Liga dos Campeões do próximo ano ao Benfica e o apoio internacional que será dado à construção da Cidade do Futebol. 

A magistratura de influência do presidente da FPF tem sido levada a bom porto, de forma tão discreta quanto eficaz e o estatuto de que a partir de agora vai gozar na UEFA é a prova provada de um trabalho bem feito.

-José Manuel Delgado, jornal A Bola, 24 de Maio de 2013

Bruno Carvalho criticas aplausos à equipa no jogo com o Moreirense


Percebo bem a recepção à equipa do Benfica, após Amesterdão, apesar da derrota.

Já tenho uma enorme dificuldade em perceber a alegria na Luz e as palmas no jogo contra o Moreirense.

Aplaudiam o 2º lugar???

Se o Porto ficasse em 2º acham que nas Antas bateriam palmas aos jogadores do Porto??? Até lhes cuspiam!

E o que pensariam os adeptos do Porto se vissem o treinador deles de joelhos na Luz???

Mas no Benfica aplaude-se tudo!

Sabem porquê?

Porque não há cultura de exigência!!!

Não estamos habituados a ganhar!

E depois vem sempre a mesma história: desculpas com os árbitros, promessas de equipas maravilha que vão ganhar a Champions, campeonatos e tudo o que aparecer à frente.

É assim todos os anos.

Um ciclo sem fim de ilusões, desilusões, desculpabilizações, promessas, novas ilusões, novas desilusões, mais desculpabilizações, mais promessas, etc...

E claro, ganhando a Taça de Portugal, enchemos o Marquês e pró ano é que vai ser!, e... vamos todos ver o Porto ser tetra.

Aonde chegámos!

-Bruno Carvalho, Facebook

Isaías fuzila responsavéis do Benfica : "Errar duas vezes já é burrice!"

"[A época do Benfica] tem sido desastrosa, pois só resta a hipótese de conquistar um título, a Taça. Foi decepcionante. Esperemos que consiga vencer no domingo, para não terminar a época no escuro". É desta forma que Isaías, antigo jogador dos encarnados comenta a recta final da temporada.

Em entrevista a Bola Branca, Isaías vai mais longe e coloca-se do lado dos adeptos, perante os insucessos. Sobretudo nas 'pontas' finais das temporadas. O antigo atacante classifica mesmo como "burrice" o facto de o clube da Luz repetir os mesmos erros, época após época.

"O Benfica há muito que não conquista o título nacional. Errar uma vez é humano, mas errar duas vezes já é burrice! E o Benfica tem cometido o mesmo erro. Lidera as competições ao longo da época, mas depois entrega tudo de ‘mão beijada’ ao adversário, no fim das provas. Os adeptos já estão enjoados de ser ‘vices’ e querem títulos. Isso é que faz fortalecer a ‘nação’", classifica Isaías.

"Profeta da Luz" prepara regresso a Portugal

O ex-avançado de 49 anos, que completa 50 em Novembro, revela "saudades" do Benfica e do nosso país. Mas espera regressar em breve, com propósitos bem definidos.

"Estou a trabalhar com os meus 'garotos', que este ano espero levar a Portugal, talvez em Agosto ou Outubro. A ver se o Benfica me dá uma chance de colocar aí um lateral direito. E, entretanto, como celebro os 50 anos em Novembro, quero ver se realizo em Portugal um jogo de solidariedade entre amigos portugueses e brasileiros. Saudades? Sim, dos amigos e de ver jogar o Benfica", conclui.

Isaías chegou a Portugal em 1987 para jogar no Rio Ave, mas uma época depois transferiu-se para o Boavista. Em 1990/1991 passou a vestir a camisola do Benfica, onde completou quatro temporadas consecutivas de sucesso. Após deixar a Luz e actuar dois anos em Inglaterra, o brasileiro ainda regressaria ao nosso futebol para jogar no Campomaiorense. O adeus a Portugal aconteceu em 1999. Mais de dez anos depois de ter pisado pela primeira vez solo luso.
-Noticia retirada do site da Rádio Renascença

Fernando Gomes ganha poder na Uefa e passa a ser conselheiro de Platini

 


Fernando Gomes estava preparado para ir a votos por um lugar no Comité Executivo da UEFA. Preparou-se e conquistou simpatias, pois em matéria de objetivos o presidente da FPF também não deixa que os resultados fiquem à mercê da sorte. 

A campanha de Gomes foi tão convincente que Michel Platini não hesitou em convidá-lo para uma “entrada direta” como conselheiro. 

Portugal volta, assim, ao tabuleiro do poder e tem praticamente uma vitória garantida: será uma das cidades-sedes escolhidas para acolher o Euro’2020 que vai disputar-se em 13 países diferentes.

-António Magalhães, jornal Record

Luís Pedro Sousa analisa situação dos treinadores dos 3 grandes


1 - Estranhamente, o país desportivo reuniu um consenso alargado em torno das eventuais renovações de contrato de Vítor Pereira e Jorge Jesus. O primeiro, que nos últimos dois anos ganhou tudo o que era importante e expectável, não tem, segundo a maioria da opinião pública e publicada, carisma para continuar no FC Porto. O segundo, que nos últimos três tudo de relevante perdeu, está ainda a construir algo soberbo, pelo que o Benfica tem obrigação segurá-lo com unhas e dentes, custe o que custar. Viva a coerência!

2 - Obviamente que Vítor Pereira não é o melhor treinador do Mundo nem Jorge Jesus personifica o cúmulo da incompetência. São dois treinadores de alto nível, embora com resultados díspares num passado recente. O do FC Porto, mesmo sem elevada nota artística, somou êxitos. O do Benfica implementou um futebol por vezes espetacular, soube lançar e adaptar jogadores, mas, em termos de resultados, tem para apresentar vários desaires traumatizantes. Depois da época do título, Jesus perdeu dois campeonatos em que tinha avanço apreciável, uma Taça de Portugal, após vitória por 2-0 no Dragão, e o apuramento para uma final da Liga Europa diante do Sp. Braga, adversário historicamente mais fraco. Neste período, há três Taças da Liga conquistadas e, talvez, uma Taça de Portugal a erguer no domingo no Jamor, se o V. Guimarães não causar mais uma surpresa. Disse Jesus, numa recente conferência de imprensa, que “muitos nem à praia chegam”. Com a qualidade dos plantéis de que dispôs, o estranho seria afogar-se em alto-mar...

3 - Quem já tem o comando técnico decidido para a próxima época é o Sporting. Costuma dizer-se que seja boa ou má, o que importa é haver uma decisão em tempo útil, pelo que neste domínio Bruno de Carvalho mostra que sabe o que quer. Saiu Jesualdo Ferreira, depois de assinar um bom trabalho, embora demonstrando que no futebol não há deuses nem mágicos, e entrou Leonardo Jardim, após aceitar o papel de simples treinador. O Sporting voltou agora a ser candidato ao 3.º lugar... ou até algo mais, se FC Porto e Benfica não souberem substituir os jogadores que já estão a gerar vendas volumosas.


-Luís Pedro Sousa, jornal Record

Arbitragem: Novo "caso" põe em causa notas dos árbitros


Mudança de critérios pode levar juízes a apresentarem recurso à justiça da Federação


Isto faz cheirar ao ‘Apito Dourado’ [processo de corrupção no futebol]" – este foi o comentário de um árbitro que ficou surpreendido com um email do "doutor Vítor Pereira", presidente do Conselho de Arbitragem (CA) da FPF, no qual dava conta da alteração de notas relativa à 2ª avaliação (teste escrito), que pode ter implicações na classificação.

Outro dos 25 juízes que dirigem os jogos das competições profissionais (Liga e II Liga) não hesitou em dizer ao Correio da Manhã que ficou "muito surpreendido" com esta posição do CA. "Os árbitros que ficaram classificados no limite da nota positiva – 72 pontos – vão recorrer, pois arriscam-se a ficar com 65, nota negativa. É evidente que esta alteração poderá ter graves implicações, nomeadamente na questão das descidas", observou.

Em causa, segundo as fontes contactadas, está uma pergunta no teste que tem a ver com a marcação de penáltis, em que o jogador que cobrar tem de se identificar junto do árbitro. Uma circular enviada pelo Conselho de Arbitragem aos juízes diz que, caso seja outro jogador a apontar a grande penalidade, o infrator deve ser punido com o cartão amarelo e a sua equipa penalizada com livre indireto, marcado no local de onde partir para a bola. "Essa foi a resposta que a maioria dos árbitros apontaram como correta, mas, agora, o Conselho de Arbitragem vem dizer que, de acordo com o International Board, a resposta correta era outra: o livre indireto deveria ser apontado na marca de grande penalidade", afirmou a mesma fonte, frisando "desconfiar" de que só os árbitros internacionais é que terão dado esta resposta.

"Só eles é que têm mais contactos com a estrutura de arbitragem da UEFA, que tem uma ligação mais estreita com o Internacional Board [organismo que define as regras no futebol]", vincou a mesma fonte, que solicitou não ser identificada. O email do CA foi enviado para os árbitros no início desta semana.

-Noticia retirada do site do Correio da Manhã

Video 2004: Benfica vence Porto por 2-1 na final da Taça no Jamor

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Vítor Serpa critica discurso de João Moutinho no "open day" do Porto


Últimos ecos da Liga, enquanto não se joga a final da Taça. O FC Porto fez, enfim, um 'open day', mas sem grandes novidades. Declarações avulsas, meras manifestações de vontade e ainda a consagração da ideia de que o dragão, mais uma vez, lutou contra o mundo inteiro para chegar ao título. 

Claro que há uns mais clarividentes que outros. O caso mais paradigmático de vontade de agradar à corte veio, curiosamente, de um homem do sul, João Moutinho. Não se cansou de afirmar que a equipa teve de se virar contra tudo e contra todos que a procuravam abater e que os sucessos portistas nunca são suficientemente valorizados pelos outros.

É demasiado evidente que se trata de uma oração ensinada e ensaiada com insistência e que João Moutinho a repete até à exaustão. É, no entanto, possível que acredite que tenha sido mesmo assim, tal qual lhe contaram que era. Não lhe passa sequer pela cabeça que os fantasmas sejam ficção, criados, apenas, para gerar um ambiente mental propício a formar uma grande capacidade guerreira. Trata-se, aliás, de uma velha estratégia que o FC Porto segue, de há anos, com excelentes resultados e que o sul, mesmo que queira imitar, não consegue porque a cultura é outra.

Importará dizer que não critico o modo e o uso que, dessa realidade virtual o FC Porto tem por hábito fazer. É uma arma que utiliza com óbvio sucesso e que sabe bem que nunca poderá ser manejada no Benfica ou no Sporting, porque ninguém haveria de se sentir confortável e motivado para uma luta titânica contra o império do mal. 

Da mesma maneira que a um deputado benfiquista ou sportinguista nunca ocorreria a ideia bacoca do deputado Amorim a quem tudo parece sobejar, menos o bom senso.» 

- Vítor Serpa, jornal A Bola, 23 de Maio de 2013

Bagão Félix analisa final da Taça entre Benfica e Guimarães


Já aqui escrevi que a Taça de Portugal é a competição de cariz mais democrático. Por várias razões: permite encontros entre grandes e pequenos, entre primodivisionários e escalões secundários, entre clubes do litoral e do interior, entre grandes estádios e diminutos campos desportivos. 
Mas também porque sendo jogos a eliminar, aumentam as probabilidades de grandes surpresas, que numa Liga seriam quase impossíveis. 

Por exemplo, neste século, entre dois dos três grandes, só houve duas finais: Benfica 2- Porto 1 (2004) e Porto 0- Sporting 2 (2008): Lá fora, é frequente ver modestos clubes a ganhar a Taça. Ainda há dias, na mais célebre e clássica Taça com final em Wembley, o poderoso Manchester City perdeu com o despromovido Wigan.

É certo que a magia da Taça de Portugal perdeu algum brilho, com a profusão de taças e tacinhas e com a acrescida relevância dos jogos do itinerário europeu. Mas, mesmo assim, a final no Estádio Nacional é sempre o epílogo alegre e festivo de uma temporada.

No domingo, o Benfica regressa ao Jamor. A última foi em 2005 derrotado pelo Vitória de Setúbal, oito dias depois de ter vencido o campeonato, tendo ganho no ano anterior com um adversário bem mais difícil, o FCP de Mourinho.

De há muito tempo a esta parte, o Benfica teve finalmente uma semana entre dois jogos. É favorito, o que, por si só, nada garante. 

Esteve em 33 finais das quais ganhou 24. E o Vitória de Guimarães regressa dois anos depois e atinge a sua sexta final que nunca venceu. 

Taça é sempre Taça. Imprevisível. 90 minutos (mais os agora temidos descontos...) com ou sem prolongamento para decidir o vencedor do troféu. » 

- Bagão Félix, jornal A Bola, 23 de Maio de 2013

Leonor Pinhão: O que dirão os Benfiquistas dos árbitros de 2012/2013?


E de árbitros? O que dirão, no futuro, os benfiquistas dos árbitros de 2012/2013? 

Julgo que, por exemplo e para variar, Pedro Proença vai passar incólume. Deve agradece-lo e muito a James Rodriguez que, já perto do fim do clássico no Porto, falhou escandalosamente no frente a frente com Artur depois de uma arrancada em posição, convenhamos, de flagrante irregularidade.

Poderão, porventura, referir-se, no futuro, a este título do FC Porto como o do ano das cinco mãos ou, de forma mais personalizada, como o campeonato do Hugo Miguel. Mas para quê? No futuro benfiquistas, não percam tempo com essas coisas que só nos ficam mal porque esse continuado lamento até nos passa um atestado de incompetência (crónica).

Hugo Miguel é um árbitro como outro qualquer. Tem dias bons e tem dias maus. De acordo com um antigo balanço feito pelo 'Público' ao processo de corrupção que abalou o nosso futebol, Hugo Miguel foi um dos árbitros sobre os quais cairam vagos indícios dourados mas a situação acabou por ser arquivada porque a má qualidade de som da escuta impediu que a matéria em causa pudesse 'ser analisada pela equipa de peritos'.

Irrelevâncias. E da forma irrelevantes que não impediram o árbitro em causa de vir a ser promovido à primeira categoria. 

Há coisa de um ano, Vítor Pereira, o presidente dos árbitros, não o treinador do FC Porto, afirmou numa entrevista que «esta geração de árbitros já não é a dos quinhentinhos». Tem toda a razão. Não é mesmo.

No entanto, ainda é de forma substancial a geração do apito dourado. Tenho para mim, por ser supersticiosa, que enquanto esta geração de árbitros contemporânea do apito dourado se mantiver de pé até ao último homem, o Benfica só ganha um campeonato de cinco em cinco anos. Oxalá me engane.

- Leonor Pinhão, jornal A Bola, 23 de Maio de 2013

João Malheiro e os (in)fiéis de Nossa Senhora de Fátima

 


Jesus, que até é Jesus, não teve a Senhora de Fátima a equipar de vermelho, ainda que não se saiba se lhe apelou ao sucesso. Cavaco, que até é presidente, mais a devota mulher, querem que a Senhora de Fátima corrija sobressaltos políticos, ainda que o pedido pareça rejeitado. Mourinho, que até é o melhor treinador do mundo, presença habitual no santuário de Cova da Iria, não foi abençoado, até protagonizou a pior época de sempre. Pinto da Costa, que até parece herege, mesmo que sempre de medalhinha da divindade na algibeira, acabou por ser prendado, ganhando o que dava por perdido.

A Senhora de Fátima toma partido? A Senhora de Fátima tem clube? Se não toma, se não tem, sugere que toma, sugere que tem. Pouco dada à política, abstencionista mesmo, já no futebol desfruta de uma enorme legião de pedintes. Terreno fértil de religiosidade, de crendices, de superstições, os agentes da bola recorrem à Senhora, com igual ou maior afeta do que pedem golos a Cristiano Ronaldo, Cardozo ou Martinez, do que pedem defesas a Diego Lopez, Artur ou Helton.

Uma época fulgurante do Benfica teve contornos cruéis, sádicos mesmo, na fase conclusiva. Os jogos frente ao FC Porto e ao Chelsea, com aqueles remates carrascos na prorrogação dos embates, sempre no mesmíssimo e fatídico minuto, parecem retirados dos manuais da tortura e da sinuosidade. Obra da Senhora de Fátima? Obra da infelicidade, também de alguma ineptidão competitiva.
Pinto da Costa tem Fátima, Cavaco queria ter, Jesus e Mourinho não tiveram? Antes, Pinto da Costa teve fortuna, Cavaco teve ruralidade intelectual, Mourinho e Jesus tiveram infortúnio. A Senhora de Fátima não defende nem marca golos, não faz contas ao PIB. Ainda que às vezes pareça, ainda que às vezes não pareça.

-João Malheiro, destak.pt

Bagão Félix arrasa Hugo Miguel e Paulo Fonseca


Uma originalidade no nosso futebol. Mais uma. Um árbitro decide encurtar o campeonato (no que se refere ao campeão) para 29 jogos e 22 minutos. Para que não houvesse dúvidas Hugo Miguel resolveu certamente com a melhor das intenções e justiça - inventar um penalty e expulsão, não fosse o diabo tecê-las. 

O mesmo árbitro que, na época anterior, fez vista grossa a um claro penalty sobre Aimar em Coimbra e que, assim, deu azo ao embalo dos costumeiros. Não havia, pois, necessidade...

O certo é que se pouparam na Mata Real beta-bloqueantes e benzodiazepinas, o que agrada ao Ministério da Saúde e a Vítor Gaspar. É caso para se dizer que o minuto 22 a todos deu jeitinho, jeitinho, jeitinho! 

E estão de parabéns os Vítor Pereiras: o do norte e a da arbitragem. Nestas coisas de 11 jogadores contra outros 11, não há nada como simplificar ao minuto 22. Significativo foi também o facto de o competente técnico do Paços nada ter balbuciado sobre o inventado 'penalty'. 

O respeitinho é muito bonito e - quem sabe - até pode haver contrato à vista.
O Benfica, consciente de que tudo estava traçado, cumpriu no domingo os serviços mínimos. O Sporting alcança a pior classificação de sempre (7.°), assim ultrapassando o Benfica (que uma vez foi 6.°), mas ainda não chegando ao 9º lugar do amigo do Norte.

Parabéns ao P. Ferreira que assegurou o 3º lugar com... onze jogadores e ao carrasco do Benfica - o Estoril - que teve uma histórica classificação e jogou bom futebol.

Por fim, num momento eufórico um nortenho deputado da Nação que faz a sua vida no Magrebe (Lisboa) foi insultuoso. Um verdadeiro senhor na vitória. Parabéns.» 

- Bagão Félix, jornal A Bola, 22 de Maio de 2013

Luís Avelãs: Mais uma vez a defesa ganhou um campeonato


Phil Jackson, lendário treinador da NBA que conquistou 11 títulos (6 por Chicago e 5 pelos Los Angeles Lakers), disse um dia que os ataques ganhavam jogos, mas que eram as defesas quem decidia os campeonatos. Vítor Pereira bem podia afirmar o mesmo, depois de ter guiado o FCPorto à conquista de mais um título nacional, independentemente de não ter tido o melhor ataque da prova (somou 70 golos, contra os 77 do Benfica).

Olhando para alguns dos dados estatísticos, ressalta logo o facto de os portistas possuírem a defesa menos batida da competição e com a rara particularidade de nunca terem sofrido um golo entre os minutos 39 e 77 (o que equivale a 42,2 % do tempo de jogo), feito que, seguramente, não terá acontecido muitas vezes. Em Portugal ou em qualquer outro campeonato de um país com futebol de primeira linha.

Helton só permitiu 14 golos aos adversários em toda a competição, o que significa que o FCPorto terminou a prova com uma média de 0,46 golos sofridos por partida. Mais extraordinário é constatar que a defesa azul e branca não foi batida em 19 dos 30 (63,3%) encontros e que só em três ocasiões sofreu mais de um golo (em Olhão, Vila do Conde e na Luz). Mas os dados, impressionantes do ponto de vista defensivo, não se ficam por aqui. Ter sofrido escassos 4 golos na segunda parte é algo que também merece reflexão, ainda por cima sabendo-se que o segundo melhor registo nesse mesmo período – pertencente ao Benfica – foi de 9, mais do dobro, e o terceiro foi do Sporting, com 17, mais do quádruplo! Feitas as contas, e sem juntar os vários minutos de tempo de compensação que foram concedidos, o FCPorto só sofreu 4 golos em 1.350 minutos de segunda parte, o que equivale a apenas um golo por mais de 5 horas de jogo...

Curiosamente, o período em que os dragões foram exímios a defender, não permitindo um único golo aos opositores do intervalo até ao minuto 78, coincidiu com a fase em que o Benfica faturou mais (16 remates certeiros dos 46 aos 60 minutos e 15 dos 61 aos 75). Aliás, nenhuma equipa logrou ter um quarto de hora mais profícuo que estes dois das águias. O que nos leva outra vez à célebre frase de Phil Jackson: o ataque voltou a conseguir ganhar muitos jogos mas, no final, foi a defesa que fez a diferença na questão do título. O golo de Kelvin? Esse... “só” permitiu vencer um jogo, o mais importante de todos...

-Luís Avelãs, jornal Record

Atenção FCP: Uefa com mais poder contra a corrupção; casos não prescrevem

 


A UEFA decidiu dar aos seus orgãos disciplinares mais poder para intervir em situações de manipulação de resultados, corrupção ou doping, se as Federações nacionais «não atuarem, ou atuarem de forma insuficiente», segundo o comunicado divulgado pelo organismo.

Esta foi uma decisão resultante do Comité Executivo da UEFA desta semana. Além da atribuição de mais poder aos órgãos centrais do futebol europeu naqueles casos, considerados como «ofensivos da essência do futebol», foi ainda decidido acabar com qualquer período de prescrição de processos por suborno/corrupção ou manipulação de resultados, «permitindo assim que haja ação disciplinar, independentemente da altura em que ocorreram as infrações».

Também foi decidido aprovar sanções mais pesadas por racismo. Para jogadores e agentes desportivos um mínimo de 10 jogos de suspensão, para espectadores o encerramento parcial do estádio à primeira ofensa e total à segunda, com multa de 50 mil euros.

A UEFA anunciou ainda que vai fazer um estudo retrospectivo a 900 jogadores que participaram nas competições da UEFA desde 2008, para «identificar a potencial prevalência do uso de esteróides» no futebol europeu. Será um estudo coletivo e anónimo, do qual não resultará qualquer castigo mesmo que sejam descobertos resultados positivos.

No que diz respeito a doping, vão além disso ser introduzidas análises ao sangue em competições da UEFA a partir da próxima época. Até agora elas só tinham sido realizadas na fase final do Europeu.

-Noticia retirada do site do Mais Futebol