Noticias, Fotos, Videos, Resumos de Jogos e Artigos de Opinião acerca do Benfica e de tudo aquilo que o rodeia
terça-feira, 9 de abril de 2013
Fernando Guerra soberbo!
Desculpem a insistência, mas as coisas mal explicadas dão este resultado: ainda não digeri o irrecusável motivo que levou ao adiamento do jogo entre o Vitória de Setúbal e o FC Porto, para a Taça da Liga.
Tinha chovido muito. A bola não rolava. O piso não era propício a uma prática com o mínimo de qualidade. Enfim... E o que me dizem do relvado (?) e da relva do Estádio José Arcanjo?
A bola rolou ou saltou? Em Olhão, todos vimos; em Setúbal só viu Proença...»
- Fernando Guerra, jornal A Bola, 9 de Abril de 2013
Nuno Farinha: Menos Cardozo, mais Kelvin
Oscar Cardozo perdeu o estatuto de titular indiscutível do Benfica na fase em que tudo se vai decidir. Jesus elegeu há muito tempo a Liga como objetivo prioritário e os números são élaros: nesta série de sete vitórias consecutivas do Benfica, o paraguaio marcou apenas três dos 22 golos apontados pela sua equipa (dois de penálti) e os últimos dois jogos começou-os no banco. Nunca a sua condição de indispensável tinha sido colocada em causa como agora.
Envolvido ainda em três competições, e com boas hipóteses de vencê-Ias, há algum tempo que Jesus iniciou o processo de gestão do planteI. Distribui minutos, dá ritmo a quem precisa, descansa quem está com mais quilómetros. Tudo em função de um bem prioritário que é a Liga.
Ora, nesse sentido, a equipa chega aos últimos dois meses da temporada com Cardozo "despromovido" para a Liga Europa. No campeonato, que é o que mais importa, JJ passou a confiar na competitividade/solidariedade de Lima e Rodrigo em detrimento do jogo mais dependente de Cardozo.
O paraguaio continua a ser um elemento importante no plantel, sim. Mas não o mais importante - como se julgou durante tanto tempo.
A sete minutos do final do FC Porto-Sp. Braga os campeões nacionais estavam afastados do título. Liedson via o jogo no banco e mostrava cara de poucos amigos no momento em que Lucho saía para a entrada de Kelvin. No relvado arrastava-se um FC Porto descaracterizado, sem encontrar a própria marca de bom futebol, a renunciar aos habituais princípios de jogo. Bancadas em protesto, treinador inquieto e Pinto da Costa apreensivo. Até que o improvável Kelvin levantou a crista e sacou dois momentos de pura inspiração que devolveram a equipa a uma luta que parecia prestes a acabar.
Há dois estados de alma no topo da classificação. Um Benfica brilhante, arrasador, goleador e carregado de soluções.
E um FC Porto sofrido, cansado, descrente e com pouco por onde escolher.
A realidade prova, no entanto, que mesmo assim o equilíbrio pode durar até à última jornada.»
- Nuno Farinha, jornal Record, 9 de Abril de 2013
Rui Tovar: "Este Benfica está irresistível"
É verdade que tal princípio se aplica às gentes para lá do Marão, mas não ficaria mal a versão sulista, que não necessariamente elitista e liberal. Mas este Olhanense, afogado em problemas mil, que até já ameaçou não comparecer aos seus compromissos, não parece estar à altura de uma resposta capaz, muito menos quando, pela frente, se lhe depara um adversário do estofo deste Benfica, que atravessa um momento de forma exuberante e não larga os olhos do título.
Para este jogo, a principal novidade nos encarnados residiu na adaptação do habitual lateral direito, André Almeida, na faixa contrária, suprindo assim a ausência do castigado Melgarejo, o que diz bem da confiança que nele deposita o técnico Jesus. No resto, os "suspeitos do costume", com Ola John e Cardozo, desta vez, a ficarem no banco. Um muito versátil 4.1.3.2, que, desde cedo, tomou contas das operações e tratou de pressionar o adversário, já de si pouco dado a aventuras.
De facto, a formação algarvia, ciente do poderio do antagonista, apresentou-se muito defensiva e apenas com Targino com características mais atacantes, quando no banco contava com Djaniny e Djalmir, para não falar de Leandro ou Ivanildo. A palavra de ordem era aguentar e o certo é que o Olhanense foi cumprindo o plano, embora fossem visíveis os fracos argumentos de que dispunha. Valeu, na altura, a atenção de Bracali e alguim espírito perdulário da dupla Rodrigo-Lima.
Era, contudo, evidente que esta situação dificilmente se eternizaria. Para a 2ª parte, Cajuda manteve o figurino à espera de um milagre, mas o Benfica não embarcou em devoções e, claro, chegou mesmo à vantagem, por Salvio (52'), num remate cruzado e certeiro. Obrigado a rectificar, o técnico de Olhão lá se decidiu a apostar em David Silva e Leandro, sem que daí surgisse qualquer notícia. E nem o facto de ambos se integrarem na sua linha mais adiantada fez deles avançados que se vissem, uma vez que todo o conjunto da casa primou sempre por um posicionamento pouco afoito no terreno.
O 2-0 (Matic,64') acabou mesmo com as dúvidas, que, a bem dizer, nunca as houve e aí, sim, pôde o Benfica iniciar a gestão do plantel, fazendo descansar quem mais necessitava, tendo em conta o próximo compromisso europeu. Uma vitória por certo mais fácil do que se aguardava e mais curta do que poderia ter sido. O Benfica está irresistível, mas também não era motivo para um Olhanense tão ausente.
-Rui Tovar, Sapo.pt
O melhor ano de sempre de Salvio
O golo de Eduardo Salvio, ontem, em Olhão, a abrir o caminho à vitória do Benfica, permitiu ao extremo argentino bater o seu máximo goleador numa só época. São já onze os tentos que marcou nesta temporada, superando os dez que tinha feito na anterior passagem pela Luz, em 2010/11. Mas com uma particularidade estranha: é que esta época Salvio tem-se destacado por resolver jogos complicados fora de casa e é na condição de viajante que marca quase todos os seus golos.
Em termos goleadores, a melhor época de Salvio tinha sido a da anterior passagem pelo Benfica, por empréstimo do Atlético Madrid. Nesse ano, o primeiro completo que fez na Europa, Salvio marcou dez golos, oito dos quais a jogar em casa (dois ao Rio Ave, dois ao Marítimo, dois ao Olhanense e outros dois ao PSV Eindhoven). Nessa época só fez o gosto ao pé como visitante por duas vezes, frente ao Sporting e ao Estugarda.
Nessa época já tinha batido o seu recorde, que eram nove golos em 2008/09, pelo Lanús, ainda na Argentina. Em 2011/12, de volta a Madrid, fez oito golos pelo Atlético (três fora de casa), mas esta época já atingiu os onze.
E, desses onze, só três foram obtidos na Luz (a Sp. Braga, P. Ferreira e Gil Vicente), tendo os restantes oito sido obtidos como viajante (V. Setúbal, Freamunde, Estoril, Académica, Moreireirense, Sp. Braga, V. Guimarães e agora Olhanense).
E, desses onze, só três foram obtidos na Luz (a Sp. Braga, P. Ferreira e Gil Vicente), tendo os restantes oito sido obtidos como viajante (V. Setúbal, Freamunde, Estoril, Académica, Moreireirense, Sp. Braga, V. Guimarães e agora Olhanense).
-António Tadeia, Diário de Noticias
segunda-feira, 8 de abril de 2013
Bernardo Ribeiro rendido às evidências: Superioridade absoluta do Benfica em Olhão
Felizmente o dinheiro apareceu e os jogadores do Olhanense não fizeram greve frente ao Benfica. Como a vitória encarnada foi tão fácil e justa, apesar de só ter surgido na 2.ª parte, não mais se vai falar da súbita capacidade do clube algarvio para pagar os salários. Mas não é por isso que ela não deixa de ser estranha. Por um lado, ainda bem. Ter ordenados em atraso é algo que não se deseja a ninguém. E se alguém os pagou para a águia ter mais um adversário na corrida ao título, fez uma boa ação. Pena é que não aconteça a mais famílias deste país.
A equipa de Jorge Jesus não fez um jogo de sonho - dificilmente seria possível, num relvado impróprio para a prática de bom futebol -, mas foi a única que procurou a vitória. Domínio absoluto em todos os dados estatísticos e uma saúde de fazer inveja. Impressionantes as recuperações de Salvio e Matic, curiosamente os homens que decidiram em Olhão.
O Benfica está numa fase em que se permite deixar Cardozo no banco num jogo que está obrigado a ganhar. E se ontem foi muito, mas muito superior ao Olhanense, mesmo nos jogos de dificuldade mais elevada tem sabido responder nos momentos de maior aperto e exibido uma estrelinha de campeão que pode fazer toda a diferença. Os lances da bola no poste nos jogos com Bayer Leverkusen e Newcastle são sintomáticos. Resta agora acreditar que Jesus saberá gerir até ao fim. A águia pode estar à beira de fazer uma grande e histórica época.
Hoje, no Dragão, com a pressão dos 7 pontos de avanço encarnado às costas, os portistas terão de continuar a acreditar que ainda podem chegar ao título. Não deve ser fácil, quando se vê o Benfica despachar adversários como o fez no Algarve. Mas acreditar até ao fim é também uma característica de campeões. E se há equipa em Portugal que sabe o que é vencer, essa é o FC Porto. Ainda temos Liga. E como será interessante o clássico se a distância se mantiver até lá.
Peseiro na corda bamba. A derrota deixará o Paços a 3 pontos.»
- Bernardo Ribeiro, jornal Record, 8 de Abril de 2013
A equipa de Jorge Jesus não fez um jogo de sonho - dificilmente seria possível, num relvado impróprio para a prática de bom futebol -, mas foi a única que procurou a vitória. Domínio absoluto em todos os dados estatísticos e uma saúde de fazer inveja. Impressionantes as recuperações de Salvio e Matic, curiosamente os homens que decidiram em Olhão.
O Benfica está numa fase em que se permite deixar Cardozo no banco num jogo que está obrigado a ganhar. E se ontem foi muito, mas muito superior ao Olhanense, mesmo nos jogos de dificuldade mais elevada tem sabido responder nos momentos de maior aperto e exibido uma estrelinha de campeão que pode fazer toda a diferença. Os lances da bola no poste nos jogos com Bayer Leverkusen e Newcastle são sintomáticos. Resta agora acreditar que Jesus saberá gerir até ao fim. A águia pode estar à beira de fazer uma grande e histórica época.
Hoje, no Dragão, com a pressão dos 7 pontos de avanço encarnado às costas, os portistas terão de continuar a acreditar que ainda podem chegar ao título. Não deve ser fácil, quando se vê o Benfica despachar adversários como o fez no Algarve. Mas acreditar até ao fim é também uma característica de campeões. E se há equipa em Portugal que sabe o que é vencer, essa é o FC Porto. Ainda temos Liga. E como será interessante o clássico se a distância se mantiver até lá.
Peseiro na corda bamba. A derrota deixará o Paços a 3 pontos.»
- Bernardo Ribeiro, jornal Record, 8 de Abril de 2013
José Manuel Delgado diz que Boavista é apenas pretexto para o alargamento da Liga
Os clubes que compõem a Liga decidiram que a partir da próxima época haverá 18 clubes a disputar a Liga Zon Sagres.
O argumento para o alargamento é a necessidade de acolher o Boavista entre os maiores, na sequência da prescrição do caso que levou à despromoção dos axadrezados. No entanto, se o Boavista (que deve cerca de 20 milhões de euros ao Fisco) não tiver condições de se inscrever, o seu lugar será preenchido por outro clube.
Gato escondido com o rabo de fora. Se a verdadeira razão para o alargamento fosse de facto o Boavista, na impossibilidade de participação deste clube tudo deveria ficar na mesma, ou seja, com 16 clubes. Mas não é o Boavista a razão do alargamento, é apenas um pretexto invocado por aqueles que fizeram da possibilidade de uma Liga a 18 bandeira eleitoral e que, há um ano, foram derrotados por uma decisão da Federação Portuguesa de Futebol (FPF).
No sábado, o alargamento da Liga Zon Sagres foi aprovado pelos clubes. Pudera. Com as competições a decorrer, cada emblema fez contas de cabeça e na hora de votar olhou para os seus interesses próprios, algo que nunca deveria acontecer: mudar as regras do jogo a meio de uma prova é um crime que não devia compensar porque atenta contra os mais básicos princípios de transparência e credibilidade.
Vejamos então: Na I Liga há seis clubes que lutam pela permanência, enquanto que na II Liga outros tantos são candidatos à liguilha que passou a estar contemplada. Só aqui temos 18 votos com interesse comprometido por um objetivo concreto e imediato.
A batata quente passa agora para a esfera da FPF, que terá a palavra seguinte neste inquinado processo de alargamento. O mais normal, em defesa da indústria do futebol - a que os clubes, maioritariamente, se mostraram insensíveis - é que a entidade presidida por Fernando Gomes chumbe a decisão e faça tudo voltar à estaca zero.
Porque, em limite, para reintegrar o Boavista - se for esse o entendimento - não é necessário alargar a I Liga. Se a questão é o regresso dos axadrezados, porque não descer de divisão mais um clube? Mas o Boavista é apenas um pretexto para a concretização de um plano adiado. Porque se a FPF pactuar com o alargamento e depois o Boavista não tiver condições para cumprir os requisitos de inscrição na Liga Zon Sagres, haverá, mesmo assim, 18 clubes a disputar a competição.
Sejamos muito claros: o futebol português não precisa de mais clubes na I Liga, precisa de menos; o futebol português não precisa de mais jogos sem qualidade, precisa, isso sim, de jogos que levem público aos estádios, motivem os patrocinadores e aumentem as audiências. Essa é a única via de regeneração do futebol português.
Quem tiver dúvidas do que estou a dizer tem bom remédio. É ir ao site da Liga de clubes - www.lpfp.pt - e ver os números de espectadores nos jogos do futebol profissional em Portugal...
- José Manuel Delgado, jornal A Bola, 8 de Abril de 2013
Ronald Koeman quer Benfica campeão e elogia o capitão Luisão
Treinador do Feyenoord tem casa no Algarve
[O que o trás por cá?]
«Tenho casa em Vale do Lobo e aproveitei três dias para vir a Portugal. Sabia que o Benfica jogava cá e sempre gostei de o ver jogar.»
[Veio ver algum jogador em particular?]
«É sempre interessante ver como está o Benfica, como treinador do Feyenoord não tenho nenhum interesse em qualquer jogador do Benfica. Gosto de ver futebol e as minhas anteriores equipas.»
[O que achou? Gostava de voltar?]
«O Benfica está bem no campeonato e na Liga Europa, e eu gosto disso. Voltar ao Benfica? Não sei, o futuro decide-se por si próprio. Presentemente, estou contente na Holanda, mas estive um ano no Benfica e com boas recordações».
[Continua a torcer pelo Benfica]
«Sempre! Gosto que jogue bem, tem grandes jogadores e é um prazer vê-lo sempre em cima. Merece ser campeão, até porque o FC Porto ganhou muitos anos seguidos.»
[O que achou do seu compatriota Ola John?]
«Ultimamente tem feito mais jogos e é um jogador com muito talento e um grande futuro e que, aos poucos, vai amadurecer. É um jogador de seleção».
[O que pode dizer sobre Sulejmani e Djuricic, reforços do Benfica para a próxima época?]
«O Sulejmani é um jogador que não tem jogado muito no Ajax. Tal como o Djuricic. São muito criativos e têm valor para jogarem no Benfica».
[Que jogadores do Benfica gostaria de ter?]
«Muitos... o único que ainda está do meu tempo, é o Luisão. É um grande jogador e um grande capitão, com uma mentalidade enorme.»
-Noticia retirada do site do Mais Futebol
João Querido Manha: "Liga não serve para nada, está moribunda..."
A Liga e a maioria dos dirigentes dos clubes não têm emenda. A habitual fuga em frente ontem sufragada ressurge como a solução milagrosa, felizmente condenada à recusa pelo plenário da Federação, a quem compete impedir o último passo para o abismo.
Um ano depois de ter assumido uma derivação positiva na gestão do futebol profissional, prometendo mais dinheiro, mais notoriedade e mais independência, a nova direção da Liga só averbou derrotas e desconfianças.
Perdeu para sempre a possibilidade de entendimento com o principal contribuinte líquido da televisão, bilheteira e merchandising, o Benfica, que inviabilizou uma futura negociação em bloco, viu o campeonato desaparecer do sinal aberto das televisões pela primeira vez em 50 anos, perdendo margem de negociação com os patrocinadores, e ficou nas mãos da Federação e da tutela governamental em todos os itens desportivos, da arbitragem à justiça, da calendarização à segurança.
Portanto, no atual contexto nacional, a Liga não serve para nada, está moribunda, mas parece que ainda não percebeu.
A divisão administrativa das duas entidades, com a organização dos jogos ainda delegada, não tem razão de ser, representa um custo acrescido em tempo de crise aguda e sugere um regresso às origens, com a Federação a dever retomar conta de todo o futebol nacional e não apenas das seleções.
Semana após semana, a Liga assiste envergonhada e impávida às notícias sobre a concorrência desleal de clubes que não pagam salários e têm contas cheias de buracos.
Em vez de encontrar soluções para os sócios que ainda podem ser recuperados e revitalizados, de acordo com a lei, propõe-se agravar as condições em que todos se debatem, aumentando o grupo dos incumpridores e desportivamente desleais.
Em vez de olhar em frente, a Liga volta-se para o passado: não são boas vistas.»
- João Querido Manha, jornal Record, 7 de Abril de 2013
António Varela: Ciência de Jesus tem muito por explicar
1. O treinador do Benfica foi à Universidade explicar aos estudantes quais os principais traços do método empírico que fez dele uma das vedetas do futebol português, mas não satisfeito com a distinção de falar no púlpito do Salão Nobre da Faculdade de Motricidade Humana, estendeu a excelência dos seus conhecimentos pela audiência com pompa: "Criei uma ciência."
2. Ninguém lhe contrariou a descoberta, porque os cientistas da universidade têm uma conduta baseada na compreensão e na tolerância de quem está disposto a aprender. O trabalho deles é aliás democratizar o saber que vão apurando no trabalho de anos décadas de carreira, muitas vezes no lado oculto da fama. O cientista que não partilha o conhecimento validado pela comunidade acaba por transformar-se num inútil.
3. Para que Jorge Jesus pudesse vir a ser o fundador de uma ciência teria de trabalhar melhor. Teria de adotar um discurso coerente: em que a Liga Europa é importante desde o primeiro dia e não apenas quando dá jeito; em que quando se anuncia que não se vai poupar, não se poupa mesmo. Mais: o treinador do Benfica perceberia que o caráter revisível da Ciência é o que a faz avançar. E na capacidade de rever verdades dadas como irrefutáveis que a Ciência progride. E quando se erra, não se esconde o erro, volta-se atrás e escolhe-se o caminho adequado. Por exemplo: se André Gomes não está a resultar, faz-se entrar Enzo Pérez.
4. O Benfica ainda não ganhou nada esta época e em 2012/13 viu-se como perdeu a Liga para o FC Porto, quando liderava com 5 pontos de vantagem. Tudo começou quando Jorge Jesus resolveu deixar Axel Witsel no banco, em Guimarães, e as águias acabaram derrotadas. Sobre essa "descoberta científica" ainda hoje não se conhecem os fundamentos...
5. Há ainda um traço fundamental nos cientistas, eventualmente o mais importante de todos: a humildade. Mesmo quando são confrontados por um interlocutor inábil, que não tem o saber deles, os cientistas mostram-lhe o caminho do saber com tolerância. Na 5.ª feira, quem viu o Benfica-Newcastle percebeu que o 3-1 foi um resultado muito enganador, mas Jesus não quis saber, ganhou.
6. O FC Porto apurou-se para a final da Taça da Liga, curiosamente com Fabiano e Abdoulaye, que às vezes jogam pela equipa B, no onze titular. Só faltou Seba. Fica para a próxima.
7. Dois jogos do Sporting com Bruno de Carvalho no banco, duas vitórias. Uma coincidência que não deve confundir-se com o trabalho "de chinês" que Jesualdo Ferreira continua a fazer em Alvalade. Subitamente, os leões podem atrapalhar as contas do título.
Um Caso Sério.
A assembleia geral da Liga votou favoravelmente o alargamento do campeonato para 18 clubes, à boleia da possível reintegração do Boavista despromovido em função dos cambalachos do Apito Dourado e do Apito Final, justamente penalizados (oiçam as escutas, senhores, oiçam!) e mais tarde revogados. A decisão de ontem não espanta que esteja familiarizado com modo de vida dos protagonistas do futebol português, sempre disponíveis para aproveitar a oportunidade que camufle os desvarios de anos de regabofe. E o mais espantoso da decisão de ontem é que ela tenha acontecido independentemente da capacidade que o Boavista possa ou não vir a ter para participar na Liga. Se a não houver, o alargamento é para ir em frente: sobem os dois primeiros classificados da tal liguinha! Mário Figueiredo, líder da Liga, pede à FPF que tenha “sentido de responsabilidade”. É bom que o faça, porque se houver alguém responsável o alargamento ficará para 2079.»
- António Varela, jornal Record, 7 de Abril de 2013
sábado, 6 de abril de 2013
Hugo Miguel: A história bizarra da sua ascenção a árbitro internacional
Nomeação de Hugo Miguel provoca mal-estar na nação benfiquista • Do Académica-Benfica em 2012 ao estatuto de árbitro internacional.
A nomeação do árbitro Hugo Miguel para o Olhanense-Benfica, amanhã, em Olhão, a contar para a 25ª jornada da Liga, está a gerar um sentimento de profundo mal-estar na nação encarnada, e é mesmo encarada como um alerta vermelho em relação a eventuais jogadas de bastidores na ponta final do campeonato.
Hugo Miguel, 36 anos, natural de Lisboa e bancário de profissão, foi o juiz do Académica-Benfica da época passada (20ª jornada), a 25 de fevereiro de 2012. As águias vinham de uma derrota em Guimarães (0-1), que tinha permitido a aproximação do FC Porto à liderança - a vantagem encarnada passou de cinco para dois pontos -, e entraram em Coimbra pressionadas pelo facto de na ronda seguinte receberem o FC Porto.
O jogo terminou num empate sem golos (os dragões venceram o Feirense no dia seguinte e colaram-se à liderança), mas a atuação de Hugo Miguel motivou sinais de insatisfação dos adeptos - note-se, porém, que também a exibição da equipa foi criticada.
Jorge Jesus, no final, admitiu a falta de eficácia da equipa, face às várias oportunidades desperdiçadas, mas apontou também o dedo à influência do árbitro: «Há um penalty sobre o Aimar que foi transformado numa falta contra nós», vincou.
Na análise dos casos do jogo, em A BOLA, são apontadas duas grandes penalidades a favor do Benfica, não assinaladas por Hugo Miguel. A primeira aos oito minutos, num cruzamento de Bruno César cortado pelo braço esquerdo de Cédric; a segunda, aos 57, num lance de «complicada avaliação» em que o defesa Flávio parece derrubar Pablo Aimar.
Na edição de 23 de janeiro deste ano, o nosso jornal publicou uma grande reportagem sobre as suspeitas que pairam na arbitragem portuguesa, e um dos vários casos relatados prende-se com o referido jogo. «Hugo Miguel esteve no Académica-Benfica da época passada, onde, segundo o observador José Ferreira, terão ficado dois penalties por marcar a favor do Benfica. Hugo Miguel ficou com a nota de 2,1, mas consta-se que alguém influente lhe terá dito para reclamar do relatório.
Foi o que fez, e de dois lances de penalização passou para um, o que lhe valeu melhorar a média e perfilar-se para árbitro internacional», pode ler-se.
Hugo Miguel, que juntamente com Marco Ferreira substituiu Bruno Paixão e João Ferreira (este por limite de idade) na lista de juízes internacionais, não voltou a apitar jogos do Benfica até final dessa temporada, e esta época, em que conta 10 partidas na Liga e 16 na Segunda Liga, também não foi chamado a qualquer encontro das águias, o que significa que não apita o clube da Luz há mais de um ano.
Nos blogs afetos ao Benfica há mesmo quem lembre a trilogia da época passada, nas três jornadas seguidas em que as águias perderam oito pontos e a liderança do campeonato: Carlos Xistra na derrota em Guimarães (19ª), Hugo Miguel no empate em Coimbra (20ª) e Pedro Proença na derrota com o FC Porto, na Luz (21ª).»
- Texto retirado do Jornal A Bola, 6 de Abril de 2013
Rui Santos: Benfica com Lima compromete FC Porto
O excesso de confiança do FC Porto começa na convicção antiga de Pinto da Costa, alicerçada em resultados, diga-se de passagem, segundo a qual "qualquer treinador arrisca-se a ser campeão no FC Porto". Tem sido, assim, de facto, e os louros dessa situação têm vindo a ser recolhidos pelo presidente portista e pela sua "coreana" estrutura. O hábito faz o monge, mas o monge confiou em demasia na tese do "piloto automático" e o resultado está à vista: a equipa, quando precisava de dar uma resposta cabal da sua personalidade (Málaga e Funchal), fraquejou. Sem Moutinho. E com uma gestão muito discutível dos dois activos (Izmailov e Liedson) que a SAD portista ofereceu (impôs?) a Vítor Pereira, cujas aparições públicas arrastadas indiciam poder ter, neste momento, o seu destino sinalizado e traçado...
Mas não foi só o capricho de querer fazer de Vítor Pereira "um grande treinador". Um assunto até agora nada discutido tem muito a ver com uma decisão que está a desequilibrar, decisivamente, os pratos da balança a favor do Benfica e contra o FCPorto: a contratação de Lima. Numa altura em que ainda se sentiam no Dragão os efeitos das más apostas em Kléber e Walter e não havia Jackson Martínez, por que motivo o FC Porto não accionou os mecanismos da "aliança"com o SC Braga?
Se juntarmos a isso o facto de a SAD portista achar que se pode fazer uma época inteira sobre os ombros de três jogadores (Fernando-Moutinho-Lucho), talvez estejam achadas as razões para uma época menos afirmativa.
Quer dizer: com Vítor Pereira, sem alternativas ao 3 do meio-campo, "sem" Liedson nem Izmailov e sem Lima, o FC Porto está a estender a passadeira ao Benfica. Independentemente dos grandes méritos que se devem atribuir aos encarnados.
A cerca de um mês do Porto-Benfica,o campeonato entrou numa fase de "tudo ou nada" e a equipa da Luz bem pode estar à beira de uma época histórica, se vencer as duas competições nacionais em que se acha envolvida e ganhar a Liga Europa, que começa a ser uma possibilidade muito verosímil.
O FC Porto ainda está na luta, mas atapetou o caminho ao Benfica.
- Rui Santos, jornal Record, 6 de Abril de 2013
Luís Nazaré diz que renovação de Jesus está em andamento
"Renovação de Jesus? As coisas estão a ser tratadas"
Presidente da Mesa da Assembleia-Geral do Benfica diz saber que a renovação com o treinador está em andamento. Luís Nazaré mostra-se ainda confiante na conquista das três frentes nas quais a equipa se encontra envolvida.
Luís Nazaré está convicto que a renovação de Jorge Jesus está em marcha. O presidente da Mesa da Assembleia-Geral do Benfica evita a todo o custo dizer o que sabe, mas sempre vai adiantando que esta é uma matéria em cima da mesa de Luís Filipe Vieira, o presidente das águias.
"A questão pertence à SAD, mas acredito e sei que as coisas estão a ser tratadas, com a melhor competência possível. De nomes em concreto, não falo", referiu Nazaré, esta sexta-feira, à margem de um evento, no Estádio da Luz.
A renovação do treinador, com contrato até final da época, é como que um tema tabu na Luz. Ainda assim, razões não faltam para rubricar um novo vínculo com Jesus.
"Nos últimos quatro anos (o tempo de Jorge Jesus na Luz), o Benfica tem estado muito forte. Espero que assim continue", acrescentou.
Confiança em títulos
Com a equipa na liderança do campeonato, e ainda presente na Taça de Portugal e na Liga Europa, o líder da Assembleia-Geral fala de uma candidatura à vitória nas três frentes.
"O objectivo é vencê-las, mas ninguém o pode garantir. Mas somos candidatos", concluiu Luís Nazaré.
sexta-feira, 5 de abril de 2013
Bernardo Ribeiro diz que Benfica tem potencial para ganhar mais do que uma prova
O Benfica é muito superior ao Newcastle. É uma equipa com mais talento, mais trabalhada em termos de treino, melhor em quase todos os aspetos do jogo, curiosamente até físicos, como se percebeu nos últimos minutos do jogo.
E se ontem sofreu um pouco mais do que se esperava até ao golo de Lima, que mudou a história por completo, isso deveu-se à opção de gestão de Jesus, com as apostas em André Gomes e Rodrigo e à capacidade de Krul, guarda-redes que tirou dois ou três golos ao ataque encarnado.
Percebe-se a ideia do técnico encarnado, em poupar Lima e Enzo Pérez, dois jogadores fundamentais na corrida ao título, essa sim mais a desejada das conquistas, mas a verdade é que a equipa sem eles não é a mesma.
A prova não podia ter chegado de melhor forma se não na transformação do 2.º golo, uma belíssima obra do ponta-de-lança contratado ao Sp. Braga. Jesus não gostou da pergunta, mas a realidade não mente. E se noutros dias a gestão quase não se fez sentir, desta vez foi preciso recorrer a dois dos pilares da águia.
Não fiquei convencido de que Alan Pardew tenha menorizado o Benfica nas declarações produzidas antes do jogo, mas Jesus foi inteligente em fazer dela um "mind-game" para motivar os seus jogadores.
Não fiquei convencido de que Alan Pardew tenha menorizado o Benfica nas declarações produzidas antes do jogo, mas Jesus foi inteligente em fazer dela um "mind-game" para motivar os seus jogadores.
E não é mentira nenhuma. Repito, o Benfica é mesmo melhor do que o Newcastle e tem tudo para chegar às meia-finais da Liga Europa. Basta que em Inglaterra faça um jogo sério e marque um golo, como costuma fazer em quase todos os campos.
Não se vê na turma inglesa qualidade suficiente para travar os encarnados. E daí ao sonho com o título europeu vai apenas um passo. Sim, nesta altura é preciso encarar um jogo de cada vez, porque não é mentira nenhuma quando se diz que todos são uma final, mas o clube da Luz mostra potencial para ganhar mais do que uma prova.
A provar que o sonho tem pernas para andar, as duas bolas no poste, ontem, quando o Newcastle ganhava 1-0 e após o 1-1.
Chama-se estrela de campeão. E o Benfica tem-na.»
- Bernardo Ribeiro, jornal Record, 5 de Abril de 2013
Continua a polémica: José Manuel Delgado critica anonimato do "amigo" do presidente do Olhanense
Os jogadores do Olhanense foram os heróis da semana. Revoltaram-se contra quatro meses de salários em atraso e, ao mesmo tempo que ativaram um pré-aviso de greve, a concretizar no jogo com o Benfica, foram a Aveiro, fizeram das fraquezas força, e arrancaram, provavelmente, os mais saborosos três pontos das suas carreiras.
Deram uma lição de dignidade profissional que deverá ficar registada a letras de ouro na história das relações laborais no contexto do futebol português e depois aguardaram pelo desenvolvimento da situação.
O Olhanense deveria pagar pelo menos um dos quatro meses em atraso para que a greve não se tornasse efetiva. E assim aconteceu.
Os profissionais do emblema de Olhão venceram a luta.
Posto isto, tirados do filme os jogadores rubro-negros, foquemo-nos na Direção do Olhanense que, até agora, fez quase tudo bem, ou seja, encontrou, de forma expedita, meios para resolver a parte mais escaldante do problema que tinha em mãos.
Porém, ao não divulgar quem avançou com a avultadíssima verba que lhe permitiu para os futebolistas, colocou-se numa posição insustentável face à opinião pública e não só.
A transparência exige que se saiba os contornos do empréstimo até agora imputado a «um amigo».
O anonimato, (neste caso sem entrar em implicações legais de outra ordem...) não pode vingar, sob pena de grassar uma especulação intolerável, devastadora.
Para defesa do OIhanense, nomeadamente do seu presidente que tem dado a cara neste processo, o dinheiro não pode ter caído do céu, até porque nestes tempos difíceis, de lá só jorra água.
E como não caiu do céu e porque certamente se trata de uma operação feita com base na boa-fé, não há nenhuma razão para que permaneça secreta. Ou então... »
- José Manuel Delgado, jornal A Bola, 5 de Abril de 2013
Afonso de Melo divinal sobre aparição de Pedro Proença na gala da AF Porto
O Azeiteiro-da-Cabeça-d'Unto foi à gala. Vendo bem não se tratou propriamente de uma gala. Foi, por assim dizer, uma gala mais pequenina. Uma galinha, portanto.
E o Azeiteiro lá estava, circunspecto, bem untado, a cabeça brilhando mas não por dentro, por fora. Não exibia o sorriso velhaco de outras circunstâncias. Talvez por se ver sentado na segunda fila, logo ele que gosta de estar no palco e de dar nas vistas.
A primeira fila estava reservada para o Madaleno e para os seus cães. Cães-de-fila. Cães-de-primeira-fila.
Uns besuntavam-lhe as mãos com a saliva inquinada dos amestrados; outros lambiam-lhe as botas com a estúpida eficiência dos invertebrados. E o Madaleno troçava, canalha, daqueles que, serviçais, dobram a cerviz à sua passagem.
Parece que houve homenagens, mas como reconhecê-las no meio de tanta porcaria? Entre a homenagem e a sabujice a distância é curta. E a memória também.
Mas fizeram questão de nos avivar memórias não assim tão distantes: prostitutas e prostitutos, mariscos e marisqueiras, viagens intercontinentais, convites para camarotes dirigidos a respeitáveis membros da podre magistratura, perseguições, espancamentos, apedrejamentos, atropelamentos. Animada, a turba bateu palmas. É disso que gostam, sem isso não sabem viver.
Contente, a cáfila babou-se de baba pestilenta.
Sórdido, o Madaleno adormeceu cansado de tanta subserviência. O Azeiteiro-da-Cabeça-d'Unto foi ignorado.
Ali era apenas mais um obnóxio que não dava jeito. Terá tempo para retribuir o convite para a galinha. E já não falta muito...
P.S.- O Senhor-de-Cócoras disse: «Os árbitros estão prontos para a fase final do Campeonato». Pelo menos um tal de Rui Costa já vimos que está.»
P.S.- O Senhor-de-Cócoras disse: «Os árbitros estão prontos para a fase final do Campeonato». Pelo menos um tal de Rui Costa já vimos que está.»
- Afonso de Melo, jornal O Benfica, 5 de Abril de 2013
Jorge Jesus coloca Benfica no 6º lugar do ranking da Uefa
-Imagem retirada do Blog O Fura Redes
A partir da próxima época, o Benfica passará a ser a 6ª melhor equipa no ranking da Uefa, já que apenas será contabilizado no ranking, o período de tempo compreendido entre as épocas 2009/10 a 2012/13, precisamente o período em que Jorge Jesus treina o Benfica.
Deste modo, é justo dizer que, com Jorge Jesus, o Benfica regressa à ribalta do futebol europeu.
Ribeiro Cristóvão: A Águia voa mas o seu treinador ainda quer voar mais alto
O Benfica venceu esta noite o Newcastle, mas a passagem às meias-finais da Liga Europa ainda não ficou assegurada no estádio da Luz.
No norte de Inglaterra, daqui por uma semana, os comandados de Jorge Jesus irão passar por algumas provações que a equipa portuguesa tem, no entanto, capacidade para ultrapassar.
Esperava-se um jogo diferente em Lisboa. Um Benfica mais afirmativo nesta altura da temporada estava perante a responsabilidade de não se deixar surpreender por uma equipa mediana do campeonato inglês.
Mas, ao contrário, os primeiros minutos do desafio acumularam preocupações que não estavam previstas. O Newcastle entrou forte, fez um golo, e abanou os alicerces do emblema da águia. O bom momento do Benfica proporcionou a recuperação.
Agora, com três golos marcados e apenas um sofrido, a viagem a Inglaterra não acarreta grandes preocupações, se bem que não seja recomendável encarar a segunda mão com a ligeireza que a diferença parece autorizar.
A final da Liga Europa continua a não ser uma miragem, mas para o conseguir o Benfica tem também de ter alguma humildade, aquela que é muitas vezes ultrapassada por uma certa sobranceria do seu treinador.
A águia voa, mas por vezes fica a impressão que Jorge Jesus ainda quer voar mais alto.
-Ribeiro Cristóvão, Rádio Renascença
Leonor Pinhão: "Carlos Xistra é o nosso Jackson Martinez"
O novo presidente do Sporting inaugurou-se em funções em Rio Maior num jogo da II Liga entre as equipas B do Sporting e do Benfica que terminou com a vitória do histórico rival por 3-1, o que sempre dói.
Para se poder atirar ao árbitro à vontade sem correr riscos de sanções disciplinares pela parte da Liga, como as que no ano passado recaíram sobre um ex-vice-presidente do Benfica, Rui Gomes da Silva, o estreante Bruno de Carvalho recorreu a uma inovadora metáfora de cariz ornitológico, por sinal bem divertida, que causou furor e jamais lhe causará incómodos.
Recorde-se que no princípio da temporada, Rui Gomes da Silva foi castigado, suspenso e multado com violência por ter dito no final do jogo Académica-Benfica, arbitrado por Carlos Xistra, que o Benfica tinha sido «avisado» do que iria acontecer.
O resultado foi um empate a 2-2 e os dois golos da Briosa nasceram de duas curiosas grandes penalidades que resultaram de decisões inabaláveis do árbitro albicastrense.
Os árbitros são humanos, enganam-se. E temos uma vez mais, um campeonato a penalties.
Queixa-se, por exemplo, o FC Porto das duas grandes penalidades desperdiçadas a seu favor por Jackson Martínez e que, só por si, justificam os correntes 4 pontos de atraso que os campeões nacionais levam do Benfica.
Lamenta-se por sua vez o Benfica da atuação de Xistra em Coimbra que, só por si, lhe terá subtraído 2 pontos que somados aos correntes 4 já somavam 6, o que era logo outra coisa.
Concluindo: neste campeonato, o Carlos Xistra é o nosso Jackson Martínez.
-Leonor Pinhão, Jornal A Bola, 4 de Abril 2013
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