Noticias, Fotos, Videos, Resumos de Jogos e Artigos de Opinião acerca do Benfica e de tudo aquilo que o rodeia
sábado, 16 de junho de 2012
Jornal Dinamarquês escreve que Benfica está interessado em Bendtner
Um jornal dinamarquês colocou este sábado Nicklas Bendtner de novo na rota do Benfica. Os encarnados serão um dos dois clubes europeus que já terão entrado em contacto com o Arsenal, detentor do passe do goleador da seleção da Dinamarca.
Bendtner, avançado de 24 anos que marcou dois golos a Portugal na quarta-feira passada, jogou esta época emprestado ao Sunderland, sem brilhar muito alto. Marcou oito golos, um pecúlio que não foi suficiente para que o clube exercesse a opção de compra – e também pouco para que o Arsenal conte com ele.
O Sporten, suplemento desportivo do jornal BT, um dos mais importantes do país nórdico, escreve que Benfica e Galatasaray já perguntaram ao clube londrino o preço do jogador. A resposta terá sido um montante a rondar os 5 milhões de euros. Recorde-se que já no defeso da época passada o nome de Bendtner esteve associado aos encarnados.
O jornal escreve que o avançado quer jogar num clube que esteja na Liga dos Campeões, e tanto Galatasaray como Benfica vão disputar a prova. E adianta que a liga turca não atrai especialmente o avançado. Mas, por outro lado, recorda que os custos salariais de Bendtner – cerca de 2,5 milhões de euros anuais - seriam mais facilmente suportados pelo Galatasaray do que pelo Benfica.
Nicklas Bendtner falou entretanto à imprensa dinamarquesa sobre o seu futuro, não descartando a saída. “Agora o meu foco está completamente no Euro. O meu futuro vai ter de esperar até termos concluído o nosso trabalho aqui. Mas, como já disse antes, gostaria de jogar a Liga dos Campeões novamente e ajudar um clube a lutar por títulos. Vamos ver se consigo encontrar um clube nessas condições”, sublinhou.
-Noticia retirada do site Relvado
Camilo Lourenço critica as declarações de Cristiano Ronaldo no final do jogo com a Dinamarca
Não, este artigo não é sobre os golos falhados por CR7 no Dinamarca-Portugal. Nem tão pouco sobre o que está por trás desse falhanço (pressão de fazer um bom Europeu, para ganhar a Bola de Ouro?). Não, este artigo não é sobre os golos falhados por CR7 no Dinamarca-Portugal. Nem tão pouco sobre o que está por trás desse falhanço (pressão de fazer um bom Europeu, para ganhar a Bola de Ouro?).
É sobre as suas declarações no final do jogo, depois de ser provocado pelos adversários (que gritavam o nome de Messi): "Sabe onde estava Messi nesta altura? Sabe? Estava sendo eliminado na Copa América no país dele. Acho que é pior, não? Eu estou feliz de estar aqui".
Não sei se Cristiano já percebeu que esta lamentável tirada encerra dois erros de palmatória: mostrou ao mundo que Lionel Messi lhe faz sombra e… promoveu a marca concorrente.
Vamos ao primeiro erro. Alguém viu Steve Jobs (ou outro CEO de renome) dar como desculpa, para algum produto menos conseguido, a resposta: "Já viram como estava a Microsoft no ano passado?" Ronaldo, tal como Messi, é uma marca. Só que Ronaldo, a avaliar pelo valor de mercado (valor de transferência, contratos publicitários…), é a marca líder. Como tal, a sua preocupação tem de ser apenas uma: ignorar, pelo menos em público, quem lhe faz sombra.
Agora o segundo deslize. Quando Ronaldo reconhece que Messi (o grande concorrente à Bola de Ouro) o põe sob pressão (e põe, a avaliar pela reacção…), está a dizer ao mundo que a sua marca não tem estratégia autónoma: move-se ao sabor do número dois. Ora uma marca líder não segue ninguém, marca o ritmo ("sets the agenda").
Alguém devia explicar a Ronaldo que não pode contar apenas com o seu "look", os abdominais e a companhia de meninas bonitas para assentar neles a sua marca. Cabeça também ajuda. E, por falar nisso (sim, em cabeça…), Messi deve-se estar a rir…
-Camilo Lourenço, jornal de negócios, 15 de Junho 2012
sexta-feira, 15 de junho de 2012
António-Pedro Vasconcelos diz que o benefício da dúvida do Benfica a Fernando Gomes acabou
Compreendeu o apoio demonstrado por Vieira a Fernando Gomes?
Sempre me fez confusão, e disse-o, que um homem com o passado de Fernando Gomes, portista confesso e envolvido directamente no “Apito Dourado”, cujo primeiro acto na Liga foi de afastar Ricardo Costa e de criticar a sua actuação, que acaba de nomear Tiago Craveiro, conhecido no meio como o “cachecol do F. C. Porto”, para seu assessor, que permitiu, sem comentários, que as arbitragens (e a disciplina) durante os seus dois anos de mandato fossem vergonhosamente sectárias, tivesse condições para fazer a revolução necessária, e que o Benfica reclama, nas estruturas, nas leis e nos regulamentos do futebol.
Em meu entender, Gomes abusou da confiança de Vieira.
Como escrevi há dias no “Record”, “no ano passado, depois de, na época anterior, o Benfica ter sido descaradamente prejudicado pelas arbitragens, Vieira decidiu, num gesto de pacificação, não comentar as arbitragens, e esse silêncio foi aproveitado para branquear um campeonato viciado.
O Benfica não pode deixar que a boa-fé do seu Presidente seja usada contra os interesses do clube.
É altura de concluir que o benefício da dúvida dado a FG acabou.”
-António-Pedro Vasconcelos em entrevista ao Blog Eterno Benfica
Para ver a entrevista completa clique aqui
Witsel pode sair para o Milan por 30 milhões + Taiwo
Witsel continua a ser alvo de forte disputa entre Real Madrid e AC Milan, com os italianos à espera da venda do brasileiro Thiago Silva para avançarem com uma proposta perto da cláusula de rescisão (40 milhões de euros) para garantirem o internacional belga.
As boas relações entre o Benfica e o emblema ‘merengue' tinham propiciado um princípio de acordo, que agora pode estar comprometido pela entrada dos ‘rossoneri' na corrida. Thiago Silva, defesa do AC Milan, está muito perto de sair para o PSG por um valor acima dos 46 milhões de euros. E é esta a quantia que os italianos querem canalizar para a compra de Witsel, de forma a reforçar o meio-campo, que ficou muito debilitado após as saídas de Gattuso, Van Bommel e Seedorf (fim de contrato).
A proposta italiana deverá rondar os 30 milhões mais o passe do lateral-esquerdo nigeriano Taiwo, jogador que sempre agradou a Jorge Jesus. O técnico conta com Witsel, mas parece resignado quanto à provável saída do belga de 23 anos. Até porque o Benfica precisa de vender jogadores e tem os possíveis negócios das saídas do paraguaio Óscar Cardozo e do argentino Nico Gaitán em banho-maria.
Axel Witsel chegou ao Benfica no início da temporada, proveniente do Standard Liège. O médio belga custou nove milhões de euros e realizou 54 jogos oficiais, fazendo cinco golos.
-Noticia retirada do site do Correio da Manhã
Leonor Pinhão diz que o Benfica deve pedir a repetição dos jogos contra o Porto e Académica
«(…) E agora um bocadinho de hóquei em patins: o FC Porto conseguiu não-perder com o Benfica na Luz mas o empate era de todo o resultado pretendido. Agora o FC Porto quer repetir o jogo por erros do árbitro.
Excelente ideia. Penso que o Benfica, pelas mesmas razões, pode pedir ao senhor Fernando Gomes e ao senhor Tiago Craveiro, da Federação Portuguesa de Futebol, para mandarem repetir, pelos mesmos motivos, os jogos com a Académica, em Coimbra, e com o FC Porto, na Luz. Até podem pedir por SMS.»
- Leonor Pinhão, jornal A Bola, 14 de Junho de 2012
quinta-feira, 14 de junho de 2012
Luis Avelãs fala das queixas de Cristiano Ronaldo a João Vieira Pinto no intervalo do Portugal-Dinamarca
Ronaldo está visivelmente ansioso, da mesma forma que surgiu nervoso no Mundial de 2010. Ninguém mais do que ele quer que as coisas corram bem, mas a pressão adicional que coloca nas suas costas não o ajuda, nem favorece a equipa. Bem pelo contrário. No intervalo do duelo com a Dinamarca, segundo o relato da Antena 1, Ronaldo queixou-se ao dirigente João Vieira Pinto que só tinha tocado meia dúzia de vezes na bola! Parece mentira, mas é verdade. Que raio de preocupação. Não era mais importante estar satisfeito com o resultado (2-1) e com a exibição? E, já agora, na segunda parte, que fez quando recebeu a redondinha?
Conforme não tenho problemas em criticar as exibições de Ronaldo, também assumo acreditar que, a qualquer altura, a sua genialidade acabará por aparecer. Contudo, se calhar seria importante alguém avisá-lo que há jogo domingo. Com a Holanda a ter de vencer (e logo por uma diferença superior a 1 golo), Portugal vai ter – como tanto aprecia– espaço para contra-atacar. Quer isto dizer que, em teoria, Ronaldo terá todas as condições para brilhar. Ainda por cima, também já se viu que a “Laranja” possui uma defesa consideravelmente vulnerável.
Ronaldo tem de perceber que todo o País o quer aplaudir. Mas não deve viver obcecado com a necessidade de ser a estrela do conjunto. Se jogar aquilo que sabe... chega e sobra.
PS – Não quero acreditar que Dinamarca e Alemanha “cozinhem” um resultado, na última jornada do Grupo B, que os apure automaticamente e deixe Portugal de fora mesmo goleando a Holanda. Mas mentiria se dissesse que o assunto não me vem à cabeça de vez e vez...
-Luis Avelãs, jornal Record, 14 de Junho 2012
Conforme não tenho problemas em criticar as exibições de Ronaldo, também assumo acreditar que, a qualquer altura, a sua genialidade acabará por aparecer. Contudo, se calhar seria importante alguém avisá-lo que há jogo domingo. Com a Holanda a ter de vencer (e logo por uma diferença superior a 1 golo), Portugal vai ter – como tanto aprecia– espaço para contra-atacar. Quer isto dizer que, em teoria, Ronaldo terá todas as condições para brilhar. Ainda por cima, também já se viu que a “Laranja” possui uma defesa consideravelmente vulnerável.
Ronaldo tem de perceber que todo o País o quer aplaudir. Mas não deve viver obcecado com a necessidade de ser a estrela do conjunto. Se jogar aquilo que sabe... chega e sobra.
PS – Não quero acreditar que Dinamarca e Alemanha “cozinhem” um resultado, na última jornada do Grupo B, que os apure automaticamente e deixe Portugal de fora mesmo goleando a Holanda. Mas mentiria se dissesse que o assunto não me vem à cabeça de vez e vez...
-Luis Avelãs, jornal Record, 14 de Junho 2012
Manuel José sobre Madaíl: "Depois do almoço falava escocês"
"Ele é que tem de se cuidar, que a saúde dele não é boa. Vivi oito anos num hotel no Cairo. A sede da Confederação Africana de Futebol é no Cairo, e sempre que havia sorteios, os dirigentes vinham sempre dizer-me que de manhã o presidente da Federação falava português e depois do almoço falava escocês", atirou o treinador e comentador da Renascença no jogo entre Dinamarca e Portugal.
Toda esta situação surge depois de Manuel José ter criticado a actual situação da selecção nacional, que classificou como "circo".
Madaíl foi, até há bem pouco tempo, presidente da Federação Portuguesa de Futebol e não passa impune às considerações do treinador: "Ele tem tido vários problemas físicos. Se ele quiser ser deselegante comigo, como foi, eu tenho de ser deselegante com ele. Guardo o resto para a resposta que ele me der. Depois, o país inteiro ficará a saber quem é este senhor."
-Noticia retirada do site da Radio Renascença
Jardel entre o Lyon e a Lázio
O defesa Jardel está muito próximo de se transferir para França, sendo que o Olympique de Lyon é o principal candidato. Não é primeira opção para Jorge Jesus na próxima temporada, pelo que o jogador vê com bons olhos uma saída para o estrangeiro.
Inicialmente, o Benfica pediu uma quantia na ordem dos sete milhões de euros, mas o central, de 26 anos, pode sair por uma verba a rondar os quatro milhões. No final de Maio, as águias terão recusado uma proposta de três milhões de euros provenientes dos alemães do Borussia Mönchengladbach.
Também em Itália, Jardel é apontado como possível reforço da Lázio de Roma. O futebolista chegou ao Benfica em 2011 proveniente do Olhanense. Tem uma cláusula de rescisão de 20 milhões de euros.
-Noticia retirada do site do Correio da Manhã
quarta-feira, 13 de junho de 2012
Rui Santos diz que FPF deveria ter contratado Mourinho apenas para o Euro 2012
Ainda antes de o Euro ter arrancado, o comentador dizia que «as coisas teriam de correr todas muito bem» para conseguirmos um lugar no pódio.
Portugal tem hipóteses de ir longe no Euro 2012?
Há equipas mais fortes do que Portugal. Desejo muito que Portugal faça um grande campeonato, mas as coisas teriam de correr todas muito bem para conseguirmos um lugar no pódio. Temos 11/ 13 bons jogadores. A partir do momento em que formos para o 14.º, 15.º, 16.º, há uma afectação da qualidade. Acho que há até uma certa vulgaridade. Falta-nos um criativo como o Rui Costa, temos jogadores muito iguais para o meio-campo. E tenho muita pena que o Bosingwa não esteja na selecção. Acho que faltou algum jogo de política.
Faltou diplomacia?
O Ricardo Carvalho também nos faz falta. Não fez uma boa época, mas é um jogador cheio de experiência. Não temos país nem dimensão para desprezar jogadores como o Bosingwa e o Ricardo Carvalho.
Acha que estamos bem servidos com o Paulo Bento a seleccionador?
O Paulo Bento é fruto das circunstâncias e dos poderes de futebol. Não fez o suficiente para justificar a selecção nacional. Acho que a selecção deve ser o ponto de chegada e não o ponto de partida.
Havia alternativas melhores?
Há sempre alternativas. Tudo o que se passou relativamente ao ex-seleccionador nacional foi muito feio. A Federação tratou o assunto muito mal, e a certa altura teve de resolver o problema da maneira mais fácil, que foi ir buscar o treinador que estava disponível. Gostava que a federação tivesse feito todos os possíveis para levar o José Mourinho ao Euro 2012. Talvez fosse possível conseguir um acordo com o Real Madrid para o libertar para a altura do Euro.
Esse trabalho podia ser feito em part time?
Sobretudo depois dos problemas com o Bosingwa e do Ricardo Carvalho houve ali um momento em que talvez se tivesse conseguido qualquer coisa desse tipo. Mas entendo que nem sempre os timings são coincidentes. Em todo o caso discordo da prorrogação do contrato de Paulo Bento até 2014 sem se saber o que vai acontecer em 2012.
-Entrevista de Rui Santos à edição online do Sol
José Mourinho envia carta à selecção nacional
Sou português há 47 anos e treinador de futebol há dez. Sendo assim, sou mais português do que treinador. Posto isto, para que não restassem dúvidas, vamos ao que importa...
As Selecções Nacionais não são espaços de afirmação pessoal, mas sim de afirmação de um País e, por isso, devem ser um espaço de profunda emoção colectiva, de empatia, de união. Aqui, nas selecções, os jogadores não são apenas profissionais de futebol, os jogadores são além disso portugueses comuns que, por jogarem melhor que os portugueses empregados bancários, taxistas, políticos, professores, pescadores ou agricultores, foram escolhidos para lutarem por Portugal. E quando estes eleitos a quem Deus deu um talento se juntam para jogar por Portugal, devem faze-lo a pensar naquilo que são - não simplesmente profissionais de futebol (esses são os que jogam nos clubes), mas, além disso, portugueses comuns que vão fazer aquilo que outros não podem fazer, isto é, defender Portugal, a sua auto estima, a sua alegria.
Obviamente há coisas na sociedade portuguesa incomparavelmente muito mais importantes que o futebol, que uma vitória ou uma derrota, que uma qualificação ou não para um Europeu ou um Mundial. Mas os portugueses que vão jogar por Portugal - repito, não gosto de lhes chamar jogadores - têm de saber para onde vão, ao que vão, porque vão e o que se espera deles.
Por isso, quando a Federação Portuguesa de Futebol me contactou para ser treinador nacional, aquilo que senti em minha casa foi orgulho; do que me lembrei foi das centenas e centenas de pessoas que, no período de férias, me abordam para me dizerem quanto desejam que eu assuma este cargo. Isto levou-me, pela primeira vez na minha vida profissional, a decidir de uma forma emocional e não racional, abandonando, ainda que temporariamente, um projecto de carreira que me levou até onde me levou.
Desculpem a linguagem, mas a verdade é que pensei: Que se lixem as consequências negativas e as críticas se não ganhar; que se lixe o facto de não ter tempo para treinar e implementar o futebol que me tem levado ao sucesso; por Portugal, eu vou!
E é isto que eu quero dizer aos eleitos para jogar por Portugal: aí, não se passeia prestigio; aí, não se vai para levar ou retirar dividendos; aí, quem vai, vai para dar; aí, há que ir de alma e coração; aí, não há individualidades nem individualismos; aí, há portugueses que ou vencem ou perdem, mas de pé; aí, não há azias por jogar ou por ir para o banco; aí, só há espaço para se sentir orgulho e se ter atitude positiva.
Por um par de dias senti-me e pensei como treinador de Portugal. E gostei. Mas tenho que reconhecer que o Real Madrid é uma instituição gigante, que me «comprou» ao Inter, que me paga, e que não pode correr riscos perante os seus sócios e adeptos. Permitir que o seu treinador, ainda que por uns dias, saísse do seu habitat de trabalho e dividisse a sua concentração e as suas capacidades era impensável.
Creio, por conseguinte, que o feedback que saiu de Madrid e chegou à Federação levou a que se anulasse a reunião e não se formalizasse o pedido da minha colaboração.
Para tristeza minha e frustração do presidente Gilberto Madail.
Mas, sublinho, agora já a frio: foi e é uma decisão fácil de entender. Estou ao leme de uma nau gigantesca, que não se pode nem se deve abandonar por um minuto. O Real decidiu bem.
Fiquei com o travo amargo de não ter podido ajudar a Selecção, mas fico com a tranquilidade óbvia de quem percebe que tem nas suas mãos um dos trabalhos mais prestigiados no mundo do futebol.
Agora, Portugal tem um treinador e ele deve ser olhado por todos como «o nosso treinador» e «o melhor» até ao dia em que deixar de ser «o nosso treinador». Esta parece-me uma máxima exemplar: o meu é o melhor! Pois bem, se o nosso é Paulo Bento, Paulo Bento é o melhor.
Como português, do Paulo espero independência, capacidade de decisão, organização, modelagem das estruturas de apoio, mobilização forte, fonte de motivação e, naturalmente, coerência na construção de um modelo de equipa adaptada as características dos portugueses que estão à sua disposição. Sinceramente, acho que o Paulo tem condições para desenvolver tudo isso e para tal terá sempre o meu apoio. Se ele ganhar, eu, português, ganho; se ele perder, eu, português, perderei. Mas eu também quero ganhar.
No ultimo encontro de treinadores que disputam a Champions League, quando questionado sobre o poder dos treinadores nos clubes, ou a perda de poder dos treinadores face ao novo mundo do futebol, sir Alex Fergusson disse (e não havia ninguém com mais autoridade do que ele para o dizer!) que o poder e a liderança dos treinadores depende da personalidade dos mesmos, mas que depende muitíssimo das estruturas que os rodeiam. Clubes e dirigentes fragilizam ou solidificam treinadores.
Eu transponho estas sábias palavras para a selecção nacional: todos, mas todos, neste país devem fazer do treinador da selecção um homem forte e protegido. E quando digo todos, refiro-me a dirigentes associativos, federativos e de clubes, passando pelos jogadores convocados e pelos não convocados, continuando pelos que trabalham na comunicação social e terminando nos taxistas, políticos, pescadores, policias, metalúrgicos, etc. Todos temos de estar unidos e ganhar. E se perdermos, que seja de pé.
Mas, repito, há coisas incomparavelmente mais importantes neste país que o futebol. Incomparavelmente mais importantes¿ Infelizmente!
Aproveito esta oportunidade para desejar a todos os treinadores portugueses, aos que estão em Portugal e aos muitos que já trabalham em tantos países de diferentes continentes, uma época com poucas tristezas e muitas alegrias.
Ao Xico Silveira Ramos, manifesto-lhe a minha confiança no seu cargo de Presidente da ANTF.
Um abraço a todos.
José Mourinho
-Carta enviada por José Mourinho à selecção nacional retirada do blog Olhar para o mundo
terça-feira, 12 de junho de 2012
Rui Santos: "Acho que o meu pai morreu com a ideia de que eu era do Benfica'"
«O meu clube é o futebol total». É esta a posição de Rui Santos, em entrevista ao SOL, questionado sobre o seu clube.
Há algum tempo veio admitir que o seu clube era o Benfica.
Admiti?! Não.
Ia perguntar-lhe como é que o seu pai reagia a isso.
Conto essa história a abrir o meu livro. Para o meu pai o Sporting jogava sempre bem. Quando comecei a ter a consciência crítica mais apurada, comecei a dizer coisas que não eram as que ele gostava de ouvir e ele criou a ideia de que eu era do Benfica. E acho que morreu com essa ideia.
Nunca puseram isso em pratos limpos?
O meu pai nasceu em 1912, eu nasci em 60. Havia uma décalage muito grande de idades. Agora, para mim essa questão do ser disto ou daquilo é que não faz sentido nenhum.
Não fica contente quando a selecção ganha?
Fico contente, mas a minha felicidade não passa pelos êxitos ou não êxitos da selecção.
A sua felicidade não passa pelos resultados do futebol?
Nada! Zero. Absolutamente nada. Gosto de olhar para um jogo e perceber o que se está a passar. Estou a ver um jogo do Porto e o Porto faz um grande jogo. Eu identifico-me. Se isso é ser do Porto eu sou do Porto. O Benfica do Jorge Jesus, no primeiro ano, aquilo era o meu futebol, porque tinha todos os ingredientes: as marcações, a pressão alta, a recuperação da bola, equipa a atacar e defender em bloco. O meu clube é o futebol total.
Não tem nenhum clube, mesmo que o guarde para si?
A sério, não... Em função dos meus comentários, as pessoas dizem 'Este tipo é um lampião', 'É um lagarto', 'Está é ao serviço do Porto'. Não sou accionista, não tenho de defender uma coisa que não é minha, não tenho de me rever em actos de gestão com os quais não me identifico. Porque é que hei-de ser de uma coisa com que não me identifico?
Mas pode-se identificar.
Posso. Mas não tenho esse sentimento de pertença.
Em pequeno não tinha clube?
A minha mãe, o meu pai, a minha irmã, que já faleceu, eram todos ligados ao Sporting. Não me lembro de ter ido a um estádio alguma vez com uma bandeira. Nem em pequeno nem em adolescente. As pessoas não acreditam.
-Entrevista de Rui Santos à edição online do Sol
FC Porto quer repetir jogo de hóquei com o Benfica por causa de 3 erros técnicos dos árbitros
O FC Porto confirmou esta terça-feira o protesto do jogo com o Benfica, da penúltima jornada do campeonato nacional de hóquei em patins, e reclama a sua repetição devido a "três graves erros técnicos de arbitragem".
Em documento enviado ao Conselho de Disciplina e Comissão Técnica da Federação de Patinagem de Portugal (FPP), a que a agência Lusa teve acesso, os "dragões" expõem como argumentos três situações com "possível influência no resultado" final.
O Benfica-FC Porto, jogado no sábado, terminou empatado (5-5), desfecho que permitiu ao Benfica manter a liderança na classificação, somando mais um ponto que os rivais, a uma ronda do fim da prova.
O FC Porto descreve, na confirmação do protesto, "erros técnicos graves" dos árbitros Rui Torres e Paulo Rainha durante e após a marcação de uma grande penalidade a favor dos portistas, a menos de três minutos do final.
Os portistas referem que o árbitro Rui Torres interrompeu a marcação do penálti no momento em que Reinaldo Ventura se preparava para rematar, ao que se seguiu, alegam, a decisão de o repetir, ordenada por Paulo Rainha, o outro juiz do encontro.
A repetição acabou por não acontecer: "Inexplicavelmente, o referido árbitro 2 (Paulo Rainha), após conferenciar com o árbitro 1 (Rui Torres), decidiu alterar a sua decisão, não permitindo a repetição da execução do penálti que ele próprio havia ordenado segundos antes".
O FC Porto refere outro "erro técnico" quando sustenta que a contagem de tempo, interrompida aos 47.13 minutos para a marcação do penálti, se deveria ter mantido suspensa aquando do que alegam ser um sinal de repetição da grande penalidade.
Segundo o FC Porto, tal não aconteceu, pois o cronómetro "permaneceu indevidamente em modo de contagem de tempo de jogo durante 42 segundos, conforme se pode constatar pelas imagens televisivas relativas à transmissão do jogo efetuada pela Benfica TV".
Tal situação deu origem a que "o jogo se tivesse reiniciado, efetivamente, aos 47.55 minutos, após ter sido interrompido, como já referido, aos 47.13, ou seja, 42 segundos antes".
"É inegável que (...) a amputação de 42 segundos ao tempo total de jogo provocou um grave prejuízo (...), uma vez que o jogo se encontrava empatado e faltavam cerca de três minutos para o seu final", refere o documento.
Segundo os "dragões", o "capitão" Reinaldo Ventura deu conhecimento do sucedido à equipa de arbitragem, "que se devia ter dirigido à mesa oficial de jogo" e aí "proceder à correção do tempo que faltava disputar".
Alegando que o mesmo não aconteceu, os portistas consideram a situação descrita como "um inegável e grave segundo erro técnico", uma vez que "os árbitros principais não cumpriram aquilo que se encontra estipulado nas regras de jogo".
O terceiro "erro técnico grave de arbitragem" aconteceu, conforme descrito, quando Reinaldo Ventura manifestou aos árbitros, "em tom de voz perfeitamente normal, a intenção de formular protesto técnico no boletim de jogo", sendo "surpreendido com a amostragem de um cartão azul".
A atitude de Reinaldo Ventura "não se enquadra, de modo algum, na definição de faltas graves", as que dão origem à referida punição.
E, por isso, os árbitros "cometeram um terceiro grave erro técnico de arbitragem, também ele com provável influência no resultado do jogo, já que a equipa se viu privada, durante dois minutos, do concurso de um seu jogador em fase crucial do jogo".
-Noticia retirada do site do jornal Record
Manuel José volta à carga e diz que não gosta de Carlos Queiroz
Manuel José diz que quis dar um "impacto positivo" e foi frontal em relação ao ex-selecionador: "Não gosto dele".
Manuel José esclareceu hoje o que queria dizer com as polémicas declarações a criticar o "circo na Seleção Nacional".
À Antena 1, Manuel José começou por revelar que "sabia que aquelas declarações iam ter impacto mas era um impacto positivo" porque a sua "ideia foi sempre positiva".
Sobre as afirmações de Carlos Queiroz foi taxativo: "Deu uma conotação diferente, apanhou uma boleia e eu não costumo dar boleia a quem não gosto e eu não gosto dele. Meteu-se no meio, a intenção dele era má, a minha era boa, a minha era no sentido de que se concentrassem única e exclusivamente no Europeu, de que se deixassem do exagero daquelas festas todas".
E deu um exemplo para melhor se compreender onde queria chegar: "Podem dizer que as imagens dentro do balneário antes do jogo com a Turquia foi a Federação que fez aquelas imagens, mas venderam à SIC e o balneário não foi uma área sagrada, foi violada por indivíduos que estavam a filmar.
Sobre as afirmações de Carlos Queiroz foi taxativo: "Deu uma conotação diferente, apanhou uma boleia e eu não costumo dar boleia a quem não gosto e eu não gosto dele. Meteu-se no meio, a intenção dele era má, a minha era boa, a minha era no sentido de que se concentrassem única e exclusivamente no Europeu, de que se deixassem do exagero daquelas festas todas".
E deu um exemplo para melhor se compreender onde queria chegar: "Podem dizer que as imagens dentro do balneário antes do jogo com a Turquia foi a Federação que fez aquelas imagens, mas venderam à SIC e o balneário não foi uma área sagrada, foi violada por indivíduos que estavam a filmar.
O balneário tinha gente estranha que desconcentrou os jogadores, não foi por isso que perderam, mas pode ter sido uma coincidência", considerou.
-Noticia retirada do site do jornal O Jogo
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