quinta-feira, 7 de junho de 2012

João Querido Manha diz que Scolari é muito esperto e um manipulador de consciências




Muitos portugueses ficaram chocados com as revelações de Scolari sobre a responsabilidade do afastamento de Vítor Baía da Selecção Nacional em 2003. 


Alguns foram mesmo levados a assumir que o Sargentão, orador convidado em workshops sobre a arte da liderança, não passara afinal de mais um aríete do sistema a baixar-se às conveniências de uma determinada corrente dominante. 

Os factos relatados, porém, não encerravam grande surpresa. De posse de informações sobre a relação do jogador com a Selecção, inatacável desportivamente mas com alguns pontos de fricção, como a recusa ao Mundial de juniores, a perturbação do Euro'96 ou tomada de lugar na Coreia, e também da promiscuidade de alguns dirigentes de clubes em plenos estágios e viagens da equipa nacional, o treinador brasileiro viu duas soluções na mesma medida: abrir uma frente de conflito capaz de delimitar espaços e despertar apoios, ao mesmo tempo que tornava reféns da sua vontade os adversários mais perigosos. 

Ao longo de décadas a Selecção Nacional tem sido um espaço de vaidades saloias e de frequentes abusos de confiança. 

Em nome do país e com mandato oficial dirigentes desqualificados, treinadores sem personalidade e jogadores oportunistas passaram por inúmeras situações negativas e inadmissíveis, traindo a solidariedade incondicional da maioria dos adeptos e cidadãos. 

Usaram e abusaram da Selecção e muitos até a renegaram quando ela deixou de lhes servir. 

Quando chegou Scolari, recentemente consagrado campeão mundial, era evidente que Portugal há muito precisava de um treinador estrangeiro, o mais distanciado possível das miseráveis lutas de poder que dirigentes associativos e outros figurões há tanto tempo mantinham em torno da equipa nacional. 

Sem ter de recuar a Saltillo ou às guerras de Pedroto, inspirou-se nas porcarias de Queiroz, na tibieza de Artur Jorge, no Ferrari de Humberto Coelho e, claro, no fresquíssimo relatório Boronha sobre as noites de Macau, para eleger Baía como a vítima ideal. 

Scolari é muito esperto, um manipulador de consciências. 

O mais interessante após esta aparição surpreendente é a reacção de alguns franco-atiradores, cuspindo fogo contra o homem que, afinal, era tão fraco, tão fraco, que só tomava decisões polémicas porque tinha bênção superior, directamente emanada do homem mais poderoso. 

Depois de Otto Glória, conduziu Portugal às melhores classificações de sempre, incluindo um 4.° lugar num Mundial que os portugueses ainda não aprenderam a realçar, como se ficasse algo a dever ao J.O de 1966. 

Pinto da Costa muito cedo viu nele uma personagem de outro gabarito e rendeu-se à suprema provação de ficar seis anos à margem do melhor e mais longo período de estabilidade na vida da Selecção. 

Esta força, esta independência, este poder estão de novo sob escrutínio quando a equipa nacional se apruma para mais uma fase final. 

Não há conquistas sem rupturas, sucesso sem riscos, selecção sem injustiçados - o mais importante legado de Scolari, que nos tornou tão indulgentes para as decisões controversas de Paulo Bento.» 

- João Querido Manha, jornal Record, 5 de Junho de 2012

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Video: Radio Comercial faz Hino especial para a Selecção

Miguel Sousa Tavares "mete-se" com Bagão Felix


Escreveu aqui Bagão Felix, a propósito dos célebres incidentes no final do Porto-Benfica em basquetebol, " o que se passou no final do jogo decisivo foi miserável,. Independente de reais ou inventados rastilhos e intimidações, nada desculpa o insólito de os atletas do Benfica terem recebido o troféu entrincheirados entre quatro paredes."

"Reais ou imaginários rastilhos e intimidações", sr. conselheiro de estado?

O sr. não viu as imagens do comportamento do treinador e do roupeiro do Benfica, logo após o apito final?

E "independentemente", sr. conselheiro de estado?

O sr. acha que, se o jogo tem sido na Luz e o desfecho o oposto e se o treinador do Porto tem, em gestos eloquentes e repetidos, mandado os adeptos benfiquistas "levar no c...", "independentemente" disso, teria havido condições para entregar a taça aos do Porto, em pleno recinto, e com os seus aplausos, por exemplo?

Caramba, será assim tão difícil não cometer o pecado de bradar aos céus que consiste "em não reconhecer a verdade vista como tal"?

-Miguel Sousa Tavares, jornal A Bola, 5 de Junho de 2012

Alexandre Pais critica a forma como Cristiano Ronaldo tratou o Presidente da República


Sou um simples espectador do fenómeno porque não acompanhei a Seleção na sua fase de preparação. Mas calculo que a ideia com que fiquei seja a mesma que os leitores terão: houve talvez festa a mais e suor e concentração a menos.


É verdade que o trabalho do corpo técnico não era “preparar” a equipa no sentido habitual do termo. Mais que “preparados” estão os jogadores, sendo a recuperação dos índices físicos e mentais a tarefa principal a desenvolver, importante porque a época foi longa – Cristiano, por exemplo, leva mais de 70 (!) jogos disputados – e os resultados dos desafios de preparação nada ajudaram no reforço dos níveis de confiança.

Mas a visita à Fundação Champalimaud, que boa parte da comitiva nem faria ideia de quem foi, e a patética receção em Belém, com o capitão do que mais parecia ser um grupo excursionista a tratar o Presidente da República por “você”, não serviram para restaurar a confiança dos portugueses na Seleção.

Ao contrário, deixaram-nos ainda mais receosos por tudo o que está para vir. Só um milagre nos poderá safar. Oremos.

Nota – Já tarde da noite, revi as imagens do "você" e verifiquei que Cavaco Silva respondeu à letra a Cristiano Ronaldo: "Obrigadinho"... Ah, atão tá bem!


Passe curto, publicado na edição impressa de Record de 5 junho 2012

terça-feira, 5 de junho de 2012

Carlos Queiroz volta ao ataque: Patrocinador queria convocar 23º jogador


Sem saber ao certo a que Manuel José se referiu ao criticar a preparação "pouco profissional" da seleção nacional, antigo selecionador conta que um dos patrocinadores pretendia promover uma eleição nacional para escolher um dos 23 convocados para o Mundial de 2010.

As críticas de Manuel José, para quem o estágio da seleção nacional em Óbidos ficou marcado por "festas e mais festas", deixaram Carlos Queiroz relativamente surpreendido. 

Por se encontrar no Irão, o antigo selecionador não tem uma opinião formada sobre a preparação de Portugal, rotulada por Manuel José de "pouco profissional", mas aproveitou o conceito de "circo" do camarada de profissão para lá enquadrar episódio desconhecido, antes do Mundial de 2010. 

"Há dois anos houve muitas tentativas para que o ambiente à volta da seleção se tornasse num circo. Opus-me e depois paguei bem essa fatura. Um dos patrocinadores ligados a uma televisão pretendia que um dos 23 convocados fosse escolhido através de uma eleição nacional, revelou.

Com mais episódios bizarros "para contar", Queiroz garante que nos próximos tempos ficará por aqui. 

"Agora é tempo de jogar o Europeu. Sei bem o preço que paguei por causa disso", repetiu, certo de que os juízos do ex-treinador do Al-Ahly costumam ser constatações francas da realidade. 

"Já aprendi que quando o Manuel José fala, está falado. É uma pessoa com opiniões claras e diretas, há que respeitá-las. Só que eu não conheço essa situação. Não quero aferir o que ele disse, porque não conheço", esclareceu.

-Noticia retirada do site do jornal O Jogo

Ricardo Araújo Pereira fala da falta de informação sobre a selecção

Video Hóquei: Benfica vence por 0-1 no terreno do Candelária

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Paulo Fernandes apela ao apoio dos adeptos no hóquei frente ao Porto e no futsal frente ao Sporting


Paulo Fernandes, treinador do Benfica, comentou o triunfo dos encarnados frente aos Leões de Porto Salvo, por 2-1, após o terceiro e último jogo das meias finais do campeonato.

"Ainda agora dizia aos meus atletas que esperamos que a final tenha a mesma qualidade destes três jogos das meias-finais. Foram três jogos fantásticos e intensos. Viemos em crescendo de qualidade e parece-me que foi a melhor preparação para a final que aí vem”, iniciou.

“Neste momento, o que quero é que os atletas recuperem do desgaste deste fim de semana. Depois vamos ter muito tempo para perspetivar os dois jogos do próximo fim de semana. Sabemos, pela experiência que temos em finais, que não há jogos iguais. O jogo de sábado vai ser um e o de domingo outro. Vamos estar apenas concentrados no jogo de sábado e pensar apenas e só no próximo jogo”, revelou de seguida.

“É um orgulho para qualquer agente desportivo deste clube poder usufruir do apoio que este público deu mais uma vez dentro deste pavilhão. Como não queremos pensar só em nós, no sábado também o hóquei em patins vai ter um jogo tremendamente importante e decisivo [com o FC Porto]. Que o público que vem apoiar o futsal também venha apoiar o hóquei”, pediu depois.

-Noticia retirada do jornal Record

domingo, 3 de junho de 2012

Carlos Lisboa explica porque motivo fez os gestos no Dragão Caixa


Regressemos ao final do jogo 5. Os gestos que as pessoas viram e reviram na televisão protagonizados por si foram um impulso do momento ou tiveram um certo contexto? 

Carlos Lisboa - Sinceramente, acho que se está a dar uma grande importância a algo que, visto bem, à distância e a frio, não a tem. Foi um jogo emotivo; num pavilhão cheio em que as duas equipas valorizaram a modalidade. Não é a infeliz atitude de alguém, um único indivíduo que eu nem conheço, na bancada de convidados e estrategicamente colocado à frente do nosso banco, não a apreciar o espetáculo, mas sempre a procurar chamar a atenção com vários cartazes ofensivos à minha pessoa (que lhe devem ter feito perder muito tempo e dinheiro) que merece o meu comentário. Mas, quem não se sente não é filho de boa gente, como já me diziam na minha infância.

Apesar dessa justificação, se pudesse voltar atrás tentava não fazer os tais gestos? 

CL - Na altura, a quente, terei esbracejado e dito para esse indivíduo guardar noutro sítio esse cartaz e para não ofender ninguém... Sinceramente, não vale sequer a pena estar a dar-se importância a um episódio que não a tem e que espero não se repita! Aliás, se eu soubesse que essa situação, com esse indivíduo, iria conduzir a esta celeuma toda teria feito o que estou a fazer agora: ignorá-lo. Para que não subsistam dúvidas: no fim do jogo, e apesar de estarmos todos a ser alvo de objetos que eram arremessados por algumas pessoas (que não representam a totalidade das que estavam no pavilhão) que se deslocaram para a bancada por detrás do nosso banco, fomos festejar para o meio do campo, como é normal, a conquista deste campeonato, quando a certa altura vejo um dos tais cartazes a voar na nossa direção, o que não é, de facto, normal, nem node, nem deve, acontecer.»

- Extracto da entrevista a Carlos Lisboa, ao jornal Record, 3 de Junho de 2012

Silvio Cervan diz que a selecção é... Nélson Oliveira


É mentira que a clubíte abrande com a chegada do período em que há jogos da selecção. 

São raros os casos em que os adeptos, dedicados, ferrenhos ou fanáticos conforme a semântica que se quiser utilizar, não olhem para a selecção com um olhar clubista. 

Foi sempre assim e assim será no futuro. 

Aos meus olhos a selecção será muito... Nélson Oliveira. 

Não tenho expectativas nada elevadas na prestação da nossa selecção. Gostava de me enganar, mas não ser eliminado na fase de grupos para mim será uma surpresa. 

Um jogador fantástico, três ou quatro de muita qualidade e um, excelente seleccionador são matéria prima escassa para resolver os problemas do grupo que nos caiu em sorte. 

Desejo toda a sorte a Paulo Bento, pela selecção e também por ele próprio, mas Alemanha e Holanda são dose dura. 

Confesso desde já, que isto do Benfica não jogar pré-eliminatórias tem o seu quê de insosso, para um benfiquista a época a sério começa muito tarde. 

Este ano falta aquela deslocação ao Twente, aquele perigo em Copenhaga ou aquele arrepio de Viena de Áustria. 

Está tudo muito planificado esta temporada. 

Faz falta um jogo a doer, daqueles com adrenalina a valer. 

Torneios de pré-época não chegam para aquecer motores, e capas de jornais com jogadores a entrar e sair (quase todos mentira) já me irritam como adepto. 

Festejo apenas quando chegar aquele lateral esquerdo que nos tranquilize. 

Assim, nos próximos tempos, aquilo que há de mais excitante será o sorteio no próximo Julho. 

Um adepto tem que planear a vida. 

Dou comigo torcer pelos Santo António Spurs até bem tarde de madrugada, talvez porque este ano o basquete parece ser o desporto mais importante a avaliar pela azia reinante, e no desporto eu gosto de tudo o que é importante. 

Este Tony Parker dá uns ares de Carlos Lisboa. Sem ofensa claro.»

- Sílvio Cervan, jornal A Bola, 1 de Junho de 2012

sábado, 2 de junho de 2012

José António Saraiva diz que Quaresma, Rúben Micael e Postiga são jogadores com falta de classe para a selecção


O 0-0 contra a Macedónia teve uma virtude: baixou as expectativas relativamente à seleção portuguesa. 

E todos sabemos como os excessos de euforia nos têm saído caro. 

Mas o jogo contra a Macedónia também trouxe preocupações: confirmou a falta de classe de alguns jogadores para jogarem numa seleção com pretensões - casos de Quaresma, Ruben Micael ou Postiga. 

Dificilmente se percebe que uma equipa que sonha ganhar o Europeu tenha um avançado centro que joga num clube do fim da tabela espanhola. 

E as alternativas, Hugo Almeida ou Nélson Oliveira, não são brilhantes. 

Quanto ao meio campo, tem dois ótimos jogadores de perfil operário, como Moutinho e Meireles, mas falta-Ihe um criativo com classe. 

Na defesa, penso que Bruno Alves, pela sua rudeza, nos pode trazer problemas. 

A equipa vai assim viver muito do talento de Nani e Ronaldo, o que lança sobre as nossas hípóteses um manto de incertezas: é que Nani é um jogador imprevisível, de jogadas brilhantes e apagões, e Ronaldo raramente faz na Seleção exibições de encher o olho. 

Uma palavra para o conjunto. Não percebo por que razão Paulo Bento não pôs de início em campo a equipa titular, para ir ganhando rotinas de jogo e automatismos. 

Seria esse, a meu ver, o grande objetivo de um desafio de preparação. 

Quanto ao modelo de jogo, tenho uma dúvida: as equipas que este ano venceram grandes competições adotaram táticas de contra-ataque, de futebol venenoso e cínico - e a seleção portuguesa está moldada para jogar de forma aberta. 

A ver vamos o que sairá dali. Mas não estou muito otimista.» 

- José António Saraiva, jornal Record, 30 de Maio de 2012

Bronca num restaurante de Lisboa: Cristiano Ronaldo indisponível para o fãs que em protesto gritaram pelo nome de Messi


Durante uma hora e meia, dezenas de fãs não arredaram pé da porta do restaurante O Solar dos Presuntos, em Lisboa, na noite de quarta-feira, na esperança de terem um autógrafo de Cristiano Ronaldo. Não o conseguiram e o craque ouviu assobios, gritos de ‘Viva o Messi’ e foi insultado.

Para evitar a abordagem dos adeptos, o jogador do Real Madrid saiu pela porta lateral do restaurante, limitou-se a fazer um sinal positivo com a mão direita, mas, de resto, ignorou os muitos pedidos de autógrafos e fotografias, entrando rapidamente num carro de vidros fumados, onde o segurança particular o esperava.

A recusa de Cristiano Ronaldo contrastou com a atitude dos restantes futebolistas – estavam a gozar uma folga de 24 horas – e irritou de tal maneira os fãs que, em uníssono, começaram a gritar pelo nome do rival do Barcelona. "Estivemos mais de uma hora e meia à espera para isto", lamentou um dos jovens.

Os insultos ao avançado do Real Madrid continuaram e, perante a revolta dos adeptos, o segurança viu-se mesmo obrigado a acelerar a fundo para fugir à confusão. Por essa altura, ainda Fábio Coentrão, Bruno Alves, Raul Meireles e Nélson Oliveira continuavam a conviver no interior do restaurante.

O jantar – que, segundo soube o Correio da Manhã, serviu para cimentar o espírito de união no grupo – contou com a presença de praticamente todos os futebolistas e acabou perto da uma hora da manhã.

A festa acabou por não se prolongar por muito mais tempo e foram os craques ainda presentes que fizeram o gosto aos fãs. Sem pressas e com simpatia, Fábio Coentrão e Raul Meireles tiraram dezenas de fotografias, deram autógrafos e ainda tiveram direito a músicas especiais de um adepto de acordeão em punho.

"Coentrão, és o melhor lateral do Mundo", retribuíram os fãs, que além da atitude de Ronaldo lamentaram a ausência do seleccionador Paulo Bento.

SEGURANÇA DE CR7 ACELERA E NÃO PÁRA NOS VERMELHOS

Com o carro posicionado na porta lateral do restaurante, Cristiano Ronaldo sentou-se no lugar do pendura. O Golf de vidros fumados, conduzido pelo seu guarda-costas, arrancou a alta velocidade e nem se preocupou em respeitar as regras de segurança: passou dois sinais vermelhos em plena avenida da Liberdade, em Lisboa, e seguiu em direcção ao Hotel Ritz, mas não pelo caminho mais rápido.

Na tentativa de despistar os jornalistas, o segurança deu algumas voltas até acabar por levar o jogador ao luxuoso hotel.

Foi na garagem do Ritz, aliás, que ficou a mais recente aquisição do futebolista: o Lamborghini Aventador (demora 2,9 segundos dos 0 aos 100 km) no valor de quase 400 mil euros, que comprou, no dia 5 de Fevereiro, quando festejou o 27º aniversário.

O extremo madeirense apareceu com a sua nova ‘bomba’ no jantar, mas não o conseguiu estacionar na garagem do Solar dos Presuntos.

"Ele chegou aqui com o Lamborghini, mas não cabia na garagem. O segurança teve de o tirar daqui", contou um dos fãs, que esperava ver Cristiano Ronaldo ao volante do seu luxuoso carro. "Tive pena, queria mesmo ver aquela ‘bomba’", observou o mesmo adepto. 

-Noticia retirada do Correio da Manhã

João Malheiro dá razão a Luís Filipe Vieira nas acusações a Pinto da Costa


“Um ladrão não deixa de ser ladrão por declamar poesia”
Luís Filipe Vieira tem razão. Até a poesia (será de Régio?) declamada por um ladrão pode constituir um roubo. Há ladrões que roubam beleza ao... belo. 
 Dizer poesia sem jeito para a função é roubar. É apanágio de ladrão. 

“Um fugitivo da Justiça não deixa de o ser apenas porque alguns juízes decidiram assobiar para o lado”
Luís Filipe Vieira tem razão. Um fugitivo é um crápula, é alguém que não assume, que não se assume. Pior ainda, é que existam cúmplices (serão azuis?) de actos sentenciáveis e publicamente escandalosos. 

“Têm a lata de falar de verdade desportiva quando o seu sucesso foi construído com base na maior mentira do Desporto português”
Luís Filipe Vieira tem razão. Durante mais de meio século, a competição tem estado sempre inquinada. Processos mirabolantes (serão a Norte?) adulteraram a lisura, a transparência, a verdade. 

“Burros são os que acreditam que isto nunca vai mudar, burros são os que acreditam que a impunidade vai durar para sempre”
Luís Filipe Vieira tem razão. Procedimentos conhecidos (será o Apito Dourado?) não podem deixar, doravante, de ter o tratamento adequado, justo, implacável. 

“Alguns muros já caíram, mas não vou descansar enquanto houver árbitros, delegados e dirigentes que tenham medo, que se sintam condicionados por ameaças e represálias”
Luís Filipe Vieira tem razão. Existe uma atmosfera de receio, até de pavor (será o Sistema?) que tudo condiciona, adultera, mascara. 

Luís Filipe Vieira tem razão. Os benfiquistas têm razão. O que é preciso? 

Que o maior Clube português seja o melhor no combate, firme e decidido, à imundice que vem caracterizando a bola nacional.» 

- João Malheiro, jornal O Benfica, 1 de Junho de 2012

António Boronha diz que Scolari foi contratado por Madaíl e Pinto da Costa


Excepcionalmente, porque o tema é de actualidade, vou 'reabrir' este blogue com mais uma 'estória (verídica) da bola'.

Vítor baía e Luís Filipe Scolari têm sido tema de actualidade esta semana devido à decisão do segundo ter excluído o primeiro, segundo o aqui segundo a mando de Pinto da Costa, dos trabalhos da selecção nacional de futebol no período 2003-2008.

A verdadeira, definitiva e última versão sobre a questão é esta:

A contratação de Scolari foi feita em Madrid por Gilberto Madail acolitado pelo, na altura 'boss' europeu da 'Nike', hoje todo-poderoso presidente do 'Barcelona', Sandro Rossel e..., imaginem!!!, por Jorge Nuno Pinto da Costa!!!...

Foi este último que na época se queria ver livre de vítor baía, por conflitos com josé mourinho, que pediu então a 'felipão' que este não convocasse o guarda-redes azul-e-branco.

Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades..., lá diz o bom e sabedor povo português.

Passados uns meses já, no 'fc do porto', Nuno Espírito Santo não dava suficientes garantias a José Mourinho pelo que havia de recuperar rapidamente baía.

Foi então que surgiu a primeira convocatória de Scolari...sem, obviamente, Vítor Baía.

Foi nessa altura que à boa maneira portista, quando a convocatória foi tornada pública, os altos comandos portistas se indignaram com o seleccionador brasileiro por este, vejam só!, não ter convocado o melhor guarda-redes europeu!!!...

A partir desse momento, escusado será dizer, Luís Filipe Scolari meteu uma cruz no nome de Pinto da Costa e, por tabela, do 'fc do porto'.

Parafraseando um famoso diálogo do filme 'casablanca', foi o início de uma feia e conhecida inimizade...

-Artigo retirado do blog de António Boronha, ex-vice presidente da FPF

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Alexandre Pais diz que Carlos Lisboa desceu ao nível mais baixo que alguma vez se viu


Ando há dias a arranjar pachorra para escrever sobre os incidentes ocorridos no final do último FC Porto-Benfica em basquetebol.

Não me apetece perder tempo com arruaceiros, com esses delinquentes que se vão vendo por todo o lado e que fazem da violência e da baderna uma maneira de estar na vida – na sua pobre vida.

Também não me deterei sobre o censurável comportamento de quem ateia estes fogos, porque sendo aí mais forte a responsabilidade, maior é o tédio que sinto.

Só Carlos Lisboa merece atenção, pois é uma referência do basquetebol português e desceu – por não ter suportado tanta provocação e tanto insulto, eu sei – ao nível mais baixo que alguma vez se viu, mesmo ao degrau abaixo do pior que se poderia imaginar.

E é o respeito que tenho por um desportista de eleição que me leva a lamentar não só o erro que cometeu, como a falta de grandeza que faz com que – passada que está a tensão – não peça desculpa. Não aos que o odeiam mas a todos os que o admiram. Que desilusão, Carlos.

-Alexandre Pais, jornal Record, 31 de Maio de 2012

Bruno Carvalho diz que contrataria Ganso, Anderson e Lisandro Lopez


Após tomar conhecimento das contratações de Luisinho e Michel ao Paços de Ferreira, cumpre-me dizer o seguinte:

Vamos lá deixar-nos de brincadeiras!

Se o Benfica quer voltar a dominar o futebol português tem que ter meios para lá chegar.

Já sugeri um treinador de grande qualidade para um projecto com futuro e acessível à bolsa do clube: Van Gaal.

Agora chega a vez de falar de jogadores.

Um projecto meu tem que ter todas as condições para ser ganhador dentro dos orçamentos possíveis do Benfica.

Só uma nota prévia, dentro em breve apresentarei um projecto para a área financeira que aposta na racionalização de despesas no Benfica. Este projecto permitirá reduzir substancialmente a necessidade de vender jogadores para equilibrar as contas, coisa que acontece actualmente, bem como, reforçará a capacidade aquisitiva do Benfica.

Em vez de transformar o Benfica num entreposto de jogadores, como Enzo Pérez e afins, em vez de ter uma lista infindável de jogadores para estarem todos emprestados, devemo-nos concentrar em poucos jogadores, mas que façam uma grande diferença.

Assim, comigo o Benfica tudo faria para contratar:

- Ganso (22 anos, Santos)
- Anderson (24 anos, Manchester Utd.)
- Lisandro Lopez (29 anos, Lyon)

Contrataria também um lateral esquerdo (que me vou abster de comentar porque parece que o Benfica já contratou um ou está preste a fazê-lo para além do anunciado Luisinho).

Como fazer estas operações:

- Ganso: vendíamos ao Santos o Kardec e pagaríamos a diferença. Seria aceitável ficar com 50% do passe para diminuir o seu custo, desde que haja uma garantia que o jogador permanece na Luz pelo menos 3 anos

- Anderson: moeda de troca no potencial negócio Gaitan, em que nós receberíamos Anderson + uma soma em dinheiro. Se Gaitan não for vendido ao Man. Utd. poderá ser negociado o empréstimo de Anderson desde que esteja prevista, obrigatoriamente, uma cláusula de compra. É conhecido que o Man. Utd. está na disposição de ceder o jogador

- Lisandro Lopez: ainda há pouco vimos o Lucho Gonzalez a regressar ao FC Porto a custo zero e a ganhar metade do salário que auferia em Marselha. Lisandro tem 29 anos e o Benfica é um excelente clube para ele jogar na Champions.

A quem for criticar isto que escrevi, eu apenas lhes digo o seguinte: dos fracos não reza a história.

Não são os que pensam pequenino que fazem a diferença.

O Benfica pode e deve ser diferente do que é hoje e eu sei como fazer essa transformação.

O Benfica foi feito para ganhar!

PS:
Por favor, alguém explique aos jogadores novatos que chegam ao Benfica que a primeira coisa que têm que fazer é aprender a respeitar o clube que lhes vai pagar os salários e que fez um esforço para os contratar.
O Benfica é um grande clube e não um trampolim para chegarem a qualquer outro clube.
Um Director de Comunicação competente evitaria estas humilhações constantes que se repetem todos os anos.
Lamento que o actual Director de Comunicação do Benfica goste mais de dar entrevistas do que fazer o trabalho para o qual é pago.


-Bruno Carvalho, no seu Facebook, 1 de Junho 2012

Cristiano Ronaldo recusa dar um autógrafo a uma criança de 10 anos


"Bom dia,

Gostaria de poder olhar o Cristiano Ronaldo olhos nos olhos e dizer-lhe "Perdeu um fã, por muito insignificante que seja".

Passo a explicar, hoje em óbidos a minha filha de 10 anos tinha treino de futebol, situação que não veio a acontecer em virtude da seleção nacional se encontrar nas mesmas instalações. Como é óbvio, apesar de não ter treino e sabendo que eu apenas a ia buscar às 20:00, ela logo aproveitou para admirar ao perto aqueles que a fazem sonhar com grandes jogos onde é ela a protagonista.

Quando lá cheguei encontrei, não a criança alegre e divertida que esperava mas sim uma criança abatida e tristonha. Quando lhe perguntei o que se passava ela simplesmente encolheu os ombros e disse "O cristiano não me quis dar um autografo por ter a camisola do Barcelona".

Fiquei sem saber o que dizer. A camisola que ela colocara para ir treinar, e que a mãe lhe comprara de presente aquando de visita a Barcelona, simbolo de um amor de mãe e nada mais (tivera visitado Madrid e a camisola seria obviamente outra), acabara por lhe trazer um desgosto.

A minha dor é ver a desilusão nos olhos da minha filha e tentar explicar a uma criança de 10 anos porque razão um membro da seleção nacional, que ela passou as últimas duas semanas a apoiar, presenciando avidamente todos os treinos, lhe virou as costas.

Expliquem-me porque eu não sou capaz!

Vocês que convivem diariamente com este mundo provavelmente conhecerão milhares de histórias semelhantes, talvez vocês possam compreender, justificar e até desculpar este tipo de comportamentos, mas o mesmo não se passa com ela.

A mim soube-me bem este desabafo, obrigado por ouvirem."

--

Robert Filipe


-E-Mail enviado por um leitor, para o blog Campo Novo, da autoria de Nuno Farinha, sub-director do jornal Record

António-Pedro Vasconcelos diz que impera o medo nos comentadores desportivos portugueses


No espaço de poucos dias, Pinto da Costa referiu-se ao Benfica, sem o nomear (o simples facto de o nomear parece que lhe queima a língua) como sendo "o clube do tempo do fascismo", e chamou "burros" aos benfiquistas, sem nunca os nomear (a sigla do clube só é usada quando os adeptos e jogadores precisam de se animar com uns cânticos onde chamam nomes às mães dos adeptos do clube dos mouros), a propósito da nomeação de Pedro Proença para apitar a final da Champions. 

O país não se indignou. 

A imprensa desportiva assobiou para o lado. 

O estatuto de impunidade dá o direito a PC de insultar quem quer, de caluniar quem lhe apetece e de incitar ao ódio e à violência sem que ninguém o incomode. 

Uns dias depois, no Dragão Caixa, o Benfica sagrou-se campeão de basquetebol, vencendo com dificuldade mas com mérito um adversário de grande qualidade, o que deu mais brilho à vitória. 

No final de um jogo em que o árbitro não interferiu no resultado, os treinadores cumprimentaram-se, como mandam as regras do fair play. 

Mas, quando o jogo acabou, a culminar um clima de insultos e intimidação, os ânimos dos adeptos do FCP exaltaram-se. 

Agrediram os jogadores, levando a que a polícia não conseguisse garantir a ordem e a segurança e que a Taça fosse entregue ao vencedor nos balneários: Ao que se diz, Carlos Lisboa, treinador do Benfica, não terá resistido a responder às provocações e aos insultos com um gesto menos elegante. 

Tanto bastou para que o chefe do FCP entrasse no ringue e virasse o ónus da violência para o clube vencedor (como fizera com os famosos túneis da Luz), e vituperasse o comportamento da polícia que tentou, em vão, meter os adeptos do FCP na ordem. 

No dia seguinte, Luís Filipe Vieira decidiu finalmente responder ao chefe do FCP num discurso duro, pondo em relevo factos que são conhecidos da opinião pública. 

O que fizeram a maioria dos comentadores (incluindo alguns que se dizem benfiquistas!)? 

Meteram tudo no mesmo saco: os insultos de PC e o discurso de LFV, o gesto de CL e a violência dos adeptos do FCP. 

O medo impera. E o servilismo também.» 

- António-Pedro Vasconcelos, jornal Record, 31 de Maio de 2012

FC Porto queria abater multas desportivas no IRC


Futebol Clube do Porto queria abater multas desportivas ao IRC.

Supremo Tribunal diz não. Multas não são indispensáveis à actividade desportiva. 

Uma empresa de camionagem cujos condutores cometem infracções ao Código da Estrada, deve poder deduzir as multas de trânsito à factura do IRC?

É com esta pergunta que o Supremo Tribunal Administrativo (STA) explica porque resolveu rejeitar os argumentos do Futebol Clube do Porto (FCP), que queria que o Fisco aceitasse como custo fiscal cerca de 118 mil euros de multas resultantes de infracções desportivas.

- Noticia retirada do Jornal de Negócios