quinta-feira, 24 de maio de 2012

Video: Luis Filipe Vieira arrasa Pinto da Costa na homenagem à equipa de Basquetebol

Luis Filipe Vieira no discurso mais arrasador de sempre contra Pinto da Costa



Sobre conquista do título nacional de Basquetebol

Luís Filipe Vieira: “Foi uma vitória desportiva, uma vitória da verdade”


O presidente do Sport Lisboa e Benfica, Luís Filipe Vieira, recebeu esta quinta-feira, dia 24 de Maio, os Campeões Nacionais de Basquetebol. Na sua intervenção, o líder “encarnado” elogiou o desempenho da equipa orientada por Carlos Lisboa e lamentou os incidentes registados no final do quinto e último jogo do play-off da modalidade.

“A minha primeira palavra não pode deixar de ser de orgulho, de admiração, de agradecimento a todos vós pela vitória, mas sobretudo pelo exemplo que nos deixaram.

Deram a todo o país uma demonstração clara de tudo quanto ao longo de anos temos vindo a denunciar.

A vossa vitória de ontem não foi apenas a vitória desportiva, não representou apenas o 23.º título a nível do basquetebol, foi uma vitória da verdade, da coragem, foi a vitória de quem soube sofrer as consequências de ir ganhar a uma casa que não tem dignidade nas derrotas!

Parabéns Carlos por seres o treinador e o homem que és!

Parabéns à equipa, porque ontem deram uma enorme demonstração do que é o Benfica!

O que ontem se passou no Dragão é uma vergonha para o Desporto, para o país, uma vergonha para as instituições desportivas!

Só não é uma vergonha para quem não tem, nem nunca teve vergonha na cara!

O que alguns fizeram ontem, mas também na véspera do jogo, foi demasiado grave para ficar impune.

E ainda têm a lata de falar de apagões? Quando a sua história foi marcada por fruta, corrupção e compadrio?

Têm a lata de falar de verdade desportiva quando o seu sucesso foi construído com base na maior mentira do desporto português?

O sistema ainda não acabou. O sistema de hoje continua construído na intimidação, na violência, nos favores.

As nossas razões podem não chegar à UEFA, como não chegaram as “escutas da fruta”, como não chegaram para a justiça portuguesa as “escutas do café com leite”!

Mas nós não vamos parar enquanto não limparmos o desporto português.

Burros não são os que acreditam na mudança.

Burros são os que acreditam que isto nunca vai mudar!

Burros são os que acreditam que a impunidade vai durar para sempre!

Mas será que alguns dirigentes deste país só gostam da actuação da Polícia quando esta os avisa que tem de fugir para não serem presos?

Na vida como nos livros:

Um ladrão não deixa de ser ladrão por declamar poesia!

Um ladrão não deixa de ser ladrão por ir ao Papa!

Um fugitivo da justiça não o deixa de ser apenas porque alguns juízes decidiram assobiar para o lado!

Posso garantir-vos que vamos continuar a denunciar e a combater o sistema, o tempo que for necessário, seja no Basquetebol, no Futebol, no Andebol ou no Hóquei!

Alguns muros já caíram, mas não vou descansar enquanto houver árbitros, delegados e dirigentes que tenham medo, que se sintam condicionados por ameaças e represálias.

Não vou descansar enquanto algumas Federações continuarem a ter medo de agir com liberdade. Só espero que o sistema não venha agora a atacar no Hóquei, porque não tenham dúvidas de que vamos estar muito atentos!

Para o Carlos Lisboa e toda a equipa, o meu muito obrigado pela maneira como vestiram a camisola. Pela forma como lutaram durante o jogo e pela forma como souberam sofrer depois do jogo.

O vosso exemplo orgulha o Clube, orgulha os benfiquistas e orgulha todos aqueles que gostam de ganhar limpo!”



-Noticia retirada do site oficial do Sport Lisboa e Benfica

Video: Entrevista de Ola John à Benfica TV

Video: Jogadores do Basket em festa na camioneta na viagem de regresso a Lisboa

Luis Filipe Vieira recebe campeões de Basket na Luz


O presidente do Sport Lisboa e Benfica, Luís Filipe Vieira, vai receber esta quinta-feira, dia 24 de Maio, os Campeões Nacionais de Basquetebol.

A recepção à equipa sénior da modalidade está agendada para as 20 horas na Sala dos Campeões Europeus, junto ao Camarote Presidencial do Estádio da Luz.

Após esta cerimónia, a formação orientada por Carlos Lisboa vai dar uma sessão de autógrafos na Megastore Benfica. A mesma tem início previsto para as 20h30, pelo que todos os adeptos estão convocados para celebrarem a vitória no Campeonato.

Recorde-se que o Benfica conquistou o 23.º título nacional de Basquetebol na quarta-feira à noite, após mais uma excelente vitória sobre o FC Porto. Os “encarnados” venceram por 53-56.

-Noticia retirada do site oficial do Sport Lisboa e Benfica

Video: Luis Sénica faz a antevisão do jogo frente ao Valdagno para a Final Eight da Liga Europeia

Final 8 da Liga Europeia

Benfica defronta os italianos do Valdagno

A Final Eight decorrerá entre os dias 24 e 27 de Maio.

Recordar que os “encarnados” marcam presença nesta Fase da Liga Europeia de Hóquei em Patins após ter vencido o Grupo D.

João Gobern analisa vitórias de Chelsea e Académica nas finais da Champions e Taça de Portugal


Dá que pensar o verdadeiro muro de lamentações que se ergueu após a vitória do Chelsea na Liga dos Campeões. 

Foi descrita como “a morte do futebol”, “o triunfo da hipocrisia”, “o elogio da cobardia” e sabe-se lá o que mais. 

Só me espanta que entre os arautos da desgraça na causa futebolística se contem vários dos veneradores atentos de José Mourinho, nomeadamente na épica, heroica, inteligente e estratégica eliminação do Barcelona, na mesma Liga, quando o técnico português estava ao serviço do Inter Milão.

Até o facto de os pontas-de-lança (os africanos Samuel Eto'o e Didier Drogba) terem acabado a defender, ante os mesmos catalães, os respetivos flancos esquerdos aproxima os dois feitos. 

Como os congrega o facto de Inter, antes, e Chelsea, agora, serem olhados como marginais ao grande futebol. Imperasse esta lógica e estaríamos alheados de elementos essenciais a este desporto - a surpresa, a superação, o sublime que pode haver no coletivo. 

Por maioria de razão, a viagem da Taça de Portugal até Coimbra também não deve ter agradado, uma vez que a Académica levou para o Jamor a modéstia do seu arsenal. 

O problema é que o Sporting pareceu esquecer-se das armas em casa e entrou a jogar como só a soberba permite: o tempo encarregar-se-ia de repor a verdade e de explicar como as vantagens alheias eram apenas nuvens passageiras. 

Afinal, os minutos não foram aliados e nem a quebra fisica dos rapazes de Pedro Emanuel teve como equivalência a eficácia da parte dos leões. 

Não chegou nem para empatar, embora dispusessem de 86 minutos mais descontos para recuperar. Nada. 

A festa fez-se onde não se fazia há mais de 70 anos. Para o Sporting, o pior não foi ver escapar-se-lhe o título que, na ideia de muitos, até já tinha lugar reservado no Museu do clube - o pior foi a atitude de censura (com enormes responsabilidades para Sá Pinto, menos "envernizado" do que noutras horas) para as manifestações de profissionalismo de Adrien Silva, o melhor jogador em campo. 

Ao ponto de haver já quem defenda que o luso-francês não deve voltar a Alvalade... Depois queixam-se. 

E o FC Porto ou o Benfica agradecem. 

Já Pinto da Costa continua a sua apoteótica digressão regional (alguém sabe quantos quilómetros vão da Afurada a Espinho?), sempre a subir de tom. Proença está perto da medalha e Platini da beatificação. 

No Benfica, parece só haver duas hipóteses: ser burro ou ser estúpido. 

Mas sempre conspirador. Só é pena que continue, passo a passo, a demonstrar que, mesmo 30 anos mais tarde, ainda não aprendeu a ganhar. 

E, já agora, é pena que não fale, por exemplo do rombo orçamental do clube com a saida da Champions...

Mas se calhar ainda é cedo para prestar contas - talvez um dia...» 

- João Gobern, jornal Record, 23 de Maio de 2012

Heshimu, Betinho e Diogo Carreira em declarações à Benfica TV


Jogador sobre conquista do título

Heshimu Evans: “É uma sensação espectacular”


O jogador Heshimu Evans enalteceu, em declarações à Benfica TV, a forma como a equipa trabalhou para conquistar o 23.º título nacional de Basquetebol.

“A sensação de ser Campeão Nacional é espectacular. Trabalhámos muito ao longo da época e conseguir a vitória, esta noite, foi a melhor coisa que nos podia ter acontecido”, afirmou o atleta.

Heshimu Evans salientou que o Benfica teve de ultrapassar várias adversidades ao longo da época, considerando que o título é mais que justo. “Este título é especial, porque tivemos altos e baixos ao longo da época, mas estivemos sempre unidos e acreditámos sempre até ao fim”, sublinhou.

O basquetebolista não esqueceu a massa adepta, dedicando a respectiva conquista da Liga Portuguesa de Basquetebol. “Agradeço aos adeptos que sempre nos apoiaram. É para eles que levamos a Taça”, finalizou.


FC Porto – Benfica, 53-56

Betinho e a conquista do título: “O segredo foi a união”


O jogador Betinho destacou, em declarações à Benfica TV, a grande união da equipa de Basquetebol sénior, considerando que foi fundamental para a conquista do 23.º título da modalidade para o Clube.

“Estamos todos muito contentes. A euforia é grande. O segredo foi a união de toda a equipa que nunca desistiu. Estivemos sempre com a cabeça levantada e acreditámos até ao fim”, sublinhou.

Betinho venceu o Campeonato no primeiro ano com a camisola do Benfica, algo salientado pelo próprio: “Estou muito satisfeito. Vim de Espanha, precisamente para isto, para ser Campeão. É a minha primeira vez.”

No final, o atleta deixou uma dedicatória: “Quero dedicar este título a todos os benfiquistas e à minha família.” 


Em declarações à Benfica TV

Diogo Carreira: “O título é para toda a Família Benfiquista”


O base da equipa de Basquetebol do Benfica, Diogo Carreira, dedicou a conquista do título nacional a toda a massa adepta do Clube, bem como ao presidente do Clube, Luís Filipe Vieira.

“Queria aproveitar para dedicar este título ao nosso presidente que sempre nos deu todas as condições. Esta vitória é para ele e para toda a Família Benfiquista”, afirmou o jogador à Benfica TV.   

O Benfica venceu no Porto e Diogo Carreira salientou que a equipa esteve muito bem ao longo do quinto e último jogo do play-off da Liga Portuguesa de Basquetebol. “O jogo foi muito complicado. Foi espectacular sentir como a equipa estava do primeiro ao último minuto. Estamos todos juntos no balneário e foi assim que encarámos esta partida. Vencer na casa do rival sabe ainda melhor”, afirmou Diogo Carreira, que falou após o final da partida no recinto da equipa adversária.


Audio: Carlos Lisboa e Miguel Minhava em declarações à Benfica TV

Ouça aqui as declarações de Carlos Lisboa e Miguel Minhava à Benfica TV, ainda dentro do balneário do Dragão Caixa, logo depois da conquista do 23º título de campeão nacional de basquetebol.

Carlos Lisboa elogia jogadores e dedica campeonato a Luis Filipe Vieira


O treinador de Basquetebol do Benfica, Carlos Lisboa, não cabia em si de contente nas declarações que fez à Benfica TV no balneário do Dragão Caixa. O técnico considerou justa a vitória encarnada no campeonato nacional.

«Fomos a melhor equipa do play-off, defendemos bem. Destaco os nossos grandes jogadores que defendem a camisola com mística, com querer e com garra. Foi uma vitória à Benfica», afirmou o treinador.

Carlos Lisboa fez questão de dedicar a vitória a Luís Filipe Vieira: « A vitória é dele também, porque deu-nos todas as condições».

-Noticia retirada do site A Bola

Foto: Carlos Lisboa eufórico e atirado ao ar pelos jogadores do Benfica


Pinto da Costa indignado com actuação da policia no final do jogo de basket


Apesar de ter sido visível o arremesso de objetos contra os jogadores e restantes elementos do Benfica, o FC Porto sublinha que "a polícia agrediu gratuitamente uma série de espectadores, entre os quais mulheres e crianças, que nenhum crime cometeram".

No comunicado publicado no sítio oficial do FC Porto, lê-se ainda que Carlos Lisboa provocou e insultou os adeptos do FC Porto e um roupeiro do Benfica "arremessou objectos para a bancada, o que originou um clima de tensão que inviabilizou a entrega da Taça".

A polícia de choque foi chamada a intervir no recinto portista, já que a entrega do troféu ao Benfica estava a ser impossibilitada devido à falta de segurança. A taça seria mesmo entregue no balneário.

Após o final do jogo, Pinto da Costa esteve reunido com alguns agentes da polícia, visivelmente desagradado com a atuação das forças da autoridade.

-Noticia retirada do site Relvado

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Paulo Bento sobre Hugo Viana. "Face à nossa forma de jogar não cabe nestes 23"

Hugo Viana foi chamado de última hora à selecção, para substituir o lesionado Carlos Martins, que assim falha o Euro 2012.

O jogador do Sp. Braga, que ficou fora das primeiras escolhas de Paulo Bento, é assim bafejado pelo azar do companheiro Carlos Martins, e será um dos 23 lusitanos em terras de leste.

Recordemos, no entanto, como Paulo Bento justificou a ausência de Hugo Viana dos eleitos, na conferência de imprensa de anúncio dos convocados:

Renascença V+Ver todos os videos
Como Paulo Bento explicou ausência de Hugo Viana

Rádio RenasceçaMais informação sobre este video

António Lobo Antunes fala do Sr. José Águas


Há mais de trinta anos que não assisto a um jogo de futebol. 

Não conheço os estádios novos, vejo, às vezes, um bocadinho na televisão. Mas entre os dez e os vinte anos não falhava um jogo do Benfica. E não falhei enquanto Águas jogou. 

Claro que não era apenas Águas: era Costa Pereira, Germano, Ângelo, Simões, Eusébio, Cavém, o grande Mário Esteves Coluna que Otto Glória considerava o melhor jogador português, outros mais artistas que jogadores, como José Augusto, por exemplo, a todos estou grato pela beleza e a alegria que me deram, porém nunca admirei tanto um atleta como admirei José Águas. 

Para quê, portanto, ir ao futebol se ele já não se encontra no estádio? 

Era a elegância, a inteligência, a integridade, o talento, e ao pensar em escrever o meu desejo era ser o Águas da literatura. 

Vi Pelé, Didi, Nilton Santos, Puskas, Di Stefano, Santamaria, tantos outros génios, no tempo em que o futebol não era ainda uma indústria nem os jogadores funcionários competentes, comandados por esse horror a que chamam técnicos: era pura criação, uma actividade eufórica, uma magia cinzelada, uma nascente de prazer, uma inspiração, um entusiasmo. 

Águas foi tudo isso e, muito novo, ganhou o respeito dos colegas, dos adversários, dos jornalistas da época, que os havia de grande qualidade, Carlos Pinhão, Carlos Miranda, Aurélio Márcio, Homero Serpa, tantos outros. 

Não jogava futebol: criava futebol, respirava futebol, inventava futebol, e teria sido um privilégio para mim conhecê-lo. 

Não para falar com ele, para o ouvir. A sua beleza física invulgar distinguia-o de todos os outros, a forma de se mover em campo era única, a autoridade sobre os companheiros natural e humilde. 

Os miúdos que iam comigo à bola chamavam-lhe senhor Águas, sem sonharem que era desse modo que Simões e Eusébio o tratavam, como tratavam Coluna. 

Senhor Águas, senhor Coluna. Reconhecíamo-lo, do alto do terceiro anel, no estádio de então, onde, de tão longe, os jogadores minúsculos, pelo modo de correr, se deslocar no campo, passar, rematar, reconhecíamo-lo pelos seus golpes de cabeça, inimitáveis, pelo sentido da ocupação do espaço, pela simplificada geometria do seu futebol. 

Não tinha a garra de Ângelo ou Cavém, a força de Coluna, o gigantesco talento de Eusébio, o poder do drible de Simões, a velocidade de José Augusto: era uma espécie de rei sereno e eficaz, um aristocrata perfeito. 

Até a andar os olhos ficavam presos nele, na harmonia dos gestos, no modo de ajeitar bola, e eu, criança de dez anos ou adolescente de quinze, pensava tenho de trabalhar mais esta página, ainda não chego aos calcanhares de José Águas. 

Escrever como ele jogava, com a mesma subtileza e a mesma eficácia.

Escrever como a equipa do Benfica, umas vezes à Ângelo, outras à Germano, outras à Coluna, e finalizar à Águas. Nunca deve ter ouvido falar em mim nem podia adivinhar que um garoto qualquer o tomava não apenas como mestre de futebol mas como mestre de escrita. 

Só, mais tarde, certos saxofonistas de jazz, Bird, Coltrane, Webster, Coleman, Hodges, alguns mais, tiveram, sobre o meu trabalho, influência semelhante. 

Mas Águas foi o meu primeiro e indisputado professor: escreve como ele joga, meu estúpido, aprende a escrever como ele jogava. 

Como morava em Benfica via-o, às vezes, no autocarro do clube e ficava, pasmado de admiração, a fitá-lo. 

Isto lembra-me o meu irmão Nuno chegando a casa de dedo no ar

- Toquei no Eusébio, toquei no Eusébio

como provavelmente, eu o faria, porque na infância e na adolescência o futebol era, para além de uma aprendizagem do mundo, um prazer infinito. 

A cor dos equipamentos

(o meu amigo Artur Semedo:

- Não sou um homem às riscas, sou homem de uma cor só)

a entrada em campo, o hino, tudo isto me exaltava e fazia feliz. 

E as vitórias, comemoradas em Benfica com bebedeiras eufóricas. 

Uma das minhas glórias secretas, confesso-o agora, consiste em ter visto a fotografia do meu pai no balneário do hóquei em patins do Benfica, de ele ter estado no Campeonato da Europa de 1936, em Estugarda, com vinte ou vinte e um anos, e de brincarmos com uma caixa de lata cheia de medalhas, a que o meu pai não dava importância alguma e eu considerava inestimáveis.

Há pouco, a minha mãe

- O que faço eu a isto?

exibindo-me uma espécie de troféu ou de placas num estojo, que alguns anos antes de morrer a Federação de Patinagem lhe entregou, juntamente com outras antigas glórias, e que me recordo de o meu pai, que não saía, ir receber com satisfação secreta.

Mas, claro, eu era só filho do Lobo Antunes, não era filho do Águas, e ainda sei medir as distâncias. 

Portanto, o que vou eu fazer a um campo de futebol se ele já não joga? 

Seguir os funcionários competentes de um negócio? 

Assistir ao bailado dos técnicos? 

Ver a fantasia substituída pela sofreguidão, a ambição pela avidez, o amor ao clube pela violência idiota? 

Claro que continuo a querer que o Benfica ganhe. Claro que sou, como em tudo o resto, parcial, sectário, por vezes sem bom senso algum. 

Mas há séculos que não sofro com as derrotas e, sobretudo, não choro lágrimas sinceras com elas: estou-me nas tintas. 

Contudo voltaria a trotar, radiante, para assistir à entrada em campo de Costa Pereira, Mário João, Germano, Ângelo, Cavém, Cruz, José Augusto, Eusébio, Águas, Coluna e Simões, a agradecer-lhes o facto de me terem, durante anos e anos, colorido a existência. 

E talvez no fim do jogo, postado junto ao autocarro, quando os jogadores saíssem do balneário, o senhor Águas me apertasse a mão.

-António Lobo Antunes, Visão.pt, 22 Junho 2011 

Bruno Carvalho fala da importância dos jogadores portugueses no Benfica


Muitas vezes tenho referido a gravidade de o Benfica não jogar com jogadores portugueses. 

E até muitos Benfiquistas, que eu prezo, não percebem a minha preocupação.
Pergunta-me porque é que eu me importo. Se não é igual desde que o Benfica ganhe? 

Numa situação normal eu não me importaria. Mas o Benfica não vive numa situação normal. Não há nada de normal jogar com 11 jogadores estrangeiros a esmagadora maioria dos jogos. 

Não há nada de normal o Benfica não marcar um único golo por um jogador português na Liga. 

E as consequências já estão aí. Vemos a proliferação de ex-jogadores do FC Porto a tornarem-se treinadores dos clubes da 1ª divisão. 

E isso é grave. Mas pensemos bem, quem poderiam ser os ex-jogadores portugueses do Benfica a ocuparem esses lugares? 

O que é que ganharam as gerações mais novas de jogadores recém retirados do Benfica?

É que os do FC Porto ganharam um sem número de campeonatos, ganharam Taças UEFAs, foram campeões europeus, ganharam Taças Intercontinentais.

E é com vitórias que se constrói a mística e é com a mística que se constroem novas vitórias. 

Os jogadores mais velhos, habituados a ganhar, enquadram os mais novos e explicam-lhes o clube e transmitem-lhes a mística. Mas no Benfica isso é impossível. 

A cultura do Benfica é há muito a da fanfarronice e não dos resultados.

Os jogadores do Benfica o que podem passar é uma cultura de derrotas e desculpabilização. 

O que os jogadores do Benfica podem ensinar não é como se ganha, mas sim, como se culpam os árbitros. 

As derrotas no Benfica não têm quaisquer consequências. 

O Benfica não tem vitórias, não tem cultura de vitória nem tem material humano para que se possa explicar aos mais novos o que é o Benfica. 

Pois a cultura não pode ser passada por estrangeiros, que estão aqui apenas de passagem, e há muito que o Benfica não aposta nem respeita os jogadores portugueses. 

O papel do capitão de equipa não é entendido pelos responsáveis.

Os ex-capitães do Benfica portugueses foram todos mal tratados pelo Clube.

Ninguém percebeu que era preciso dar o exemplo e tratá-los bem. 

Que era preciso alguém que sentisse o Benfica. 

Mas será isso surpresa quando as estruturas dirigentes do Clube estão eivadas de não Benfiquistas? O Benfica está doente, muito doente, perante a apatia dos seus sócios que parecem contentar-se com a grandeza do passado incapazes de perceberem a realidade. 

A realidade é a de um domínio perdido. 

Enquanto não enfrentarmos todos a realidade não seremos capazes de reagir. Precisamos de um banho de realidade!

-Bruno Carvalho, no seu Facebook, 22 Maio 2012

Pai de Funes Mori critica presidente do River Plate por recusar uma proposta do Benfica de 8 milhões de euros pelo jogador


Miguel Funes Mori criticó al presidente de River por rechazar la oferta de €8 millones que en su momento había hecho el Benfica para llevarse al delantero de River.

El padre del delantero de River Rogelio Funes Mori criticó hoy al presidente del club, Daniel Passarella, por rechazar en su momento una oferta de ocho millones de
euros del Benfica de Portugal, al señalar que "ahora" su hijo "no vale ni doscientos pesos".

"Tengo códigos pero hasta cierto punto, acá se terminaron los códigos", dijo Miguel Funes Mori en referencia a Passarella y su decisión de no aceptar la oferta de club portugués.

Y precisó: "Hubo una oferta pero River no la quiso, fue de ocho millones de euros. Pero qué pasa si pasa lo mismo que con (Diego) Buonanotte, que valía como treinta millones. Mi hijo ahora no vale ni doscientos pesos. Quizá uno deja pasar el tren y se te fue".

Sobre el interés del atacante del seleccionado argentino Sub 20 de emigrar al fútbol del Viejo Continente, Funes Mori padre señaló que "el jugador que te diga que se quiere quedar acá es mentira, todos se quieren ir a Europa". 

En diálogo con el canal Fox Sports, Miguel Funes Mori también fue crítico con la disposición táctica del equipo de Juan José López al señalar que no es lo mejor para River y sus atacantes.

"Vos llevás a (Mariano) Pavone a Racing y seguro hará muchos más goles porque tiene jugadores por afuera, que es lo que necesita River", dijo.

Por último, el padre de Funes Mori, quien aseguró que a su hijo "le están haciendo mucho mal", le pidió a la gente de River que "no vayan a la cancha a tirar abajo a un jugador".

-Noticia retirada do site argentino http://playfutbol.infobae.com


Especial: Otto Glória em documentário na Benfica TV

A Benfica TV oferece a todos os Benfiquistas uma verdadeira obra de arte.
O programa Vitórias e Património, um dos melhores de toda a televisão Portuguesa, oferece-nos este fabuloso documentário de homenagem ao técnico Brasileiro Otto Glória, o treinador que deu origem ao profissionalismo no Glorioso, e que criou as bases para o Benfica europeu.
Veja e delicie-se com estas fabulosas recordações.

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Nuno Gomes diz que Pinto da Costa é um excelente presidente


Dispensado por Jorge Jesus do Benfica, o agora avançado do SC Braga, Nuno Gomes, garante que não existe animosidade entre os dois, e que Jesus é um bom treinador... tal como muitos outros.

Em entrevista à Rádio Renascença afirmou, em tom irónico que «Jesus é um entendido do futebol à séria», e que «percebe muito de futebol... como muitos outros treinadores também percebem».

Mas no seu coração fica mesmo é Manuel José, que apadrinhou a sua estreia nestas andanças: «Foi o meu primeiro treinador nos seniores e foi importantíssimo para a minha carreira. Ensinou-me que para ser feliz no futebol é preciso muito trabalho».

E, voltando ao Benfica, Nuno Gomes deixa rasgados elogios ao presidente dos encarnados, Luís Filipe Vieira. «Quer fazer sempre o melhor em todas as áreas e isso é uma característica muito importante. Trabalha muito em prol do clube e só quem está com ele diariamente consegue perceber isso. Tem também um lado humano, que para mim como adepto do Benfica, é dignificante, porque está à frente do meu clube», salienta.

E Pinto da Costa? «É também um excelente presidente, e faz tudo e mais alguma coisa para que o Porto ganhe cada vez mais.

-Noticia retirada do site do jornal A Bola